terça-feira, maio 19, 2015

Realidade é aquilo que, mesmo quando você para de acreditar, não vai embora.

(Phillip K. Dick)

sexta-feira, maio 15, 2015

Brasas vivas


Uma situação que, com alguma frequência, você acaba passando.  Procura fazer o melhor pelo outro, pelo todos, pelas pessoas.Tenta encaminhar as coisas do melhor jeito, cedendo o que for possível, auxiliando o outro a alcançar o que precisa. Em retorno, você só precisava de algo que faria a sua vida também um pouco mais fácil.

Então, do outro lado vem o olhar frio, a porta fechada, a recusa em cooperar.  Você cedeu. O outro, nem pensa em retornar. A situação pode nos deixar chateados, com vontade, quem sabe, de retribuir na mesma moeda.

Mas moeda ruim não consegue comprar coisa boa.

Nesta hora, vem á mente uma passagem bíblica que fala o seguinte: quando pagamos moeda ruim com moeda boa, isto é, pagamos o mal com o bem, “amontoamos brasas vivas sobre a cabeça dele.” *  Uma figura interessante. Você retribui a frieza com segurança, o desdém com a firmeza, a tentativa de provocação com constância e um gesto de compreensão. Incluindo o amor. Não há dúvida, o outro vai ficar como se estivesse com brasas vivas amontoadas sobre sua consciência. E seu coração.

Não é fácil, claro. Mas quem disse que as melhores coisas da vida são fáceis?...Jesus Cristo fez a mais difícil – deu sua vida por nós – para termos,pela fé, oportunidade de amontoar coisas boas. A principal delas,o perdão, que mantém a vontade de viver para Ele e servir.

Viver a fé e os princípios que sabermos serem os corretos pode ser difícil em muitos momentos. Mas não há duvida de que sempre gera o resultado que é o melhor.

E, talvez, as próximas brasas vivas amontoadas sejam aquelas sob um churrasco de amizade, alegria e cooperação.


 *Romanos 12.20

(P. Lucas André Albrecht)´



quinta-feira, maio 14, 2015

Fórmula da felicidade

Finalmente alguém conseguiu desenvolver um pouco do que sempre sonhamos! Uma matéria na web diz que cientistas desenvolveram uma fórmula para dizer se você está feliz. Aparentemente,"a solução matemática final mostra que os momentos de felicidade não refletem apenas em se a vida está fluindo bem, mas se ela está indo melhor do que o indivíduo imaginava”.

Mas, não. Espera aí.

Lendo a matéria, descobrimos que, primeiro, não foi descoberta a fórmula da felicidade, como uma leitura rápida pode sugerir, mas sim, uma que mede a felicidade que se está sentindo. Segundo, felicidade, no conceito apresentado, refere-se somente ao “sentir”. E, mais especificamente, ”sentir-se bem”, ter prazer ou euforia. Expectativa de recompensa, planos, dinheiro, jogos, passeio com amigos... Todas as cenas que as propagandas já se especializaram em identificar como ser feliz

Só que sentir é diferente de ser. Em vários sentidos.

Poderíamos retomar o texto de 2013, o que você faz pra ser feliz, para relembrar se existem outros tipos de momentos e expectativas que se encaixam dentro da felicidade humana:
-Pessoas trabalhando;
-Pessoas ouvindo outras em seus problemas;
-Mães ou pais disciplinando os filhos ou com olheiras às duas da madrugada;
-Pessoas trabalhando muito;
-Gente tensa estudando muito para ou fazendo uma prova difícil;
-Gente recebendo um não ou dando de cara com uma dificuldade;
-Qualquer cena que ilustre uma das inúmeras dificuldades cotidianas;
-Pessoas contentes trabalhando;
E vários outros.

Felicidade é algo que se sente? Ou é algo que se tem?

Tudo passa pela definição que se assume. Mas o certo é que, se felicidade é uma questão de sentir - e de sentir coisas boas -, não devemos ter mais do que, somados todos os minutos, apenas algumas horas por semana.

A alternativa da fé cristã é diferente. Viver com fé é mais do que apenas sentir. É, principalmente, saber. Saber-se amado por Deus. Saber-se guiado por Ele. Saber que um dos momentos máximos de felicidade para Jesus Cristo foi quando agonizava no alto de uma cruz. Pois estava trazendo a felicidade eterna, que vem do perdão e da paz com Deus e, por consequência, com o semelhante.

Felicidade que se tem; que se sabe; que permanece. Ela também se reflete em ‘sentir-se bem’, claro que sim. Mas não nos deixa quando chega o ‘sentir-se mal’. Ela permanece conosco, já que felicidade é a estrada, não apenas o clima que se enfrenta pelo caminho.

Não é uma fórmula. Não é um aplicativo. Não é uma solução mágica.

Mas é uma definição permanente.  


(P. Lucas André Albrecht)

segunda-feira, maio 11, 2015

Aqueles que entendem somente o que pode ser explicado, entendem muito pouco.
(Marie von Ebner-Eschenbach)

domingo, maio 10, 2015

Ser mãe

Domingo lembramos de nossas mães.
Lembramos também que, às vezes, não lembramos.
De prestar a atenção devida.
Demonstrar nosso carinho.
Estar perto, conviver.
Lembramos que, às vezes, esquecemos suas sábias palavras.
O Importante é que ela sempre será o que é, mãe.
E que nós sempre temos um novo dia para demonstrar nosso amor.
Se, às vezes, não sabemos como falar,
podemos, sempre, encontrar um jeito de expressar.
Podemos, sempre, ter o nosso jeito de externar
o que sentimos por alguém tão especial
e que ninguém mais no mundo pode ser.
Nossa Mãe
MAE!
Às vezes você está longe – mas está sempre por perto do meu ser.
Às vezes você pode estar cansada da vida real - mas com você aprendi a sonhar.
Às vezes você me deu o seu colo – mas sei que muitas vezes gostaria do meu abraço.
Você é sempre exaltada pelo que faz – mas sei que às vezes não dispensaria ser lembrada por quem é.
Às vezes você quase perde as esperanças – mas sempre ensinou o melhor caminho: fé em Deus.
Às vezes ser mãe tem seus momentos de tensão, ansiedade e dificuldades, mas jamais torna-se apenas uma obrigação ou fardo. Porque uma mãe não trabalha apenas com as mãos, não orienta apenas com a voz, nem enxerga somente com os olhos. Uma mãe não sorri apenas com os lábios nem repreende apenas com o olhar.  Ela faz tudo isso sempre com o coração. Ele é quem faz. Quem acolhe e quem educa. Quem sustenta.
Por isso, mãe, se às vezes teu coração está triste, machucado ou sofrido, lembre-se sempre de que o Papai do céu te ama como filha, te acolhe com carinho e te fortalece a fé no Filho para que sigas em frente, com a força que Ele dá.
MÂE!
Às vezes eu não digo,
Mas sempre penso muito:
EU AMO VOCÊ!

quinta-feira, abril 23, 2015

Gêmeos

Observe esta foto, de duas irmãs gêmeas do Reino Unido.


Bem...na verdade, não é verdade. Ah, claro, a foto é real. Mas elas não são gêmeas. Não são irmãs, nem parentes. Sequer se conheciam. NiamhGeaney e Sophie Robehmed encontraram-se através de uma página doFacebook. Um projeto de Sophie com amigos, que propõe o desafio entre eles de encontrarem seu “gêmeo desconhecido”. Sophie, claramente, está em vantagem.

Levou algum tempo, alguns dias, mas Sophie encontrou alguém que é exatamente igual a ela,.

Quanto tempo levamos para descobrirmos a mesma coisa? De que temos à nossa volta centenas de irmãos “gêmeos estranhos”; pessoas exatamente iguais a nós?

O mesmo ser humano, com o mesmo pecado, com as mesmas angústias, como as mesmas necessidades. O mesmo ser humano que quer amar, viver, aprender, talvez deixar um legado. O mesmo ser humano que, sozinho, não consegue ir muito longe e que, somado a outro, pode ir mais longe do que poderia imaginar.

Quanto tempo?

Provavelmente, o tempo de realizarmos que Jesus Cristo foi, e é, um ser humano, igual a nós. Um gêmeo desconhecido que se fez conhecer, em carne e osso. Ele era praticamente idêntico a nós, com a diferença que não tinha pecado.

Depois de algum tempo, concretizou o que veio fazer. Abrir nossos olhos para a certeza do Pai que nos ama e, assim, pela fé, podemos olhar para todas as pessoas ao nosso redor como gêmeos idênticos, ainda que estranhos. Pois todos somos identicamente olhados com amor pelo Pai, que não quer ninguém longe, mas sim, todos bem perto do seu Filho. Todos irmãos.

Junto a Ele, podemos ir mais longe do que sequer podemos imaginar.



(P. Lucas André Albrecht)

quinta-feira, abril 16, 2015

RIQUEZA

675,000 dólares.

Que valor é este? Prêmio de Loteria? Venda de uma casa? Impostos pagos em um ano? Riqueza acumulada em uma vida de trabalho?

Nada disso. Trata-se de... troco.. Moedas que as pessoas deixam cair e não percebem, ou não param para ajuntar. E isto só nos aeroportos americanos no ano de 2014. A informação é da TSA, agência responsável pela segurança aérea naquele país. “Sempre tentamos reunir as pessoas com aquilo que elas perdem”, disse um funcionário. “Mae em alguns casos, como das moedas, isto se torna impossível”. Até porque ninguém volta para reclamar o que é seu’

Quem diria... Uma moedinha que se deixa cair aqui e ali soma, ao final do ano, uma quantia que poderia mudar uma vida.

Parece com os pequenos ‘trocos’ que esquecemos que deixamos cair em relacionamentos diários. Parece tão pouco dizer uma palavra errada aqui, uma ofensazinha leve ali, uma desconsideração mais adiante. Seguimos em frente gastando a paciência, a energia e o coração das pessoas e achamos que tudo está bem.

Ao final de um período, no entanto, frequentemente estes trocos voltam na forma de uma grande volume de mágoa, ressentimento. E muita dor. Acabamos mudando uma vida. Só que para pior.

A troca que Jesus Cristo fez no alto de uma cruz foi para trazer um cenário diferente. Toda a divida que tínhamos, foi paga para, pela fé, poder ser feita a troca feliz:  erro por perdão, tristeza por segurança, frieza por consideração. Podemos viver, pela fé, notando melhor as pequenas coisas, antes que fiquem grandes. Voltar para reclamar, quer dizer, para ouvir, para recuperar. E investir não trocados, mas esforço inteiro em cultivar relacionamentos, pessoas, vidas.

A matéria relata, ainda, que, desde o surgimento o Iphone, em 2007, a perda de pequenas moedas aumentou em cidades como, por exemplo, Nova York. Não parece ser mera coincidência com o que a tecnologia móvel pode fazer com muitos relacionamentos, trocados por vaidades e coisas efêmeras, gerando mais dor e decepção.

Deus nos convida a trocarmos a vida feita de pequenos trocos por um amar de forma integral.

E Ele sempré quer nos reunir com aquilo que perdermos. Porque é riqueza para levarmos pela a vida toda.


(P. Lucas André Albrecht)

sexta-feira, abril 10, 2015

Por que tanta bandidagem?

por Marcos Schmidt

As notícias da bandidagem tomam conta nos jornais e nas conversas. Roubos, assaltos, violência, assassinatos são rotina. O que está acontecendo? Será que os bandidos aprenderam com a roubalheira do Lava-Jato e com toda a corrupção no país? Ou é falta de punição, cadeia, castigo com mais rigor? É a ausência da polícia nas ruas? São as drogas que viram epidemia? São os desajustes e conflitos familiares? São os lares sem pai nem mãe, sem educação e estrutura? Ou a culpa é da internet, redes sociais, da influência negativa dos meios de comunicação? Ou é a própria ganância, cobiça, ambição? Quais os reais motivos para tanta delinquência, criminalidade, violência, roubos, assassinatos, desonestidade, desordem social?

Poderia simplesmente dizer que é a falta de Deus na vida desta gente má. E não estaria errado. Qualquer pesquisa pode confirmar que pessoas religiosas, via de regra, não se metem na criminalidade. Claro, têm os lobos disfarçados de ovelhas, os bandidos com a Bíblia na mão, os Judas que vendem Jesus. Mas são exceções e logo descobertos. Com respeito a fé cristã, a Bíblia lembra que “se não vier acompanhada de ações, é coisa morta” (Tiago 2.17).  No entanto, as virtudes morais não configuram monopólio cristão ou religioso. Ateus e pessoas sem igreja também carregam o princípio da segunda tábua dos dez mandamentos bíblicos, que é respeitar pai e mãe, não matar, não adulterar, não roubar, não difamar. A diferença é que a união com Cristo transforma para uma vida de boas obras (Efésios 2.9).

Agora, cristão ou não cristão, religioso ou ateu, todos temos uma natureza má, e precisamos da dureza da lei para sobreviver em sociedade. Se as regras civis são violadas, há bagunça, caos. E se não existe justa punição aos infratores, as leis perdem seu efeito. Há muitas razões para tanta bandidagem, mas a principal, de fato, é a impunidade. Isto cabe aos governos, aos políticos, à polícia. Enquanto isto, existe outro caminho, o Evangelho de Cristo que faz a cidade mais segura.


Rev. Marcos Schmidt
Novo Hamburgo, RS

sexta-feira, abril 03, 2015


quarta-feira, março 25, 2015

Amor que justifica

A conversa estava interessante.
- Veja bem, Marta. O principal é que a criança vai ter amor. Vai ser amada por uma família – comentava Pedro.
Marta retornou:
- Pedro, o argumento que mais vejo nesta discussão é o do amor. Mas não dá pra ser assim
- Como não? – espantou-se Pedro.  - Você não acha que uma criança precisa de amor?
- Claro que acho. Mas estamos falando de legislação. Leis precisam se ancorar em argumentos mais claros. Amor é subjetivo.
- Como assim?
- Dizer que “faço por amor”,ou “vou dar muito amor” pode justificar muita coisa, tanto boa como ruim,. “Amor’, neste contexto,. é subjetivo e não identificável demais para ser a principal sustentação uma lei, estatuto ou norma. Pode haver outros argumentos, não há dúvida. Mas este, não dá.

Marta estava certa. Em nome do amor se fazem coisas lindas, mas outras, nem tanto. Pois cada pessoa costuma ter seu conceito do que é amar ou dar amor a alguém outro.

Neste caso, o amor não justifica.

Em outro caso, sim. Existe um amor que justifica o ser humano. Perdoa, aproxima, acolhe. E o faz viver diferente. É o amor de Jesus Cristo que, de tão intenso, e louco até, esteve no alto de uma cruz, entregando-se para que cada ser humano, em qualquer condição, lugar ou situação pudesse ter a certeza de ser justificado – salvo, amado, conduzido.

Pela fé Nele, somos conduzidos ao Pai. Recebemos a adoção de filhos. Passamos a fazer parte da família da fé. E passamos a servir nosso semelhante em amor, lutando pelo que é correto, mas sem esquecer doses generosas de compreensão e cuidado. Pois cada pessoa que encontramos está lutando uma árdua batalha, precisando, muito de andar segura em uma certeza precisa.

Saber-se justificada pelo Amor.


(Pastor Lucas André Albrecht)

sexta-feira, março 20, 2015

Viagem de ida

  

Há dois, anos, escrevi uma mensagem a respeito do ousado projeto da entidade chamadaMars One: colonizar Marte. Foram abertas inscrições para voluntários e mais de 200 mil pessoas aderiram. Há alguns dias, uma noticia relatava que 100 pessoas já estavam pré-selecionadas, das quais 24 seriam escolhidas para dedicarem sua vida ao projeto – já que a passagem é só de ida.

Mas há noticia mais recente. E a principal delas é de que o projeto está levantando suspeitas de sua viabilidade. Cientistas do MIT apontam problemas de viabilidade da façanha. E até integrantes dos 100 pré-selecionados estão colocando em dúvida a austeridade do projeto. Por outro lado, porta-vozes da empresa continuam afirmando que ele é viável e que vai acontecer.

Ou seja, garantem que essa viagem só de ida não é enganação. É fato.

Isso me fez lembrar que outra promessa de uma viagem só de ida. Jesus Cristo prometeu que, por meio dele, não apenas 200 mil, mas todo e cada ser humano tem acesso a uma passagem só de ida para a eternidade. E, desde que ele partiu, prometendo vir buscar a tripulação em breve, há inúmeras tentativas de desqualificar Suas palavras. É inviável. É lenda. É ingenuidade. È só promessa.

Todas sem sucesso.

Porque a boa notícia permanece. A viagem de ida para a eternidade está garantida. Ela começa já aqui, quando recebida por meio da fé Nele. É nesta fé, mantida até o fim desta vida, que temos a certeza de que há um outro mundo possível. Não apenas possível, mas real e duradouro.A vida eterna.

Quando somos chamados para dentro desta promessa, ela também nos compromete. Não com Marte, mas com o ser humano, seja onde ele estiver. Especialmente, se estiver muito próximo, precisando de cuidado e atenção. Precisando de alguém que conheça mais do seu mundo e lhe alcance um pouco de compreensão. Compartilhe fé, amor e esperança para bilhões de pessoas que estão aqui, bem perto do chão.

Virão mais décadas e séculos. Virão mais tentativas de desconstrução. Mas todas vão falhar. Porque, neste caso, a promessa não vem de uma entidade privada, que tem processo de seleção questionado e que depende de doações para efetivá-la

Ela vem do The One. Aquele que doou a si próprio para que esta viagem fosse segura.

E que não quer deixar ninguém para trás..



(P. Lucas André Albrecht)

quarta-feira, março 11, 2015

Super

Em alguns momentos, desejamos ser super-homens, ou supermulheres.

Fazemos nossa agenda já sabendo tudo o que deve acontecer. Visualizamos nosso futuro com a convicção de quais passos serão dados e quais os resultados que deverão gerar. Analisamos o presente com a certeza de quem sabe ler plenamente a realidade. Olhamos para o passado achando que poderemos mudar algo pelo simplesmente determinar que assim deve ser.

Queremos ser super-homens. Quando, na verdade, somos super...humanos.

E, quando nos damos conta disso, nossas palavras não ficam longe do que diz a Bíblia “Escuta meu grito, ó Senhor! Ouve o meu pedido de socorro!”

E ele escuta. Tanto que Deus mesmo se tornou humano, de verdade. Ele sim, Jesus Cristo, foi super, isto é, acima. Acima da razão, da força e da vontade humana para fazer aquilo que não poderíamos e conquistar aquilo que jamais atingiríamos. Ele nos chama a desistirmos de querermos ser super e permanecermos conscientes de nossa humanidade. Para então, recebermos perdão, nova vida e podermos alçar voo, guiados pelo seu amor. Para colocarmos nossa esperança Nele, pois Seu amor é fiel.

Isto não quer dizer que vamos ser superiores a alguém, mas sim que podemos superar o que cada dia nos traz, com força, fé e coragem.

A coragem de sermos super-humanos, amados por um super Pai.


(P. Lucas André Albrecht)

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Hora

Uma hora criticamos o uso excessivo da internet. Na outra, estamos teclando vorazmente durante uma conversa presencial.
Uma hora denunciamos quem agride o meio ambiente. Na outra, escondemos nossas ações pouco ou quase nada sustentáveis.
Uma hora não entendemos como alguém pode maltratar um animalzinho indefeso. Na outra, digitamos palavras furiosas em comentários virtuais, maltratando corações e sentimentos.
Uma hora condenamos o caráter de tanta gente “do mal’. Na outra, não reconhecemos que, seguidamente, nossas ações ficam bem longe do que chamamos de ser “do bem”.

Alguns exemplos, de muitos outros, que comprovam nossa tendência: uma hora somos juízes; na outra, tentamos nos livrar da cadeira de réus.

Se formos mais sinceros, veremos que precisamos de uma hora para pensar. E reconhecer que, no fim das contas, não somos tão bons quanto pretendemos ser.

Jesus Cristo já sabia disso. Foi por isso que veio ao nosso encontro. Sabia que, se dependesse de nossa coerência, estaríamos sempre correndo atrás do vento, tentando enganar nossa sombra; deixando de olhar para nós mesmos. Ele passou muitas horas entre nós, e seis horas em uma cruz, para que tivéssemos a oportunidade de lançar sobre ele nossas incoerências diárias, fruto da falta de coerência maior com que todos nascemos. Nesta troca, saímos ganhando. E muito. Pois recebemos perdão, providência, perspectiva. À sombra de Sua Palavra que nos fortalece a fé, temos condições de ver a vida a partir de um outro lugar. Fé que ora a qualquer hora e que a qualquer momento pode ser chamada a agir,

Isto não fará ser indiferentes para com o erro, seja o do outro, seja o nosso. Mas não há dúvidas de vai nos tirar um muito de nossa amargura e arrogância, conduzindo o coração na direção de compreender, respeitar e amar.

Ou seja, mal conseguiremos esperar a hora de mais uma oportunidade para auxiliar.

(P. Lucas André )

sexta-feira, fevereiro 13, 2015

( ) esistir



Estamos aqui, vivos, respirando. Existimos, portanto, inevitavelmente.

Uma vez que este existir é inevitável, também é lógico que existam opções de como conduzir esta existência. Como existir, como ‘levar a vida’? De que maneira enfrentar?

Trocando o ‘x’ por um ‘s’, é possível ilustrar duas maneiras básicas de ‘esistir’

Uma começa com D.  (d)esistir.
É quando preferimos observar a vida, e não vivê-la. Quando preferimos ser a vítima e não a voz. Escolhemos sentar na plateia, abandonando o papel principal em cima do palco..

A outra, com R.  (r)esistir.
Enfrentar. Não aceitar a única resposta de que o problema não tem solução, mas tentar uma segunda opinião. Ou terceira terceira..Resistir não apenas no sentido de ‘aguentar’, mas também de almejar, lutar. Sonhar.

Nos dois casos, mesmo que muitas coisas estejam fora de nosso alcance, e mesmo que muitas delas não possam ser mudadas, ainda assim está reservado ao nosso domínio um tanto de escolha.

Para isso, as duas letras fundamentais de nossa vida, FÉ, são o canal que nos ligam Àquele que, além nos dar o existir, nos leva a Viver. Aprender. Lutar. Deus nos chama a resistir, seja quando isso representa lutar com todas as forças, seja quando significa parar para recobrá-las. Quando significa ter a atitude de mudar ou quando é preciso mudar a atitude. Mas desde que foi uma escolha Dele nos trazer à fé em Jesus, continua sendo um presente Seu também a chance de podermos escolher. (d)esitir ou (r)esistir.

Resposta que, de um jeito ou de outro, sempre acaba sendo definida. Pois seja ‘d’ ou seja ‘r’, nosso ‘esistir’ não aceita parênteses. 




(P. Lucas André Albrecht)

sexta-feira, fevereiro 06, 2015

Rugas do sorriso

por Marcos Schmidt


Para não envelhecer, uma britânica de 50 anos não sorri há 40 anos. Ela educou os músculos a fim de conter as expressões faciais e evitar as marcas do tempo: "Todo mundo pergunta se tenho botox, mas eu não tenho, graças ao fato de não sorrir desde minha adolescência". Mas, essa vaidade provoca efeitos contrários. É que os músculos em movimento aumentam a quantidade de sangue onde atuam e ajudam a calcificar os ossos. Através do sorriso, pele, músculos e ossos ficam saudáveis e mantem a aparência mais jovem.  O sorriso também ativa a produção da serotonina e das endorfinas, substâncias que estimulam a sensação de bem-estar, melhoram o humor e previnem contra a depressão. Pobre dessa britânica, busca a juventude mas colhe a velhice precoce.

Engraçado, mas nosso jeito de vida é bem isto. Lutamos pela felicidade, mas estamos sempre infelizes. Inventamos máquinas para ter mais tempo, mas sempre correndo contra o relógio. Aprimoramos a tecnologia para uma vida melhor, mas sempre estressados. Trabalhamos que nem loucos para ter mais dinheiro, mas cada vez mais endividados. Construímos casas sofisticadas, mas sem tempo para morar nelas. Descobrimos tratamentos de cura, mas outras doenças aparecem. Aperfeiçoamos os meios de comunicação, mas nossos relacionamentos se complicam sem parar. Diminuímos distâncias com veículos modernos, mas nos distanciamos uns dos outros por ódios e ressentimentos. Grande ironia, tudo o que fazemos produz efeito contrário do que pretendemos.

Salomão descobriu que "quanto mais sábia é uma pessoa, mais aborrecimentos ela tem" (Eclesiastes 1.18). Então aconselha: "Seja feliz enquanto é moço" (11.9). Querer lutar contra as rugas da alegria num mundo onde sempre vamos sofrer é "correr atrás do vento" (2.11). Ao falar das contrariedades na vida cristã, o apóstolo confessou: "Nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem a paciência, a paciência traz a aprovação de Deus, e essa aprovação cria a esperança" (Romanos 5.3,4). Sem rugas, a vida perde a graça.


Rev. Marcos Schmidt
Novo Hamburgo, RS

sexta-feira, dezembro 26, 2014

Mix FM Poa está entre as dez rádios mais ouvidas da região

Mix FM está entre as 10 rádios mais ouvidas da Grande Porto Alegre.
Para o Minuto Toque de Vida, é uma grande alegria fazer parte deste trabalho!



Mix FM Poa está entre as dez rádios mais ouvidas da região
publicado em 23/12/2014 16h15
Índice de audiência chegou a 4,73 em novembro

A Rádio Mix FM Poa conquista a cada dia novos ouvintes e está se firmando entre as rádios preferidas do público jovem de Porto Alegre e Região Metropolitana. Em um ano e três meses de existência, a Mix já alcança 4,73 pontos de audiência, de acordo com a última pesquisa do Ibope. Com este índice a Mix alcança o 7º lugar no ranking das rádios da grande Porto Alegre. O crescimento da audiência tem sido constante. Em agosto o índice era de 3,86, passando para 3,99 em setembro, 4,16 em outubro, chegando aos 4,73 em novembro.
Para o diretor da Rádio Mix FM Poa e da ULBRA TV, Mauro Borba, este é o reconhecimento do trabalho e da dedicação dos locutores e de toda equipe da Rádio, que entenderam bem a proposta, aceitaram o desafio e que estão engajados neste novo trabalho. “Atingir este índice é surpreendente. O mérito é da Rádio Mix que tem uma programação ajustada com o seu público e dos trabalhadores locais, locutores e equipes, que estão empenhados neste projeto.”
Borba lembra que há pouco mais de um ano, quando aconteceu a mudança das rádios, mudou-se não só o nome da emissora, mas também a programação, a história, conceito e o público. Essas alterações causaram uma estranheza inicial aos ouvintes, o que tornou ainda maior o desafio para quem faz a rádio diariamente. “Mas a partir do sexto mês a aceitação da Mix FM já começou a subir. O crescimento que atingimos é expressivo, principalmente pela rapidez que está acontecendo”, enfatiza Borba.  Segundo o diretor, não se esperava que o crescimento fosse tão rápido e nem que se alcançaria este índice em pouco mais de um ano. Lembra que a antiga rádio Pop Rock, em seu pico máximo de audiência, atingiu o índice de 5,75.
A programação local da rádio acontece diariamente das 7h às 19h e é voltada para o público jovem. Entre os programas está o Cafezinho, um dos mais populares do Estado, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, ao meio dia, no dial 107.1 FM.

ACS ULBRA
- See more at: http://www.ulbra.br/imprensa/noticia/variedades/6564/mix-fm-poa-esta-entre-as-dez-radios-mais-ouvidas-da-regiao/#sthash.foELDGyN.KSJPaWWp.dpuf

Fim de ano - Continue Andando

O texto "Continue Andando", do Toque de Vida, foi utilizado como mensagem de fim de ano do MBM Escritório de ideias, de Piracicaba, SP.
Ficou muito legal, confira!




Link para o texto:

http://toquedevida.blogspot.com.br/.../continue-andando.html

quarta-feira, dezembro 24, 2014

terça-feira, dezembro 23, 2014

Inclusivo

Imagine a festa do Oscar mencionando e celebrando apenas arte, cultura e expressão, sem menção ao cinema, para ser genérico com as demais artes.
Imagine o desfile de Carnaval incluindo o rock, o clássico e o sertanejo para não ofender quem não gosta de samba.
Imagine uma Oktoberfest com uma celebração genérica de ‘cultura’, sem celebração da tradição germânica, para não ser exclusiva com as demais.
Imagine, no dia da consciência negra, não podermos mencionar Zumbi dos Palmares ou Nelson Mandela, para não ser exclusivo com ícones de outras etnias.
Imagine na semana da saúde bucal falarmos apenas do corpo humano em geral, para não melindrar médicos de outras especialidades
Imagine as matérias e propagandas da Copa do Mundo falarem apenas do Esporte em geral, para ser inclusivo com as demais modalidades. E a das Olimpíadas, celebrarem genericamente a arte, música e outros talentos, para não parecer que falar de esporte é discriminar outras manifestações humanas.

Imagine no Natal não falar de Jesus Cristo, mas apenas das festas, papai Noel, luzes e paz.

Bom, esta último sabemos que não precisamos imaginar.

Em alguns contextos, aparentemente se torna até regra e norma. Nada de Jesus Cristo e cultura cristã no Natal, isto pode ser ofensivo e exclusivo. Assim caminha a ‘evolução’ em nosso ocidente cristão. Até onde ainda conseguir caminhar.

De qualquer forma, o Natal, enquanto for Natal, permanece a festa cristã celebração do nascimento de Cristo. Para todas as etnias e culturas. Em todos os jeitos e ritmos. Na direção de todos os corpos e almas humanas. O Natal é a festa inclusiva por excelência, pois se trata de Deus oferecendo a todos o seu amor, paz e toda e qualquer palavra que, nesta época, queira celebrar tudo o que há de bom. Ao mesmo tempo, uma festa exclusiva – só Um é o motivo e o centro de tudo.

Mostrando ao mundo de que luz, paz, festa, celebração, alegria, cultura, tudo isso tem nome, centro e sentido na manjedoura de Belém.


(P. Lucas André)

segunda-feira, dezembro 15, 2014

O sucesso do Natal

por Marcos Schmidt

O personagem pré-natalino João Batista está longe de ser um homem bem sucedido. Usava roupas de pelos de camelo, comia gafanhotos e montou o seu negócio longe do público, no deserto. A propaganda? Sem a atração dos milagres, solução dos problemas, prosperidade: "Arrependam-se dos seus pecados”. O final da história desse cara esquisito e destinado ao fracasso está num vídeo terrorista: a cabeça cortada e exibida numa tigela. Coitado! Vida curta, infeliz, desastrosa.

João Batista nunca deveria ser alguém para preparar o Natal. Natal é festa, alegria, comida, presentes, ruas enfeitadas, magia. João Batista é um estraga prazeres, se mete onde não é chamado,  manda as pessoas mudarem de vida. Quem é ele para dizer que isto ou aquilo é pecado? Quem ele pensa que é? É um estraga prazeres. Teve um fim bem merecido. Se tivesse ficado quieto tudo seria diferente.

Mas o anfitrião do Natal pensa diferente: “Eu afirmo que vocês viram muito mais que um profeta. João Batista é o maior de todos os homens do passado” (Mateus 11). Jesus não só devolve a cabeça de João, mas todo o corpo dele, os pés, a boca, as cordas vocais, o cérebro, a mensagem, a missão. E coloca um tapete vermelho lhe conferindo o sucesso num reino que está próximo das pessoas e ao mesmo tempo longe delas. Uma voz que continua gritando no deserto: Vocês aí nesse mundo dos negócios, metas, conquistas, vaidades,  preparem-se, porque o reino de Deus está chegando.


Nessa hora é a minha cabeça que rola - da arrogância, auto suficiência, domínio. Para que Cristo tenha o comando e traga a vida. Por isto o testemunho de outro João: "Houve um homem chamado João, que foi enviado por Deus para falar a respeito da luz. Ele veio para que por meio dele todos pudessem ouvir a mensagem e crer nela. João não era a luz, mas veio para falar a respeito da luz, a luz verdadeira que veio ao mundo e ilumina todas as pessoas" (João 1.6-8). Quem disse que este cara não foi um homem de sucesso?


P. Marcos Schmidt
Novo Hamburgo, RS