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Mostrando postagens de Fevereiro, 2014

Começando o dia

Sexta-feira, manhã.  No farol vermelho, um motorista trocava ameaças com outro, que estava na pista contrária. “Vem você aqui!”. Ofensas, xingamentos. Trânsito em risco. Começo do dia anunciando uma sexta feia.
Não dava para saber quem tinha razão, se é que alguém tinha. Dava apenas para pensar: “Vale mesmo a pena começar o dia assim? Numa sexta-feira, no início do ano?”. Imagina em Novembro.
Talvez cheguemos à conclusão de que não era o início de uma sexta-feira, mas o final de uma semana inteira. Erupção de fatos acumulados. O tradicional deslocamento de insatisfações e frustrações para cima do primeiro que aparece.
Naquela sexta foram aqueles dois. Em quantos outros dias somos nós mesmos? Em quantos problemas nos metemos semanalmente, pelo fato de que não conseguimos controlar, refletir, extravasar de maneira adequada.... e, se necessário - aquelas palavras que causam tanto medo, mas não deveriam -, admitir e mudar?
O dia, que começou de um jeito, poderia ter acabado de outro, bem pior…

Tempo de uma vida

O vovô faleceu aos 91 anos. Por nove décadas, alegrou a vida de muitas pessoas.
Aquela senhora teve o fim de sua vida perto dos 50. Foram muitos anos nos quais certamente trouxe sorrisos e impactou vidas.
O jovem morreu antes dos 20. Foi um momento muito duro e dolorido, no entanto, foram quase 20 anos em que iluminou e alegrou a vida de muitos.
O casal, depois de ouvir o coração do bebê na sétima semana, recebeu a noticia, na nona, de que a gravidez não havia prosseguido.
Quanto tempo uma vida precisa existir para trazer alegria às nossas vidas? 70 anos? 7 meses? 7 semanas?
Jesus Cristo utilizou cerca de 33 anos quando esteve conosco para cumprir sua missão e se tornar a pessoa mais importante de nossas vidas. Ele não apenas nos faz sorrir como traz felicidade no estado pleno. E não precisa de mais que um segundo para fazer esta certeza valer para um coração.
No caso especifico daqueles corações que nos deixam, traz a noticia que realmente conforta: o tempo humano é especifico, o de Deus,…

Continuar errando?

Outro dia visitava o perfil do Facebook de uma pessoa que, entre outras coisas, está com dificuldades frente à justiça. Lá pelas tantas, em um longo post, surgiu a expressão: “Sim, eu erro, e vou continuar errando, pois sou um ser humano e...”, seguindo, então, suas justificativas para algumas atitudes.
Fiquei pensando: de fato, a frase em si é certa. Você, eu, todo mundo erra. Vai continuar errando. Não tem jeito, somos humanos demais.
Por outro lado, me veio à mente também que esta frase é genérica demais. Ela precisa ser mais especifica. Caso contrário, corremos o risco de utilizar este argumento em contextos para apenas justificar nossos erros. Pensemos: “Eu erro, sou humano, vou continuar errando”, pode dizer o político corrupto. Pode falar o homem que bate na mulher. Pode justificar o vândalo que sai às ruas para depredar. O jovem que entra nas drogas. E por aí vai.
Precisamos ser mais específicos. Se sabemos que erramos, que temos um vicio, um defeito, precisamos admitir exatamen…

Data especial

Em muitos países, dia 14 de fevereiro é o Dia dos Namorados. Dia de São Valentim. ‘Valentine’s Day’, nos Estados Unidos. Uma das datas mais importantes, se não para as pessoas, ao menos para o comércio. Como também acontece no Brasil no 12 de junho.
A pagina do Facebook ‘Sundries’ publicou uma figura de São Valentim, de quem o “Valentine’s Day” empresta o nome, com este escrito: “Rosas são vermelhas, Violetas são azuis, Eu fui espancado, decapitado, enterrado em um lugar sombrio, desenterrado pelos meus seguidores, e vocês comemoram meu martírio dando chocolates um ao outro.”
Não se sabe se tudo isso é fato ou lenda a respeito de São Valentim. E, claro, ninguém comemora sofrimento, até porque geralmente lembramos das coisas boas de alguém que já partiu. Mas a imagem, com um certo sarcasmo, parece apenas nos querer levar a um pouco de humor.
Talvez, também nos leve a um pouco de conexão.
Em nossos relacionamentos, não apenas de namorados, noivos e casais, mas com as pessoas que nos cercam, cos…