terça-feira, dezembro 31, 2013

Festejar

A cada ano, nesta época, temos renovados não só os votos de Feliz Natal, paz, amor e harmonia, etc.... O pacote sempre contém também os já tradicionais ataques à data. Desde ao “consumismo desenfreado, ‘busca frenética por presentes”, gastos e compras, expectativas, até às comidas tradicionais e ao convívio em família. A crítica está ficando séria, a ponto de alguns considerarem um Natal um período depressivo. Já o Ano Novo, este sim seria o momento da euforia.

Tudo bem, concordo que às vezes há um certo exagero no Natal. Mas por que a crítica não acontece contra o Ano Novo?

Ou na virada do ano também não há busca desenfreada por consumo, gastos, roupas, comidas, objetos? Pensando bem, por que é menos ‘consumista’, por que é mais digno, gastar dinheiro com fogos do que com presentes de Natal? Pode ser considerado mais aceitável correr para preparar a festa que, não raramente, se passa rodeado de estranhos do que o agito para celebrar uma ceia com as pessoas mais próximas? É menos consumismo pagar viagem, hotel, comida, bebida, roupas de determinada cor, oferendas... do que preparar uma celebração natalina de fé, família e amor?

Para mim, emergem algumas pistas para entender esta diferenciação.
Primeiro, o Natal é a celebração de que alguém fez algo por mim – Jesus. O Ano Novo, via de regra, sou eu fazendo o que quero a respeito do ano que vem. Qual delas o orgulho humano aceita melhor?
Outra, Natal é tempo de olhar para dentro, para trás, encontrar coisas boas e outras nem tanto, e quem sabe ter de enfrentá-las para superar. No Ano Novo, o barulho dos fogos e o gosto da champanhe são um convite à euforia da consciência e ao otimismo superficial, trazendo a ideia de que de primeiro de janeiro em diante tudo será diferente.
Quem sabe também pelo fato de que a fé do Natal é bem definida – Jesus Cristo. Já as crenças do ano novo são quase tão variadas quanto as pessoas que delas participam. Assim, parece mais atrativo uma festa onde eu defino o cardápio do que celebrar algo que já nos foi entregue assim, e que não muda – ainda que se renove a cada ano.

Cada um tem o direito de gostar da festa que mais lhe apraz, disto não há dúvida. O que também não pode deixar dúvida nenhuma é que o Natal, em seu sentido real, é festa que merece ser festejada. Abraçada, vivida, compartilhada, com o melhor que estiver ao nosso alcance, sem culpa. Gastamos dinheiro com tanta futilidade. Porque não investir em algo que realmente vale a pena?

Depressão, esta não-convidada, até pode aparecer no período natalino, sim; como também em qualquer dia do ano novo.

Fundamental é lembrar e crer que Jesus Cristo apareceu naquele primeiro Natal para nos dar a certeza diária: viver com Ele é sempre ter muito para festejar.

terça-feira, dezembro 24, 2013

N tal

Você, sem dúvida, notou que está faltando, no título, a letra ‘a’, na palavra Natal. “Ah, mas é só uma letra, não muda tanto assim...”.
Bem, talvez porque estamos em época natalina, e você esteja esperando algo do tipo, conseguiu entendê-la. Mas uma letra pode mudar todo o sentido.

Se tirarmos, por exemplo, o T, temos Na al; Em turco, “Familiarize-se com”
Se tirarmos o segundo A, Nat l, temos, em híndi, “L avançada”
Já se tirarmos o L, temos uma palavra em bom português: Nata.
E a versão do titulo, sem o primeiro A, quer dizer ‘úmero’, em sueco

Mudou um bocado.

Isso não acontece só com a palavra. Acontece com o sentido, com a essência e razão de ser da data. Tire um nome do seu meio – Jesus - e o que acontece com o significado?
Natal – festa de luz.
Natal – Boas festas.
Natal – Uma noite de presentes, bebida, comida, abraço, dia seguinte, ressaca, e tudo volta como era antes.
Natal – pregação contra o consumismo da data.
Natal – Na....da!

Não adianta. Tirando o nome central da festa, ela fica sem sentido. Pode acontecer todo o resto, mas aí é preciso mudar o nome. Que seja, então, ‘Boas Festas’, ‘celebração’, ‘Noite da familia’, ou “oportunidade de mais vendas”.

Quando vemos o menino da manjedoura no centro da data, então tudo faz sentido. Até mesmo a luz, a comida, a festa, a celebração. Porque parte de cima a fé para reconhecer o amor e o perdão, parte de dentro o motivo para celebrar a paz e a vida, parte para os lados a vontade de se encontrar. Parte de todos a vontade de não celebrar em parte, mas o todo do Natal. Completo, essencial. A festa da fé.

Fim de ano, fazemos N coisas e tal. Mas não podemos nos contentar com Ntal, nem nada incompleto.

A Festa verdadeira, de fato, só se tiver cinco letras: J e s u s



Pastor Lucas

sábado, dezembro 21, 2013

Mensagem do Reitor

ULBRA realiza celebração de Natal na Capela Universitária

A ULBRA Canoas realizou na tarde desta quinta-feira, 19.12, a celebração de Natal na Capela Universitária do campus. O capelão da Unidade, Gerhard Grasel, e o capelão geral da Universidade, reverendo Lucas Albrecht ,conduziram o momento devocional, que contou com a música da Orquestra da ULBRA, conduzida pelo maestro Tiago Flores, cm a participação do barítono Francis Padilha. O presidente da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB), Egon Kopereck, também participou do culto.   

Fazendo referência à Boa Nova do Natal, o pastor Grasel iniciou a celebração evocando que o ano novo traga boas notícias, desejando que as festas e o recesso de final do ano também sejam um tempo para reflexão e descanso.
Em sua mensagem, Kopereck lembrou o verdadeiro sentido do Natal, tempo de alegria, fé, amor, vida, esperança, paz e perdão. “Que a motivação que nos move venha dos nossos corações, por termos Jesus conosco”, refletiu. 

O diretor do campus Canoas, Erivaldo Diniz de Brito, destacou que 2013 foi um ano de aprendizado e conquistas. O reitor da ULBRA, Marcos Fernando Ziemer, ressaltou a importância do trabalho dos colaboradores para a renovação do reconhecimento de 42 cursos da Instituição e a perseverança para superar os desafios.

O capelão geral da Universidade, encerrou a celebração lembrando a missão confessional e desejando aos colaboradores, em nome da mantenedora – Comunidade Evangélica Luterana São Paulo (CELSP), que o Natal seja 
um tempo de paz e que as conquistas almejadas sejam alcançadas em 2014. 

Também participaram do culto os pró-reitores, além de professores e funcionários da ULBRA Canoas.

Fonte: ACS ULBRA

sexta-feira, dezembro 13, 2013

sábado, novembro 30, 2013

quinta-feira, novembro 28, 2013

Agradecer

Você pode agradecer sua família, pelo suporte, carinho, amor, cuidado. Até pelas horas ruins, que ajudam a crescer. Seria muito importante.
Mas estaria incompleto.

Você pode agradecer seu patrão, chefe ou colegas de trabalho, pelas oportunidades de aprender, crescer, contribuir. Ou de simplesmente poder trabalhar. Seria importante.
Mas estaria incompleto.

Você pode agradecer aos amigos pelos dias de alegria, as noites de companhia, as horas de compreensão, coração receptivo. Seria um gesto emocionante.
Mas estaria incompleto.

Você pode agradecer pela natureza, pelo sol, ar, água, vegetação, vida. Seria uma lembrança importante.
Mas estaria incompleta.

Você pode agradecer aos professores e colegas pelas horas insubstituíveis de aprendizado, convivência e troca de experiências. Seria uma atitude e tanto.
Mas ainda estaria incompleta.

Você pode, então, agradecer a Deus pela sua família, por ter lhe dado amigos, por ter proporcionado trabalho; por ter criado a natureza, mostrado toda a beleza da vida, ter dado de presente a fé. Pode reconhecer que de Suas mãos tudo nasce, tudo provem. Ele sustenta toda a forma de vida, ama a cada ser humano como coroa de sua criação. Você pode agradecer por muito, por tanto, por tudo. Principalmente, por Ele fazer você ser quem você é.

Um gesto vibrante, verdadeiro, de uma vida que responde ao amor com gratidão. Este sim, um gesto completo.

Porque é um gesto de fé.

P. Lucas André

sexta-feira, novembro 22, 2013

Para a câmera

Acontece em programas de auditório, celebrações em quadras de samba ou famílias reunidas com um link de TV ao vivo. Todo mundo está lá sentado, quieto, fazendo qualquer outra coisa. De repente, quando percebem que estão no ar, ao vivo, sendo captados pela câmera, tudo muda. Começam os pulos, os gritos, os tchauzinhos pra TV. E também o olhar discreto com o canto do olho para o monitor de TV para confirmar se está aparecendo mesmo. Neste caso, mais gestos, pulos e gritos.

Este é o nosso mundo, onde a existência costuma ser definida pelas polegadas do aparelho televisor. Ultimamente, também pela tela do computador. Aparecer dá existência social, importância. Mas não o aparecer de qualquer jeito. É legal aparecer sorrindo, gritando, ‘de bem com a vida’. Com exceções, é claro, mas esta parece ser a regra.

Pior é quando esta lógica passa para a vida real e a honestidade, a firmeza, a justiça e outros bens que deveriam ser duráveis aparecem apenas quando estamos ‘no ar’. Com as câmeras desligadas, vale fazer qualquer outra coisa.

Ao agirmos com correção ou com alegria somente quando a câmera dos olhares está fixada em nós, é porque queremos esconder o que realmente pensamos? Pode ser que sim, outras vezes, que não. Mas o fato é que viver ’para a câmera’ não dá certo. Uma hora a gente estoura de estresse. Ou então cansamos de representar, e todos acabam vendo quem realmente somos.

É bem melhor procurar agir por princípios, que são garantia de estabilidade. Se a câmera dos olhares do mundo nos pegar preocupados? Paciência... Se nos pegar sorrindo? Ótimo! Fazendo o que é certo? Melhor ainda! O principal é nos pegar como pessoas que procurarmos seguir a constância da fé. E se esforçam para fazer da alegria e princípios um jeito de viver. Para isto contamos com Aquele que não desliga sua câmera em nenhum minuto. Jesus Cristo nos vê sempre. E quer nos ver vivendo ao natural a fé que nos leva a sermos autênticos.

Por isso, sorria. Você está sendo acompanhado.



P. Lucas André

terça-feira, novembro 19, 2013

Causa justa

O que a nossa sociedade, de uma maneira geral, costuma pensar ou falar sobre nomes como estes: Marcos Feliciano, Silas Malafaia, um empresário rico, um político...?

Por outro lado, quais são as verbalizações que surgem ligadas a nomes como estes: Bob Marley, John Lennon, Charlie Sheen, Sean Penn...?

Se pensarmos em senso comum, dá até pra imaginar quais os adjetivos que vão na primeira lista e qual a consideração e apreciação que se tem pela segunda.

Agora, a qual das duas listas atribuiríamos casos de violência domestica, sexo sem segurança, estupro, abuso, excesso de álcool e drogas, socos, agressão com taco de beisebol...?

Pode até haver na primeira. Mas na segunda existem registros públicos de uma ou mais destas atitudes, de cada um dos integrantes. E a lista ainda poderia ser maior.

Isto nos faz pensar que nem sempre o ser humano, quando age e reage, está defendendo o bem, a retidão ou uma causa justa universal. Pode apenas estar em defesa daquilo que prefere ou com que mais se identifica.

Em alguns casos, se vai tão longe que até Jesus Cristo entra na lista. Ele não teria defendido os animais o suficiente, seria a favor da escravidão, talvez não passasse de um analfabeto ou até mesmo seria um charlatão. Bem, “se é mesmo que ele existiu...”

Logo Ele, que veio para defender a mais universal e mais justa causa. Sem violência, sempre com amor.

O que Ele fez foi trazer uma única e mesma mensagem, não apenas para grupos, mas para toda a sociedade,. Todos nós estamos ligados a casos de erro, culpa e transgressão. Mas todos igualmente temos acesso ao que nos cura, perdoa, e nos leva à ação. Podemos perceber quando estamos em um caminho seguro ou totalmente na contramão. Para procurarmos distinguir causas justas de mero pré-conceito ou questão de opinião.

Da parte dele, não há diferença, todos têm acesso à vida sem rótulos e sem diminuição.

Jamais mandará embora por justa causa aqueles a quem sua causa justa alcançar.


P. Lucas André

sexta-feira, novembro 08, 2013

Fazem bem

Um biólogo e jornalista norte-americano relembrou, com um experimento, aquilo que sabemos, mas esquecemos. Tudo que é humano é sujeito a falhas.

Conforme este post, John Bohannon enviou um trabalho falso sobre as propriedades supostamente anticancerígenas de uma molécula supostamente extraída de um líquen e enviou esse trabalho para 304 revistas científicas de acesso aberto ao redor do mundo. O trabalho não só foi totalmente fabricado e obviamente incorreto, com falhas metodológicas e experimentais que, segundo Bohannon, deveriam ser óbvias para “qualquer revisor com formação escolar em química e capacidade de entender uma planilha básica de dados”. O nome dos autores e das instituições que o assinavam eram todos fictícios. Apesar disso mais da metade das revistas procuradas aceitou o trabalho para publicação. Nada menos do que 157 periódicos estavam dispostos a atestar a veracidade ao trabalho.

É o tipo de coisa de que precisamos ser lembrados pois, de todas as religiões, crenças e sistemas de organização de conhecimento no mundo, uma das que sempre arrebanha novos fieis é a do ‘cientificamente comprovado’. Se foi publicado em algum lugar, se foi demonstrado por alguém em algum artigo ou experimento, se “apareceu na mídia”, então deve ser verdade, para ser aderida e repetida sem a atenção necessária ao contraditório.

Evidentemente não se trata de desmerecer o trabalho cientifico. O próprio Toque de Vida está no contexto de Universidade, a Ulbra, que produz e dissemina conhecimento continuamente. E também porque sabemos que a ciência verdadeira não adere à religião que tem por mantra o ‘cientificamente comprovado’. O objetivo é lembrar o óbvio - o fazer ciência está dentro do contexto de todos os fazeres humanos. Acertos, erros, tentativas, novos acertos e erros.

E este é também o caso da religião. Produto humano que é, está sujeita a falhas.. Perfeito mesmo, só o objeto da fé – Deus, que é a fonte da Ciência, uma vez que é o autor da Criação. Mais do que isso, é a fonte do remédio para o erro – perdão-, que está em Jesus Cristo, o caminho bem perto do chão para quem quer viver o que a fé pode proporcionar.

Isto nos leva a outra obviedade que precisa ser relembrada: humildade e respeito nunca fazem mal. Nem à religião, nem à ciência.


Muito menos ao coração.


P.Lucas André

quinta-feira, outubro 31, 2013

Reforma

A data de hoje tem se pautado pela festa importada do norte, que fala de bruxas, abóboras, monstros e afins. No entanto está é uma...hum... ‘celebração’ incomparavelmente menor do que outra, que impactou a sociedade mundial: a Reforma Protestante, que tem como marco o dia 31 de outubro de 1517.

E quando olhamos para a trajetória do principal líder do movimento, vemos que muito da vida de Martinho Lutero pode ser inspirador para a nossa.

Um dos motivos: ele tinha consciência de que podia não estar certo. Foram anos de pesquisas e debates antes de tomar uma posição mais definitiva. O que mostra a importância do interesse de unir, não separar.

Outro, foi sua obstinação pelo estudo e conteúdo. Não bastava contestar. Era preciso ter conhecimento, conteúdo. Não só querer falar e discutir mas principalmente ter o quê falar, com maior exatidão e clareza possíveis. A importância do conhecimento.

Ainda outro, dentre muitos, foi sua fidelidade à Palavra. Em seus escritos e documentos, procurava fundamentar tudo com o Fundamento da Vida, de onde realmente se podem buscar ensinamentos para uma vida inteira. A importância da Palavra.

E também sua coragem em enfrentar, apoiado por muitos amigos, as maiores adversidades possíveis, permanecendo firme na fé em Jesus Cristo e nos seus ideais. Ficar de pé para defender aquilo que acreditava. A importância da fé, que leva à coragem e ousadia.

Não foi passe de mágica nem bruxaria. Lutero lutou com as armas que estão disponíveis também ao nosso alcance: fé, perdão, coragem, conhecimento, amor. O mundo ainda hoje precisa de constante Reforma. Sem deixar pra trás o que não faz bem e manter o que faz, constantemente, a vida se torna uma eterna repetição. Isto é ser reformador todos os dias, sem medo dos fantasmas da tristeza, desespero e frieza que insistem em assombrar e tentar fazer desistir. A história pessoal daquele monge está aí para apontar o fato: de Deus vem nossa sustentação e o nosso querer reformar.

No dia 31 de outubro, portanto, se nossa vida precisa de sentido, sustentação, força e orientação, já sabemos qual das duas celebrações aponta Quem realmente tem o poder de nos encantar. 



P. Lucas André

Bruxas ou Lutero?

por Marcos Schmidt

Bruxas ou Lutero? Permitam-me falar sobre o monge alemão, até porque para as bruxas está faltando vassoura. Se bem que os dois assuntos se cruzam nas questões históricas e religiosas - ocultismo com cristianismo - e se chocam naquele 31 de outubro de 1517.  A superstição e o medo assolavam os corações da Idade Média, e a própria igreja vivia os tempos obscuros de inquisições e abusos. Por outro lado, lembrar as 95 teses de Lutero contra o comércio do perdão dos pecados, requer hoje diálogo, respeito e coerência num ambiente cristão fragmentado, mas com a mesma missão e desafios. Quando Lutero jogou as teses na internet - a porta do Castelo de Wittenberg - ele não queria dividir nem reformar. Apenas estava escandalizado. Por isto a tese 24: “Daí segue-se que a maior parte do povo está sendo enganada por essas promessas indiscriminadas e liberais de libertação das penas”. Nada diferente destes tempos quando o povo é ludibriado com promessas de prosperidade e por outras fraudes. Assim, a tese 27 é atualíssima: “Os que afirmam que uma alma voa diretamente para fora do purgatório quando uma moeda soa na caixa das coletas, estão pregando uma invenção humana”.

O erro hoje é valorizar a fachada da igreja e menosprezar o Evangelho que carrega. E nisto Lutero não vacilou, tanto que nem queria uma nova igreja, mas uma igreja nova. Ao descobrir que a autêntica religião é divina, explicou que "a cristandade verdadeira e essencial consiste no Espírito, e não em alguma coisa exterior, seja lá como for chamada". Por isto a explicação: "O Espírito Santo chama, congrega, ilumina e santifica toda a cristandade na terra, e em Jesus Cristo a conserva na verdadeira e única fé". Ficou contrariado quando seus seguidores são denominados "luteranos", argumentando que a igreja não era dele mas de Jesus. Mas a história já estava escrita. Faltam quatro anos para fechar cinco séculos de um fato que precisa ser interpretado à sombra da cruz de Cristo.



Rev. Marcos Schmidt 
pastor luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS


quarta-feira, outubro 30, 2013

ULBRA comemora Reforma Luterana

Data será lembrada com inauguração do Jardim de Lutero



Para lembrar a obra de Martinho Lutero e marcar a comemoração da Reforma Luterana, a Universidade Luterana do Brasil (ULBRA)  oferece um novo espaço a partir desse ano: o Jardim de Lutero. Será construído em cada uma das unidades de ensino superior e escolas até 2017, quando a publicação das teses que baseiam a doutrina religiosa luterana completa 500 anos. No campus Canoas, o jardim se localiza entre os prédios 11 e 14, próximo à Capela Universitária.
Pró-Reitor Adjunto Valter Kuchenbecker, idealizador
do Jardim de Lutero no campus Canoas.

A iniciativa, como lembra o pró-reitor adjunto de Extensão e Assuntos Comunitários, Valter Kuchenbecker, se integra às celebrações feitas no mundo inteiro em alusão à data. A inspiração é o jardim que está sendo erguido na cidade de Wittenberg, na Alemanha, berço do luteranismo. Quinhentas árvores serão plantadas, em um formato que lembra a rosa de Lutero (símbolo da religião). “A vida cristã está relacionada a dar frutos. Isso tem a ver com a teologia de Lutero: através da fé, produzimos bons frutos”, resumiu Kuchenbecker, afirmando que diferentes  espécies serão plantadas nos jardins.

Na ULBRA Canoas, o Jardim de Lutero foi construído com a participação da equipe de Paisagismo da Universidade e o curso de Agronomia. O projeto foi incluído na Agenda Eco Sapiens. As árvores plantadas são nativas das regiões.
A inauguração integra a comemoração da Reforma, em 31.10. A cerimônia começará no saguão do prédio 10, às 14h30, com confessional da Pastoral Universitária e apresentação de hinos religiosos executados pela Orquestra de Câmara da ULBRA. Logo em seguida, os presentes se deslocarão até o jardim, onde será descerrada a placa de inauguração, com a presença da Reitoria.

Legado para a sociedade
A Reforma Luterana é um marco religioso de contestação à Igreja Católica, que deu as bases para a criação do luteranismo. O movimento foi liderado pelo monge e professor alemão Martinho Lutero e é lembrado até hoje por seu impacto na sociedade medieval e as mudanças que provocou. Mais do que na religião, a reforma ajudou a desencadear uma nova realidade social do século XVI confrontando, por exemplo, a venda de indulgências. “A reforma procurou corrigir abusos cometidos pela Igreja, que até então era dominante na sociedade”, resume o pró-reitor Acadêmico e estudioso de Martinho Lutero, Ricardo Willy Rieth. “Com isso, também teve reflexos na política, na sociedade e na economia”.
Com a crítica à supremacia que a Igreja exercia até então, Lutero abriu o caminho para o desenvolvimento do capitalismo: o catolicismo tradicional não aceitava o livre mercado. Além disso, a valorização da educação, como forma de desenvolver o potencial humano e capacitar as pessoas para cumprir um papel na sociedade também fazia parte do ideário defendido pelo religioso.
O incentivo à educação, aliás, é um dos maiores legados do luteranismo. Como observa Rieth, o Brasil, a partir do início do século XIX, passou a receber imigrantes europeus, dentre os quais muitos alemães. Cerca de 60% destes eram luteranos, e aqui fundaram escolas, nas quais praticavam os mesmos preceitos de excelência pregados por Lutero. “Principalmente na educação básica e no ensino superior, muito do que temos em educação no Brasil tem origem no contexto luterano”, relaciona o pró-reitor.  Mesmo que, enquanto comunidade religiosa, o luteranismo seja considerada pequena no Brasil (cerca de 1 milhão de praticantes), sua contribuição para o país é inegável. “Uma pessoa só pode desenvolver plenamente sua função no mundo se tiver acesso à educação. E essa é a principal obra dos luteranos para a comunidade”, diz ele.
Atualmente, o Brasil conta com duas igrejas luteranas: a Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) e a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).

Atividades nas unidades

As unidades da ULBRA terão atividades especiais alusivas à Reforma. Confira algumas abaixo.

ULBRA Carazinho
Culto em conjunto com a IECLB
Dia 31.10, à noite
Na Igreja de Cristo

ULBRA Santa Maria
Exposição: A Reforma Luteranae seu legado (livros antigos e edições atuais de Lutero, traduções da Bíblia, quadros explicativos e réplicas de obras de arte do período, exibição de multimídia sobre o tema)

De 21 a 31.10 - das 14h às 21h
Capela do campus
Encerramento da exposição, com atividade musical e mensagem especial
Dia 31, 20h30
Saguão do campus

CEULP - Palmas
Momentos de louvor com coral e outros cantores
Dia 31.10, no início dos turnos letivos da manhã e noite
Saguão do campus
Rede de escolas
Semana Cultural Luterana
 28.10 a 1º.11
- See more at: http://www.ulbra.br/imprensa/noticia/acontece/5028/ulbra-comemora-reforma-luterana/#sthash.ATOB4RbA.dpuf

sexta-feira, outubro 25, 2013

Capelão da Música atua também como professor

Além de comandar a capelania de Música da Pastoral da ULBRA, este ano o pastor Paulo Brum ganhou mais uma missão: contribuir com a formação dos futuros pedagogos que estudam na ULBRA. Ministrando a cadeira Educação Musical, novidade do currículo do licenciatura em Pedagogia EAD da Universidade, Paulo acredita contribuir com o fortalecimento da formação do professor.
Prof. Ms Paulo Brum,  Maestro e pastor.

O convite surgiu após a conclusão do mestrado que o pastor cursou no Programa de Pós-graduação em Música do Instituto de Artes, na UFRGS. Ele obteve o título defendendo a dissertação a suíte para órgão do oratório Sete Palavras de Cristo na Cruz, Opus 257 de Amaral Vieira: uma Abordagem Retórico-Analítica da Relação com seu Oratório, Opus 255A.
Com a pesquisa, Paulo Brum analisou a forma com que o compositor usou a música para traduzir um discurso sacro. “Amaral Vieira traduziu as sete palavras de Cristo em música, e isso é muito intenso”, resume o mestre em Música. O estudo pode ser conferido no endereço http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/76732 

O órgão de tubos da Capela Universitária teve papel importante no mestrado de Paulo: foi onde aconteceram os recitais públicos, necessários para a obtenção do título. Além disso, o pastor também atuou pela reforma do instrumento, e evidencia sua importância dentro da capela. “Com o órgão, possibilitamos ações litúrgicas, durante os cultos, de ensino, através de visitas de diferentes cursos e artísticos, promovendo concertos abertos à comunidade”, relata. “Devemos manter viva essa cultura.”

Continuar os estudos em Música no doutorado está entre os planos de Paulo, mas por enquanto ele se dedica a terminar o segundo mestrado, em Teologia, no Seminário Concórdia, em São Leopoldo (RS). Ele acredita que, no ambiente universitário, o pastor deve estar próximo à academia. “Integrar a pastoral com o ensino traz mais movimento”, conclui.

Fonte: ACS Ulbra

quinta-feira, outubro 24, 2013

Ajuda aos desalojados na Grande Porto Alegre


Prezada Comunidade

Desde o dia 22.10, a Grande Porto Alegre está sob intensa chuva, que deve estender-se até o fim de semana. Como resultado, muitas famílias de diversas cidades estão desalojadas, residindo em abrigos temporários. Em contato com o Tenente Terra, da Defesa Civil do RS, fomos informados das necessidades para o momento: Roupas, cobertores, alimentos não perecíveis, água, colchões e colchonetes.

Assim, a Pastoral da ULBRA está liderando arrecadação específica destes itens para serem enviados às famílias. As contribuições podem ser doadas em um dos postos de arrecadação, nas Pastorais dos campi e escolas da Universidade em Canoas, Sapucaia do Sul, Cachoeirinha, Gravataí, Porto Alegre e Guaíba.

Desde  já agradecemos!

Pastoral da ULBRA

quarta-feira, outubro 23, 2013

Escrito

Sentir – verbo bastante associado à fé e à existência de Deus. Não é raro afirmarmos que sentimos que temos fé e que Deus está conosco. O que é algo verdadeiro.

Mas... e quando não sentimos? Aquelas horas em que nada em nós dá a sensação da existência Dele?

Imagine que você fez um concurso, mas se sente muito mal porque não estudou o suficiente. No dia da prova, sente que não está bem e que não vai dar. Ao sair do local, sente que não passou e que não conseguirá a vaga. Em resumo, não sente que vai dar.

Se, em alguma semanas, o seu nome estiver na relação dos aprovados, o que valerá mais? Seu sentimento ou o nome na lista?

Existem dias de terrível tristeza e solidão. Existem instantes de loucura, de indecisão. Há o momento do pedido não atendido, ou de nos sentimos abatidos que sentir já não é mais nem uma opção. Ainda, as horas em que a raiva domina, ou a desesperança quase preenche o coração. Ou seja, os dias em que nem sempre conseguimos sentir que Deus está por perto, segurando nossa mão.

Nessas horas, o que vale mais, o que (não) sentimos ou o que está escrito?

E está. Está tudo lá,. A existência de Deus, a certeza de sua presença, a obra de Jesus Cristo. A fé como presente e elo com este Deus de amor e de presença diária. Não precisamos nos apoiar somente no que conseguimos sentir, mas no que a Palavra nos faz saber. Inclusive, que os nomes estão na lista, isto é, escritos nos céus. Sem precisar de concurso, a aprovação é plena, por meio da fé. Se, além do saber, anda pudermos sentir, vibrar, perceber em cada ponto de nosso ser a presença de Deus, tudo fica completo! É a expressão de vida de um coração que recebeu a Palavra para saber e sentir o que é vida plena.


Pois quando a fé está em Cristo, cada dia a mais, mais viver.


P. Lucas André 

terça-feira, outubro 22, 2013

Nota de solidariedade

          A Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) manifesta solidariedade à bióloga brasileira Ana Paula Alminhana Maciel, bem como sua família, frente aos acontecimentos que culminaram em sua prisão no mar de Pechora, Rússia e indiciamento por pirataria. Ana Paula graduou-se no ano de 2007 em Biologia-licenciatura em nossa Universidade e tem se dedicado à defesa do Meio Ambiente em diversas regiões do mundo como ativista do Greenpeace.

        Espera-se que esse grave impasse seja resolvido diplomaticamente e que Ana Paula possa retornar brevemente ao Brasil.

terça-feira, outubro 15, 2013

A gente sabe

Final da conversa, no corredor. A situação não muto boa, grandes dificuldades para serem enfrentadas. Um abraço, uma despedida.
-Até mais... fica com Deus, que Ele te dê forças sempre, tá bom?
-Tá certo, obrigado!...
E o complemento:
-...Ele tem dado muita força, sim. A gente às vezes chora, desanima ou fica com medo. Mas sabe que Ele sempre vai dar forças.

A gente sabe.

Sabemos que quando levantamos, Ele já estava de pé, esperando nosso primeiro olhar.
Sabemos que quando escovamos os dentes ou arrumamos o cabelo, Ele já tinha nos visto antes do espelho, sabendo que somos belos até quando acabamos de acordar.
Sabemos que à medida que o nosso dia segue Ele mantém o vagão preso aos trilhos, já que só por nossas forças, começaria  a descarrilhar.
A gente sabe que cada vez que nossos pés encontram o chão, o caminho está observado de perto, com tranquila precisão.

Sabemos. Mas mesmo assim fraquejamos.
O que é um bom sinal.

Se você fraqueja, mesmo sabendo que Deus existe. Se você chora, mesmo sabendo que a alegria no Senhor é nossa força. Se você, irado, reclama, mesmo sabendo que Nele temos paciência. Se você, em alguns momentos, pensa em desistir, mesmo sabendo que sempre é possível lutar, é um bom sinal.
Porque mostra que você não está se entregando a promesas fáceis de felicidade, nem está enxergando o mundo como um grande tobogã. Não faz da vida um parque de passeio nem acredita que, só por ter fé, precisa sorrir de tarde, de noite e de manhã.

E sinal melhor ainda é olharmos pelos Seus olhos, quando os nossos já não conseguem enxergar. Caminhar pelos Seus pés, quando os nossos já não sabem onde andar. E principalmente, estarmos ligados a Jesus Cristo pela fé, quando o coração quiser tentar parar. Sinal de que continuaremos em frente, descendo ladeiras e subindo montanhas, confiando que Nele está o nosso querer e o nosso realizar.


Porque, ligados a Ele, a gente sabe, confia e segue em frente. Sabendo que, na fraqueza, forças nunca vão faltar.

sexta-feira, outubro 11, 2013

5 mitos sobre o perdão

por Herivelton Regiani


1º Mito: Se ele(a) se arrepender, pedir perdão e mostrar que está arrependido(a), aí eu perdoo.

Esse mito se baseia na ideia de que o perdão é um benefício para quem o recebe, e que só deve vir quando essa pessoa merecer. Mas o perdão liberta primeiro quem perdoa, dando paz ao coração e livrando dos sentimentos ruins que se acumularam. O maior beneficiário do perdão é você mesmo, por isso não espere o outro merecer para poder desfrutar.

2º Mito: Eu até perdoo, mas não esqueço!
Perdoar significa anular a dívida que a pessoa tinha conosco. Não faz sentido dizer que perdoou e guardar numa gaveta mental o comprovante, para usar depois. Ele já não tem mais valor, está cancelado, e por isso não pode ser trazido à mesa em futuras discussões ou negociações. Isso é fundamental para que o relacionamento ainda possa sobreviver.

3º Mito: Se você ainda lembra, é porque não perdoou de verdade...
Parece que esse mito contradiz o segundo, mas não é bem assim. A ofensa perde o efeito de dívida quando perdoamos, mas isso não significa que não haja consequências ou cicatrizes. A diferença é como vamos lidar juntos com isso. O processo é semelhante ao do luto. A gente não esquece, mas lembra de um jeito diferente, como aprendizado e gratidão.

4º Mito: Eu perdoo uma vez ou duas, mas três é demais!
Jesus “matou essa” ao explicar para Pedro que não era o caso de perdoar sete vezes, mas setenta vezes sete (Mateus 18.21-22). Naquele contexto, o sete era um símbolo da perfeição divina. Ou seja: perdoe sempre! Isso nos ajuda a pensar naquelas situações de difícil luta contra vícios, em que recaídas fazem parte do processo. Claro que a gente deve estabelecer limites aceitáveis para a convivência, mas não precisa limitar o perdão no coração. Mesmo que um dia aconteça o afastamento, perdoar sempre é o que apaga a mágoa e sela a paz.

5º Mito: Perdoar é coisa de gente fraca.
Se Deus é descrito como aquele que é Amor, rico em perdoar, e que lança fora as nossas ofensas, então não dá para pensar no perdão como fraqueza. É força que vem de alguém Todo-poderoso, garantida na maneira como Jesus suportou e venceu as nossas verdadeiras fraquezas: entre elas o ódio, o egoísmo e o orgulho.




Rev. Herivelton Regiani
Capelão da ULBRA Santa Maria, RS

quinta-feira, outubro 03, 2013

terça-feira, outubro 01, 2013

Nota da ULBRA


A Reitoria da Universidade Luterana do Brasil, pautada no princípio do diálogo e da transparência, diante da decisão da assembleia do Sindicato dos Professores realizada ontem (30.09), em paralisar suas atividades no dia de hoje (1º.10), comunica que:
a) reconhece a dificuldade no cumprimento do pagamento dos salários, conforme estabelecido no Acordo Coletivo de Trabalho firmado em dezembro de 2012;
b) sempre procurou informar, através de um diálogo franco e aberto com o corpo docente e técnico-administrativo, sobre a real situação da Universidade e as ações que estão sendo adotadas para o seu saneamento financeiro;
c) o equilíbrio financeiro da Universidade já foi restabelecido, porém enfrenta dificuldades pontuais de caixa decorrentes de bloqueios judiciais em sua conta corrente em função de dívidas antigas não pagas e que têm seu reflexo atualmente;
d) encaminhou uma solução para o passivo tributário da Universidade através da adesão ao Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior (PROIES) e está empenhando ações para o saneamento dos demais passivos herdados;
e) está envidando esforços necessários para a regularização dos pagamentos dos salários, conforme Acordo Coletivo anteriormente mencionado.
f) reitera a certeza de que as medidas adotadas para o saneamento econômico-financeiro estão sendo bem sucedidas, principalmente em razão do comprometimento e da dedicação do corpo docente e técnico-administrativo.

Atenciosamente,
A Reitoria

Fonte: http://www.ulbra.br/imprensa/noticia/reitoria/4857/nota-da-ulbra---dia-de-paralisacao-dos-professores
Existem aqueles que vão rir da sua dificuldade. E existem aqueles que vão te fazer sorrir em meio à dificuldade.

sexta-feira, setembro 27, 2013

Preserving

Danger of extinction. When we hear this, usually the images that come to mind are of animals. A turtle on a remote island, a mammal in Africa, a species of bird in the rain forest. Perhaps some types of plants, also.

But how often do we think of the extinction of attitudes?

Opening doors for others, waiting patiently in line at a retail store, tipping service staff, "thanking" others at retail/service stores...If we take a look around, some of the good attitudes of old, that used to be alive for centuries may be classified as endangered species. How often we see it? How often we do it? How frequent is our disposition to do good toward others? Even for strangers? Or do we contribute to endangering the good species of attitudes that once populated the earth?

We know that unfortunately some of these species are on the verge of extinctions

In some ways it is even more dangerous than the examples mentioned in the first paragraph. The deeds are the visible side of what is going on inside.  By the fruits one knows the tree and also, by the lack of them. The absence of fruitfulness worries those concerned about animals, plants, nature. Yet, they can be indifferent to the crown of all creation - the human being! At times we are less gentle to one another than we are with our planet.

That was not the case with Jesus. Although he also preserved God's creation his foremost concern was with the main creature. Mankind. He came to the world when we were on the path to our extinction. He brought us, by the gift of faith, to His inextinguishable love.  Our roots are set in Him for a life never to be extinguished.

Faith that takes visible shape in works of love. In attitudes toward people and nature, as well, - toward the home and especially its inhabitants.  If preserving endangered species is necessary, much more important is to preserve doing good to others, preventing good from being buried, extinguished, doomed. When we smile, when we help, when we are gentle, then we share love. We reflect the inextinguishable love of the Father, which does not desire anyone to be extinct but to come to repentance and faith.

Faith that, in love, pulls good attitudes away from the brink of extinction.


Rev. Lucas André Albrecht
Canoas ,RS, Brazil 

Text  edition:
Ms. Kim Starr
MA Practical Theology & Deaconess Certified

Wisconsin, US

quinta-feira, setembro 26, 2013



“É melhor confiar no Senhor do que depender dos seres humanos. È melhor confiar em Deus do que depender de pessoas importantes.”

(Salmo 118)

quarta-feira, setembro 25, 2013

C N

Carros inteligentes, que fazem tudo sozinhos. Pode haver quem duvide, mas a maioria de nós aceita que eles vão existir.
Energia elétrica domestica acessada sem fios. Dificilmente alguém de nós vai duvidar que possa acontecer.
Quando imaginamos viagens ao espaço como algo comum no cotidiano humano dentro de décadas, quem ousa não acreditar?
Quando vemos cabeça sendo congeladas, porque no futuro poderá haver corpos aos quais sejam conectadas e possam voltar a viver... já nem duvidamos que não possa ser possível.

Então, nossa vontade de crer fica curiosa: um Deus que não se vê; Jesus Cristo como Deus e homem, dando sua vida pelos pecados da humanidade.  A Bíblia como um livro perfeito e confiável. A natureza como Criação de suas mãos. Quando se fala que a fé nos conecta a Ele e que, vivendo em fé, temos a certeza da esperança da vida que não termina... Aí, de repente, crer parece maluquice, coisa de fanático, ou de alguém que precisa de algo em que se apegar para obter alguma muleta psicológica para conseguir sobreviver.

Estes somos nós. Já não duvidamos de mais nada do que uma criatura imperfeita, imoral, bélica, ciumenta, avarenta, brigona, destruidora, maldosa e voraz possa ser capaz de produzir. Enquanto ousamos duvidar da capacidade, criação, presença e providência do Criador.

Mas é assim mesmo. Pelas nossa próprias forças, não conseguimos enxergar muito além dos que óculos humanos podem providenciar.

A tecnologia mais avançada que possa existir daqui a 100 anos, da qual não ousamos duvidar, é ainda uma sombra do que Ele é capaz de fazer. Mas o Criador permanece sendo quem é, estando onde sempre esteve e fazendo o que sempre fez. E, mais do que isso, não se importou em se fazer simples, assumir a forma humana e oferecer o que o ser humano jamais poderia criar. A tecnologia pode nos trazer algo de bom, é verdade. Mas é destacando desta palavra o C e o N, que entramos na área que nos leva a compreender o que vida pode ter de melhor. E aí, o C e o N voltam a cena: isso acontece quando recebemos um Coração Novo. Com ele, conhecemos tudo o que realmente vale a pena crer.

Pois sabemos que as previsões tecnológicas, por melhores que sejam, sempre podem falhar. E frequentemente falham.

Já as provisões teológicas, extraídas de Sua Palavra, jamais as veremos errar.





Rev. Lucas André Albrecht

sábado, setembro 21, 2013

E, se deixarmos um pouco de lado o império dos sentidos com o qual especialmente romances, filmes e novelas insistem em querer o amor rotular, veremos que o cotidiano é que contem a essência do que é o verdadeiro amar.

quinta-feira, setembro 19, 2013

Precisamos lembrar de que as pessoas precisam menos de 'Eu te amo' e mais de atos de amor.


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quarta-feira, setembro 18, 2013

Atos de amor

Depois de algum tempo notando a atitude, Mauro não se conteve e perguntou ao amigo:
- Paulo, já faz tempo que você toda sexta leva flores para a sua esposa, não?
-Sim, alguns anos.
-Pois é; eu duvido que você faça isso com um sentimento de amor. Eu acho que isso já virou rotina.
-Bom, você não está de todo errado, Mauro. Já é uma certa rotina e eu não tenho um sentimento eufórico cada vez que faço isso.
-Pois é. Então, será que isso é amor mesmo?
-Bom aí você mudou a fala. Antes, mencionou “sentimento de amor”, como se amar sempre precisasse gerar alguma sensação corporal. Agora, se você está falando de amar de fato, eu te afirmo que sim, faço isso por amor. Pois eu acredito que amor se cultiva com amar –  verbo de ação constante e intencional.

Costumamos confundir amor com paixão, prazer, boa sensação, alegria e outros sentimentos que são momentâneos.

Só que para cultivar o amor não é preciso necessariamente “sentir”. Mas sempre é preciso amar.

Pense na mãe que atende o filho no meio da madrugada, no pai que diz não à criança que pede até chorando. O amigo que sai no meio da noite de chuva, a amiga que abre mão de algo que gosta para poder ajudar. Quem gasta tudo o que tem, quem perde tudo o que tinha, quem passa por provações ou por necessidade, apenas para poder amar. Que tipo de “sentimentos bons” estas atitudes provocam? Bem poucos.

Até quando olhamos para Jesus Cristo, veremos que o momento em que ele mais nos amou foi quando tinha a cabeça traspassada por espinhos e com pregos queimando suas mãos. “Sentimento bom” zero. Amor perfeito infinito.

O amor sempre se converte em ação. E, por isso, pode também ser rotina e repetição. Fazer sempre de novo aquilo que vê como necessário o coração. É superar o cansaço para fazer valer o que vale a pena, e enfrentar o medo e angustia por acreditar que vale a pena agir movido por fé e convicção. E é sentir-se amado por Quem nunca vai se cansar de comunicar seu amor ao nosso coração.

Pois precisamos lembrar de que as pessoas precisam menos de 'Eu te amo' e mais de atos de amor.


E, se deixarmos um pouco de lado o império dos sentidos com o qual especialmente romances, filmes e novelas insistem em querer o amor rotular, veremos que o cotidiano é que contem a essência do que é o verdadeiro amar. 

terça-feira, setembro 10, 2013

Os mais felizes

por Marcos Schmidt

Sou feliz? Se a resposta é "mais ou menos" ou simplesmente "não", onde está o problema? Falta de dinheiro, doença, dificuldades nas relações? No Relatório Mundial da Felicidade da ONU, o Brasil está em 24º lugar, enquanto países ricos liderados pela Dinamarca mantiveram-se os campeões, e países pobres da África permaneceram no final da lista. Mas, conforme o editor deste relatório, não é o dinheiro que traz felicidade. Interessante o que dizem nesta pesquisa, eles que são especialistas em economia, psicologia e estatísticas. As pessoas mais felizes: contam com uma rede social de amizade; praticam a generosidade em suas relações; se sentem livres para fazer escolhas na vida; vivem onde há menos corrupção nos negócios e nos governos; têm grande expectativa de anos de vida saudável; e têm boa renda econômica.

Na experiência de conselheiro, de fato, percebo que as pessoas de bem com a vida são aquelas que têm bastante amigos. E sem dúvida, são mais felizes os generosos, solidários, voluntários em auxiliar um colega, vizinho, parente, e até um desconhecido. Jesus disse nas Bem Aventuranças: "Felizes as pessoas que têm misericórdia dos outros, pois Deus terá misericórdia delas". Mas o item "liberdade" me chamou a atenção. Nesta semana apareceu no meu gabinete alguém que frequentava uma destas religiões que faz promessas de prosperidade, tudo na coação pelo medo. Sete demônios iriam segui-lo, caso abandonasse tal igreja. É um escândalo o que estes pregadores fazem, quando a Bíblia diz que Cristo nos libertou para que sejamos realmente livres (Gálatas 5.1) e que no amor não há medo (1 João 4.18). Na verdade, anunciam o modelo de felicidade que a propaganda impõe, que é preciso ter isto e ser aquilo para ser feliz,  um padrão que só colhe o contrário. Por isto alguém certa vez perguntou: "Vocês querem viver muito e ser felizes?" Ele mesmo respondeu:  "Então afastem-se do mal e façam o bem; procurem a paz e façam tudo para alcançá-la" (Salmo 34).


Pastor Luterano
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS