sábado, abril 19, 2014

Vivo Está!


O mundo transformou o Natal na maior festa cristã do ano, com comemorações em todo o mundo e altos investimentos em produções e espetáculos que recontam o nascimento de Jesus. Nessa perspectiva, pouco é dito da Páscoa - verdadeiramente a mais importante celebração cristã - além dos ovos e coelhos. Muitas vezes é esquecido o que Deus fez para a nossa salvação, enviando seu único Filho para morrer em nosso lugar e ressuscitar três dias depois, glorioso, "para que todo que nEle crer, não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16).

E é pensando nisso que o Coro Universitário da ULBRA apresenta a Cantata Vivo Está - Uma celebração ao Deus Vivo.

Escrita por Claire Cloninger e Gary Rhodes, arranjada por Gary Rhodes, orquestrada por Don Hart e Dave Williamson e traduzida para o português por Eduardo Andrade, esta cantata conta os diferente momentos da história da nossa salvação, desde a criação do mundo e a queda do homem em pecado até o envio de Cristo para morrer e ressuscitar.

Em aproximadamente uma hora de espetáculo, é aqui reproduzida pelo Coro Universitário da ULBRA, solistas e narradores, sob regência e direção musical do Maestro Paulinho Winterle.

quarta-feira, abril 16, 2014

segunda-feira, abril 14, 2014

Believing

An intelligent car that can do almost anything by itself? Not many would doubt this will happen.
Wireless domestic electricity. Few people will think it won't happen.
Space travel in daily life, who wouldn’t believe it?
People have their heads frozen in cryogenics because in the near future there may be bodies to connect to...bringing them back to life. Maybe this is not so doubtful
.

But then, our willingness to believe changes: a God we can't see. Jesus Christ as God and Man, giving His own life for the sins of the whole mankind. The Bible as the perfect and reliable Book. Nature as the work of His Creation. Faith connects us to Him and that living by faith we have the hope of life everlasting. Suddenly to believe sounds crazy, something only fanatics do. Or maybe only people that are desperate to cling to something, anything for a psychological crutch...trying to survive.

Humankind. Nearly a shadow of a doubt on what an imperfect, immoral, warlike, jealous, miserly, quarrelsome, destructive, evil and voracious creature may produce.  Yet we dare to doubt the capacity, creation, presence and providence of The Creator. 
But that’s the way it is. By our own strength we cannot see farther than  human glassescan provide.

We may be reminded that even the sharpest technology to assist the eyes still 100 years to come is only a meager shadow of what The Creator is able to do and to make.  However, the Maker remains who He is and doing what He has always done. God gave totally of himself to become simply a human bringing us what we would never be able to make, create or produce - peace, forgiveness and eternal life in Christ. Technology in truth brings us good things. But when we remove 2 letters, C and N, from the word we enter in the field that leads us to understand what is the best for life – Theology. Then, the C and the N may come back again to point to the Certain and New life He grants us. In Him we receive and come to know everything that is always worth believing. Not only believing, but practicing, too.

For we know that technological previsions, as good as they may be, can fail. Actually,
they frequently do.
                                                   
Theological ones cannot, though. 




Rev. Lucas André Albrecht
The Lutheran University of Brazil (ULBRA)
Canoas ,RS, Brazil 

Text  edition:
Ms. Kim Starr
MA Practical Theology & Deaconess Certified
Pleasant Praise, WI, USA

terça-feira, abril 08, 2014

Programada

Tanto tempo depois e ela faz exatamente aquilo para o que foi designada.

Uma bomba da II Guerra Mundial explodiu após ser manuseada em Bangcoc, Tailândia. Segundo a matéria, o explosivo de 225 quilos foi encontrado em um terreno em construção e depois vendido a uma oficina de sucata na periferia da capital tailandesa

É para isto que elas sevem e foram designadas, não importa quando e como sejam manuseadas: explodir e matar. Esta noção certamente faltou para aqueles que mexeram com ela, a partir do comentário do chefe de policia: ‘"Os homens acreditavam que a bomba não poderia explodir e começaram a cortá-la em duas, o que provocou a explosão’

Esta é uma ilustração, no campo da fé e vida humana, para a bomba inicial, armada por Adão e Eva, que continua com seu efeito letal -  matando vidas. Enquanto ignoramos esta realidade, vamos brincando com o perigo e colocando em risco nossa vida.

Mas já foi providenciado o desarme. Já existe a forma de ela não acabar como nosso coração. A obra de Jesus Cristo, dando sua vida pela humanidade, tem semelhança com aquela bomba: a qualquer momento em que é acessada, continua a detonar seu efeito programado. Mas aqui não é de morte, e sim de vida. Não é de destruição, mas de reconstrução. Foi feita para explodir, sim, o pecado, mas para atrair para Ele o pecador e sua necessidade de perdão e paz.

E para mostrar a necessidade de detectarmos as bombas que armamos e que ‘achamos que ‘ não vão dar em nada. Não dá pra esquecer que elas sempre fazem aquilo para que foram designadas, também nos relacionamentos: destruir. O quanto antes formos ao encontro das pessoas e desarmarmos o que, mais dia, menos hora, vai explodir, menos corações e vidas despedaçadas veremos, e mais proximidade e afeto de relacionamentos vamos armar. Sempre movidos por Aquele que não quer nos ver virar sucata nem brincar com o perigo


Pois não importa quanto tempo depois, o amor de Deus sempre fará aquilo que Ele designou: espalhar fé, vida e aproximação.


P. Lucas André

terça-feira, abril 01, 2014

Pegos


Você já ouviu a noticia de que o governo agora vai dar bolsa integral para quem quiser fazer curso de mestre cervejeiro? E não vai apenas pagar o curso como também dar um valor de manutenção mensal, um salário de 3 mil reais.

Ah, você já sacou, hoje é primeiro de abril, dia da mentira, ou 'dia dos bobos', em inglês. E até o Toque de Vida está querendo fazer uma pegadinha. Claro que é mentira, seria um absurdo uma noticia destas dentro do nosso contexto.

Entretanto, não existem noticias que a gente gostaria que fossem mentira, mas não são? Absurdos diários, que quando a gente ouve, pensa: “ah, mas deve ser mais uma daquele site de humor’. E não é. É a mais pura verdade. Desonestidade, cara de pau, roubo, enganação, gasto de dinheiro público, gente que escapa da prisão na boa... e outras tantas.

Se o dia da mentira fizer lembrar que mentira é mentira e precisa ser evitada, já ajuda bastante. E também que a verdade dói, mas cura. Parece mentira, mas ter princípios para nortear a vida e os seguir é sermos pegos pela garantia de que, mesmo em meio a mentiras, meias verdades ou absurdos – que nós mesmos também cometemos - , sempre temos o porto seguro para a fé, Jesus Cristo, para onde voltar, repensar e agir novamente.

Pode parecer coisa de bobo. Mas, ao contrário, é sabedoria, indicando que somos pegos e bem guardado por quem é Verdade, Caminho e Vida.



P. Lucas André Albrecht

quinta-feira, março 20, 2014


Precisamos continuar a reconhecer o sentido das palavras, antes que a falta de sentido nos deixe reféns do que há de pior.

quarta-feira, março 19, 2014

Inveja do bem?


O termo já está bastante difundido, com sua variante ‘inveja branca”, como se pudesse ser algo bom ou, ao menos, aceitável. Só que não. “Inveja do bem” não existe. Quando gostamos de algo que o outro tem e temos vontade de ter também, existe nome. Admiração, desejo, vontade de ter, e sinônimos. Se passar para o lado negativo, se torna inveja mesmo, aquele sentimento maligno que conduz a pensamentos errados e, com alguma frequência, também a atitudes, como, por exemplo, quando a inveja vira cobiça. Nenhuma das duas é ‘do bem’.
Precisamos parar de suavizar ou ate mesmo corromper o sentido das palavras, especialmente os defeitos humanos. Pois vamos destruindo lentamente a linha do certo e errado, dando força para quem tenta se colocar acima dos demais, selecionando quais os defeitos aceitáveis e quais os condenáveis. O risco? Irmos adiante nas redefinições do que é ‘do bem’. Raiva branca, xingamento do bem, roubo branco, calúnia branca, violência do bem... Morte por arma branca?  

Este é o problema de diluir o sentido das palavras, ou transportá-las para campos semânticos que colocam em risco o que precisamente precisam dizer, apontar, condenar.

Vale lembrar que foi inveja que, por exemplo, levou Jesus Cristo à morte de cruz, dado o grau com que ela se apossou de seus opositores. Deus, no entanto, transformou esta consequência em algo efetivamente do Bem, a obra que traz perdão para qualquer erro, nos colocando, em fé, em seus braços e princípios de amor.

Em vez de dourarmos a pílula da inveja com branca, rosa, preta, amarela, ‘do bem’, é melhor utilizar o remédio que realmente a ataca. Reconhecer este sentimento nefasto e, com arrependimento e fé,  construirmos o caminho da admiração, valorização da conquista e desejo de ter, de maneira correta, aquilo que é necessário, que nos faz bem ou que nos satisfaz.  O que é mais importante pra vida Deus já deixou à disposição de todos, para não haver inveja ou cobiça. Nas demais coisas, auxiliar o próximo a conservar seus bens e seu meio de vida, e não invejá-lo, é o que realmente pode se considerar ‘do bem”.

Precisamos continuar a reconhecer o sentido das palavras, antes que a falta de sentido nos deixe reféns do que há de pior.



P. Lucas André Albrecht

sexta-feira, março 14, 2014

Programação

Imagine você assistindo à final do Campeonato Mundial de Clubes na qual seu time está jogando. Faltam poucos minutos e a partida está completamente indefinida. De repente, o único canal onde o jogo está passando encerra a transmissão, pois, em função de atrasos durante a partida, atingiu o tempo previsto na grade de programação. Inicia, então, a próxima atração, o filme “Heidi”.

Esta situação aconteceu. Foi em 1968, na final do Futebol Americano(Superbowl), entre Jets e Raiders. Faltando um minuto de jogo, os Jets estavam 3 pontos à frente. Como eram 19h, fim do tempo previsto para a partida que começara às 16h, o canal NBC passou para o filme. Para piorar, os Raiders conseguiram 2 touchdowns naquele minuto, definindo a partida que ficou conhecida como “The Heidi Game”. As ligações enfurecidas foram tantas que o canal colocou no ar um pedido desculpa formal, e passou o minuto perdido. De lá pra cá, é obrigatório ao canal que está passando ir com o jogo até o fim, não importa se extrapolar o horário designado na grade.

Pense bem, será que não é por isso que lidamos com certas reações das pessoas que amamos, ou com quem convivemos? Será que não estamos, em alguns momentos, simplesmente seguindo nossa programação, sem ligar se é o que elas estão precisando naquele momento? De um pouco mais de tempo, de atenção, de cuidado, ou de ajuda? Seria possível não simplesmente seguir o filme de nossa vida, e ajudarmos o outro a conquistar o que precisa - nem que seja por um minuto?

Jesus Cristo cumpriu até o fim sua programação – vida, morte, e vida novamente-  para, pela fé, deixar ao nosso alcance esta ação. Em alguns momentos, abrir mão da nossa programação normal em função da vida de alguém cujo enredo pode estar precisando de atenção. Não por obrigação, por definição.  Afinal, não se trata de um mero campeonato ou troféu, e sim, um ser humano, uma pessoa próxima de nós.

O tempo dedicado a ela vale mais do que qualquer outra atração possa nos oferecer.


Rev. Lucas André

sexta-feira, março 07, 2014

O outro e eu

Quando eu erro no trânsito, foi um equívoco, que acontece com qualquer um. Quando é o outro, trata-se de um barbeiro que merece ser xingado.
Quando eu não mudo de ideia, eu tenho opinião firme. Quando o outro não muda, ele não tem a cabeça aberta.
Quando eu disciplino meus filhos, é porque quero o melhor para eles. Quando é o outro, está sendo muito duro com as crianças.
Quando eu compro coisas, é porque preciso, e estou pagando com meu dinheiro. Quando são os outros, é porque são capitalistas que não resistem ao consumismo.
Quando sou agressivo, é porque tenho opinião forte e falo o que penso. Quando é o outro, não passa de um cavalo estúpido.
Quando eu jogo lixo onde não devo, talvez é porque não tinha outra alternativa. Quando é outro, publico foto do porco no Facebook.
Quando sou violento defendendo minha causa, é porque ela é nobre. Quando são outros, não passam de animais.
Quando morre um político de meu pais, “é um ladrão a menos”. Quando é de outro pais, não raramente e saudado como um grande líder.

Esta é uma tendência muito humana, muito nossa: justificar nossas intenções e julgar as dos outros. Confirmar nossas atitudes e questionar as dos outros. A incoerência, querendo ou não, é quase que parte da essência do ser humano. Só que não tem jeito. Quando o outro transgride princípios, ele transgrediu princípios; quando sou eu, também.

Mas este é um item “quase que parte da essência” porque, originalmente na era assim. Deus nos criou perfeitos, nós que nos afastamos. A primeira incoerência gerou todas as outras. Felizmente, veio dele o conserto, a aproximação, o amor coerente do inicio ao fim. Jesus Cristo nos conhece muito bem, e, mesmo assim, nos ama. Aproxima. Perdoa. E instrui, por Sua Palavra, indicando princípios que são aplicáveis em todas as situações, seja para nós, ou para os outros.

São estes princípios a segurança e orientação quando queremos definir, criticar, julgar ou ajudar. Pois estes princípios não mudam, não quebram, não são levados pelo fogo ou enchente, não fogem com outra pessoa, não são incoerentes, não se acabam. São sempre os mesmos. E sempre serão.

Assim, quando eu sou olhado por Deus, pela fé, sou visto como filho, cuidado e amado por Ele.

E quando é o outro, também.



P. Lucas André

sábado, março 01, 2014



Não há como vencermos nossas fraquezas enquanto não pararmos de culpar os outros.

sexta-feira, fevereiro 28, 2014

Começando o dia

Sexta-feira, manhã.  No farol vermelho, um motorista trocava ameaças com outro, que estava na pista contrária. “Vem você aqui!”. Ofensas, xingamentos. Trânsito em risco. Começo do dia anunciando uma sexta feia.

Não dava para saber quem tinha razão, se é que alguém tinha. Dava apenas para pensar: “Vale mesmo a pena começar o dia assim? Numa sexta-feira, no início do ano?”. Imagina em Novembro.

Talvez cheguemos à conclusão de que não era o início de uma sexta-feira, mas o final de uma semana inteira. Erupção de fatos acumulados. O tradicional deslocamento de insatisfações e frustrações para cima do primeiro que aparece.

Naquela sexta foram aqueles dois. Em quantos outros dias somos nós mesmos? Em quantos problemas nos metemos semanalmente, pelo fato de que não conseguimos controlar, refletir, extravasar de maneira adequada.... e, se necessário - aquelas palavras que causam tanto medo, mas não deveriam -, admitir e mudar?

O dia, que começou de um jeito, poderia ter acabado de outro, bem pior para os dois. É só pensar quantas pessoas já desceram de um automóvel, iradas, com uma arma na mão.

Dá pra começar melhor o dia, mesmo em uma semana difícil? É possível que sim. Por exemplo, quando nos lembramos que somos fracos e frágeis, mas que também somos amados, aproximados e amparados por Deus. Se temos fé, somos filhos. E se somos filhos, temos Alguém que matou nossa maior frustração, Jesus Cristo, nos dando a alegria de pertencer a Ele. Encontramos quem pode nos tirar a culpa e o medo das mudanças necessárias. Para lembrarmos que, ainda que diferentes uns dos outros, todos somos objetos do amor deste Condutor, de quem precisamos rumo ao destino eterno. Podemos evitar fuzilar alguém com palavras na primeira hora da manhã.

Em quantos problemas a menos podemos nos meter quando vivemos em coerência com esta fé? Não dá pra calcular. Mas dá pra confiar Naquele que perdoa, alivia e conduz.

Este sim, é um jeito de tornar bela qualquer sexta feia.


P. Lucas André

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

Tempo de uma vida

O vovô faleceu aos 91 anos. Por nove décadas, alegrou a vida de muitas pessoas.

Aquela senhora teve o fim de sua vida perto dos 50. Foram muitos anos nos quais certamente trouxe sorrisos e impactou vidas.

O jovem morreu antes dos 20. Foi um momento muito duro e dolorido, no entanto, foram quase 20 anos em que iluminou e alegrou a vida de muitos.

O casal, depois de ouvir o coração do bebê na sétima semana, recebeu a noticia, na nona, de que a gravidez não havia prosseguido.

Quanto tempo uma vida precisa existir para trazer alegria às nossas vidas? 70 anos? 7 meses? 7 semanas?

Jesus Cristo utilizou cerca de 33 anos quando esteve conosco para cumprir sua missão e se tornar a pessoa mais importante de nossas vidas. Ele não apenas nos faz sorrir como traz felicidade no estado pleno. E não precisa de mais que um segundo para fazer esta certeza valer para um coração.

No caso especifico daqueles corações que nos deixam, traz a noticia que realmente conforta: o tempo humano é especifico, o de Deus, não tem fim. Sejam sete dias ou oito décadas que você tenha vivido com alguém, quando você e este alguém vivem ligados a Ele, há uma eternidade inteira pela frente, com muito mais do que sorrir.

Não sabemos quanto tempo ainda vamos ter com as vidas que nos fazem sorrir aqui. Mas sabemos que, desde agora,  podemos aproveitar cada segundo, e agradecer a Deus pelo tempo que esta vida durar.


Pois, se o tempo de uma vida importa, muito mais importante é o quanto Deus, por meio dela, faz nosso coração se alegrar. 


Rev. Lucas André

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Continuar errando?

Outro dia visitava o perfil do Facebook de uma pessoa que, entre outras coisas, está com dificuldades frente à justiça. Lá pelas tantas, em um longo post, surgiu a expressão: “Sim, eu erro, e vou continuar errando, pois sou um ser humano e...”, seguindo, então, suas justificativas para algumas atitudes.

Fiquei pensando: de fato, a frase em si é certa. Você, eu, todo mundo erra. Vai continuar errando. Não tem jeito, somos humanos demais.

Por outro lado, me veio à mente também que esta frase é genérica demais. Ela precisa ser mais especifica. Caso contrário, corremos o risco de utilizar este argumento em contextos para apenas justificar nossos erros. Pensemos: “Eu erro, sou humano, vou continuar errando”, pode dizer o político corrupto. Pode falar o homem que bate na mulher. Pode justificar o vândalo que sai às ruas para depredar. O jovem que entra nas drogas. E por aí vai.

Precisamos ser mais específicos. Se sabemos que erramos, que temos um vicio, um defeito, precisamos admitir exatamente isto. Não precisa ser em praça pública, mas pelo menos em nossa consciência, diante de Deus. Para realmente nos arrependermos e começarmos a mudar. Tendemos a achar que admitir um erro é fraqueza, quando na verdade, errar é que é. Admitir o erro e confiar no perdão de Deus é ser fortalecido, para continuar a viver.  Jesus Cristo nos dá  fé, perdão e recomeço, e de graça, para lembrarmos que sempre vamos ter dificuldades frente ao que é justo e correto, mesmo sem querer. Então, os erros que dá pra não querer, podemos tentar não querer de fato. Para não ficarmos somente no tratamento genérico, mas cuidarmos do nosso coração de forma especifica.


Tratamento que é eficaz sempre. para os erros de todo e qualquer ser humano.


P. Lucas André

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Data especial

Em muitos países, dia 14 de fevereiro é o Dia dos Namorados. Dia de São Valentim. ‘Valentine’s Day’, nos Estados Unidos. Uma das datas mais importantes, se não para as pessoas, ao menos para o comércio. Como também acontece no Brasil no 12 de junho.

A pagina do Facebook ‘Sundries’ publicou uma figura de São Valentim, de quem o “Valentine’s Day” empresta o nome, com este escrito:
“Rosas são vermelhas,
Violetas são azuis,
Eu fui espancado, decapitado, enterrado em um lugar sombrio, desenterrado pelos meus seguidores,
e vocês comemoram meu martírio dando chocolates um ao outro.”

Não se sabe se tudo isso é fato ou lenda a respeito de São Valentim. E, claro, ninguém comemora sofrimento, até porque geralmente lembramos das coisas boas de alguém que já partiu. Mas a imagem, com um certo sarcasmo, parece apenas nos querer levar a um pouco de humor.

Talvez, também nos leve a um pouco de conexão.

Em nossos relacionamentos, não apenas de namorados, noivos e casais, mas com as pessoas que nos cercam, costumamos dar presentes em algumas datas especiais. Dia dos Namorados, aniversário de casamento, data de nascimento.  Mas... e nos outros dias, o que acontece? Muitas vezes, espancamos as pessoas com palavras desnecessárias. Outras, as expomos a um martírio com nossas atitudes. Em tantas, empurramos pessoas queridas para a sombra da tristeza com posturas inadequadas, deslocamento de raiva, descarga de frustrações. O chocolate da data especial vira o vinagre do dia qualquer.

Com Jesus Cristo, algo parecido aconteceu. Em um dos casos, foi no espaço de apenas cinco dias. Aqueles que recebiam como rei no domingo de ramos, pediam sua cabeça, isto é, sua crucificação na sexta seguinte. Felizmente, foi esta entrega que nos deu a chance de sermos diferentes. De termos, com fé, um olhar diferente para a vida. Sermos amados por Ele nos dá a dimensão do amor para como próximo. Seja o valentine, o cônjuge, o amigo, o irmão. E até mesmo o desconhecido.

O fato de sermos imperfeitos não pode ser desculpa para, ainda que imperfeitamente, não tentarmos demonstrar amor nas datas especiais – ou seja, continuamente. Mesmo que nem todos os dias compremos chocolates ou entreguemos declarações de amor.

O certo é que, sem esforço consciente  e constante para manter o que é doce, o vinagre sempre vai predominar.


P. Lucas André Albrecht

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Ar condicionado para todos

por Marcos Schmidt

Devemos nos preparar, a previsão é de muito calor nos próximos dias, temperaturas que poderão ser as mais altas deste século, conforme registros meteorológicos na região de Porto Alegre. Para aqueles que não tem ar condicionado em casa ou no trabalho, vai ser um sufoco. Segundo dados do IBGE, apenas 11% dos brasileiros possuem sistema de climatização em seus lares. Ainda é um conforto para poucos. Mas, e se faltar luz, der um blecaute geral? Daí nem ventilador! Dependemos completamente da energia elétrica até para beber água. Nem conseguimos imaginar o que seria de nós sem este poder invisível que vem por fios e condiciona a nossa vida em situações de sobrevivência e de conforto.

Depender de coisas que podem nos deixar na mão implica em perigo inesperado e constante. Paulo tentou dizer isto aos moradores de Atenas, conforme relata o livro bíblico de Atos, capítulo 17, ao falar de falsas esperanças. Depois de ver a cidade repleta de ídolos e um altar onde estava escrito "ao deus desconhecido", o apóstolo discursou na Câmara Municipal que o Deus real não é parecido com um ídolo de ouro, de prata ou de pedra. Apontou para o Criador de todas as coisas, de Jesus e da ressurreição, o Deus em quem "vivemos, nos movemos e existimos", e "manda que todas as pessoas, em todos os lugares, se arrependam dos seus pecados". Paulo advertiu contra um apagão.

Depender deste Deus é a melhor coisa do mundo, sobretudo quando vem o calorão. Era isto que Davi quis dizer no Salmo 23: "O Senhor é o meu pastor, nada me faltará. Ele (...) refrigera-me a alma". Os 40 graus da vida - sofrimentos, dores, luto, agonias - cedo ou tarde vem a todos. É uma previsão que não falha. Mas daí o ar condicionado divino: "Certamente a tua bondade e o teu amor ficarão comigo enquanto eu viver. E na tua casa, ó Senhor, morarei todos os dias da minha vida". Este conforto é para todos, sem custos e tempo de espera para instalação. E o melhor, nunca sofre blecaute.


Rev. Marcos Schmidt
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS


quinta-feira, janeiro 09, 2014

Comprar a paz?

Toque de vida no Facebook


Estava lendo sobre uma pesquisa com pessoas que ganharam na loteria e que, no fim das contas, se não foram menos, também não foram mais felizes que nós. Muitas delas, inclusive, com o tempo, voltam ao que eram antes, gastando tudo o que ganharam.

Dois mil anos atrás, um imperador romano passou por algo parecido. Tornou-se ‘o cara’, estava no topo. No entanto, sua vida pessoal e familiar acumulavam problemas e dificuldades que lhe tiravam o sono. Conta a história que, certa vez, ele descobriu um homem humilde o qual, diziam, conseguia dormir em paz. Sabe o que imperador fez? Comprou a cama do sujeito.

Se olharmos ao redor, perceberemos algo parecido. Prateleiras de farmácias com promessas de paz, livros superficiais prometendo o topo. Quilos e quilos de promessas de alegria, contentamento e um sono tranquilo.

Sabemos muito bem, que não funciona assim. Paz parte de dentro, e tranquilidade vem do coração. Enquanto ele não achar descanso, o restante custa a se acomodar. A alma fica com insônia e não há nada comprável que possa nos acalmar. Aquilo que realmente resolve não tem preço: é presente. Pessoas amigas, palavras amigas, corações amigos. Palavras de fé que nos sustentam e confortam.
Aí, nem precisamos fazer pesquisa. Porque teremos uma paz que ultrapassa qualquer compreensão humana.
A paz de Jesus Cristo.

(Minuto TdV desta quinta na Mix FM POA.
Texto adaptado de uma reflexão do P. Ken Klaus - LHM)

quarta-feira, janeiro 01, 2014

para o Ano Novo

Aproveite muito quando for possível. Aguente firme quando for preciso. 

(Goethe)

terça-feira, dezembro 31, 2013

Festejar

A cada ano, nesta época, temos renovados não só os votos de Feliz Natal, paz, amor e harmonia, etc.... O pacote sempre contém também os já tradicionais ataques à data. Desde ao “consumismo desenfreado, ‘busca frenética por presentes”, gastos e compras, expectativas, até às comidas tradicionais e ao convívio em família. A crítica está ficando séria, a ponto de alguns considerarem um Natal um período depressivo. Já o Ano Novo, este sim seria o momento da euforia.

Tudo bem, concordo que às vezes há um certo exagero no Natal. Mas por que a crítica não acontece contra o Ano Novo?

Ou na virada do ano também não há busca desenfreada por consumo, gastos, roupas, comidas, objetos? Pensando bem, por que é menos ‘consumista’, por que é mais digno, gastar dinheiro com fogos do que com presentes de Natal? Pode ser considerado mais aceitável correr para preparar a festa que, não raramente, se passa rodeado de estranhos do que o agito para celebrar uma ceia com as pessoas mais próximas? É menos consumismo pagar viagem, hotel, comida, bebida, roupas de determinada cor, oferendas... do que preparar uma celebração natalina de fé, família e amor?

Para mim, emergem algumas pistas para entender esta diferenciação.
Primeiro, o Natal é a celebração de que alguém fez algo por mim – Jesus. O Ano Novo, via de regra, sou eu fazendo o que quero a respeito do ano que vem. Qual delas o orgulho humano aceita melhor?
Outra, Natal é tempo de olhar para dentro, para trás, encontrar coisas boas e outras nem tanto, e quem sabe ter de enfrentá-las para superar. No Ano Novo, o barulho dos fogos e o gosto da champanhe são um convite à euforia da consciência e ao otimismo superficial, trazendo a ideia de que de primeiro de janeiro em diante tudo será diferente.
Quem sabe também pelo fato de que a fé do Natal é bem definida – Jesus Cristo. Já as crenças do ano novo são quase tão variadas quanto as pessoas que delas participam. Assim, parece mais atrativo uma festa onde eu defino o cardápio do que celebrar algo que já nos foi entregue assim, e que não muda – ainda que se renove a cada ano.

Cada um tem o direito de gostar da festa que mais lhe apraz, disto não há dúvida. O que também não pode deixar dúvida nenhuma é que o Natal, em seu sentido real, é festa que merece ser festejada. Abraçada, vivida, compartilhada, com o melhor que estiver ao nosso alcance, sem culpa. Gastamos dinheiro com tanta futilidade. Porque não investir em algo que realmente vale a pena?

Depressão, esta não-convidada, até pode aparecer no período natalino, sim; como também em qualquer dia do ano novo.

Fundamental é lembrar e crer que Jesus Cristo apareceu naquele primeiro Natal para nos dar a certeza diária: viver com Ele é sempre ter muito para festejar.