quarta-feira, novembro 30, 2016

Tempo de uma vida

Escrevi este texto há dois anos, quando perdi meu filho de sete semanas. 
Compartilho com todos os que choram a dor da perda, desejando que o amor de Deus e a esperança da Vida em Jesus Cristo abrace seus corações. Como o fez com o meu.

Pastor Lucas André.

O vovô faleceu aos 91 anos. Por nove décadas, alegrou a vida de muitas pessoas.
Aquela senhora teve o fim de sua vida perto dos 50. Foram muitos anos nos quais certamente trouxe sorrisos e impactou vidas.
O jovem morreu antes dos 20. Foi um momento muito duro e dolorido, no entanto, foram quase 20 anos em que iluminou e alegrou a vida de muitos.
O casal, depois de ouvir o coração do bebê na sétima semana, recebeu a noticia, na nona, de que a gravidez não havia prosseguido.
Quanto tempo uma vida precisa existir para trazer alegria às nossas vidas? 70 anos? 7 meses? 7 semanas?
Jesus Cristo utilizou cerca de 33 anos quando esteve conosco para cumprir sua missão e se tornar a pessoa mais importante de nossas vidas. Ele não apenas nos faz sorrir como traz felicidade no estado pleno. E não precisa de mais que um segundo para fazer esta certeza valer para um coração.
No caso especifico daqueles corações que nos deixam, traz a noticia que realmente conforta: o tempo humano é especifico, o de Deus, não tem fim. Sejam sete dias ou oito décadas que você tenha vivido com alguém, quando você e este alguém vivem ligados a Ele, há uma eternidade inteira pela frente, com muito mais do que sorrir.
Não sabemos quanto tempo ainda vamos ter com as vidas que nos fazem sorrir aqui. Mas sabemos que, desde agora, podemos aproveitar cada segundo, e agradecer a Deus pelo tempo que esta vida durar.
Pois, se o tempo de uma vida importa, muito mais importante é o quanto Deus, por meio dela, faz nosso coração se alegrar.

segunda-feira, novembro 28, 2016

Letras Juntas



A letra U não parece ser sinônimo de algo ruim, não é verdade? Palavras como União, Unidade e Universidade indicam coisas boas e proveitosas.

Também a Letra I pode ser lembrada por boas referências, como Inteligência, Inovação e Identidade.

Tampouco a Letra T pode ser temida, já que Trabalho, Tempo e Tenacidade fazem parte da nossa lista de coisas importantes.

Mas quando as três estão juntas, aí acontece o problema: UTI.

Só de ouvir falar que alguém está na UTI o arrepio já nos percorre as costas, mesmo quando o risco de morte é reduzido. Estas três letras juntas, na sequência, estão longe da nossa lista de “coisas que gostaria de ouvir a qualquer hora do dia”.

Talvez esse seja o problema de algumas coisas andarem errado em nossas vidas. Determinado comportamento até que não é de todo ruim. Aquela tal pessoa não chega a ser má influência. O costume de ingerir, comer, fazer ou tentar aquela outra coisa também não parece ser tão ofensivo. Mas quando algumas delas andam juntas, ou em exagero, e aí que o estrago começa a ser maior.

É o que acontece, por exemplo, quando várias pessoas, que sozinhas até se comportariam bem, se juntam e permitem que o nível de palavras ou atitudes vá para baixo. Quando um hábito não tão ruim que temos é combinado com a impropriedade do momento. Quando permitimos que o trabalho ande junto com comportamentos que a ele não se adequam. Quando o casamento anda junto com companhias erradas. Até mesmo a fé, quando acompanhada de pensamentos e atitudes que, unidos, conduzem um fanatismo que pode cegar.

Quando andam juntas, algumas coisas podem nos deixar mal. Com risco de morte. Eterna.

Já estas cinco letras separadas, podem dizer pouco, mas juntas, dizem tudo. JESUS. Pois elas lembram que este risco de morte está afastado e que as letras V-I-D-A ganham sentido e fundamentação. Quando andamos junto a ele, e junto ás coisas que, juntas, constroem, sempre será um som que vamos querer ouvir. O tratamento intensivo que nosso coração recebe junto a esta fonte de amor fortalece nosso ser e sustenta nosso viver. Para termos, com qualidade, tempo, identidade, trabalho, unidade, trabalho, união... E mais tudo de bom que o alfabeto possa indicar.

São as letras que, quando juntas, indicam Aquele que nos faz andar bem. E sempre na direção certa.




P. Lucas André Albrecht

domingo, novembro 27, 2016

**12 anos!



No sábado, 26.11, a Ulbra TV completa 12 anos no ar, levando formação, informação e entretenimento ao público gaúcho e brasileiro.

E o Toque de Vida tambem celebra esta data! O primeiro Toque de Vida foi ao ar naquele dia 26.11.2004, com a Ulbra TV, e permanece até hoje comunicando música e mensagem para nossas vidas.

De lá para cá, o projeto se expandiu, agregando o Blog do Toque de Vida, as mensagens semanais por email, Página do Facebook, Minuto Toque de Vida na Mix FM e o Drops Toque de Vida na programação da ULBRA TV.

Nossa gratidão a Deus, por permitir que este projeto seja feito, por muitas mãos e corações, para que Seu amor chegue a muitos! E muito obrigado a você, leitor(a)/telespectador(a)/ouvinte, que nos acompanha e faz com que este projeto tenha sentido e objetivo!

Parabéns à ULBRA TV
E muito obrigado a você!


 








Soli Deo Gloria!

segunda-feira, novembro 14, 2016

segunda-feira, novembro 07, 2016

sexta-feira, novembro 04, 2016

Fidelidade

Quando querem provocar rivais, muitos torcedores de futebol utilizam uma pergunta direta: há quanto tempo seu time não ganha um titulo importante? Pois isto parece ser essencial para a vida de um clube e sua torcida. 
A resposta pode variar, de lugar para lugar e time para time. Mas a resposta a uma outra pergunta normalmente é a mesma, em qualquer lugar do pais e do mundo: quanto tempo seu time tem que ficar sem ganhar títulos para que você o abandone? Ou desista e troque por outro?

Os torcedores do Chicago Cubs, time de beisebol norte-americano, estavam há 108 anos sem ganhar a World Series, o campeonato nacional da modalidade. A ultima final disputada foi em 1945. E perderam. Há muitos que passaram a vida inteira sem ver um titulo conquistado. No dia 03 de novembro de 2016, venceram os Cleveland Indians, conquistando o troféu pela primeira vez em mais de um século.

Durante este tempo todo, quantos torcedores do Cubs abandonaram o time, ou trocaram por outro?

Acredito que sabemos a resposta. Em alguns contextos ela é tão obvia “Jamais abandonarei meu time”, que chega a assustar. Pois há tantas coisas mais importantes que são trocadas com facilidade – pessoas, lugares, objetos, fé, igreja, princípios, caráter... – que tal fidelidade a um time, a um esporte, parece ser o sentido da vida, ou quase uma religião.

Já quando os cristãos declaram fidelidade a Deus e confiança no que Jesus disse – de que irá voltar para o Dia Final -, não raramente soa como utopia e limitação de mentalidade. Significaria estar preso a algo tolo, que nunca cai acontecer. Representaria ser inocente e acreditar em qualquer coisa...  Pois, neste caso, passaram-se não 10, 108 ou 500 anos. Já são vinte e um séculos. E nada acontece. Só pode ser um ‘torcedor iludido’....

O autor bíblico Pedro, que já enfrentava estas zombarias, lembra: “Não é demora. É amor”. Deus não está atrasado, nem demorando, em cumprir sua promessa. Ele está demonstrando paciência. Amor. Cuidado pelo ser humano. O troféu não precisa ser conquistado – Jesus Cristo já jogou o jogo e já venceu a morte. Quem vive na fé neste titulo, nunca vai se decepcionar. Durante o tempo de sua vida, aquele que está firmado nesta fé sabe que não tem porque desistir. Pois sabe que uma grande comemoração o espera ali adiante. 

E ela não vai durar somente até a manhã seguinte.

Ela não acaba. Ela é eterna.




P. Lucas André Albrecht

quinta-feira, outubro 27, 2016

Coração quebrado

Minuto Toque de Vida da Ulbra TV.

Coração Quebrado

>Aprender sem pressa


A frase, de Alexander Pope, já tem mais de três séculos, mas continua atual. Ainda mais frente à saturação de informação do nosso tempo. “Algumas pessoas nunca aprendem nada porque entendem tudo rápido demais”.

Faça o teste, Coloque numa rede social uma manchete ou duas frases iniciais em caixa alta dizendo, por exemplo: “Olha, vou dizer uma coisa pra vocês, não dá pra crer que essa pessoa tenha feito isso!...” Anexe também uma foto muito fofa de um gato ou um cachorro.

Qual a chance de que haja diversos comentários condenando este quem quer-que-seja como um cruel insensível com os animais, que merece ser agredido, apedrejado, esfolado ou algo pior?

Mais abaixo da primeira frase, construa mais um parágrafo, descrevendo como você ficou impressionado com uma pessoa que realizou o salvamento daquele bichano, arriscando a própria vida. Você nem conseguiu acreditar que alguém teria este desprendimento e tal...

Eu sei, todos sabemos, acontece todos os dias. Lemos manchetes, uma linha, uma frase... e julgamos já saber tudo sobre tudo e todos.

Mais calma. Se entendemos tudo depressa demais, é certo que não vamos aprender nada. Calma, ponderação, aprofundamento, conhecimento, não fazem mal. Ao contrario, geram e promovem o bem.
Imagine se Deus fosse rápido no gatilho com as imperfeições humanas. Não sobrava um pra postar a história. Mas Ele é a paciência, compreensão e amor na enésima potência. Abraça nossa vida, sem pressa, com cuidado, para nos fazer aprender o mais importante, pela fé.

Para podermos também nós exercitar este amor e cuidado para com o nosso semelhante.

Sem pressa. Com vontade de aprender.

P. Lucas André

sexta-feira, outubro 21, 2016

Com consideração


 Ouvi uma anedota que dizia o seguinte: um homem entra num bar do interior e pede, com sotaque bem carregado: : “Porrr favorrr, eu querer um caixa de fôxforrro”. E repetiu duas ou três vezes, até que o atendente entendeu e lhe alcançou a caixa.

Depois que ele se foi, um caboclo, sentado num canto, começou a rir.
O balconista perguntou:
-Do que você está rindo?”
Ao que o homem respondeu:
num viu? Aquele homi não sabe nem falar fófri!”

Não é só ele, não. As oportunidades de rirmos de alguém, zombarmos de uma ideia, desfazemos uma opinião ou de uma pessoa acontecem com mais frequência do que o necessário.  Sem nos darmos conta de que nosso conceito, opinião e forma de falar também podem estar equivocados, precisando de um novo olhar, uma nova orientação.

Compreender e respeitar é sempre um bom começo. Não significa que não podemos contestar, argumentar ou emitir opinião. Mas significa termos mais responsabilidade em estudar e crescer. Principalmente, significa olhar para o outro como igualmente criatura de Deus, amada pro Jesus Cristo, e que pode precisar de nosso auxilio com consideração

Aliás, ainda bem que Deus não ficou sentado num canto, rindo da nossa imperfeição. Pois vergonha seria o mínimo que nos aconteceria. Felizmente, ele nos chamou para perto, pela fé. Ensinou a falarmos corretamente o Seu nome. E nos deu uma vida na qual sempre podemos continuar.

Pois, mesmo quando nossa fé estiver feito um palito, não vai deixar de queimar.



P. Lucas André Albrecht

sexta-feira, outubro 07, 2016

Dois Corações



“Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?” perguntava uma frase na internet.

Para mim, foi terça-feira. Um dia diferente e único em minha vida. 

Pela manhã, na ecografia dos oito meses, ouvi o coração do Charles, meu filho que está chegando em novembro. Tudo está muito bem. Incluindo o coração, que estava lá, batendo firme e forte.  À tarde, foi a vez dos meus exames de rotina, que incluem uma ecografia do coração. E lá estava ele, batendo na tela, segundo o médico, muito bem também.

Pude ouvir no mesmo dia, dois corações. O meu e o do meu filho.

O Pai faz isso todos os dias.

Ele, e só Ele, conhece Seu próprio coração. Parece óbvio afirmar isso, mas há tantos que tentam falar em Seu nome, como se pudessem determinar não só o que Ele pensa, mas também o que deve pensar e sentir... Mas não. É Deus. Somente Deus.  No entanto, Ele revelou em parte o que se passa por lá. Nas páginas da Bíblia, aprendemos que o coração de Deus é cheio de amor pelo ser humano. Amor sem limites. E amor concreto  e objetivo, em Jesus Cristo.

Por isso, Ele é o Pai que ouve o coração dos Seus filhos. Diariamente. E de um jeito que só ele sabe como fazer. Vai além da pressão, dos átrios, das artérias. Além das preocupações, do stress, da taqui ou bradicardia. Ele ouve o que se passa em nossa essência. E cuida deste coração com carinho, com segurança. Com compaixão. Pela fé no Filho, enche os corações de seus filhos paz e segurança. E, ainda, a esperança que nenhum exame ou consulta pode oferecer.

Na verdade, não precisa ser um dia único. Podemos ouvir dois corações diariamente. O do Pai e o nosso. E, melhor ainda, se começarmos ouvindo o que o coração Dele revela e ensina, em Sua Palavra.  Então, o nosso vai poder pulsar com a certeza de quem nunca vai parar de bater.

Já que, com Ele, nosso coração não é apenas terno. É também eterno.




P. Lucas André Albrecht

sexta-feira, setembro 23, 2016

Compartilhar e diminuir


Estava ouvindo sobre uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia -Berkeley a respeito do impacto que o compartilhamento de carros pode gerar no meio ambiente. Uma vez que você utiliza o Uber ou o Car to Go, por exemplo, para pegar uma carona paga, você deixa seu carro na garagem. Assim, são menos carros circulando, menos poluição, menos congestionamentos... E por aí vai. Não vi, ainda, o resultado da pesquisa, acredito que ela vá levar algum tempo. Mas não dá pra não fazer a matemática: quando compartilhamos o carro, carros a menos rodando. Se 1 milhão de pessoas pegarem carona, quanto a menos isto representa?

Quanto peso a menos representa em nossos ombros quando podemos ter pessoas para compartilhar nossas necessidades?

O quanto a menos de desgaste e “poluição” a menos no coração isto pode representar? Menos desconforto, por termos alguém com quem compartilhamos uma ‘carona pela vida’, compartilhando ideias, uma pessoa para chorar, sorrir, ou sermos esta pessoa para alguém...

Por meio de um aplicativo muito simples – a fé - , estamos conectados a Deus, com quem podemos compartilhar tudo. Especialmente, porque, em Jesus Cristo, Ele tirou dos nossos ombros o peso que nos tirava não só o sono, mas a vida. A partir disto, nos conectamos a outras pessoas da mesma fé. Então, quanta diferença isto pode fazer nos ambientes e lugares em que circulamos? Quais as grandes possibilidades que são criadas pelo compartilhar da essência daquilo que cremos?

Muitas, não há dúvida. Este compartilhar faz do nosso meio ambiente diário um lugar onde sempre vamos quere estar por inteiro.

Pois, enquanto muitas coisas são diminuídas. outras tantas aumentam de valor.
  


 P. Lucas André Albrecht

quarta-feira, setembro 14, 2016

Caminhando


Fidencio Sanchez é um senhor de 89 anos que, para sustentar a si e sua esposa, vende paletas mexicanas em um subúrbio de Chicago, EUA. A história dele tornou-se mundialmente conhecida esta semana quando um cliente, tocado pela sua situação, comprou 20 picolés por 50 dólares. Mas não só isso. Criou também uma conta no GoFundMe (site de arrecadação de recursos), em nome de Fidencio, pedindo às pessoas para ajudarem a juntar 3,000 dólares.

O resultado foi espantoso. Em 3 dias, as doações chegaram a US$ 250,000!

A esposa de Sanchez está debilitada e sua filha, que cozinhava para ele recentemente, morreu há pouco tempo. A vida de Sanchez, se já era difícil, ficara pior. Agora, com este auxilio providencial, ele poderá, se quiser, deixar de circular pelas ruas empurrando seu carrinho de paletas e ter uma vida de mais descanso junto à familia.   Apesar de que Sanchez afirmou que, mesmo assim, não pensa em parar.

-Foi uma resposta às suas orações – disse Gilberto Bahena, pastor de Fidencio Sanchez, referindo-se a ele como um cristão fiel.

Aos 89 anos.
E Sanchez trabalha para se sustentar desde os 13... 

Uma ação que não foi feita por ele, agora, de certa forma, salva sua vida e o coloca  numa situação completamente diferente.

A ação de Jesus Cristo foi uma resposta à nossa necessidade. Precisávamos de alguém que nos tirasse o fardo de empurrarmos, ou carregarmos, o peso do nosso pecado. O Mestre pagou com seu próprio sangue a oportunidade de mudarmos de vida. De termos o maior tesouro que alguém pode ter – perdão e vida nova, pela fé.  Então, podemos caminhar de um jeito diferente. Não mais empurrando a vida, mas sendo guiados e conduzidos por seu amor.  

Em qualquer idade. A qualquer momento.

Nesta caminhada, esperar, ter paciência, é uma das partes mais difíceis. Não sabemos quando nossas orações serão atendidas. Não sabemos o tempo de Deus. Por isso, enquanto seguimos, nossa fé precisa de fundamento seguro, para não congelar, nem desistir no meio do caminho. E ela tem.  Ele não deixa de providenciar o meio para permanecermos sob seu cuidado. Para sermos amparados por seus braços de amor.

A chefe de Sanchez, Bianca Gutierrez, dona do negócio de picolés, disse que, apesar de tudo, não teve coragem de dizer a Fidencio para parar. “Ele disse que quer morrer caminhando”, comentou.

Sem dúvida, um desejo de todos nós. Partir caminhando em fé, para a vida que não tem mais fim.


   

P. Lucas André Albrecht

quarta-feira, agosto 31, 2016

Incompreensivelmente maravilhosa




Mais uma daquelas histórias incompreensíveis.

Nathan Weltzel, 29 anos, sofreu um acidente de carro  no dia 21 de agosto de 2016. Seu filho Isaiah, de 2 anos e meio, também estava no carro. Ambos sobreviveram. Passados alguns dias, Weitzel admitiu o inacreditável: ele tentou matar o filho. Entrou no carro e colocou o cinto em si mesmo, mas não no menino, nem o colocou na cadeirinha de segurança. Então, dirigiu a 120 por hora, até acontecer o acidente. A criança, apesar dois ferimentos, felizmente sobreviveu. O pai também. Está preso, sob fiança de 500 mil dólares.

O motivo? Weitzel achou que não conseguiria lidar com a responsabilidade de ser pai.

O interessante é que podemos encontrar histórias parecidas em mais famílias do que podemos imaginar. Talvez até na nossa.

Nem todo mundo pega filho, esposa, avô ou sobrinho e coloca num carro em alta velocidade. Mas as tentativas de matar a auto-estima, a confiança, a segurança e a alegria de pessoas próximas são atitudes tão frequentes que chegam a assombrar. São palavras, gestos, atitudes; é a indiferença, o egoísmo, a maldade. Em alta velocidade e ferocidade. Uma falta de responsabilidade que vai deixando pessoas próximas presas a um “sinto sem segurança”. E elas podem, a qualquer momento, sofrer ferimentos que vão além do que alguns dias numa cama de hospital possa curar.

O interessante, ainda, é que podemos encontrar uma história semelhante nas páginas da Bíblia.

Deus, o Pai, resolveu entregar seu filho à morte. Enviou a Jesus Cristo para sofrer e morrer em uma cruz, inocente, no lugar do ser humano – este sim, culpado de correr tão rápido e desrespeitar tanto a lei que não tinha mais solução. Nem sob  fiança. Incompreensível,.. Mas, aqui, a história é diferente. O Filho sabia a que veio e aceitou a vontade do Pai, voluntariamente, Por amor. O Pai estava cumprindo Sua promessa – salvar e cuidar de Seus filhos. Sem fiança, sem preço. De Graça.

Esta mesma história transforma vidas, por meio da fé no Filho. E impulsiona a transmitirmos segurança, confiança e amor às pessoas que estão à nossa volta. Especialmente as mais próximas, que são aquelas que mais corremos o risco de ferir. Seguros nos braços deste Pai de amor, seremos capazes de lidar com a responsabilidade de perdoar, amar, viver e ajudar. Transmitir segurança, gerar confiança, mudar o mundo de alguém. Fazer coisas que muitos até julgarão incompreensíveis.

Mas que será mais uma daquelas histórias incompreensivelmente... maravilhosas.

sexta-feira, agosto 26, 2016

Inveja e justiça



Existem linhas que não são fáceis de se traçar em nosso comportamento diário. Um delas é aquela que tenta separar desejo de justiça de inveja disfarçada.

Focar o defeito do outro acontece por invejar as virtudes que ele tem?
Clamar por justiça contra quem tem muito é por inveja de não ter tanto?
Tentar achar erros em quem está indo bem não é por não conseguir entender como a sua própria existência anda tão mal?

Perguntas. Que podem ter resposta A ou B. Mas o certo é que nossa justiça é falha. Nossa inveja é que, normalmente, não. Ela sabe encontrar caminhos em nosso coração para, em muitas situações, a vestirmos com belas roupas e utilizarmos como pretexto de justiça.  E é possível que, com alguma frequência, nos peguemos dedicando tempo a denúncias sobre o que está ‘lá fora’ somente para tentar esquecer do que nossa própria consciência, aqui dentro, não para de apontar.

Justo mesmo, só Deus. Corretíssimo. E sem sombra de inveja.

Entretanto esta afirmativa não está aqui para dizer que Ele mata ou castiga, ou outro tipo de ameaça. Ele perdoa. Salva. Cuida. Seu amor não tem limites para cuidar do nosso coração.

E Ele nos fortalece para bloquearmos as vias utilizadas pela inveja com as barreiras de perdão, tranquilidade, gratidão. Um caminho muito melhor para a paz de coração. Aí, quando a inveja perde espaço, a justiça pode mostrar com mais propriedade o que se destina a fazer. Pois neste caso ela não é embasada pelo mau sentimento de querer prejudicar, mas sim pelo grande principio de procurar fazer o certo e, principalmente, ajudar.

Contra a inveja vestida com outras roupas, portanto, o melhor caminho é a Verdade. Jesus Cristo,

Pode ser crua, mas não necessariamente nua.  Vem vestida com o manto do amor.



 P. Lucas André Albrecht

sexta-feira, agosto 19, 2016

No longo prazo


Na primavera de 2016, a cidade de Fort McMurray, no Canadá, enfrentou uma catástrofe. Um incêndio florestal de grandes proporções começou a avançar para a cidade, destruindo casas e tirando todos os cerca de 90 mil pessoas de suas residências. O incêndio foi tão gigantesco que podia ser visto do espaço. Felizmente, não houve mortes. Ao menos não diretamente. As duas fatalidades que aconteceram foram em um acidente de carro de pessoas que estavam indo embora da região.

Em uma entrevista relacionada a este evento, um líder de associação de bombeiros daquele pais alertava para algo que não costumamos ver, nem ouvir falar: o fato de que os bombeiros, em função do trabalho, adquirem problemas de saúde a longo prazo, especialmente câncer. Quando estão combatendo o fogo , estão bem protegidos e não são afetados por quase nada, diretamente. No entanto, estariam expostos a elementos cancerígenos que vão se manifestar apenas alguns anos depois. Não há muito o que se fazer a respeito, relatava o entrevistado, já que é algo inevitável, um risco inerente à profissão. A busca do grupo era, por, ao menos, alguma forma de compensação para o bombeiro ou para sua família.

Enquanto lutamos contra os focos de incêndio diários que vão surgindo, no longo prazo, há um elemento letal, que vai nos conduzir à morte. O pecado. Assim, mesmo que, aparentemente, vamos tendo vitórias, continuamos expostos ao efeito dele. Quando agimos apenas em função de nossos sentimentos de momento, instintos ou arrogância, até podemos debelar brigas cotidianas. Mas no longo prazo, a doença que vai tomando conta de nosso caráter e de nossa alma resseca nosso coração. O fim vai chegar. E, neste caso, não há qualquer tipo de compensação possível à força de nossas mãos.

Felizmente, para esta doença não existe compensação – existe cura. Jesus Cristo deu sua vida para que a nossa fosse salva. Ainda vamos morrer nesta vida, é verdade. Mas ganhamos a vida eterna. E ganhamos, ainda, a sua presença e sustentação para enfrentarmos os incêndios diários a partir de outra perspectiva. Diminuindo o espaço para a amargura, frustração e “vitória a qualquer preço”. E aumentando as possibilidades de que a Água da Vida, presente em nossos corações pela fé, flua livremente em nossos relacionamentos.

Pois sabemos que a cura definitiva está providenciada e que, no longo prazo, não teremos complicações.

Ao contrário: perfeição e alegria sem fim.



 P. Lucas André Albrecht

  

sexta-feira, agosto 12, 2016

O Carpinteiro e os jardineiros

 


Que tipo de pai mais precisamos? Jardineiros ou carpinteiros?

Acompanhei entrevista com a psicóloga Alison Gopnik, (Universidade California Berkeley, EUA), que escreveu o livro “The Gardener and the Carpenter” (O  Jardineiro e o Carpinteiro),utilizando estas duas metáforas para falar a ação dos pais em relação aos filhos. De uma maneira muito resumida, o ponto é que, às vezes, os pais agem como “carpinteiros” com os filhos. Planejam, programam, executam e esperam pelo resultado previsto. No entanto, este modelo, em muitos momentos, gera expectativas exageradas e gera frustrações desnecessárias. Pois sabemos que é impossível moldar uma pessoa para ser o que queremos. Por outro lado, uma abordagem de “jardineiro’ leva em conta a importância de cuidar, podar, regar, acompanhar... mas lembrando sempre que, a cada estação, pode haver uma surpresa, algo novo, algo diferente, que não havia sido pensado, previsto e, muito menos, planejado. E é preciso lidar com esta realidade.

No fim da conversa,  a entrevistadora procurou  resumir a ideia : “Poderíamos dizer então, que precisamos ser menos carpinteiros, isto é, tentar desenhar e executar o futuro dos nossos filhos, e mais jardineiros - ser presentes com amor incondicional, cuidado e amor.

Uma metáfora interessante para pensar a missão dos pais, - especialmente do pai, neste segundo domingo de Agosto. Não é por mal, mas, muitas vezes, depois de visualizar e programar a vida dos filhos, tentamos, a partir daí, cuidar para que a execução seja perfeita. Mas não é difícil de prever os atritos, decepções e frustrações, de parte a parte, que daí podem resultar. Por outro lado, quando nos preocupamos mais em estar presentes, semeando amor incondicional presença ,segurança e cuidado, damos mais oportunidade para que os filhos se aventurem, busquem suas conquistas, desenvolvam suas vidas a partir desta segurança que sentem com alguém que sempre vai estar lá por eles.

Isto me fez lembrar do Carpínteiro de Nazaré. Ele veio para executar a obra cuidadosamente planejada pelo Pai. E assim aconteceu. Ele obedeceu perfeitamente. Tudo para semear no coração humano o amor incondicional do Pai por seus filhos, estendendo perdão, paz,.salvação e segurança para a vida. Cuidados e guiados por seu amor, podemos crescer, nos aventurar, aprender, cair, pedir perdão, recomeçar. Tudo porque temos o Jardineiro que cuida de cada passo que viermos a dar.

Pais jardineiros podem lançar sua fé e confiança incondicional no Carpinteiro. Jesus Cristo oferece a cada coração as sementes de Sua Palavra, que dão a única esperança real e segura – Seu amor. E dá a oportunidade de sermos únicos, diferentes, como filhos e como pais. Jardineiros que confiam o cuidado e o crescimento ao Criador.

Pois sabemos que planejamento, sonhos e resultados sempre podem falhar.

Seu amor incondicional, não.

Ele sempre vai estar lá por nós


P. Lucas André Albrecht

quarta-feira, agosto 03, 2016

O essencial



Nem sempre na vida não prestamos atenção nas coizas mais importantes. E isto não é exeção, mesmo que não queiramos fazer. Por isso que em Jesus Crito encontramos a paz que tanto nos fas bem.

Quantos erros de português nesta frase inicial, não? Pelo menos 3, de cara. Mas agora, diga: você também notou a falta de alguma coisa em alguma palavra? Por exemplo, de que falta um ‘s’ na palavra Cristo?

Alguns podem ter notado. Mas tantos outros, não. Os erros de português saltaram à vista, mas o erro no nome de Jesus Cristo, talvez, passou despercebido.

Esta ilustração pode lembrar os momentos em que focamos erros secundários, pequenos ou grandes, mas não damos atenção ao mais importante. E assim, o que é essencial acaba fazendo falta em nosso cotidiano. Principalmente, se o que for ignorado é a nossa imperfeição inata, que nos afasta de Deus. 

No texto, faltou apenas um ‘s’ em Cristo. Mas quando nos falta atenção à vida de fé, muito mais pode faltar. E então podem sobrar medo, angústia e falta de direção.

Deus se ocupou do mais importante – nos dar perdão, por meio da fé – para nos dar o essencial. Vida. E, também, atenção e cuidado na vida diária. Renovados pelo Seu amor, podemos nos ocupar de reparar os erros, por meio de arrependimento, fé. Motivados por Ele, que nunca deixa faltar o ‘s’ de serenidade, segurança.

E sorriso.


(Inspirado em uma ilustração do
Rev. Paul Lantz, Detroit, EUA)


P. Lucas André Albrecht

quinta-feira, julho 28, 2016

VALOR'



Se você estivesse diante de uma nota de R$ 50,00 e um papel em branco, qual deles escolheria?

Com certeza, a nota de 50. Mas...por que? Ambas são pedaço de papel, ambas têm basicamente as mesmas propriedades?...

“Só que a nota de 50 vale 50”. Hum, talvez não. Se você for com ela à Rússia ou à Finlândia, não vai valer muito, A não ser numa casa de câmbio e, ainda assim, você deverá perder valor nela,

O que está por trás de nota de 50 para darmos a ela este valor sobre a folha de papel? O tesouro brasileiro. Temos a palavra dele escrita na nota de que ela vale, realmente, 50. Assim, aquele pedaço de papel passa a ter valor.

A mesma coisa pode ter valores diferentes, dependendo de quem as atribui. Dependendo SE alguém atribui.

Deus age em nossa vida e nos confere valor. A ação Dele tem valor porque tem a Sua Palavra impressa no coração, pela fé. Deixamos de ser um papel qualquer e passamos a ser como o ouro – que tem valor intrínseco, reconhecido em qualquer lugar. E que, quando passa pelo fogo, torna-se ainda mais puro.

Nas mãos Dele, a vida deixa de ser um papel em branco para ser o registro da história do Seu amor.


 P. Lucas André Albrecht