sexta-feira, setembro 23, 2016

Compartilhar e diminuir


Estava ouvindo sobre uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia -Berkeley a respeito do impacto que o compartilhamento de carros pode gerar no meio ambiente. Uma vez que você utiliza o Uber ou o Car to Go, por exemplo, para pegar uma carona paga, você deixa seu carro na garagem. Assim, são menos carros circulando, menos poluição, menos congestionamentos... E por aí vai. Não vi, ainda, o resultado da pesquisa, acredito que ela vá levar algum tempo. Mas não dá pra não fazer a matemática: quando compartilhamos o carro, carros a menos rodando. Se 1 milhão de pessoas pegarem carona, quanto a menos isto representa?

Quanto peso a menos representa em nossos ombros quando podemos ter pessoas para compartilhar nossas necessidades?

O quanto a menos de desgaste e “poluição” a menos no coração isto pode representar? Menos desconforto, por termos alguém com quem compartilhamos uma ‘carona pela vida’, compartilhando ideias, uma pessoa para chorar, sorrir, ou sermos esta pessoa para alguém...

Por meio de um aplicativo muito simples – a fé - , estamos conectados a Deus, com quem podemos compartilhar tudo. Especialmente, porque, em Jesus Cristo, Ele tirou dos nossos ombros o peso que nos tirava não só o sono, mas a vida. A partir disto, nos conectamos a outras pessoas da mesma fé. Então, quanta diferença isto pode fazer nos ambientes e lugares em que circulamos? Quais as grandes possibilidades que são criadas pelo compartilhar da essência daquilo que cremos?

Muitas, não há dúvida. Este compartilhar faz do nosso meio ambiente diário um lugar onde sempre vamos quere estar por inteiro.

Pois, enquanto muitas coisas são diminuídas. outras tantas aumentam de valor.
  


 P. Lucas André Albrecht

quarta-feira, setembro 14, 2016

Caminhando


Fidencio Sanchez é um senhor de 89 anos que, para sustentar a si e sua esposa, vende paletas mexicanas em um subúrbio de Chicago, EUA. A história dele tornou-se mundialmente conhecida esta semana quando um cliente, tocado pela sua situação, comprou 20 picolés por 50 dólares. Mas não só isso. Criou também uma conta no GoFundMe (site de arrecadação de recursos), em nome de Fidencio, pedindo às pessoas para ajudarem a juntar 3,000 dólares.

O resultado foi espantoso. Em 3 dias, as doações chegaram a US$ 250,000!

A esposa de Sanchez está debilitada e sua filha, que cozinhava para ele recentemente, morreu há pouco tempo. A vida de Sanchez, se já era difícil, ficara pior. Agora, com este auxilio providencial, ele poderá, se quiser, deixar de circular pelas ruas empurrando seu carrinho de paletas e ter uma vida de mais descanso junto à familia.   Apesar de que Sanchez afirmou que, mesmo assim, não pensa em parar.

-Foi uma resposta às suas orações – disse Gilberto Bahena, pastor de Fidencio Sanchez, referindo-se a ele como um cristão fiel.

Aos 89 anos.
E Sanchez trabalha para se sustentar desde os 13... 

Uma ação que não foi feita por ele, agora, de certa forma, salva sua vida e o coloca  numa situação completamente diferente.

A ação de Jesus Cristo foi uma resposta à nossa necessidade. Precisávamos de alguém que nos tirasse o fardo de empurrarmos, ou carregarmos, o peso do nosso pecado. O Mestre pagou com seu próprio sangue a oportunidade de mudarmos de vida. De termos o maior tesouro que alguém pode ter – perdão e vida nova, pela fé.  Então, podemos caminhar de um jeito diferente. Não mais empurrando a vida, mas sendo guiados e conduzidos por seu amor.  

Em qualquer idade. A qualquer momento.

Nesta caminhada, esperar, ter paciência, é uma das partes mais difíceis. Não sabemos quando nossas orações serão atendidas. Não sabemos o tempo de Deus. Por isso, enquanto seguimos, nossa fé precisa de fundamento seguro, para não congelar, nem desistir no meio do caminho. E ela tem.  Ele não deixa de providenciar o meio para permanecermos sob seu cuidado. Para sermos amparados por seus braços de amor.

A chefe de Sanchez, Bianca Gutierrez, dona do negócio de picolés, disse que, apesar de tudo, não teve coragem de dizer a Fidencio para parar. “Ele disse que quer morrer caminhando”, comentou.

Sem dúvida, um desejo de todos nós. Partir caminhando em fé, para a vida que não tem mais fim.


   

P. Lucas André Albrecht