terça-feira, agosto 31, 2010

Fundamento

por JC*

Um homem decidiu construir uma casa. Sentou-se, calculou o dinheiro, o tempo e o investimento. No entanto, esqueceu de um detalhe: não percebeu que o fundamento que fizera não foi o suficiente para a sustentação. A casa foi construída sobre a areia.

Mas o pior estava por vir. Durante várias semanas, enquanto o tempo estava bom, ele não notou nada. O desastre aconteceu num dia de chuva e temporal. A casa não resistiu. Por estar construída sobre a areia, não tinha sustentação suficiente. Caiu

Outro homem, não longe dali, mais ou menos na mesma época, também construiu sua casa.. Trabalhou com planejamento e cuidado. Assegurou-se principalmente de que sua moradia fosse construída sobre rocha firme. Um fundamento confiável.

No dia em veio aquele chuva e tempestade (que derrubaram a casa construída na areia), esta casa permaneceu. Estava construída sobre a rocha. Agüentou perfeitamente a força do vento e da chuva. E não só daquela, mas de muitas outras que vieram depois.

Assim é todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as pratica. Não é tolo, mas sábio. Constrói sua casa sobre a Rocha, que dá fundamento seguro à vida e ao coração.


Jesus Cristo.

sexta-feira, agosto 27, 2010

Mantendo

Tempos atrás comprei um copo térmico para o café nosso de cada dia. A idéia é manter o líquido quente por mais tempo. Especialmente nestes dias de inverno aqui no sul, este objeto vem bem. Pois no copo plástico ou xícara, em poucos minutos, o café já esfriou.

Só que o calor não dura pra sempre, mesmo em um copo térmico. 15 minutos, talvez 20? O meu não é dos melhores, quem sabe exista algum que conserve até por mais tempo. Mas em algum momento o café também esfria, por melhor que a homotermia se esforce por ser.

Mas existe um jeito de ter sempre café quentinho, sim.
Basta que eu abasteça o copo constantemente.

Nosso coração também esfria, sempre que achamos que temos o protetor térmico em nossas mãos. Mantê-lo aquecido na base apenas de pensamento positivo e força de vontade... talvez até que consiga por mais tempo do que quem não tem. Mas ali adiante, o resultado é o mesmo. O calor não dura para sempre. Em algum tempo, as coisas vão esfriar.

Um coração aquecido por Deus não apenas está, mas também mantém-se quente. Mesmo quando está frio. Mesmo quando tudo é hostil.. Mesmo nas noites mais sombrias da angústia e solidão. Porque quando Ele aquece, o calor não vai embora. Permanece em nossas vidas, mantendo o coração abastecido deste amor. Aí, não há frio que nos derrube nem dificuldade que nos faça esfriar.

A homotermia é garantida, do começo até o final.

Deputados recusam veto à Lei das Capelanias

ALC

Assunção, Paraguai, quinta-feira, 26 de agosto de 2010 (ALC) - A rejeição da Câmara dos Deputados ao último veto do Poder Executivo à aprovação da Lei das Capelanias permitirá a presença de pastores evangélicos, pela primeira vez, nos quartéis para oficiar cultos.

O projeto que modifica a Lei 216/93 da Organização das Forças Armadas tinha sido vetado pelo vice-presidente, Federico Franco, no exercício do poder na ausência do presidente Fernando Lugo, quando se encontrava no Brasil para exames médicos.

A Lei das Capelanias abre o serviço religioso a qualquer tipo de crença no atendimento às forças militares. A Igreja Católica teve, historicamente, a hegemonia neste tipo de ação.

Agora, o Senado deverá votar a Lei. Especialistas afirmam que o Senado seguirá a Câmara na questão.

O projeto gerou grandes expectativas no setor religioso paraguaio, no qual participam a Associação de Pastores Evangélicos do Paraguai e a Associação de Igrejas Evangélicas do Paraguai (ASIEP), representando cerca de 2 mil filiados.

Fonte: ALC Noticias

quinta-feira, agosto 26, 2010

“Se você quer calor, se aproxima do fogo. Para ter alegria, paz e vida eterna, você precisa se aproximar do Lugar que tem tudo isto”.



(C.S. Lewis)

quarta-feira, agosto 25, 2010

O que procura

Brincar de esconde-esconde é uma antiga brincadeira que nunca perde a validade. É difícil achar uma criança que não goste.

No meu tempo, também brincávamos muito. Mas uma coisa era certa na época (e acredito que hoje não seja muito diferente): ninguém queria ser o que procura. Todo mundo gostava era de correr e se esconder, e não ficar contando até 10, 20,50... Ninguém queria a parte mais chata do brinquedo: procurar.

No caso de Deus, o oposto acontece. O que Ele mais gosta de ser é justamente o que procura. Nós é que, frequentemente, nos escondemos. De vergonha, por um erro. De medo, diante de uma dificuldade. De raiva, numa situação que nos angustia. De relacionamento que estão difíceis e não temos forças para lutar. Tentamos ficar escondidos. Mas Deus nos procura. Ele vai ao nosso encontro, nos trazendo à luz, de volta, em arrependimento e fé, para perto do Seu amor e para junto de Seu cuidado. Ele nos relembra, pela fé, que tudo podemos naquele que nos fortalece.

Neste caso, ao contrário do esconde-esconde, quando Deus nos acha, a brincadeira não acaba. É aí que a diversão, isto é, a vida com alegria e vontade de viver, está recém começando outra vez.


(Ilustração a partir de um texto
de Portals of Prayer)

terça-feira, agosto 24, 2010

RT @CSLewisDaily: If you want to get warm you move near the fire. If you want joy, peace, eternal life, you must get close to what has them

domingo, agosto 22, 2010

sábado, agosto 21, 2010

sexta-feira, agosto 20, 2010

Profile

In times like these when social networking plays big role amongst internet users, almost everybody has a profile somewhere. Facebook, LinkedIn, Quepasa?…Sometimes the current thought comes close to: if you don’t have web profile, do you really exist?... The other day thousands promised a Facebookcide day, when they promised to delete their profiles on that website because of something they were against. Then someone well-humored asked: “Pastor, would that be a sin?”

But apart from jokes and opinions on how important this is for our daily life, the fact is that this is something present in our virtual daily lives, or in the lives of many we are related to. So…what if Jesus had a social network profile? What would you read there?

Maybe: “I was born in a little town and raised in another little one. I'm a pretty easy going guy who likes outdoor activities like walking around. I love people – people in general, all people. And I’d like to connect to everybody.”

Would he have many friends? What about the comments people would leave on it?

I just wonder.

But what we do know for sure is that he is not a virtual friend, a distant fellow, or an ironic, harsh commenter on other person’s lives. He came to Earth in flesh and blood to give salvation, peace and joy to our profiles - the real ones, not fake IDs. And because he wanted to share his love to all he started a social network that started with few people and today is abroad, reaching the world. Far before internet came to interconnect humankind to itself, Christ provided the way to connect all humankind to God in real time - faith. In times like these when social networking connections became a big thing for many, we have someone who provides good content to our profile while interacting on any social network.

Isn’t this a profile worth viewing and visiting frequently?



Text revision: Rev. Paul Lantz
Detroit, MI

Bem encaminhados

Sou de uma família de 9 irmãos. Em nossa casa, o amor sempre foi tônica, em suas várias manifestações. Uma delas, a disciplina - o que incluiu, entre outros gestos, a punição física. Hoje, todos estão bem encaminhados na vida, na melhor acepção desta definição. Ninguém possui qualquer sentimento negativo em relação aos pais. E todos agradecem pelo amor recebido, demonstrado de diversas formas.

Poderíamos ser pessoas diferentes sem a punição física? Talvez. Para melhor ou para pior...

Às vezes, nota-se certa concepção de que ‘amor’ refere-se apenas a expressões corporais agradáveis, palavras suaves ou sensações de euforia física. Engano. Amor não é sentimento, é principio. E,como tal, abrange vários aspectos no relacionamento com a pessoa amada. Cuidado, carinho, alegria, educação. E também correção, firmeza. Disciplina. E qual modelo de disciplina é o mais adequado? O tema é amplo, não se pode fechar em um ou dois conceitos, correndo o risco de um simplismo até anti-cientifico. Então, a punição física pode ser educativa ou não?

Está em tramitação o projeto de lei que proíbe qualquer tipo de contato físico com crianças no sentido de discipliná-las. O principal ponto positivo até agora é ter gerado discussão. No entanto, é preciso ter cuidado com os limites. Até que ponto o governo pode interferir na vida privada familiar?

Alguns pontos para reflexão:

_Ninguém, em sã consciência, é a favor de surras e espancamentos. E contra isto já existem leis. Por que motivos, então, haveria o interesse em interferir no juízo de um pai e uma mãe equilibrados a respeito do que é ou não adequado para o seu filho? Podem ser citados pesquisas e estudos, que têm alto valor formativo. Mas estão eles acima do amor, cuidado e discernimento de um pai e uma mãe - equilibrados, repito– sobre o que é melhor na condução da educação de seus filhos?
_Segundo texto da American Academy of Pediatrics (Vol 101, Abril, 1998), os pais não devem esperar argumentar racionalmente, dar comandos verbais ou reprimendas para lidar com o comportamento de crianças bem pequenas. Neste contexto, talvez não seja de todo ruim educar a criança, em amor, com uma disciplina que ela entende mais rapidamente do que a argumentação.
_Pesquisas indicam que países onde a palmada foi abolida, gerações de crianças foram educadas sem punição física e, aparentemente, não ficaram piores ou melhores que as gerações anteriores. Assim, não deveria ser um assunto em aberto usar ou não a punição física, já que os resultados são semelhantes?
_A Palavra de Deus, a Bíblia, livro base de milhões de brasileiros, não condena a punição física, antes, mantem esta alternativa com uma das possibilidades na educação de crianças.

Por fim, para citar um fator positivo, caso esta lei seja aprovada: será uma grande força na luta contra o aborto. Se o governo vier a proibir qualquer tipo de punição física - até mesmo uma palmada - em crianças já nascidas, como permitir qualquer tipo de agressão a uma criança indefesa, ainda dentro do ventre de sua mãe?

Amor. Quando este principio está presente em todos os seus aspectos na educação, não há dúvidas de que as crianças estão sendo bem encaminhadas para a vida.


(Artigo publicado no Jornal Oi, de Porto Alegre, RS)

quinta-feira, agosto 19, 2010

Conexão

A pergunta feita assim fica muito ampla. Então permita-me ilustrar. É que recentemente um hospital norte americano descobriu que não estava.

Por 35 anos, o hospital achava que tinha seu sistema de incêndio conectado à água da rua. Mas não tinha. Dentro do edifício, todo equipamento caro e preciso esteve sempre em perfeitas condições de uso. Por 35 anos todo mundo confiou nele. O hospital tinha tudo para se prevenir e proteger de um incêndio.

Menos a água.

Nossa vida pode ter de tudo no que se refere ao que se vê. Casa, trabalho,comida, certo conforto... Só não podemos esquecer de verificar constantemente se estamos conectados. Conectados em fé. Pois é em Deus que temos a água da vida que pode apagar o incêndio do nosso coração e os focos da vida diária. Podemos confiar não por 35 anos, mas por todos os meses de nossa existência, na direção da vida que não acaba.

Claro, podemos e devemos viver com o restante do sistema de nossas vidas todo em dia. Mas jamais esquecendo desta conexão.

Pois ela traz a Água que salva nossa vida.



Fonte da ilustração

Casamento

"Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus examos no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio" ,disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho.... fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia...Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de seu cônjuge, façam pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos".
Isto é um casamento real.
E feliz.

(Autoria desconhecida. Provável adaptação de uma lenda árabe)

terça-feira, agosto 17, 2010

“Mais do que qualquer outra coisa, é a nossa atitude diante de uma tarefa difícil que definirá seu desfecho bem-sucedido.”

(William James)

segunda-feira, agosto 16, 2010

Culto de ação de graças celebrou 38 anos da ULBRA

Ocorreu, ontem, 15.08, o Culto de Ação de Graças pelo aniversário de 38 anos da Universidade Luterana do Brasil. O ato foi realizado na Capela Universitária do campus Canoas, pela manhã, tendo a participação da Orquestra de Câmara da ULBRA. O tema da mensagem proferida pelo pastor Marco Antônio Jacobsen foi Filipenses 4.6-9.


Leia mais


(Fonte: ACS/Ulbra)

Aniversário

Quando parabenizamos alguém pelo seu aniversário, duas respostas são muito frequentes:
-Obrigado! Estou contente por celebrar mais um ano de vida!
Ou
-Bah, pois é... tô ficando velho...

A primeira olha mais para o presente, visualizando também o futuro. A outra, se foca mais no passado. Necessariamente nenhuma delas em si é errada, quando se fala em pessoas. A primeira, um olhar para a frente; a segunda, um reconhecimento da experiência com o que já ficou para trás.

Mas é diferente para uma universidade. No momento em que ela pensa: “puxa, estou ficando velha...”, está na hora de fechar as portas. A Universidade é o lugar da inovação, do movimento, do andar para frente. Por isso, se a Ulbra, que hoje completa 38 anos, pudesse ser transformar em uma só pessoa, ao receber os cumprimentos, deveria dizer:
_Obrigado! Estou contente por celebrar mais um ano de vida!

E poder continuar em frente.

Principalmente em face do passado recente da Instituição, o tamanho de sua dificuldade. O próprio fato de ela permanecer viva é prova do amor de Deus e de seu cuidado. Alguém poderia perguntar: afinal, em face de tanta coisa errada que aconteceu, como é que Deus ainda se faz presente conosco?... A resposta: pelo simples fato de que não é de Seu feitio abandonar quando mais se precisa. Se fosse o caso, cada um de nós também ficaria só, já que não nos cansamos de errar todos os dias... Ele permanece, sempre, com sua paz, que ultrapassa o entendimento humano, aonde quer que formos. Pois quer nos ver seguindo o caminho que Ele já nos indicou. Continuando em fé, em frente.

A cada novo aniversário.


(texto formulado com base nas palavras do Reitor Marcos Ziemer e do Pastor Marco Antônio Jacobsen, por ocasião do culto dos 38 anos da Ulbra - 15.08.2010).

Aniversário

RT @novaulbra: A #Ulbra comemora seus 38 anos http://bit.ly/aZHW0D

sexta-feira, agosto 13, 2010

38 anos


Todos os dias

13 razões para uma sexta-feira 13 não ser uma ‘sexta-feira 13’.

_Ela é aleatória, não cai sempre no mesmo mês a cada ano.
_Gatos pretos passam pelo nosso caminho também em outros dias do mês.
_Aparentemente, passar embaixo de uma escada em qualquer dia da semana pode trazer problemas.
_Ferraduras nem sempre dão sorte a cavalos.
_Pessoas que nascem em sexta-feira 13 acabam tendo problemas, dificuldades e até doenças. Ao que parece, todas as demais também.
_Nas noites de sexta-feira 13, coisas ruins acontecem. Em outras noites, também.
_Há notícia de várias pessoas que tiveram acidentes em outros dias do ano, além de uma sexta-feira 13.
_Jason e sua série de filmes são apenas ficção
_Em sexta-feira 13, muita coisa dá errada. Muita coisa, não.
_Em sexta-feira 13 muita gente morre. E muita gente nasce.
_Jesus Cristo e seus discípulos, um grupo de 13 pessoas, mudaram a História do mundo. Com a Palavra de Deus.
_Jesus Cristo morreu numa sexta-feira. Ressuscitou num Domingo.

_ o Criador dos dias e das semanas prometeu estar conosco sempre, até o fim dos tempos. O que inclui todas as sextas. Todos os dias 13. Todos os dias de nossas vidas.

Uma promessa bem mais significativa do que uma data no calendário

quarta-feira, agosto 11, 2010

Ter alguém para apontar o caminho, ajuda. Mas ter alguém que caminhe junto, completa.

terça-feira, agosto 10, 2010

Perto

Mil metros. Esta é a distância que, de tempos em tempos, separa uma alegria imensa de uma dor intensa em Porto Alegre.

No momento, a alegria é vermelha. O Internacional vive a euforia de decidir novamente a Libertadores da América, junto com o passaporte já carimbado para o Mundial de Clubes, no final do ano. Já a dor é azul. O Grêmio vive a angústia da falta de vitórias, zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, saída do técnico e outros integrantes, chegada de um novo treinador.
Em linha reta, o estádio do colorados, Beira Rio, está a não muito mais do que 1000m do Olímpico, casa dos gremistas. Embora às vezes haver momentos em que os dois estão em fase de celebração, a gangorra de sentimentos não é algo que estes vizinhos não estejam acostumados.

Nós, também. Pois muitas vezes realização e frustração, alegria e perda, proximidade e afastamento, carinho e solidão, são também separados por muito pouco. Nem sempre são quilômetros ou metros, mas palavras a menos, a falta de um olhar ou um abraço, a ausência de um pequeno gesto. Pouco, bem pouco... E o cotidiano nos ensina que a distância entre a imensidão alegre e a profundeza dolorosa pode ser menor do que gostaríamos que fosse.

Pelo menos de uma coisa sabemos. A distância entre nosso coração e o de Deus... não existe. Se há fé, não haverá frustração. Se há amor, não há distância. Se há confiança, não há perda. Tudo bem, podemos ter os danos e dores da gangorra de cada dia. Mas estamos firmados no que é duradouro: sabermos que somos acompanhados por Aquele que nos quer fazer ir longe, cada vez mais longe.

Pois Ele está sempre perto, bem perto. Dentro.

sexta-feira, agosto 06, 2010

Um pouco de pai

Tem sempre um pouco de pai dentro de cada filho. Tem sempre um pouco dele que se leva para o viver, como algumas frases características podem bem ilustrar.

_Um pouco de falta de tempo, de pressa, de preocupação.
“Estou ocupado agora”

_Desejo de acertar, disciplinar, educar. Talvez nem sempre certo, mas sempre tentando acertar.
“Espere só até eu chegar em casa”

_Um pouco de dúvidas, anseios, indecisões.
“Vá perguntar para sua mãe”

_Vontade de lutar, perseverança. Consciência da necessidade de luta, de força, superação.
“No meu tempo eu ia para a escola a pé”

_Boas lembranças, bons tempos. Um passado de lutas que sustenta o presente.
“Quando eu tinha sua idade...”

_E sempre a importância da presença. Do apoio, do carinho, do sempre auxiliar.
“Vem cá que eu te ajudo”

Um pouco de medo, um pouco de angústia. Um pouco de alegria, um pouco de apreensão. Por isso é importante termos um pouco daquele Pai que é quem pode nos acompanhar em qualquer situação.

O Pai Celeste nos orienta, ampara, nos move a viver. Mostra quando o erro bate à nossa porta, mas traz o perdão que é quem entra para morar. Traz a alegria para fazer parte da vida, amor para preencher o coração. Deus é referência sempre certa e segura. Também os pais, que pela fé no Filho são filhos, recebem deste Pai o Seu colo e amor.

Na verdade, um pouco é pouco. O melhor é ter muito. Termos tudo de bom que Ele tem a oferecer.

quinta-feira, agosto 05, 2010

Só os loucos sabem

O título e o refrão da música “Só os Loucos Sabem”, da banda Charlie Brown Jr., apresentam a idéia de que existem coisas que somente as pessoas consideradas “loucas” têm conhecimento. Será que é verdade? O que isto significa? O dicionário traz o seguinte significado para loucura: “doença mental, doidice, demência, insanidade”. É evidente que o sentido de loucura nesta música não possui estes aspectos, mas algo diferente: loucas seriam as pessoas que não caminham com a multidão, não fazem o que “todo mundo faz” e não pensam como “todo mundo pensa”.

Você já foi chamado de louco por fazer o que é certo? Assumiu sua nota ruim e recusou aquela cola que o colega lhe ofereceu; devolveu o troco para o caixa que se enganou; estendeu a mão para a pessoa “esquisitinha”, quando todos só encontravam defeitos nela; falou a verdade, mesmo quando uma “mentirinha” o livraria de muitos problemas...?

Se você já se sentiu meio “maluquinho” por fazer o que é certo, saiba que não está sozinho...Os cristãos constantemente são considerados loucos. Afinal de contas quem, em seu juízo perfeito, consegue compreender a mensagem da cruz? Quando a sentença mais lógica seria: “você tem que pagar pelos seus erros”! Deus anula a culpa por causa do que Seu Filho fez. Quando todo mundo diz: “cada um tem o que merece”! Deus nos cobre de amor, mesmo quando não merecemos. Quando a mensagem mais comum é: “resolva a sua vida, preocupe-se com você mesmo”!, Jesus Cristo apresenta o sacrifício em favor dos outros.

Não seria isso tudo uma grande loucura?

É verdade que os cristãos dão motivos para serem considerados loucos ao seguirem os passos de Jesus. Também é verdade que aos olhos de muitos o sentido dessa “loucura” seja algum tipo de demência ou insanidade. No entanto, trata-se da incrível habilidade de ver o que nem todos vêem e fazer o que muitos não querem fazer: optar pelo caminho certo!

Como é viver esta mensagem, esta proximidade, este amor?
Só os loucos sabem...


Rev. Peterson Machado
Capelão da Escola Ulbra Concórdia
Candelária, RS

terça-feira, agosto 03, 2010

Para saber o que uma pessoa realmente é, pense no que sobra se ela perder tudo o que tem.

segunda-feira, agosto 02, 2010

Herança II

Em maio, o texto “Herança” falava sobre os irmãos Albrecht, fundadores da Albrecht Discount (Aldi), rede mundial de varejo. Ambos figuram entre as pessoas mais ricas do mundo. Sábado retrasado, um deles, Theo Albrecht, faleceu aos 88 anos.

Via email, a familia começou a fazer as brincadeiras. “Será que sobrou alguma coisa pra gente”? “Preciso que alguém me leve ao aeroporto. Estou com passagem marcada para a Alemanha, para a leitura do testamento. “Opa, já tenho tema para o Toque de Vida de hoje”.

Bom, nem tudo era brincadeira. Virou mesmo tema de texto.

Após 88 anos de trabalho, o que Theo Albrecht levou?... Não se trata de desmerecer suas conquistas, nem minimizar a importância do trabalho. Não conheço sua trajetória de vida, posso apenas parabenizá-lo por ter transformado a mercearia armazém de sua mãe e um dos maiores varejistas do mundo. Mas, chegou o dia em que ‘foi pedida a sua alma”, expressão utilizada por Jesus Cristo em Lucas 12. E o que ele tem guardado, para quem ficará? Consigo, não levou nada. Um só centavo

Levar, portanto, não podemos. Deixar, isto sim, está ao nosso alcance. Sejam bens materiais, para garantir um futuro aos filhos e netos. Sejam livros, relíquias, lembranças. Mas principalmente, exemplos, ensinamentos palavras e silêncios. Companhia, presença, cuidado, arrependimento. Acima de tudo, vida de fé. Deixar para aqueles que vão continuar levando a vida a certeza de que, depois desta vida, há uma outra, que não tem mais fim.

Vivemos levando a vida. Mas um dia seremos levados. O que será deixado? Que bom se puder ser aquilo que não se disputa em testamento, que nada, nem ninguém, pode nos tomar. E nos leva para o lugar certo.

Isto sim, é deixar para os descendentes uma fortuna. A maior do mundo.