quinta-feira, agosto 29, 2013


"Se você está seguindo no rumo errado, lembre-se de que Deus encheu a estrada de retornos."
H. Jackson Brown



terça-feira, agosto 27, 2013



“Deus supre-me abundante e diariamente de todo o necessário para o corpo e a vida.”

(Martinho Lutero – explicação do Credo Apostólico)

segunda-feira, agosto 26, 2013

Supridos

Ao fazermos nossas compras em um supermercado, dificilmente nos damos conta do trabalho que existe para deixá-las atraentes para o consumidor. Passamos rapidamente pelos pontos, pegamos na prateleira aquilo de que precisamos e seguimos, pois a vida continue e nós temos pressa.

Este era o nosso trabalho, lá no longínquo tempo do inicio dos anos 1990. A função era ‘supridor’. O trabalho, abastecer as gôndolas -  o nome técnico das prateleiras de um supermercado. Começava com saber observar o fluxo das mercadorias para fazer o pedido. Depois, a chegada do caminhão de mercadorias. Descarregar, arrumar lugar em um depósito minúsculo. Marcar cada item com a maquina de preços (era a época pré-código-de barras.). Levar para a ‘loja’, designação do ambiente de compras. Abastecer as gôndolas, de maneira ordenada, competente e atraente. Cuidar da verticalização, que consistia em emparelhar produtos iguais na vertical como forma de chamar mais a atenção. Ainda, construção das pontas de gôndola ou das ilhas em meio aos corredores, arte que os mais velhos ensinava aos mais novos. Depois, o trabalho de manutenção, que incluía o que se chamava de ‘puxar à frente’, mantendo os produtos sempre alinhados, gerando um visual atraente em todo o corredor. Tempos de uma gurizada batalhadora que levou para a vida aqueles dias de aprendizado.

Tudo isso para o cliente passar, pegar o produto, ir para o caixa e ir embora.

Mas, enfim, as coisas são assim - também em diversas outras profissões. Quem usufrui do produto dificilmente se dá conta de todo o trabalho do produtor e da produção.

No campo espiritual, às vezes também queremos consumir produtos rapidamente, e, de preferência, com efeito igualmente rápido. Pois a vida continua e temos pressa.  A vida religiosa acaba parecendo uma imensa prateleira cheia de produtos similares, com produtores e supridores disputando no preço o espaço no coração.

Mas é diferente. Existe um Produtor, que é também o Supridor, daquilo de que mais precisamos para manter em dia nossa coração. Sua produção veio ao encontro da maior carência humana, para que todos pudessem ser abastecidos de perdão, paz e vida plena. Mas Jesus Cristo não trabalha com lógica de mercado, mas com a lógica teológica das páginas do Livro Sagrado, a Bíblia. Nela, podemos percorrer corredores inteiros de ensino, reflexão, conforto, paz, perdão. Salvação.

E este Produtor não trabalha com guerra de preços. Na verdade, nem preço há. Ou seja, tudo se decide no campo da qualidade. Sem pressa e com toda a precisão.

E aí, e até covardia. Porque ninguém consegue competir com Quem nos deixa supridos diariamente com o melhor de que podemos precisar.





Rev. Lucas André Albrecht


sábado, agosto 24, 2013

sexta-feira, agosto 23, 2013

“Deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim, vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a Ele.”


(Romanos 12.2)

Hidden Dangers

Traveling by plane, though feared by some, simply involves boarding, taking off, flying, landing and leaving the aircraft. Easy and safe!

We hardly think that some danger could have threatened the flight we were in. Everything looked normal but, in some cases, if we had the opportunity to talk to the pilot, we might listen what one, anonymously, revealed in a research: “We only tell the passengers what they need to know. We don’t say stuff that will scare them. Therefore, you will never hear me saying ‘Ladies and gentlemen, we are experiencing problems with our engines’ even though that might actually happen”.

What if God would tell us of all the hidden dangers we never become aware of during our week, dangers he protected us from? Maybe we would become very afraid of setting a foot outside the front door. Maybe we would not dare to leave our beds! So, it is interesting that the psalmist highlights God’s protection in Psalm 91. He directs us to remember that we have shelter in God’s love, exposing the hidden dangers he delivers us from.

Christ’s own work for us rescues us from a danger we would never think of had not God’s Word revealed it to us. Sin leads us into hell and, without the salvation he had achieved, we would be destined to fall during flight, without possibility of rescue.

Through faith in the Savior, we are delivered from this bigger danger and also from the daily ones. Even those we are oblivious to. For that reason, we have the privilege of proclaiming this news to all those who go in their ways unaware of what is hidden. God’s Word reveals the dangers, but also shows how to safely continue our journey. Without fear of turbulence.

For there is no danger or difficulty to impede us from safely landing with Jesus in our final destination.


Rev. Lucas André Albrecht



Translation:
Rev. Paulo S. Albrecht
Brasilia, Brasil


Text  revision
Ms. Kim Starr
MA Practical Theology & Deaconess Certified

Wisconsin, US

terça-feira, agosto 20, 2013

Diante dos olhos

Quando criança, de vez em quando eu brincava de encobrir pessoas e coisas com apenas uma mão. Percebia, maravilhado, que conseguia encobrir carros, casas, ruas e até mesmo o sol.

Com o tempo, percebi o óbvio, não passava de uma ilusão da minha ótica. A mão não encobria os objetos. Encobria o meu olhar.

Quais são as coisas que ficam em frente aos nossos olhos e nos impedem de enxergar a vida com ela é? Podemos rapidamente listar muitas dificuldades e ansiedades que podem nos fazer perder o caminho. Mas é interessante que também coisas que são boas podem se tornar problemas se estão na frente dos olhos. Família, trabalho, o eu, lazer...se uma delas nos cegar, perdemos a noção da interdependência das áreas de nossa vida, e podemos caminhar rapidamente para o lugar errado.

O ideal é que as coisas que queremos não estejam na frente dos olhos – podem nos cegar. O ideal é estarem diante deles, para enxergarmos com clareza. Para termos a Deus no centro de nossas vidas e nossas demais prioridades ao seu redor. Desta forma, nossa visão vai mais longe, nossos passos ficam mais seguros. E, com a luz que vem do alto para dentro dos corações, Jesus Cristo, o caminho fica amplo e nos conduz ao lugar certo.  Aliás, vale notar que até mesmo a luz se torna um problema quando está na frente dos olhos.

Com o mais importante diante dos olhos, iluminado pela Sua luz, podemos enxergar mais longe e andar com mais firmeza.  


Pois a mão Dele nos cobre de amor.



Rev. Lucas André Albrecht

sexta-feira, agosto 16, 2013

Ser positivo

Paulo relatava como havia sido sua consulta.
-O médico disse que meus olhos estão perfeitos. Meu pulmão funciona corretamente, meus rins estão trabalhando normalmente e meu coração, melhor impossível. Ah, e sobre minha pressão sanguínea e meu colesterol, nada a pontuar.
- Mas Paulo – perguntou o amigo -  você não foi ao médico porque estava sentido dores nas costas?
- Exato.
- E ele só te falou sobre o que está bem? Não te disse nada o que está mal, e o que fazer para curar?
- Até quis falar, mas eu disse que não queria saber. Gosto só de coisas positivas.

Às vezes parece que a humanidade se encaixa neste exemplo. Não quer ouvir a verdade, aquilo que realmente precisa mudar.  Não se pode falar em culpa, falta de responsabilidade, dependência, limitação....Morte. E qualquer outra expressão que revele a realidade humana.. “Vira essa boca pra lá”. “Não seja negativo”. “Fale coisas positivas”.

Vamos ao médico para ele dizer apenas tudo o que está bom? Ou queremos saber o que está errado, para corrigir?  Quando negamos que algo em nosso corpo esteja doente, sabemos como isto pode acabar.

Jesus Cristo aponta o erro, sim. Conhecido pelo nome de pecado. Mas ao contrário de muitos em nossos dias, que se contentam apenas descobrir o pecado para agredir o pecador, Ele acolhe. Perdoa. Reanima. O que vai se refletir em uma nova vida, onde tratamento e profilaxia andam juntos. Para não descuidarmos nunca desta saúde que é a mais importante – porque mantém a vida para sempre.


Aliás, isto é que é ser altamente positivo: apontar o erro e oferecer a solução. Se achamos que ‘ser positivo” é somente apontar o que está bem, seguidamente vamos nos pegar tentando curar cardiopatia com água, repouso e mel.



Rev. Lucas André Albrecht 

Celebração ULBRA 41 anos


Courage and respect

A research undertaken in the United States indicates that Facebook makes us “fatter, poorer and meaner”. According to the text, this would be connected to the fact that we like to feel good about ourselves and, therefore, we think we have the right to react strongly against anything in our way.

We cannot know for sure if the first two, fatter and poorer, are right. But it seems there is a lot of evidence regarding the third one.

Browse, for instance, through websites and social networks, looking for words like “scandal” or “crime investigation”. Try to discover how many who comment with aggressive and hateful words have actually read the full article or have all the information.  Is it really possible to interpret, ponder and offer a sound opinion without the entire story? To truly understand the context, understand what is being said about the individual(s) in the story, then respect would be given toward the people involved whether or not they are a victim. Most often instead the main concern is with their own opinion, own worldview, own judgment. Their keyboard is their tribunal. There’s little to no thought of the implications of their words.

This makes us believe that the third option might be right. In some contexts, people react to aggression and intolerance only with more aggression and intolerance.

To what concerns Christianity, this research would not even be necessary. It already knows human beings are mean, by nature. It is not in the DNA, for God has created us perfect, but since humans departed from their Creator’s purpose, they have become a deep well of meanness. Facebook only draws a few buckets from it. The image we have of ourselves does not always correspond to what we really are.

That is why the Sacred book of Christians brings the news that this human being – you, me, every one – needs. That this meanness is forgiven and our innate tendency towards it is controlled by His love. This Love book teaches us that Jesus Christ – who, had they had Facebook then, would receive dozens of angry, hasty and judgmental comments concerning his trial as a criminal – took everything on his shoulders so that, besides having our hearts clean, our fingers could receive good command. With that we may type more responsibly and consistently. Prudently mindful that the error, if proved, should be courageously denounced and the person who erred should be respected and allowed a second chance to do things right.

Being face to face with this reality does not make anyone poorer or fatter. And, in fact, it turns meanness into courage and respect.

And love.



Translation:
Rev. Paulo S. Albrecht
Brasilia, Brasil

Text  revision
Ms. Kim Starr
MA Practical Theology & Deaconess Certified

Wisconsin, US

quarta-feira, agosto 14, 2013

Sem volta

Mais de 100 mil pessoas já se inscreveram. Um projeto novo, diferente, inovador. Uma viagem para Marte. Serão 24 pessoas selecionadas para a missão de iniciar uma colonização no planeta vermelho. Talvez muito de nós acharíamos fantástica esta oportunidade..

Só tem um detalhe: é uma viagem sem volta.

Quem pagar os cerca de 40 dólares pela inscrição e, depois dos testes, for selecionado, sabe que está partindo para nunca mais voltar.

Por que mais de 100 mil pessoas estão querendo simplesmente ir embora da Terra? Será que viver em outro lugar pode ser mais promissor, mais estimulante, mais feliz? Ou, por ouro lado, seriam pessoas que “perderam a fé na humanidade’ e querem tentar começar de novo em outro lugar?

Se a segunda opção for verdadeira, é um tanto hipócrita. Afinal, todos fazemos parte da humanidade. Ou será que nos julgamos tão bons a ponto de achar que poderíamos ir para outro lugar e lá sim, como nossa moral superior, melhor do que a dos outros, construir um lugar melhor?

Se for a primeira é a opção, não deixa de ser irônico. Pois existe uma viagem só de ida, gratuita e para um lugar melhor - perfeito, na verdade!-,  que está ao alcance de toda a humanidade. No entanto, o interesse por ela decresce a cada dia. Trata-se da viagem para a para a eternidade. Vivendo com aquele que pagou com seu próprio sangue o embarque – Jesus Cristo -,  o destino não é um novo planeta ou sistema, mas um novo mundo, preparado por Ele para vivermos eternamente. Sem volta.

Mas talvez, no fim, esta história da viagem sem volta a Marte seja apenas curiosidade, interesse em explorar algo novo, contribuir com a ciência. Pode ser.

Mesmo assim, continua sendo uma pena. É só olharmos para nossa Terra cheia de pessoas precisando de investimento, cuidado, carinho e da Boa Nova para vermos que não é preciso ir para longe para contribuir com uma humanidade melhor. Basta olhar para o lado.


Não por curiosidade. Por amor.


Rev. Lucas André Albrecht

Cinco coisas que o cristão não deve dizer em um funeral

Texto original do Dr. Jeffrey Gibbs.


1 – “Bob recebeu a coroa da justiça e Deus lhe disse agora. “servo bom e fiel”. Não, isto ainda não aconteceu. A coroa da justiça será entregue no Ultimo dia.

2 – “Margareth agora entrou na vida eterna.” Isto pode reduzir a importância do Batismo, onde já recebemos o dom da vida. E a vida eterna plena só acontecerá quando também o corpo for ressuscitado.

3 – “Joao agora foi para o seu lar eterno”. Na verdade, só iremos para o lar eterno depois da ressurreição da carne. A existência da alma sem o corpo não é nosso lar eterno.

4 – “Julia agora está com o Senhor para sempre”. Isto também implica que a ressurreição do corpo é coisa de menor importância, a alma seria o mais importante.

5 – “Isto não é um funeral – é a celebração da vitória do José!” Nada indica isso num funeral. Na verdade, é o contrario – a lei em toda a sua dureza está pregada diante de nós. Especialmente se é uma criança, uma pessoa jovem, um acidente...A morte é um sinal de que o pecado ainda não foi de todo abolido na carne.


Five Things You Should Not Say at Funerals

Dr. Jeffrey Gibbs,

As a young pastor in the early 1980s, I learned pretty quickly that you
hear things said at funerals that (strictly speaking) were not true. The
deceased was often described as the kind of person who “never turned
away anyone in need” or who “would give anyone the shirt off his back” or
who was “always a loving and patient husband.” Recognizing quickly the
need to “translate” comments made during times of intense emotional
strain, I also learned that it was probably a grim thing when the best that
was said about the dead person was “Oh, he was a real character all right!”
As a not-as-young pastor now in the early years of the twenty-first
century, I still hear at funerals things said about the dead Christian that
are not true. The problem is that I hear them said by the pastor, as part of
his sermon. These are things which, strictly speaking, are not true. More
importantly, these are things which, theologically speaking, are not true.
And so we ought not to say them. Because ultimately, statements such as
the ones highlighted below downplay the real meaning of death, and they
diminish the great hope of resurrection that is God’s answer in Christ to
the reality of death. The following are things that should not be said at
funerals.


sexta-feira, agosto 02, 2013

Aluno do curso de Direito da ULBRA Canoas se forma aos 87 anos



Formatura acontece nesta sexta-feira, 02.08, às 20 horas, no auditório do prédio 11

Foto: Luiz Munhoz
O formando do curso de Direito da ULBRA Canoas, Edson Frota, 87 anos, está realizando uma grande conquista nesta sexta-feira, 02.08. Não só pela idade, já um tanto avançada, mas principalmente por não desistir da vontade de estudar e fazer uma faculdade, apesar das dificuldades que enfrentou para ter acesso aos estudos. Seu Edson, como é chamado pelos professores e colegas, comemora a formatura, que acontece nesta sexta-feira, 02.08, às 20 horas, no auditório do prédio 11 no campus Canoas.
O estudante conta que nasceu numa família de muitos filhos que trabalhavam na lavoura, no interior do Ceará. Ele diverte-se ao lembrar que o pai costumava pedir à mãe que rezasse por ele. “Eu era muito franzino e branco, não servia para a lavoura”. Naquela época, ir à escola era difícil e os irmãos mais velhos que casavam costumavam levar os mais novos para ajudar na criação. “Lá pelos meus 8 anos de idade, eu dei o azar de ficar com um irmão e não com um primo, que morava na Capital, onde teria a oportunidade de ir para o colégio”, recorda. Mesmo assim, Seu Edson não se deu por vencido e tudo perguntava e procurava aprender, se tornou autodidata.
Aos 18 anos, ele entrou para o serviço na Marinha do Brasil sem nunca ter frequentado a escola. “Lá comecei um curso de radiotelegrafista. Servi durante oito anos e depois fui contratado pela Varig como rádio-operador de voo, no Rio de Janeiro, onde acabei aprendendo muitos termos em inglês e francês”, conta. Em 1955, ele veio para Porto Alegre e com oito anos na empresa começou a fazer voos internacionais. “Aí eu comecei a me sentir mal, tinha medo e acabei me aposentando. Montei um negócio próprio de conserto de televisão e rádio e aos poucos fui conquistando meus desejos”, argumenta.
Seu Edson, depois de casado e com os filhos já crescidos, resolveu que queria estudar formalmente. Aos 74 anos foi para a escola. “Fiz uma prova, me saí bem e já entrei direto no supletivo do Segundo Grau”, relembra. A vontade de continuar trouxe o estudante até a ULBRA.
“Eu sou o que menos me surpreendo comigo mesmo. Minha família não acreditava quando eu fiz o Vestibular e que cursaria Direito”, destaca. Seu Edson diz que seu único plano agora é tentar fazer a prova da OAB. “Não seria tão maluco de fazer mais planos com a idade que estou, atingi meu objetivo que era ter um diploma. Agora vou continuar estudando e lendo como sempre fiz”, avisa. 




Daniele Farias
ACS ULBRA Canoas/Assessora de Imprensa

quinta-feira, agosto 01, 2013

Resolver o problema

A China já arrumou uma solução para o problema dos enormes e quase inacreditáveis volumes de atraso em voos no pais. A ordem agora é que os aviões decolem, mesmo sem saber se vão ter onde pousar. A demora e atraso até que reduziram. Só que dezenas de aeronaves ficam no ar por horas, voando em círculos aguardando uma pista livre, gastando combustível e, o pior, aumentando em muito o risco de vida, já que sempre é mais seguro esperar no chão do que no ar.

Algo parecido tem se evidenciado nos relacionamentos humanos, especialmente no ambiente da internet. As pessoas estão decolando mensagens sem se preocupar onde e quando elas vão pousar.

Como há coisas atrasadas em suas vidas, angústias acumuladas, tensão e ansiedade, precisam, de alguma forma, arrumar uma solução. Aí, mandam aviões, ou melhor, torpedos, para muitos lados, sem se preocupar se, quando, e onde vão pousar. Basta passar algum tempo lendo reações a erros e tropeços dos outros, em redes sociais, sites da web ou situações das vida real. É incrível o numero de pessoas que, deparando-se com o que consideram errado, seja pequeno, médio, grande –  pior ainda, as vezes sem realmente terem certeza se foi mesmo um erro intencional – passam a disparar ódio, intolerância. Apelos à ignorância, agressões pessoais. Chegando, em alguns casos, a pérolas como “essa sua atitude me deu câncer”. ‘eu vou te matar“ ou “se vejo na rua, jogo o carro em cima’. Como no caso chinês, em vez de resolver, desviam do foco, causando novos problemas.

Isto é algo completamente diferente? Não, este é o mesmo ser humano de sempre. Só que, agora, com ferramentas que elevam a potências ainda não presenciadas a capacidade de mandar para o ar voos verbais, palavras que voam em círculos, queimando combustível em vão. Então, quando e se pousarem em algum lugar razoável, podem já ter colocado em risco a reputação, dignidade e a própria vida de outras pessoas.

Quando Jesus Cristo falou em ‘não julgar para não sermos julgados”, certamente não estava impedindo condenar o que é errado. Mas não tenho dúvida de que estava nos alertando a pensarmos bem antes de darmos autorização de partida para a agressão gratuita, a condenação brutal, a arrogância destruidora - reflexos dos problemas não resolvidos. Mais do que isso. Convidou a olharmos para dentro de nós mesmos. É de dentro para fora que precisamos resolver o problema – e que, na verdade, foi resolvido de fora para dentro, por Ele, que oferece pela fé a maneira eficaz de lidarmos com aquilo que se acumula em nosso coração. Em vez de transferir, transformar. Em vez de desviar do foco, focar no essencial. Em vez de voar em círculos, segurança de onde vamos pousar..

E Ele não só falou, também agiu. Imagine o tipo de post que Ele poderia ter feito contra os algozes que o pregavam, injustamente na cruz. No entanto, a palavra que ecoou pelo ar foi o que resolve o problema: “perdoa-lhes”.

Isto, sim, é algo completamente diferente. E que é oferecido a todos por igual.





Rev. Lucas André Albrecht