sexta-feira, julho 03, 2015

Minuto Toque de Vida

Duas mensagens, desta semana, do Minuto Toque de Vida, da Mix FM Poa.


Chuva


Chuva pode significar bênção ou maldição. Quer dizer, depende da hora, pode trazer alegria ou incomodação. É o caso de alagamentos e enchentes. Ou de auxílio para a lavoura em épocas de seca. Problema na hora de descer do carro todo arrumado. Solução em dias de muito calor.
Tudo o que a chuva causa, deve à união de suas partes. A gotas são seres minúsculos, mas juntas, são capazes de influenciar o mundo inteiro.
Até a natureza dá provas de que unir-se é o caminho mais certo para grandes feitos. Claro, há os que se unem para desviar dinheiro, para prejudicar pessoas, para desrespeitar a sociedade e as liberdades individuais. Mas o princípio permanece. Ninguém de nós sozinho pode tanto quanto todos nós juntos.
E todos nós juntos, mas sozinhos, não podemos tanto quanto unidos ao amor de Deus - o Pai que se une aos filhos pela fé em Jesus Cristo.
Para fazer deles agentes de perdão e amor num mundo que está perdendo, mas precisa urgentemente reencontrar, a esperança.
(inspirado na mensagem do Samuel Fuhrmann, estudante de Teologia da Ulbra, no programa 7 minutos)


Perguntas

Professores de Teologia costumam dizer que, para uma boa compreensão da Bíblia e da teologia em si, precisamos começar com as perguntas certas.
E não é que muitas vezes a gente começa com as erradas? Especialmente em tempos de crises. Quando ficamos doentes, temos um acidente, ou estamos diante de alguma outra dificuldade, colocamos nossa atenção na pergunta: “quem é o culpado por isso?”. Mas há uma pergunta melhor a ser feita: “Como posso ver a ação de Deus nesta situação?”
Quando um homem cego, certa vez, veio até Jesus Cristo para ser curado, os discípulos do Mestre fizeram uma pergunta errada; “Jesus, de quem é a culpa de ele ser cego?”. Pergunta errada dá em respostas erradas.
O Salvador mostrou que não há como responder a ela. Não se procuram culpados, a não ser a causa geral, isto é, a imperfeição que permeia todo o mundo. O que Ele faz é responder a pergunta que eles não fizeram: “como pode ser vista a ação de Deus apesar disto?” E ele restaura a visão àquele homem.
Antes da resposta, procure a pergunta certa. Pela fé, você tem Alguém que direciona seu olhar para respostas que vão acabar sendo surpreendentes. Não importa a interrogação que a vida venha a colocar.


(P. Lucas André Albrecht)


Minuto Toque de VidaOuça, diariamente,às 6h55 e 18h40:
Mix Fm Poa 107.1
A vida cristã não é um eterno cobrar e cumprir leis, mas sim, um constante viver e crescer na Graça.

quarta-feira, julho 01, 2015

"Misericordia" - HDR

Clipe da Banda Herdeiros, de Porto Alegre;

Em Julho, na programação do Toque de Vida, na Ulbra TV!

 

terça-feira, junho 30, 2015

Lei e Graça

Você ouve um discurso cristão e ele soa como uma cartilha completa do como agradar a Deus.

Você ouve outra palavra cristã e ela desenha somente o cenário de tudo o que não se deve fazer, para não desagradar a Deus.

Você ouve mais comunicações cristãs e pensa que está ouvindo somente o decálogo de como ser moderno, socialmente aceito e ligado ao que há de melhor e mais tolerante, apenas se seguir aquelas regras que ali constam.

Ao contrário do que possa parecer, na verdade, pregações como esta, e muitas outras, não são cristãs. Ou melhor, sendo mais preciso, cumprem apenas parte do que prevê a comunicação bíblica.

A parte que elas cumprem, tem o nome de Lei. Isto se refere a todas as cobranças, imperativos, condenações e determinações que a Bíblia apresenta. E não são poucas. Mesmo que se pegue apenas o Novo Testamento (que, no imaginário popular, não tem lei, ao contrário do Antigo), imperativos e leis não faltam. Começando com o resumo da Bíblia inteira, dada pelo próprio Cristo: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração...amarás o teu próximo como a ti mesmo.” São frases perfeitas, já que ditas pelo próprio mestre. Mas são...Lei.

E o que isto significa? Significa que aponta para, exatamente, o que não conseguimos fazer. Nunca. Nem de modo parcial, quanto mais, perfeito. A partir daí, podemos ver o quão  equivocado é querer transmitir uma mensagem cristã completa anunciando apenas lei. “Faça isso, não faça aquilo, tolere,  não tolere. Ajude, não ajude. Faça a sua parte. Não seja assim. Ponha a mão na consciência. Mais amor, menos ódio”....

Tudo Lei. E toda a Lei bíblica termina nisso: acusar aquilo que não conseguimos fazer.

Mas a lei tem seu objetivo: preparar caminho. Quebrar o coração em seu orgulho e vaidade, criando o terreno propicio para a semente do Evangelho da Graça de Deus. Ai, temos uma mensagem cristã completa. Pois a Graça restaura, levanta, alimenta. A Graça perdoa, anima. A Graça salva. A graça fortalece. Sem ‘mas’, sem ‘talvez, sem ‘só que’. É Graça. E ponto. Tudo o que vier depois é resposta a ela. E também constante volta, já que, ali adiante, a lei vai nos acusar, novamente, de tudo o que falhamos em ser e fazer.

Por isso, andar com Jesus Cristo é um andar na Graça de Deus. É ser porta-voz da lei que denuncia o pecado, sim. Mas é ai que termina sua eficácia. A lei não melhora, não anima, não salva ninguém. Isto é trabalho do Evangelho de Jesus Cristo. É nele que o ser humano é abraçado, confortado, fortalecido e enviado ao mundo para ser reflexo desta graça na vida em que está inserido. Esta é a vocação que recebemos pela fé Nele. Anunciar a única igualdade real e ao alcance – aquela dos filhos diante do Pai..

Ao contrário do que possa parecer, portanto, a vida cristã não é um eterno cobrar e cumprir leis.

Mas sim, um constante viver e crescer na Graça.


(P. Lucas André Albrecht)

Seleção de vozes para O Filho Prógigo


segunda-feira, junho 29, 2015

quinta-feira, junho 25, 2015

Doutrinação na sala de aula

por Marcos Schmidt
 
Em entrevista no Jornal do Almoço da RBS, o professor de Educação da UFRGS, Fernando Becker, respondeu que “as religiões deveriam se preocupar muito mais em fazer evoluir as suas crenças, mas o que a gente vê são adultos professando crenças infantis”. O assunto foi o projeto de lei para ensinar o criacionismo nas aulas escolares de ciência. Também acho que o projeto é um equívoco já que a afirmação “Deus é o Criador” está no âmbito da fé. Por outro lado, isto abre o debate para tanta coisa na escola que deveria ficar na área da ciência, mas virou “religião”. A exemplo da pregação desse professor, de “fazer evoluir as crenças”, e do deboche que “são adultos professando crenças infantis”. Lembro que no meu tempo do ensino fundamental expressei a fé em Gênesis 1 quando o professor explicou a teoria de Darwin. Não esqueço a risada do mestre e o constrangimento que enfrentei diante dos colegas. Algo parecido com a minha filha ao ser qualificada de homofóbica pelo professor depois de testemunhar sua convicção no casamento de homem e mulher.
 
É inegável certas ideologias por trás daquilo que se chama ciência. Tanto que o maior debate no Plano Nacional de Educação é justamente incluir ou não a ideologia de gênero entre as metas propostas. Quem sai perdendo são as crianças e jovens que vão para a escola em busca de conhecimento e são expostas a doutrinações, às quais não podem questionar sob pena de serem alvo de sarcasmo.
 
Jesus disse algo que nunca podemos esquecer: “Felizes são vocês quando os insultam, perseguem e dizem todo o tipo de calúnia contra vocês por serem meus seguidores” (Mateus 5.11). Quanto ao que disse o professor, o Salvador já respondeu: “Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, nunca entrará nele” (Marcos 10.15). Ou seja, o ridículo de “adultos professando crenças infantis” é o jeito irracional de chegar ao Deus que não só criou o mundo, mas também se sacrificou por ele – a loucura da cruz (1 Coríntios 1.18).
 
 
                                               
Marcos Schmidt
Pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Novo Hamburgo, 27 de junho de 2015

segunda-feira, junho 22, 2015

sexta-feira, junho 19, 2015

Aelbra e ULBRA em apoio à liberdade religiosa no Brasil

Gestores reúnem-se com líderes religiosos e com o governo federal
  
Tendo como mote o apoio à votação do texto do Projeto de Lei 1219/2015, que cria o Estatuto Jurídico da Liberdade Religiosa no Brasil, o reitor da ULBRA, Marcos Fernando Ziemer, o presidente da Aelbra, Paulo Augusto Seifert, e o capelão geral, pastor Lucas André Albrecht, estiveram presentes em várias audiências, ao longo desta quarta-feira, 17.6, em Brasília. Essas atividades foram realizadas junto à coordenação da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (ANAJURE), líderes religiosos, representantes de diversas religiões, agências missionárias e organizações educacionais confessionais com os líderes da Câmara dos Deputados Federais e do Senado Federal, além do vice-presidente da República, Michel Temer.


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ao receber a comitiva, de imediato, determinou a criação de uma comissão especial para que o trâmite do Projeto de Lei seja feito de uma forma mais célere. O vice-presidente elogiou a iniciativa dos líderes que declararam apoio ao projeto e reforçou seu compromisso em trabalhar pela garantia do direito à liberdade de culto e ao combate de qualquer forma de ‪‎intolerância, ‎discriminação ou desigualdade motivadas em função de credo aos brasileiros e estrangeiros residentes no país, como defende o estatuto. Em apoio ao PL, o senador Renan Calheiros afirmou que será feito um acompanhamento à tramitação dessa proposta na Câmara e, tão logo chegue ao Senado, será discutido um calendário especial para a rápida análise.

Para Ziemer, a questão da liberdade religiosa deve ser apoiada por já estar prevista na Constituição Federal, que é a Lei máxima que rege o Brasil. "Nosso País é laico. Cada cidadão tem a liberdade de escolher uma religião e professar sua fé. Isso está previsto em nossa Constituição. O Estatuto proposto assegura esse princípio de forma clara e precisa”, destaca. A Mantenedora e a ULBRA estabeleceram como um dos pontos de seu Planejamento Estratégico o reforço da sua identidade luterana nas suas ações.

“O Direito de Liberdade Religiosa é o principal direito humano fundamental e nós precisamos deixar isso bem claro na legislação federal. Neste sentido, agradeço o esforço da ANAJURE e de todos os líderes religiosos que nos acompanharam nesta missão histórica. Continuaremos a combater o bom combate aqui no Congresso”, pontuou Leonardo Quintão, deputado federal e autor do Estatuto Jurídico de Liberdade Religiosa.

O objetivo dos encontros foi pedir que a votação do texto na Câmara e no Senado possa ocorrer com celeridade. Nas visitas, também foi entregue uma Moção de apoio ao PL.

Leia aqui o PL 1219/2015.


Leia aqui a Moção.

sexta-feira, junho 12, 2015

A Favor


Olhe para a lista abaixo e, para cada descrição, veja se não vêm à mente, rapidamente, nomes que você conhece.
-Fulano é do tipo que quase nunca sorri.
-Fulana é tipo de pessoa sempre atrasada. 
-Aquela pessoa é sempre a primeira a colocar defeito.
-Aquele que sempre tem uma resposta pra tudo.
-A pessoa que não aceita criticas.
A lista poderia ser grande e, para cada item, lembraríamos de um rosto.
Agora, pense o quão limitada e limitadora é esta nossa tendência, de definirmos e reconhecemos pessoas por um único atributo. E, não raramente, um atributo ruim. Não sabemos como a pessoa é em casa, com amigos, em eventos, em outras situações. Não prestamos atenção em suas outras qualidades. Está dado o rótulo e é assim que ela será reconhecida.
É ruim, não há dúvida. Mas, simplesmente, não conseguimos evitar.
Pelo que você quer ser conhecido? Por ser o que logo se irrita, logo tempo opinião contrária? Logo não concorda? Logo grita? Logo fica magoadinho? Ser aquele do sobrenome encrenqueiro – “Fulano é da família tal, eles são assim, mesmo.” ?
E sua fé, como gostaria que fosse reconhecida: por um único assunto, por um único tema? Por uma opinião contrária? Aquela que, logo, tem uma crítica a fazer? Aquela que sempre soa moralista, condenando os erros de Deus e o mundo? Sim, de Deus também, pois, ao que parece, o ser humano consegue achar que até Deus errou deixando fulano estar vivo, siclano ser contra a minha ideia ou tal evento ou fato acontecer.
Pelo que você quer que sua fé seja reconhecida? Pelo que você é contra?
Pode ser que os cristãos, em muitos momentos, façam isto. Pode ser que nós mesmos venhamos a agir assim. Darmos a entender ao mundo que o cristianismo deve ser entendido a partir daquilo com que não concorda, ou como precisando de uma causa contra a qual lutar.
Mas não é assim. A Bíblia possui 66 livros e uma infinidade de abordagens. Reduzi-la a uma causa ou uma opinião dominante seria desprezar a grandeza da obra de Deus.
Se, ainda assim, em virtude da rapidez ou pouco espaço de expressão, ainda for necessário resumir a fé cristã em pontos específicos, ele não será uma causa, uma ideologia, uma opinião contraria, nem “a minha verdade pessoal e você não tem nada com isso”. Será amor. Amor de Deus por nós. Amor nosso a Deus e ao próximo. Pode também ser um resumo em duas imagens- a cruz e o túmulo vazio. Ou resumo em duas palavras – fé e amor. Ainda, resumo em duas atitudes – coragem e consideração.
Pelo que você quer que sua fé seja reconhecida? Pelo que você é contra? É um caminho.
Mas quando andamos no Caminho, que também é Verdade e Vida, já temos o conteúdo suficiente do qual falar a favor.


(P. Lucas André Albrecht)

segunda-feira, junho 08, 2015

quarta-feira, junho 03, 2015

Conhecimento e fé

por Fernando Garske

 
Você já ouviu alguém dizer que “fé é coisa de gente sem instrução”?

Richard Dawkins, por exemplo, disse certa vez que a falta de informação é que leva pessoas a recorrer à religião. Para ele, como para muitos outros, fé e conhecimento são inimigos irreconciliáveis. De fato, religiosidade fanática e supersticiosa não se mistura com o saber. São como água e óleo. Mas o que dizer do zelo que a fé cristã historicamente tem demonstrado pela educação?

Jesus deu aos apóstolos a ordem de fazer discípulos batizando e ensinando. (Mateus 28. 19,20). Os pais eclesiásticos cedo introduziram o sistema de Catequese. Martinho Lutero, ao se defrontar com uma Alemanha de analfabetos, que não podia ler a Bíblia, escreveu: “Aos conselhos de todas as cidades da Alemanha, para que criem e mantenham escolas”. E aos pais desmotivados em enviar seus filhos à escola: “Uma prédica para que se mandem os filhos à escola”. Nos Estados Unidos, preocupado com a educação cristã dos jovens, o pastor John Harvard decidiu fazer uma generosa doação em dinheiro e compartilhar os seus livros. A pequena escola, fundada na ocasião, é conhecida hoje como a Universidade de Harvard. Exemplos parecidos temos em nossa região, onde as escolas cristãs já atuavam antes mesmo das públicas. 

A própria pedagogia moderna mistura a sua história com a história da igreja. O “pai” da didática moderna, João Comenius, era um pastor dedicado a educação. No século 17 escreveu “Didática Magna” onde afirmou que educar é ensinar “tudo a todos”. Lançou assim os pilares do ensino obrigatório (a meninos e meninas), sistematizou a educação e propôs a criação de escolas atraentes, que incluíssem recreação e o lazer.

Tanto no passado como no presente, a fé e a devoção a Cristo como Salvador não compactua com a ignorância, mas incentiva e promove o ensino e o conhecimento. Nas palavras de Felipe Melanchton: “A ignorância é a maior adversária da fé, e, por isso, ela deve ser combatida”. 



Rev. Fernando E. Garske
Novo Hamburgo, RS


segunda-feira, junho 01, 2015

quinta-feira, maio 28, 2015


terça-feira, maio 26, 2015

terça-feira, maio 19, 2015

Realidade é aquilo que, mesmo quando você para de acreditar, não vai embora.

(Phillip K. Dick)

sexta-feira, maio 15, 2015

Brasas vivas


Uma situação que, com alguma frequência, você acaba passando.  Procura fazer o melhor pelo outro, pelo todos, pelas pessoas.Tenta encaminhar as coisas do melhor jeito, cedendo o que for possível, auxiliando o outro a alcançar o que precisa. Em retorno, você só precisava de algo que faria a sua vida também um pouco mais fácil.

Então, do outro lado vem o olhar frio, a porta fechada, a recusa em cooperar.  Você cedeu. O outro, nem pensa em retornar. A situação pode nos deixar chateados, com vontade, quem sabe, de retribuir na mesma moeda.

Mas moeda ruim não consegue comprar coisa boa.

Nesta hora, vem á mente uma passagem bíblica que fala o seguinte: quando pagamos moeda ruim com moeda boa, isto é, pagamos o mal com o bem, “amontoamos brasas vivas sobre a cabeça dele.” *  Uma figura interessante. Você retribui a frieza com segurança, o desdém com a firmeza, a tentativa de provocação com constância e um gesto de compreensão. Incluindo o amor. Não há dúvida, o outro vai ficar como se estivesse com brasas vivas amontoadas sobre sua consciência. E seu coração.

Não é fácil, claro. Mas quem disse que as melhores coisas da vida são fáceis?...Jesus Cristo fez a mais difícil – deu sua vida por nós – para termos,pela fé, oportunidade de amontoar coisas boas. A principal delas,o perdão, que mantém a vontade de viver para Ele e servir.

Viver a fé e os princípios que sabermos serem os corretos pode ser difícil em muitos momentos. Mas não há duvida de que sempre gera o resultado que é o melhor.

E, talvez, as próximas brasas vivas amontoadas sejam aquelas sob um churrasco de amizade, alegria e cooperação.


 *Romanos 12.20

(P. Lucas André Albrecht)´



quinta-feira, maio 14, 2015

Fórmula da felicidade

Finalmente alguém conseguiu desenvolver um pouco do que sempre sonhamos! Uma matéria na web diz que cientistas desenvolveram uma fórmula para dizer se você está feliz. Aparentemente,"a solução matemática final mostra que os momentos de felicidade não refletem apenas em se a vida está fluindo bem, mas se ela está indo melhor do que o indivíduo imaginava”.

Mas, não. Espera aí.

Lendo a matéria, descobrimos que, primeiro, não foi descoberta a fórmula da felicidade, como uma leitura rápida pode sugerir, mas sim, uma que mede a felicidade que se está sentindo. Segundo, felicidade, no conceito apresentado, refere-se somente ao “sentir”. E, mais especificamente, ”sentir-se bem”, ter prazer ou euforia. Expectativa de recompensa, planos, dinheiro, jogos, passeio com amigos... Todas as cenas que as propagandas já se especializaram em identificar como ser feliz

Só que sentir é diferente de ser. Em vários sentidos.

Poderíamos retomar o texto de 2013, o que você faz pra ser feliz, para relembrar se existem outros tipos de momentos e expectativas que se encaixam dentro da felicidade humana:
-Pessoas trabalhando;
-Pessoas ouvindo outras em seus problemas;
-Mães ou pais disciplinando os filhos ou com olheiras às duas da madrugada;
-Pessoas trabalhando muito;
-Gente tensa estudando muito para ou fazendo uma prova difícil;
-Gente recebendo um não ou dando de cara com uma dificuldade;
-Qualquer cena que ilustre uma das inúmeras dificuldades cotidianas;
-Pessoas contentes trabalhando;
E vários outros.

Felicidade é algo que se sente? Ou é algo que se tem?

Tudo passa pela definição que se assume. Mas o certo é que, se felicidade é uma questão de sentir - e de sentir coisas boas -, não devemos ter mais do que, somados todos os minutos, apenas algumas horas por semana.

A alternativa da fé cristã é diferente. Viver com fé é mais do que apenas sentir. É, principalmente, saber. Saber-se amado por Deus. Saber-se guiado por Ele. Saber que um dos momentos máximos de felicidade para Jesus Cristo foi quando agonizava no alto de uma cruz. Pois estava trazendo a felicidade eterna, que vem do perdão e da paz com Deus e, por consequência, com o semelhante.

Felicidade que se tem; que se sabe; que permanece. Ela também se reflete em ‘sentir-se bem’, claro que sim. Mas não nos deixa quando chega o ‘sentir-se mal’. Ela permanece conosco, já que felicidade é a estrada, não apenas o clima que se enfrenta pelo caminho.

Não é uma fórmula. Não é um aplicativo. Não é uma solução mágica.

Mas é uma definição permanente.  


(P. Lucas André Albrecht)

segunda-feira, maio 11, 2015

Aqueles que entendem somente o que pode ser explicado, entendem muito pouco.
(Marie von Ebner-Eschenbach)

domingo, maio 10, 2015

Ser mãe

Domingo lembramos de nossas mães.
Lembramos também que, às vezes, não lembramos.
De prestar a atenção devida.
Demonstrar nosso carinho.
Estar perto, conviver.
Lembramos que, às vezes, esquecemos suas sábias palavras.
O Importante é que ela sempre será o que é, mãe.
E que nós sempre temos um novo dia para demonstrar nosso amor.
Se, às vezes, não sabemos como falar,
podemos, sempre, encontrar um jeito de expressar.
Podemos, sempre, ter o nosso jeito de externar
o que sentimos por alguém tão especial
e que ninguém mais no mundo pode ser.
Nossa Mãe
MAE!
Às vezes você está longe – mas está sempre por perto do meu ser.
Às vezes você pode estar cansada da vida real - mas com você aprendi a sonhar.
Às vezes você me deu o seu colo – mas sei que muitas vezes gostaria do meu abraço.
Você é sempre exaltada pelo que faz – mas sei que às vezes não dispensaria ser lembrada por quem é.
Às vezes você quase perde as esperanças – mas sempre ensinou o melhor caminho: fé em Deus.
Às vezes ser mãe tem seus momentos de tensão, ansiedade e dificuldades, mas jamais torna-se apenas uma obrigação ou fardo. Porque uma mãe não trabalha apenas com as mãos, não orienta apenas com a voz, nem enxerga somente com os olhos. Uma mãe não sorri apenas com os lábios nem repreende apenas com o olhar.  Ela faz tudo isso sempre com o coração. Ele é quem faz. Quem acolhe e quem educa. Quem sustenta.
Por isso, mãe, se às vezes teu coração está triste, machucado ou sofrido, lembre-se sempre de que o Papai do céu te ama como filha, te acolhe com carinho e te fortalece a fé no Filho para que sigas em frente, com a força que Ele dá.
MÂE!
Às vezes eu não digo,
Mas sempre penso muito:
EU AMO VOCÊ!