terça-feira, julho 30, 2013

É isso que acontece

Nas férias, no meio da tarde, o menino chamou a atenção do tio e disse:

- Olha só, tio! É isso que acontece por ser uma criança feliz!

O tio ficou curioso. O que é que tinha acontecido? Ele havia ganho um presente, tirado uma nota boa na escola; tinha conseguido o jogo de videogame que tanto queria?

Não. Apontando para a face, disse que tinha caído e batido o rosto, perto do olho. Estava doendo e até sangrando um pouco. Mas a constatação dele foi que isto só tinha acontecido porque ele era uma criança saudável, que podia brincar e, por isso, feliz e abençoada por Deus.

Ainda conseguimos ver a vida como uma criança?...

Os machucados do coração doem, sem dúvida. Sangram nossa alma e abatem nosso corpo. Mas muitos deles não acontecem porque temos capacidade de escolha, de agir e, portanto, até de errar, cair, recomeçar e aprender? Sem dúvida também! Por sermos quem somos, podermos ser felizes até quando o olho está doendo ou a alma está sangrando. Desde que definamos felicidade não por uma circunstância passageira, mas por um viver que é constante.

E isto faz todo o sentido quando lembramos que Jesus Cristo traz as pessoas a si, pela fé, para que recebam perdão e vida nova. Quando nossa confiança esta depositada nesta que é a maior alegria do mundo,  não apenas temos momentos de euforia, de férias, de comemoração, mas somos felizes em qualquer um dos nossos dias. Até mesmo quando acontecem escolhas erradas e caras na parede. Não importa que batida que nosso olhar sofra, nossos olhos não desviam do caminho que permite ver a vida a partir de um outro lugar.

É isso que acontece quando, pela fé, somos pessoas felizes.



Pastor Lucas André Albrecht

sexta-feira, julho 12, 2013

Sinceridade

Figura certa nas listas de “o que você mais aprecia numa pessoa” é sempre a sinceridade. Em alguns momentos é tão cultuada que parecer ser motivo de orgulho utilizar a descrição: “Me desculpa, mas eu sou sincero, falo o que penso.”

O que nem sempre fica claro é se existe de fato a consciência da verdade nítida: todos mentimos.

Ninguém pode tirar seu nome da lista. E não adianta tentar fazer distinção entre mentira, mentirinha, mentira do bem...  A conjugação do verbo acontece em todas as pessoas. Se não em uma área, é em outra. Se não é em casa, é na rua; ou vice-versa. Definitivamente, ninguém é completamente sincero.

Por isso, precisamos verificar se utilizar a fórmula “eu sou sincero, falo a verdade” é a introdução-desculpa para a rudeza contra quem discorda, para tentar contrariar publicamente quem é diferente. Se em alguns assuntos nunca mentimos, o que é possível, há vários outros na fila nos quais escorregamos de verdade.  Sem falar que dificilmente estamos dispostos a ouvir do outro a mesma ‘sinceridade rude’. Não gostamos quando uma pessoa grita toda a sua sinceridade sobre nosso perfil - nem mesmo quando ele está certa.

Sinal de que todos prezamos a sinceridade com cordialidade. A verdade com amor. Coragem com consideração.

E ainda precisamos lembrar sobre o que é a verdade que gostamos de falar. Qual é a minha verdade?  Completa ou parcial? Ela já levou em conta outras variáveis, outros pontos de vista? Já leu todo o contexto? Já sabemos se aquela frase que disseram que fulano disse foi fulano mesmo que emitiu, ou aquela atitude é mesmo do jeito que estão dizendo que foi?

O ponto não é não ser sincero, mas sim, não usar a palavra sinceridade como a pretexto para arrogância ou falta de consideração. Existem situações sim, em que é necessária firmeza. Mas daria pra apostar que em quase todas até mesmo a firmeza pode estar junto com compreensão e busca de solução. Ao menos se a conversa for entre pessoas que realmente queiram dialogar.

Sincero mesmo, só Deus, Ele nunca mente e faz questão de comunicar sua verdade – Jesus Cristo - com amor. Se esta sinceridade parece dura, sempre é para atrair, pela fé, ao seu perdão. E para que compartilhemos a mesma mistura de verdade com amor, firmeza e consideração.

Mostrando que ser sincero mesmo é admitir que nem sempre somos. Mas que caminhamos com Aquele que nos estimula a ser.                 



Pastor Lucas André Albrecht


quinta-feira, julho 11, 2013

A Igreja inserida no mundo

Toque de Vida de domingo abordando o relacionamento Igreja e Estado, especialmente no contexto das manifestações pelo país.

quarta-feira, julho 10, 2013

A parte Dele

Cada um faz sua parte no ser honesto e integro e teremos uma sociedade melhor.

Seria isto possível? A gente quer muito acreditar, mas é muito difícil de acontecer.  O máximo que conseguimos é um ambiente menor pior. E a conclusão pode vir da própria diferença de conceito sobre ser honesto, não-hipócrita, “do bem”, integro. Alguns exemplos das variações:
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-Andar acima da velocidade permitida, para muitos, não é erro igual a andar pelo acostamento ou dirigir levemente alcoolizado. Para outros, é,.
-Para muitos, noitadas e bebedeiras até cair, demonstrando dificuldade em controlar impulsos e vícios, não são errados, Para outros, sim. 
-Ficar com vários numa mesma noite, demonstrando mero utilitarismo para com o próximo, para uns não tem nada de mais. Para outros tem.
-Defender posições fundamentadas na fé para muitos é normal. Para outros, é erro ou hipocrisia.,
-Ter mercadoria pirata, sonegar imposto, para muitos, tudo bem, afinal, muita gente fez. Outros, consideram errado.
-Abrir uma Igreja para explorar pessoas não parece ser um erro para alguns. Para outros tantos, sim.
-Cobrar transparência do outro, mas mentir  ou esconder quando lhe convém, para alguns grupos, “faz parte do jogo”. Para outros, é falha grosseira.
-Defender animais e meio ambiente, e agredir violentamente o ser humano, especialmente na internet, para muitos é normal. Para outros tantos, não.

E a lista pode ficar bem comprida.

O ponto não é desmerecer a luta contra a hipocrisia e o erro. Mas lembrar que a cobrança para com o outro pode ser ela mesma...uma posição hipócrita. Pois nem sempre estamos dispostos a admitir que não somos tão corretos como pensamos, e que podemos ser tão hipócritas quando aqueles a quem estamos dispostos a cobrar. E isto gera o desequilíbrio e tensão. Ou seja, não adianta sonharmos com um mundo onde não haja exércitos e tropas de choque quando continuamos a perder a cabeça por uma vaga na garagem, uma fechada no trânsito, ou mau comportamento alheio ou um misero time de futebol.

Mas a hipocrisia já teve sua morte decretada, o mal encontrou seu ponto final. Quando há fé, há certeza de estar no caminho que conduz ao melhor final. Enquanto caminhamos, é certo, continuaremos no erro, mas dentro de outra direção. Saberemos que arrependimento, perdão e recomeço são presentes diários e que estão ao alcance, pela fé, de todo coração.

Jesus Cristo foi quem fez esta parte, que era de todos e que somente ele poderia fazer. Para que, mesmo nem sempre íntegros, sejamos fortalecidos para poder viver.





Pastor Lucas André Albrecht

domingo, julho 07, 2013

A Liturgia Luterana

O ser humano é um ser litúrgico. Em todos os aspectos de sua vida, determinados rituais e rotinas se fazem presentes, e mesmo necessários.

O Culto Cristão possui também a sua liturgia, que é o reflexo do ensino e conteudo da Igreja. No entanto, com o tempo, o sentido de cada uma de suas partes pode ficar esquecido em meio à repetição semanal.

Para conhecer, ou relembrar, o conteudo da liturgia cristã, confira o Toque de Vida - Liturgia Luterana.

segunda-feira, julho 01, 2013

Encontro de Coros traz a música para o campus

O 1º Encontro de Vozes da ULBRA encheu a Capela do campus Canoas de música. Com promoção da Universidade, através de sua Pastoral, e organização do Coro Universitário da ULBRA, quatro grupos vocais realizaram apresentações com grande qualidade técnica. A perspectiva é que o evento se torne anual.
Além do Coro Universitário da ULBRA, regido pelo maestro Paulo Henrique Winterle e com preparação vocal da professora Elisa Machado, também se apresentaram o Coral da UFRGS, sob regência do maestro Lucas Alves e preparação vocal da professora Cíntia de Los Santos, o Grupo Upa!, sob regência do maestro Federico Trindade , e as Meninas Cantoras de Nova Petrópolis, sob regência da maestrina Cristiane Ferronato.
Coro Universitário da ULBRA, anfitrião do evento.

Cada grupo entoou músicas do seu próprio repertório, e a apresentação foi finalizada com o célebre Halleluia, do compositor inglês G. F. Handel. Reunindo todos os grupos, um grande coro de 120 vozes foi formado para o momento. A música foi acompanhada pelo órgão de tubos da capela, recentemente reinaugurado, executado pela organista da capela Rudimar Bonamigo.
O evento segue uma longa tradição de canto coral da Igreja Luterana e da ULBRA que, durante mais de 30 anos promoveu festivais de coros, sempre com a preocupação de incentivar e propagar o canto coral, a arte e a cultura da região. O maestro do Coro Universitário da ULBRA, Paulo Henrique Winterle, destaca que o encontro serviu, ainda, para apresentar o coro, formado há pouco mais de um ano, ao cenário cultural da grande Porto Alegre. O capelão geral da Música, Paulo Brum, ressaltou ainda que a Igreja Luterana estimula o canto congregacional. “Foi um momento maravilhoso, tanto confessional quanto culturalmente”, pontua. Após o evento, foi oferecido um jantar aos participantes.