quarta-feira, setembro 24, 2014

Estacionados

Vi um vídeo curioso no Facebook, mostrando um senhor tentando estacionar seu carro. Era algo simples: o veículo era pequeno e a vaga, bem grande. Mas ele ia pra frente, e pra trás, repetidamente, e nada de conseguir resolver o problema. Até que, por fim – acredito que por desistência -, meio que atirou o carro onde estava mesmo, e se foi a seu compromisso. O detalhe do vídeo é que ele foi gravado de cima, a partir de um dos andares do prédio em frente. As pessoas assistindo chegaram a se divertir com a cena.

Observando a cena, é possível notar que, para quem olhava de cima, estava mais do que clara a facilidade. Mas para o senhor lá embaixo, lidando com a situação, talvez nem tanto. Ainda mais se ele possui alguma limitação física ou de percepção.

Às vezes estamos lidando com situações semelhantes. Um desafio ou problema que parece muito difícil de solucionar, ou para o qual temos limitações. Mas que, se pudéssemos ouvir, ou se déssemos ouvidos ao apoio e conselho de quem vê de cima, isto é, vê de outra perspectiva, poderíamos resolver com menos dificuldade. 

O problema é o chato do orgulho, que, raramente, nos deixa pensar.

Deus nos conhece muito bem. Ele, por meio de Jesus Cristo, resolveu nosso maior problema, nos dando lugar certo e seguro dentro da família da fé. E mais: Ele vê nossa vida não apenas de cima, como por todos os ângulos, conduzindo pelo caminho, conforme prometeu. Quando, em fé, sabemos disso, e confiamos plenamente, vamos lembrar de deixar de sermos orgulhosos, ficando pra lá e pra cá, sem resolver nada. Vamos deixar de nos apoiar em nossas limitações de capacidade e percepção, e confiar Naquele sempre tem uma vaga para nossas necessidades no Seu coração.

Isto é garantia de facilidade e todos os problemas resolvidos? Claro que não. Mas é certeza de que, seja qual for o desfecho, estaremos, em segurança, estacionados em Suas mãos.


(P. Lucas André Albrecht)

quarta-feira, setembro 17, 2014

Primeira Lei

princípio da Inércia, também chamado de primeira lei de Newton, refere-se à  tendência de um corpo dotado de massa em manter a sua velocidade. Fala da resistência que um corpo oferece à mudança do seu estado de repouso ou de movimento. Ou seja, se está parado, permanece parado. Se está em movimento, assim continua. Para ilustrar: quando um carro arranca, os corpos dentro dele são “puxados” para trás. Quando freia, projetados para frente.

Viver por inércia é a tendência que todos temos de ‘deixar a vida nos levar’, ao invés de a levarmos com mão firme. Isso é ilustrado pelo fato de que não é raro nos pegarmos pensando ‘quando criança, sim, eu era feliz!...”. Provavelmente porque não tínhamos quase nenhuma responsabilidade, apenas seguíamos a tendência do movimento. A idade adulta, no entanto, nos arranca no banco do passageiro e nos joga para o volante. Agora é conosco. Tomar decisões e arcar com consequências dói. Especialmente diante dos obstáculos que estão adiante.

Dependendo de como nos portamos diante disso, recebemos melhor o impacto. Quem está num carro com o cinto bem afivelado, dirigindo com atenção, vai absorver melhor qualquer curva brusca, freada repentina ou até uma batida. Quem estava só de carona e ainda sem cinto e distraído, corre mais risco de sofrer danos mais sérios. Claro, assim como no princípio da inércia, isso varia de corpo para corpo e depende da massa corporal. Mas que é mais complicado, não há dúvida.

Por isso, Deus nos capacita a tomarmos o volante e dirigirmos com responsabilidade, dentro do caminho que ele nos dá: fé em Jesus. Este tem todos os itens de segurança. Mantendo a atenção constante e nossa direção responsável, com Ele, estamos melhor preparados para os impactos e surpresas que a vida nos apresentar.

Esta é a primeira Lei de Deus, a Lei do Amor: Seu desejo de que todo corpo andando em Sua mão, permaneça neste estado.

Constantemente.



(P. Lucas André Albrecht)

quinta-feira, setembro 11, 2014

Silêncio - Minuto Toque de Vida

Mensagem do Minuto Toque de Vida, diariamente na Mix FM Poa.




Leia o texto.

sexta-feira, setembro 05, 2014

Lugares escondidos

“Um amigo, por causa do trabalho, fazia muitas viagens ao Japão. Apesar de saber da honestidade dos funcionários do hotel em que costumava se hospedar, por precaução ele sempre escondia sua câmera digital. Pensava, “é melhor não facilitar”.
Um dia, saiu com muita pressa e a esqueceu em cima do bidê. Ao voltar, viu que ela não estava mais no mesmo lugar. Ficou triste, pois parecia que tinha sido levada. No entanto, logo depois, descobriu que a camareira a tinha colocado no lugar que ele costumava escondê-la...”

Assim somos nós, muitas vezes, com nossos pecados e faltas. Pelo fato de encontramos lugares escondidos onde achamos que os deixamos longe da vista das pessoas, julgamos que estamos vivendo uma vida certinha, onde ninguém pode apontar nada.  Engano. Deus conhece todos estes lugares. Sabe de tudo que tentamos fazer para dissimular. Vê nossa culpa.

Mas, muito mais do que isso, Ele nos diz que não precisamos esconder nada. Em Cristo, pelo arrependimento e fé, temos perdão. Podemos jogar fora o que está errado e procurar fazer o que é certo. Se a “massa” não perdoa, mas massacra, humilha, aponta o dedo, fazendo a catarse de sua dissimulação, Jesus Cristo é diferente. Ele acolhe. Perdoa, abraça. Oferece perdão gratuito e irrestrito. E novo começo.

Assim, seguimos seguros de que não precisamos esconder nada. Não porque Ele vai achar e cobrar. Mas porque Ele quer perdoar e nos levar a viver em paz, procurando o que é certo, andando em Sua vontade.

Com toda honestidade.




(P. Lucas André Albrecht)

quarta-feira, setembro 03, 2014

Se é bom, não é ruim


Temos uma obsessão quase que doentia pela alegria constante. Postamos as melhores fotos, fazemos as melhores poses, compartilhamos as imagens mais bonitas. Precisamos desesperadamente mostrar a todo mundo que somos felizes... como todo mundo. Talvez não esteja longe o dia em que uma caixinha de alegria constante possa ser comprada em uma farmácia.

E, então, esquecemos que ninguém é alegre o tempo todo. Não lembramos que todo mundo pensa o mesmo de todo mundo – “todo mundo é feliz, menos eu” .

Aí, esquecemos das coisas que são boas, mesmo sendo ruins. Não notamos que até mesmo o que dói pode ser bom.  Uma frase um tanto estranha...mas verdadeira. Determinadas coisas que nos acontecem, e que doem, podem também ser boas. E não apenas injeção no braço ou tatuagem no corpo.

Só que, em algumas situações de vida, ao menor sinal de problemas ou desentendimentos – dor-, que testam nossos limites e nossas forças. logo vêm os conselhos. “Sai dessa, você não precisa passar por isso”. “Parte pra outra”. ”Pra que sofrer? Você foi criado para ser feliz”. E deixamos de lutar. E perdemos a oportunidade de mudar. De aprender.

Imagine Jesus Cristo, durante seu sofrimento e dor, ouvindo conselhos assim. ”Você é o Messias, cara. Precisa passar por isso?” “Mas, hein, larga deste amor bobo pelos outros e vai ser feliz em tua vida, companheiro”. Felizmente Ele ouviu a voz do Pai, não dos filhos. E hoje temos a segurança de um gesto que nos permite também ouvir a voz do Pai, como filhos. Vivermos uma vida na qual, quando há fé, até o que é ruim pode ser bom. Até o que, momentaneamente, causa dor, pode nos levar à alegria e segurança. Pois estamos no Caminho, na direção que não tem erro.

Algumas coisas são como tratamento de saúde, ninguém quer passar. Mas acabam resultando em nosso bem. Não existe a possibilidade de Deus nos abandonar, seja o momento em que for – seja o momento alegre, postado para o mundo, seja o momento de recolhimento, onde o mundo inteiro é nosso quarto escuro. Conectados pela fé, sabemos que conselho bom é Aquele que vem do Seu amor.

Aí, diante de determinados momentos de dor, poderemos utilizar outra frase estranha, mas também verdadeira: se é bom pra mim, então não é ruim.


(P. Lucas André Albrecht)

segunda-feira, setembro 01, 2014

Defeitos dos outros

10 defeitos e problemas que são sempre os outros que têm: 
-Preconceito
–Hipocrisia
–Consumismo
-Busca pelo lucro
-Julgamentos precipitados
-Ter, não ser
-Mente fechada 
-Pressa e impaciência
-Falar demais
-Intolerância
Como esse mundo seria melhor se os outros refletissem e mudassem!...

Este é o ser humano em sua coerência... Sempre pensamos que é o outro que tem que mudar, mas esquecemos de lembrar de olhar no espelho.

Não há dúvidas de que a sociedade precisa de mudanças. Mas enquanto ela continuar a ser tratada apenas como este coletivo abstrato, pouco vai acontecer. Vemos então que, primeiramente, não é sociedade, mas o individuo, a pessoa, nós, que precisamos mudar. Precisamos de educação, conhecimento, respeito e tolerância para olhar diferente e olhar o diferente. Entendermos que somos responsáveis e, a partir disso, agirmos responsavelmente. A mudança sempre tem mais chance de dar certo quando começa por mim.

Jesus Cristo mudou a história da humanidade para que ele, o ser humano, as pessoas, nós, recebêssemos acesso ao perdão. Assim, reconhecer não é defeito. È o caminho para ser alvo deste perdão, deste amor e desta mudança que a fé sempre provoca.

E não precisamos temer mudanças. Quando lembramos que Deus é um Pai que sempre que o bem dos Seus filhos, sabemos que Seu objetivo não é meramente apontar defeitos, mas sim, perdoar e fortalecer. Isto não muda. E dá segurança pra viver.

Para que o ‘outro’ que precisa de mudança seja visto também no espelho.
E na vida diária.


(P. Lucas André)

terça-feira, agosto 26, 2014

Celebração Cristã na 1ª Semana da Pessoa com Deficiência

Fonte: ACS Ulbra

Integrando as atividades da 1ª Semana da Pessoa com Deficiência da Universidade Luterana do Brasil, foi realizada uma Celebração Cristã, na tarde de segunda-feira, 25.08, na Capela Universitária do campus Canoas.

A celebração teve por objetivo conscientizar sobre as temáticas relacionadas à pessoa com deficiência e à inclusão. O evento partiu de uma iniciativa do auxiliar da Biblioteca da Universidade, Paulo Fernando Soares Pires, que é cego. Dentro da temática proposta, Paulo e sua banda realizaram apresentação musical. Já a colaboradora da ACS-Internet da Instituição, Pâmela Moreira, que é surda, fez uso da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para citar um versículo bíblico enfatizando que Deus ensina que devemos amar a todos, independente de a pessoa ser deficiente ou não. A tradução da mensagem de Pâmela foi feita pela tradutora intérprete de LIBRAS do Programa Permanente de Acessibilidade (PPA), Geruza Barbiere Pasternak.

O capelão do Hospital Universitário, Mário Sonntag, fez uma leitura bíblica que ressaltava o fato de que todas as pessoas fazem parte da igreja de Cristo, tal qual um corpo que é formado por muitas partes. Também auxiliaram na condução do devocional, o capelão geral, Lucas Albrecht e o capelão de música, Paulo Brum. Em sua participação, o diretor do campus Canoas, Erivaldo Diniz de Brito, agradeceu a todos que trabalharam para a realização do evento na Capela, além de afirmar que a celebração constitui-se em um momento de aprendizagem. “Essa atividade contribui para que possamos aprender, entender e compreender que as pessoas são ser humanos em sua totalidade”, disse Erivaldo.

Além de colaboradores da Instituição, estiveram presentes à Celebração o pró-reitor adjunto de Pós-graduação, Pesquisa e Inovação, Erwin Francisco Tochtrop Júnior; o pró-reitor adjunto de Extensão e Assuntos Comunitários, Valter Kuchenbecker; e o diretor de Extensão, Gustavo Becker.

1ª Semana da Pessoa com Deficiência

A ULBRA, através da Pró-reitoria Adjunta de Extensão e Assuntos Comunitários, está realizando a 1ª Semana da Pessoa com Deficiência, até o dia 28.08. O evento integra a Semana Nacional e, em Canoas (RS), também faz parte da programação da 17ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência. A proposta envolve os campi universitários e a Rede de Escolas, além dos Polos EAD. A programação completa que acontece na Universidade está disponível no site http://www.ulbra.br/semana-pessoa-com-deficiencia.

segunda-feira, agosto 25, 2014

Quem está ao lado

Você olha ao lado, no restaurante, e pessoas estão no celular. Talvez estejam falando com a familia.
Em casa, você olha  e vê pessoas, com a familia, teclando e conversando virtualmente. Talvez estejam falando com os  amigos.
Você olha na festa e nota muitas pessoas digitando ou fotografando com o celular. Talvez falando com colegas de trabalho.
Você olha para o ambiente de trabalho e nota muitas pessoas com celular, talvez conectando-se a amigos em outro lugar.

Às vezes, a impressão que temos é que, hoje em dia, a pessoa mais importante ou interessante com quem falar é sempre aquele que não está presente.

Vivemos com uma certa impressão de que nos mantermos conectados nos conecta a mais pessoas. O que pode ser verdade, por um certo ângulo. Mas que pode ser completamente equivocado se as pessoas que estão presentes para um momento de convívio são aplicativos que estão sempre em segundo plano.

Deus nos criou para nos relacionarmos com as pessoas, seja eletrônica ou presencialmente. Claro que não há nada de errado em relacionamentos virtuais, mas vale a pena também olhar ao redor e ver se não estamos sempre deixando de lado quem mais precisa da nossa presença. Quem mais gostaria de olhar em nossos olhos, ouvir a nossa voz sem ser mediada por um equipamento eletrônico, ou poder nos abraçar de verdade, e não contentar-se com “um abraço”’ no visor do telefone.

Pode ser a familia, o amigo, o colega de trabalho. Mas, todos os dias, Jesus Cristo nos dá muitas oportunidades únicas de nos comunicarmos.

E – acredite – pode até ser, e também dá certo, sem o visor do celular.


(P. Lucas André Albrecht)

quinta-feira, agosto 21, 2014

sexta-feira, agosto 08, 2014

Presente de pai

O que você pediria de presente para o seu pai neste dia dos Pais?

“Opa, acho que ele se enganou. Os pais é que ganham presentes. Até já comprei a gravata e o par de meias”.

Não, não foi engano. O que você pediria de presente para ele?

De ganhar ele gosta, tenho certeza. E vai ser legal poder alegrá-lo nem que seja com uma ligação telefônica. Mas olha, eu posso apostar que ele gostaria muito é que você estivesse com toda vontade do mundo de receber.
E não tanto pelo lado material. Desconfio que seu pai está mesmo é preocupado com o mundo que o cerca. E bem preocupado. Pois você está recebendo estímulos constantes para ser guiado por impulsos,prazeres, sentimentos de momento, a opinião da maioria, um revoltado contra qualquer coisa. Alguém confuso etica e moralmente num contexto em que às vezes se mistura todos os conceitos disponíveis para que ninguém tenha mais nenhuma ideia clara do certo e errado.
Por isso, suspeito que ele quer muito é poder dar presentes. Ele gostaria de poder lembrar a você a importância do caráter, de seguir princípios corretos. A importância do respeito ao outro e à natureza. O carinho e o amor que se pode e deve ter com a família. A responsabilidade com o amanhã, e não viver apenas o hoje. Principalmente, a segurança que é avançar neste mundo de mudanças com o centro imutável e mais confiável que existe: fé no Filho que sempre foi fiel ao seu Pai.

O melhor presente que você pode dar, portanto é seu carinho, atenção, seus ouvidos. Seja a seu pai biológico, seu pai de criação ou aquela pessoa que é como um pai pra você.

Acima de tudo – especialmente no caso daqueles cuja experiência é negativa com o pai na infância, ou até hoje –, lembre-se que isso vale principalmente para o Pai do céu. Faz ideia de como ele gostaria de te encher de presentes não só nesse dia, mas sempre?
Então permaneça perto Dele. Permaneça na fé, permaneça filho.

Permaneça recebendo presentes, todos os dias
.
  

P. Lucas André

sexta-feira, agosto 01, 2014

O que penso

E se o padeiro colocasse à venda, sempre, tudo o que produziu? Provavelmente não seria boa ideia, pois nem tudo dá certo. Ele precisa selecionar as melhores receitas e produtos para expor.
E se a fábrica de calçados colocasse à venda tudo o que projetou e tudo o que o produziu? Perderia clientes em não tão muito tempo.
E se o repórter de televisão utilizasse tudo o que gravou? Bem, também não parece ser boa ideia. É melhor colocar no ar aquela que traz o melhor conteúdo, na melhor forma.
Se a mãe ou o pai falassem ao filho tudo o que pensam quando ele comete um erro, ou não aprende o que poderia ter aprendido? A consequência possível desta atitude os faz ponderar o quê e como falar, para auxiliar a crescer.

E se o seu melhor amigo, seu namorado(a), seu chefe ou seu vizinho falassem tudo o que pensam, as relações seriam melhores? Ou nem tanto?

Quem de nós já não ouviu, ou utilizou, a expressão “eu falo o que penso”? No sentido de não medir nem filtrar as palavras, “falar com sinceridade”. Às vezes, até mesmo exibimos como uma virtude-troféu, Ela pode vir acompanhada também de ‘eu sou sempre sincero’ e ‘eu sou assim mesmo’.

Pensando bem, por que deveria ser assim? É possível que eu pense  coisas boas? Todas as nossas opiniões, especialmente quando expressas através de sentimentos de momento, e não raciocínios embasados, são sempretão coerentes e corretas a ponto de o mundo não pode ser privado delas?

Para piorar, estamos, cada vez mais, nos submetendo à velocidade em detrimento da segurança. A partir disso, sem checar fatos, fontes, formas e frases,  respondemos falamos, digitamos e gravamos em vídeo ‘o que pensamos’. Mas...tudo o que pensamos é útil, aproveitável, sensato, bom para ajudar o próximo?

Obviamente, não. Tem muita coisa que achamos, sentimos, definimos, divagamos, e até raciocinamos, que são produtos que não dá pra vender..Precisam ser descartados, ou melhor trabalhados, para gerar algo mais consistente, saboroso e que, de fato, vá contribuir.

Nem mesmo Jesus Cristo falou tudo o que pensava. Logo Ele, o único que só pensou e fez o que valia a pena. Diante de Pilatos, por exemplo, quando poderia ter falado todas as verdades contra os hipócritas que o condenavam, silenciou. Também na cruz, durante seis horas, se limitou a 7 frases. E ali estava realizada a obra mais importante em que alguém pode pensar. A fala mais eloquente foi a de um coração cheio de amor pelo ser humano

Amor que pode ser vivenciado, pela fé, na forma tanto de palavras pensadas como de pausas necessárias. Em gestos que aproximam. Em olhares que comunicam. É claro que podemos, sim, falar o que pensamos (não vivemos em uma ditadura,graças a Deus). Mas sempre podemos pensar se, precisamos, mesmo falar tudo. Fica irresistível, então, concluir que, melhor do que falar o que penso, é pensar no que falo.

E que há momentos nos quais um bom silêncio comunica com clareza tudo o que precisamos dizer.


(P. Lucas André Albrecht)

domingo, julho 27, 2014

Continue andando


Pessoas vão sugerir que você desista. Continue andando.
Pessoas vão duvidar da sua capacidade. Continue andando.
Pessoas vão rir e até zombar de sua persistência. Continue andando.
Pessoas vão bater em você sempre que a oportunidade surgir. Continue andando.
Pessoas vão dizer que é o fim. Continue andando.
Pessoas vão esquecer suas qualidades, fazer matérias sobre os seus defeitos, e vão inventar
outros. Continue andando.
Pessoas vão torcer pela queda e pelo fim. Continue andando.

E, no entanto, muitas pessoas vão lhe abraçar, estimular, vão lhe impulsionar a criar, imaginar, superar. Amar, educar, viver. Vão torcer pelo seu melhor.


E, então, você vai agradecer a Deus por jamais ter aceitado parar.


(P.Lucas André)

Fonte da imagem

quinta-feira, julho 24, 2014

Cultos Toque de Vida no Facebook

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quarta-feira, julho 09, 2014

Positivo

Pensar positivo já virou um chavão tão corrente que, as vezes, não paramos para nos dar conta de que ele pode nos deixar mais mal do que bem.

Pensamento positivo nos deixar mal...como assim?

Basta lembrarmos que, nas situações realmente importantes e nas realmente decisivas da vida, pensar positivo não resolve. Pensar positivamente ajuda a alcançar a graduação? Pensamento positivo nos faz crescer na carreira profissional? Ou, ainda, pode resolver uma discussão ou um problema sério com alguém, manter ou perder peso, consertar o carro?...
Pensando bem, nem nas que mais importam, nem nas que menos.  Pensar positivo não faz a louça sumir da pia, não arruma a cama nem vence uma partida de futebol.

Não tem jeito. Algumas coisas da vida necessitam mais do que determinação e atitude positiva.  Precisam de conhecimento.  Habilidade. Precisam de esforço consciente e concentrado, com domínio do fato para que possam realmente produzir resultado.

Aí sim, quando há conhecimento, capacidade, habilidade, sem dúvida ter determinação e pensar positivo serão um impulso a mais. Para que não sejam meros chavões, mas façam parte do molho de chaves que nos auxiliam a passar pelas portas importantes.

Acima de tudo, precisamos, fundamentalmente, de fé. Pode parecer que ela, sim, é nada mais que um tipo de pensamento positivo. Só que não. Especialmente para o que é decisivo. Ela se agarra à certeza de que Jesus Cristo não ficou no pensamento e na Palavra. Empreendeu seu esforço dirigido por amor para realizar o que somente ele tinha conhecimento, capacidade e condições de fazer. Tirar nossa vida do negativo e nos dar uma nova realidade. Sempre positiva.

Mais do que isso. Sempre certa, segura.
E eterna.


P. Lucas André

sábado, julho 05, 2014

Mais feliz do mundo

Acessei, certa vez, uma matéria que falava do "homem mais feliz do mundo". Foi sem surpresa que constatei que o título é atribuído a um monge budista. Hoje em dia, no ocidente, paz e felicidade frequentemente estão associadas às práticas orientais de meditação e de um certo "resolver com a mente". Até mesmo um pouco de afastamento do mundo real.

Mas eu fiquei pensando um pouco sobre essa história de ser o mais feliz do mundo. Até ontem, achava que era eu essa cara.

Porque me faz feliz saber que tenho contas para pagar. Sou feliz por ter uma esposa com quem, mesmo com as dificuldades normais de um casamento, tenho pilares fundamentais da felicidade - amor mútuo e família. Feliz por tem um monte de tarefas pra resolver no meu trabalho. Por ter família e amigos com defeitos, inclusive eu. Sou feliz quando meu carro quebra, quando meu time perde, quando tropeço e caio. Sou feliz quando estou meditando ou quando estou gritando. Tenho felicidade em reconhecer minhas limitações e em aceitar meus defeitos. Sou feliz até quando pego trânsito lento, pensando no que poderia acontecer se eu andasse rápido demais. Sou feliz inclusive por ter problemas para resolver.
Sou feliz por viver. Porque a felicidade não é um estado de espírito ou de mente. É uma escolha consciente.

E, como cristão, tenho felicidade por ter um Deus que me ama, me salvou, e que me permite aprender que, quando vivemos o que é bom, até o que é ruim ajuda a ser feliz. Só Ele ensina a viver contente em toda e qualquer situação.

Ser a pessoa mais feliz do mundo é um conceito relativo, depende no que se apoia. Mas ser a pessoa mais feliz do seu mundo, é absoluto. Especialmente quando você vive pela fé.

Ai, não tenha dúvida: é você mesmo.


P. Lucas André Albrecht

sexta-feira, julho 04, 2014

Acelerador

A invenção do automóvel como uma extensão dos nossos pés facilitou a vida, nos fazendo chegar mais rápido. Mas também trouxe esta peça que permitiu a muitos mostrarem nas ruas e estradas muito do que são: o acelerador.
 
O pedal de aceleração é uma das mais reveladoras extensões do nosso corpo, escreveu o teólogo alemão Helmuth Thielecke. Ele tinha razão. Basta pensarmos no que está por trás do acelerar ‘a mil’; sair ‘cantando pneus’; andar muito devagar;  ‘costurar’. Usá-lo para pressionar o carro da frente. Acioná-lo depois de chegar no carro com os pés tropeçando um no outro...
 
O acelerador do carro revela muito de quem e como o motorista é.
 
A solução não é simplesmente andar devagar. Andando a 30 por hora numa autoestrada você também vai estar errado. Uma ambulância precisa correr bastante para salvar uma vida. Há momentos na vida em que a pressa é amiga da promoção, da finalização, da negociação, da solução, e por aí vai. Mas o ponto aqui é descobrir a velocidade adequada para a estrada em que estamos.  
É fundamental termos a noção em nossa vida de que não estamos sozinhos na estrada, e que precisamos utilizar o acelerador levando em consideração o outro.  Não é necessário pressionar sem motivo, provar sem razão, achar-se mais algum motivo ou andar devagar pra prejudicar. O que se aplica também a quem não tem carro. O uso adequado do acelerador na estrada em que estamos pode ser a diferença entre segurança e risco, entre acidente e prevenção. Até mesmo entre morte e vida.
 
Se olharmos para o próprio Jesus Cristo, veremos que houve momentos nos quais Ele pisou fundo -  com mercadores da fé. Em outros, praticamente ‘parou o carro’ -  para acolher criancinhas e brincar com elas. Acima de tudo, manteve a velocidade certa rumo à obra que veio fazer, oferecendo o caminho que leva à Vida
 
Revelou à humanidade quem e como Deus é.


Pastor Lucas André Albrecht

quarta-feira, julho 02, 2014

Good envy?

There's a word construction that is being widely spread, "White envy," which might make us think that envy could be a good thing. But, it is not!  When we appreciate something in someone else or we have the desire to have what he/she has such as: admiration, desire, appreciate, etc., this can become negative. That is envy, Plain and simple - envy. Envy is the evil feeling or evil belief showing our bad thoughts, leading to bad attitudes and finally, bad behavior. Envy = greed.

Whether we gold plate words or corrupt words, we must stop. Especially when we do this concerning flaws in humans. In this way we slowly destroy the very clear and evident line between right and wrong. (Yes, my friends, there is a clear and evident line between the two.) This modeling gives encouragement and support to those who tend toward arrogance, those who consider  themselves "behavior police." Is there a risk? Absolutely, I say. We re-define the meaning of "good." This leads to the defense of "white anger," "good name calling," "white slanders," "good violence" and others.

Diluting the meaning of words or moving them semantically to more acceptable verbiage risks not being able to point to what they originally mean.

Envy, just plain envy in a high level led people to condemn Jesus to the cross. Because we have an Almighty God The Father He turned this to, "Good," What is real, "Good." That is, The Son's work of forgiveness to each created man and woman for sin. He left us with what is marvelous, His principles of Faith and Love. Something our envy can never achieve.

No need to sugarcoat envy with "white, pink, black, yellow" or "good," we cannot anyway. Call envy exactly what it is. Recognition of this flaw, contrition, repentance and the acceptance of God's forgiveness In Christ instills in us The Holy Spirit's work of Jesus' principles - faith and love. We can authentically, then, appreciate and value each other. God has already provided, more than abundantly, all that we have and need, without our choice to envy and be greedy.

If we do not keep the right meaning of words, we return to the life of hostages of what is bad.

P  Lucas André Albrecht
Canoas ,RS, Brazil 


Text  edition:
Ms. Kim Starr
MA Practical Theology & Deaconess Certified
Pleasant Prairie, WI, USA

Quem leva a taça?

por Marcos Schmidt

Apesar do espírito festivo, a Copa do Mundo revela um planeta dividido, cada um defendendo com unhas e dentes - literalmente - a camisa de seu país. De onde vem este entusiasmo por seu território? Para Darwin vem da luta pela existência humana, a causa inclusive de toda a variedade de vida na Terra. Sinceramente, prefiro acreditar que tudo surgiu do Criador, conforme o relato bíblico. É mais fácil "apostar" neste Deus todo poderoso, que fez tudo o que existe pela força da sua palavra, que ama o ser humano e vai dar uma solução definitiva a este mundo problemático. Bem diferente do conceito evolucionista que os mais fortes vencem os mais fracos. Se é deste jeito, quem vai sobrar? Os inteligentes, os espertos, os poderosos, os prestigiosos, os sadios?

Ainda que o Deus da Bíblia ensine a humildade, o socorro aos mais fracos, a luta contra o mal através do bem, a outra face aos que batem - creio que Ele também gosta de futebol e de qualquer esporte competitivo que respeita a dignidade humana e as regras. O esporte é um perfeito ensaio para a vida neste mundo de cão, tanto que Paulo usa como exemplo para a persistência da fé cristã ao dizer que todo atleta aguenta exercícios duros porque quer receber um prêmio (1 Coríntios 9.25). Podemos lutar por nossa camiseta, time, ideias, partido político, religião etc, sem a necessidade de jogar sujo. "O servo do Senhor não deve andar brigando, mas deve tratar todos com educação" (2Timóteo 2.24), orienta o apóstolo Paulo àqueles que desejam anunciar o Evangelho. Drasticamente, todos temos a tendência de morder, e podemos fazer isto até em nome de Deus. Ao Jesus dizer que ele não veio trazer paz, mas a espada (Mateus 10.34), esta guerra é espiritual, onde, sem qualquer lógica, os mais fracos são os que vencem. Foi ele também quem disse no sermão do monte: Bem-aventurados os pobres, os que choram, os humildes, os que tem fome e sede. São estes que levam a taça.

Rev. Marcos Schmidt