sexta-feira, junho 14, 2013

E é

Lembra quando seu pai ou sua mãe falavam para não aceitar presentes e doces de estranhos? Eu lembro bem, e lembro também que não foi uma nem duas vezes que este conselho foi repetido. Talvez não parecesse fazer muito sentido para nossa mente infantil, já que oferecer um presente parece ser uma boa e nobre atitude.

É conforme vamos ficando adultos que começamos a compreender o motivo desta recomendação.  Não devíamos aceitar a oferta porque é o tipo de coisa que parece boa; mas não é. Balas e doces poderiam ter drogas. Presentes poderiam ‘comprar’ nossa atenção para coisas erradas. Ou mesmo o medo maior, alguém com uma boa conversa poderia nos fazer desaparecer.

Muitos de nós já não somos crianças, mas o tentador ainda gosta de colocar no caminho ofertas personalizadas para, fazendo parecer bom, nos levar para o que é ruim.  Nossa atenção é chamada e muitas vezes ‘comprada’ por estas ‘nobres’ atitudes e ofertas convidativas, mas podem ter consequências nada boas de se digerir. Em alguns casos, ele aparece até mesmo na televisão como alguém que pensa com amor na educação das criancinhas, quando na verdade, é o pai da mentira e o causador de todo o mal, do inicio ao fim da vida.

Parece bom, parece verdade. Mas não é.

Esta é a hora de nos mantermos naquilo que, ironicamente, não parece bom, mas é. Afinal há momentos em que a Palavra, os conselhos de Jesus Cristo, parecem só estragar nossos planos humanos, já que se chocam com nossa vontade de ir além do que convém, ou com a noção humana do que é verdadeiro e aceitável. Mas é exatamente o contrário. Ele é o caminho para que tentações não passem do nome, e que provação vire aprovação e fortalecimento. Deus é o Pai da e de Verdade, que se fez conhecido pela fé ao nosso coração, para continuarmos a não dar atenção para o que é estranho ao nosso jeito de ser e viver.

Neste presente e nesta proposta podemos confiar sem medo. Pois o que vem de Deus sempre parece bom.

E é.


Rev. Lucas André Albrecht

terça-feira, junho 11, 2013

O Diabo é capaz

por Marcos Schmidt

Como você se sentiria, se numa campanha publicitária aparecesse o desenho um homem barbudo com seu filhinho, cantando: "Maltratar as criancinhas é coisa que não se faz, mesmo sendo Osama Bin Laden , disto nem eu sou capaz"? É lastimável, mas uma campanha tão importante que procura resgatar a qualidade do ensino nas escolas, tira nota baixa em lição fundamental: o respeito aos ensinos cristãos. Em 2003, quando o tema foi a violência infantil, a campanha já tinha praticado tal agressão religiosa. Agora ela retorna, desmerecendo a crença de grande parcela da sociedade, de crianças que recebem em casa e nas igrejas a educação básica da fé cristã - que o Senhor Jesus Cristo resgatou a humanidade da maldição do Diabo. É falta de sensibilidade ou campanha direta contra a fé cristã? Quando a Bíblia adverte: "Estejam alertas e fiquem vigiando porque o inimigo de vocês, o Diabo, anda por aí como um leão que ruge, procurando alguém para devorar" (1 Pedro 5.8), então é preciso reorientar as nossas crianças na frente da televisão: "O Diabo é capaz, sim, de maltratar as criancinhas".

Não é de hoje que certas propagandas, programas e entretenimentos na televisão fazem um grande malefício às crianças, jovens e adultos. O caminho não é simplesmente proibir, desligar, fugir do que acontece ao redor, mas conversar com os filhos e família, interagir e adquirir bom senso e sabedoria para enfrentar a situação. Até porque não é só contra os princípios bíblicos que sutilmente surgem os ataques, mas também contra a conduta e práticas cristãs. Os que ainda seguem o Caminho, a Verdade e a Vida (Jesus), precisam se dar conta que "a melhor herança" é aquela descrita na carta bíblica: "Assim esperamos possuir as ricas bênçãos que Deus guarda para o seu povo" (1 Pedro 1.4). Vale, portanto, a recomendação: "Vistam-se com toda a armadura que Deus dá a vocês, para ficarem firmes contra as armadilhas do Diabo" (Efésios 6.11).

Rev.Marcos Schmidt
Novo Hamburgo, RS

sábado, junho 08, 2013

Vale algo

(Adaptada da mensagem "Worth Something" da série "The Baloney Shop", com Ken Klaus.)

Os dois amigos se encontraram na sexta-feira á tardinha.
-Olha, vou te contar, estou muito mal financeiramente.
-E mesmo, o que aconteceu?
-Estou com 70 mil na minha conta.
-Perai, você está brincando. 70 mil?
-Sim. To muito mal, pois isso vale quase nada...
-Como assim, não vale nada? Parece ser um bom dinheiro. Dá pra comprar muita coisa boa com este valor.
-De qualquer forma, 70 mil é quase nada.
-Não sei se estou te entendendo...
-Me acompanhe. Quarta-feira houve uma manifestação de cristãos em Brasilia em favor de direitos constitucionais, especialmente a liberdade de expressão. Ouviu falar?
-Hum, acho que ouvi alguma coisinha.
-Por outro lado, tempos atrás houve uma marcha pela liberação do uso de drogas, com a presença de algumas centenas de pessoas. Você ouviu falar?
-Ah sim, esta eu vi, estava em todos os grandes veiculos.
-Certo. Assim como deve ter ouvido sobre diversas outras, algumas com muitas pessoas mas, na maioria, com algumas centenas de manifestantes. Ou até manifestações de um só, como aquele juiz que mandou tirar crucifixos de repartições públicas.
-Verdade, lembro destas e outras manifestações que ganharam destaque na grande imprensa.
-E desta dos cristãos, não ouviu falar nadinha?
-Bom, me lembro que li algo de alguém que era contra, chamando de oportunismo politico, e tal... Hum, então era por isso que você estava falando que 70 mil valem quase nada?
-Pois é... Aparentemente, vale muito menos do que 500, ou mil...Ou até 1 só.
O amigo pensou um pouco e comentou:
-Bem... eu acho que...bem, é possível que 70 mil seja um numero importante. Mas é possível que o numero de pessoas ou o conteúdo das outras manifestações seja mais importante ainda.
-Ah, então é possível que grandes veículos de imprensa possuam uma agenda alinhada com determinados valores; e, então, em vez de procurarem informar fatos da maneira mais equilibrada possivel, privilegiam algumas pautas, e outras, não?
-Hum, Isto é possível, sim.
-E desta forma, ajudam a conduzir a opinião pública em determinada direção?
-Sim, é algo que poderia acontecer....
Bom, mas pelo menos você tem aqueles 70 mil no banco, né? Deve estar feliz com a grana.
-Pior é que não tenho não, meu amigo. Aquilo foi apenas uma manchete estilo grande imprensa.



quarta-feira, junho 05, 2013

Verdades absolutas e tolerância

Excelente texto de Stephen Kanitz, especialmente para o contexto de Universidade(ciência e pesquisa) Confessional (Fé Cristã).

Do ponto de vista cristão, conhecemos a Verdade que liberta.
Mas do ponto de vista humano racional, reflexão fundamental.

VERDADES ABSOLUTAS e TOLERÂNCIA

http://blog.kanitz.com.br/tolerancia/#comment-9188

Teremos sempre guerras de fé, de crença, de ideologia? Um dos flagelos do mundo moderno é a crença em que alguns podem mudar o mundo, à nossa revelia, simplesmente porque acham que descobriram teorias que explicam e resolvem os nossos problemas.
A certeza dessas teorias os induz a tomar o poder por qualquer meio, inclusive o terror, para colocar as suas teorias e ideias em prática. “A ciência vencerá” tem sido uma bandeira de muito intelectual.
Quando essas teorias fracassam, especialmente as econômicas, políticas e sociais, a culpa é atribuída a uma variável que não foi considerada, uma relação de causa e efeito esquecida, ou a um erro do “modelo” empregado.
Não se questiona que talvez não exista o Santo Graal da verdade absoluta.
Mais pessoas morreram no último século em guerras ideológicas, como o fascismo, o nazismo e o socialismo – que tinham fundamentos elaborados por grandes intelectuais – do que em todas as guerras de conquistas territoriais promovidas por tiranos incultos.
Hoje, já se começa a desconfiar que ninguém jamais será o dono da verdade. Nunca mais haverá alguém que saberá o todo, nem Fernando Henrique Cardoso nem ninguém.
O mundo é por demais complexo para tal. Ninguém poderá mais afirmar que sabe o que é melhor para você, pois não existem verdades absolutas, somente hipóteses que ainda não foram refutadas, a sugestão de Karl Popper.
Kurt Goedel piorou ainda mais a situação quando provou que nenhum sistema ou teoria consegue provar as premissas nas quais se baseia. A melhor teoria depende infelizmente de uma premissa não
comprovável.
O que não significa que não possamos acreditar em mais nada. Simplesmente precisamos ter mais cuidado com aquilo em que acreditamos.
Professores gastam mais tempo apresentando teorias do que discutindo as premissas em que elas se baseiam, às vezes nem chegam a ser mencionadas.
No futuro, peça a seu professor para devotar mais tempo discutindo as premissas iniciais, pois normalmente é aí que reside o ponto fraco. É muito mais fácil provar os teoremas de Pitágoras do que discutir a premissa da existência de Deus.
Por isso, a verdade absoluta é sempre uma questão de fé, e fé não se discute. A verdade, como argumentam os existencialistas, é sempre uma escolha pessoal. A verdade, por incrível que pareça, é individual.
Para complicar ainda mais nossas incertezas e confusão, não há, segundo Goedel, cientista, acadêmico ou professor totalmente neutro, por mais que tente sê-lo.
O mundo seria menos confuso se todo professor ou intelectual informasse em que partido milita, antes de emitir uma opinião ou verdade absoluta.
Os conflitos religiosos e culturais serão sempre crueis e não se resolverão por diálogo. Não dá para provar quem tem a razão. As verdades religiosas são tão poderosas porque a premissa básica é sempre Deus, premissa inquestionável por definição.
Osama bin Laden se considera esclarecido e ético, opõe-se aos americanos que ele, e muitos ao redor do mundo, consideram antiéticos.
Ele consegue justificar plenamente as mortes que causou, porque “os fins justificam os meios”, frase repetida nas nossas universidades. Ele não tem dúvida de que está absolutamente certo, como muita gente por aí.
Embora o mundo não seja como você gostaria que fosse, lembre-se de que o seu ideal de mundo talvez não seja o que outros estão almejando. A solução dos conflitos não reside na guerra, mas na tolerância, ninguém sabe qual mundo é o melhor, por mais convicto que esteja.
Portanto, se você pretende fazer um mundo melhor, desconfie um pouco mais das teorias, aprimore seu próprio faro e senso de observação, reavalie de tempos em tempos as suas premissas, e seja muito tolerante.



Stephen Kanitz

quarta-feira, maio 29, 2013

O que você faz pra ser feliz?


Repare em alguns filmes ou peças publicitárias que falam sobre felicidade. Que tipo de cena é retratada?  Alguns exemplos: familia à mesa. Pessoa correndo. Beira da praia. Dança. Caminhada. Amigos reunidos. Gente comprando. Pessoas com animais de estimação. Pessoa deitada numa rede. Gente fazendo outra coisa que não seja aquilo que é considerado ‘pesado’, ‘difícil’ ou ‘inconveniente’.

Posso estar enganado, mas não lembro de alguma propaganda focando a felicidade que enfatize:
-Pessoas trabalhando;
-Pessoas ouvindo outras em seus problemas;
-Mães ou pais disciplinando os filhos ou com olheiras às duas da madrugada;
-Pessoas trabalhando muito;
-Gente tensa estudando muito para ou fazendo uma prova difícil;
-Gente recebendo um não ou dando de cara com uma dificuldade;
-Qualquer cena que ilustre uma das inúmeras dificuldades cotidianas;
-Pessoas contentes trabalhando;

Ou seja, gente fazendo aquilo que é considerado pesado, difícil ou inconveniente. Se existem, são bem poucas.

Mas é preciso atenção para não gerar a expectativa errada, que só vai nos frustrar mais rapidamente e com mais intensidade. Os exemplos da primeira lista não são exatamente felicidade, mas são uma parte dela, chamada alegria. Ou euforia, boas sensações, como queiramos definir. Se só aquilo é felicidade – e que ocupa, vá lá, um terço do nosso tempo acordados, se muito - onde fica o resto todo?  Trabalho é castigo, criar filhos é problema, dificuldades são inúteis e provações não servem para nada?

Felicidade é uma definição que abarca tudo que faz parte da vida enquanto estamos na estrada certa. Pois quando na estrada errada, nada mais vale a pena. Corremos, vamos à praia, temos umas horas de diversão com amigos, ...só para, em seguida, voltarmos à realidade infeliz em que estamos inseridos. E aí o pão e circo, futebol, bebida e diversão, “ainda bem que é sexta/que droga que é segunda” e outras válvulas de escape começam a predominar. Deixar que imagens equivocadas determinem o que nos faz feliz pode justamente minar a felicidade em nossa vida. Pois ela vai além de sensações boas e momentos eufóricos. Está em cada pedaço do caminho quando o caminho em que estamos é correto.


Do ponto de vista cristão, este caminho seguro se recebe pela fé, que nos garante esta felicidade no conceito abrangente do termo. Momentos eufóricos e afônicos, momentos alegres e angustiantes, horas boas ou abatidas... Sabemos que tudo conduz para enxergarmos cada vez melhor e confiarmos cada vez mais que Jesus Cristo conhece cada ponto do caminho em que vamos pisar. E o melhor, não depende de nossas forças, Ele fez tudo para que pudéssemos ser felizes, no sentido completo e perfeito que o termo pode ter.


Rev. Lucas André Albrecht

terça-feira, maio 28, 2013

Marcos Ziemer fala sobre o momento da ULBRA

Entrevista com o reitor da Ulbra, Marcos Ziemer, na Rádio Pampa, de Porto Alegre, RS, falando com clareza e objetividade a respeito do momento e perspectivas da Instituição.

Parte 01

Parte 02


quinta-feira, maio 23, 2013

Toque de Vida de Domingo

Leitura e comentário bíblico


quarta-feira, maio 22, 2013

Toque de Vida de Domingo

Bloco Musical, com o Pastor Paulo Brum


Parte 02

terça-feira, maio 21, 2013

Toque de Vida de Domingo

Tema: Conhecendo uma comunidade Luterana

Parte 01

 Parte 02


Parte 03

segunda-feira, maio 20, 2013

ULBRA e CELSP comemoram aniversário da Capela universitária

Fonte: ACS ULBRA


A ULBRA e sua mantenedora, Comunidade Evangélica Luterana São Paulo (CELSP), comemoraram no último domingo, 19.05, os 10 anos de inauguração da Capela Universitária no campus Canoas. Na ocasião, uma cerimônia foi celebrada pelo pastor da CELSP, Marco Jacobsen, juntamente com o capelão geral da ULBRA, Lucas André Albrecht, o capelão universitário do campus Canoas, Gehardt Grasel e o capelão de música Paulo Brum. O Coro Universitário, a Orquestra Sacra e mais dois grupos musicais da congregação conduziram os cânticos durante a cerimônia.
O presidente da CELSP, Adilson Ratund, e o diretor do campus Canoas, Erivaldo Diniz de Brito, destacaram a participação da comunidade universitária em eventos promovidos pela Pastoral, lembrando que a Capela é um espaço para reflexão e convívio na fé cristã.   
Capela está localizada no coração do campus da ULBRA
em Canoas.
O pastor Jacobsen fez um agradecimento especial pelo aniversário da Capela. “É o que simboliza a confessionalidade da ULBRA, se tornando um marco de sua comunhão cristã”, destacou. De acordo com Jacobsen, em média 130 pessoas da comunidade participam das celebrações semanais que ocorrem na Capela do campus Canoas.  
Ao final da celebração, os participantes deram um abraço na Capela e soltaram balões coloridos com mensagens. 

sexta-feira, maio 17, 2013

Celebraçao: 10 anos Capela da ULBRA


ULBRA confirma adesão ao PROIES e ofertará 49 mil bolsas


A confirmação da adesão ao programa encerra o processo iniciado em 13 de julho de 2009, com a assinatura do Termo de Compromissos e Ajustes Procedimentais entre a CELSP/ULBRA e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Ainda será definida a data de início de concessão das bolsas que poderá ser em até um ano.Está confirmada a adesão da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) ao Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino (PROIES). O anúncio ocorreu durante a reunião do Conselho Universitário na tarde desta quinta-feira, 16.05. Serão concedidas ao longo de 15 anos cerca de 49 mil bolsas de estudos integrais. O ingresso ao Programa faz parte das medidas de recuperação da Instituição.

Entrevista do reitor Marcos Fernando Ziemer sobre a adesão da ULBRA ao PROIES.
Rádio CBN AM 1.340 Khz | Porto Alegre/RS - 17.05.2013
Confira: http://migre.me/eAKMH



Fonte: ACS ULBRA

quarta-feira, maio 15, 2013


terça-feira, maio 14, 2013

segunda-feira, maio 13, 2013

Apoiando a transformação social


Fonte: ACS Ulbra


Na constante consolidação de suas ações filantrópicas a Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) iniciou neste mês de maio o processo seletivo para a concessão de mais de 1,2 mil bolsas sociais em todos os seus campi, exceto Porto Alegre. São oportunidades integrais e parciais em diversos cursos presenciais. O pró-reitor de Planejamento e Administração, Romeu Forneck, explica, na entrevista a seguir, que esta ação integra um conjunto de iniciativas que visam a promover uma ação social direta, que atenda uma sociedade plural. Forneck também destaca programas como o Universidade para Todos (PROUNI) e o de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior (PROIES) como estratégicos entre o público e o privado. Confira a entrevista na íntegra:


Qual a finalidade da implantação do Programa da Ação Social e Filantropia da CELSP/ULBRA?

O objetivo do programa é fazer com que esse projeto histórico da Igreja Evangélica Luterana do Brasil, que também é uma proposta cristã, se torne disponível para a sociedade plural. Neste aspecto, a gente vê que as propostas públicas tendem a ser afirmativas do status quo social. As instituições privadas têm melhores condições para causar este efeito no desenvolvimento social a partir de suas ações.
Na perspectiva de que existem barreiras de ingresso nas instituições públicas, e não nas privadas, uma proposta como esta da CELSP está à disposição de toda a sociedade. Então, pelo Programa da Ação Social e Filantropia a entidade passa a organizar recursos com vistas à transformação social. Uma parte importante dos recursos das unidades de ensino superior da CELSP, em todo o país, passará a ter este destino, prevendo ter em seus cursos e projetos toda a sociedade representada. Aí nós conseguiremos sair deste quadro histórico onde o Estado e as instituições públicas tendem a chancelar o status quo social - o Estado, como regulador, e as instituições federais de ensino superior direcionadas de fato para a sociedade menor posicionada socioeconomicamente pelas limitações impostas de acesso de vagas. É possível conseguir, nas instituições privadas, reverter este quadro.

Então, o que diferencia o Programa da Ação Social e Filantropia da CELSP/ULBRA das políticas públicas para acesso ao ensino superior?

No ano passado nos tivemos na UERGS entre 2,2 mil a 2,3 alunos sendo atendidos por um orçamento de aproximadamente R$ 40 milhões. E aqui na ULBRA nós destinamos para este fim, exclusivamente para PROUNI R$ 50 milhões. Com estes R$ 50 milhões - um pouco acima do orçamento da Universidade Estadual – ao invés de 2,2 mil alunos, nós atendemos em média 5,5 mil alunos.

A CELSP confirma-se como entidade filantrópica. Sendo assim, quais outros benefícios ou programas que estão previstos para a linha da filantropia?

Além das bolsas sociais, estamos trabalhando nas frentes das bolsas PROUNI, com alternativas de financiamento estudantil, com bolsas de gratuidade que a Universidade voluntariamente deseja conceder no sentido de promover uma ação social direta, além de projetos sociais pelos quais também se consiga fazer fluir toda a questão da confessionalidade institucional.

E o PROIES também está inserido neste conjunto de ações filantrópicas da Instituição?
Pelo PROIES está sendo previsto um volume impressionante de bolsas. Serão 49 mil bolsas, distribuídas em um período de 15 anos nas unidades da CELSP de todo o Brasil. Estamos levando a termo esse conjunto de ações, dando-lhe mais corpo e ordenamento, de forma mais estratégica. É importante quando nos posicionamos como instituição filantrópica, nos instrumentalizarmos para que se possa mensurar este resultado, para que assim sigamos nesta parceria entre público e privado nas políticas públicas.

Para qual nível de ensino é destinado e quais as unidades beneficiadas pelo programa de bolsas sociais?

Essas bolsas sociais que estamos agora com processo de seleção aberto se destinam a alunos do ensino superior nas instituições mantidas pela CELSP. Elas preveem primeiramente a atender uma lacuna que ainda há no PROUNI. Hoje, de acordo com os requisitos da lei do PROUNI, nós temos a necessidade de a cada nove alunos concedermos uma bolsa integral do programa.

Por que nem todos os cursos são contemplados por bolsas sociais? E por que Porto Alegre não tem oferta de vagas?

Nós estamos ainda em alguns lugares, em alguns cursos com alguma lacuna. Neste aspecto (de atender a lei do PROUNI). Então nós fizemos essa ação (inscrições para o programa de bolsas sociais) para que alunos em curso, matriculados regularmente em 2013/1 possam concorrer e antes da matrícula terem a resposta se tiveram a bolsa ou não e, já no segundo semestre 2013, poderem se matricular.  Alguns cursos já conseguiram atender a esta demanda do PROUNI, e por isso, não têm oferta de bolsas.

Quem pode participar?

Todos os alunos devidamente matriculados no semestre 2013/1. No processo da escolha do candidato não entra em questão pendências financeiras. Para se matricular no próximo semestre precisa regularizar a situação para atender aos requisitos para as rematrículas. Por isso, todos os alunos têm o direito de participar da seleção. 

Como se dá a renovação das bolsas?

A renovação é semestral. O aluno precisa se rematricular e anualmente é realizada a verificação do perfil socioeconômico. Verificamos se o aluno ainda está na mesma condição da época da concessão de bolsas. Ele passa pela Comissão da Ação Social da CELSP. Também é realizada a verificação in loco no endereço dos alunos e às vezes fazemos uma ação de amostragem também.

sábado, maio 11, 2013

às vezes sempre

Às vezes você está longe – mas está sempre por perto do meu ser.
Você pode ter momentos tristes – mas a ser alegre, aprendi com você.
Às vezes você pode estar cansada da vida real - mas com você aprendi a sonhar.
Você até ralhou comigo em tantos momentos – mas com você aprendi belas palavras, que valem por uma vida.
Às vezes você me deu o seu colo – mas sei que muitas vezes gostaria do meu abraço.
Você é sempre exaltada pelo que faz – mas sei que às vezes não dispensaria ser lembrada por quem é.
Às vezes você quase perde as esperanças – mas sempre ensinou o melhor caminho: fé em Deus.

Às vezes lembramos da mãe somente em um dia especial. Mas sabemos que este dia se repete sempre. Porque mãe não deixa de ser nem por um minuto. É uma missão de Deus para toda a vida.

Às vezes ser mãe tem seus momentos de tensão, ansiedade e dificuldades, mas jamais torna-se apenas uma obrigação ou fardo. Porque uma mãe não trabalha apenas com as mãos, não orienta apenas com a voz, nem enxerga somente com os olhos. Uma mãe não sorri apenas com os lábios nem repreende apenas com o olhar.  Ela faz tudo isso sempre com o coração. Ele é quem faz. Quem acolhe e quem educa. Quem sustenta.

Por isso, mãe, se às vezes teu coração está triste, machucado ou sofrido, lembre-se sempre de que o Papai do céu te ama como filha, te acolhe com carinho e te fortalece a fé no Filho para que sigas em frente, com a força que Ele dá.
MÂE!
Às vezes eu não digo,
Mas sempre penso muito:
EU AMO VOCÊ!


Rev. Lucas André Albrecht


sexta-feira, maio 10, 2013

Dia das mães


Se perdemos bens, perdemos um pouco.
Se perdemos pessoas, perdemos muito.
Mas se perdermos a fé, perdemos tudo.

quinta-feira, maio 09, 2013

Subidas e descidas

por Marcos Schmidt


A palavra "ascensão" puxa diversos assuntos, todos interligados. Por exemplo, a ascensão do consumismo: gente que se alimenta de produtos processados, mora em casas bem equipadas, carro na garagem, endividada com estilo de vida devoto ao acúmulo de bens não essenciais – um sério problema à sustentabilidade do planeta; a ascensão da violência: a cada 13 minutos um brasileiro é assassinado; a ascensão da injustiça: um relatório da ONG Transparência Internacional revela que a corrupção global aumentou consideravelmente nos Tribunais de Justiça; a ascensão da desonestidade: segundo pesquisa, seis de cada dez pessoas no mundo afirmam que a desonestidade aumentou nos últimos tempos; a ascensão das separações conjugais e da desestruturação familiar (disto nem precisa pesquisa).

No meio destas e de outras elevações, hoje é o dia da Ascensão de Jesus aos céus. Alguém pode pensar: ele deu no pé, fugiu deste mundo cheio de problemas. Mas não foi isto que ele prometeu: "Não vou deixá-los abandonados (...) Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo" (João 14.18, 27).  Mesmo que pareça fora de propósito para os que buscam ascensões terrenas, este último ato visível de Jesus deixa um recado aos 7 bilhões de terráqueos: "Arranjem bolsas que não se estragam e guardem as suas riquezas no céu, onde elas nunca se acabarão" (Lucas 12.33). Aliás, se hoje a população mundial consome dos recursos naturais 1 planeta e meio por ano, conta que não fecha e deixa um futuro endividado, isto não é a ascensão da ignorância em tempos de tanta inteligência científica? Bem disse Paulo sobre as ascensões meteóricas, que para destruir o que o mundo pensa que é importante, Deus escolheu o que é desprezível e desvalorizado (1 Coríntios 1.28).  Diante disto, se Ele prometeu descer como subiu, que nos encontre fazendo o que pediu: "sejam minhas testemunhas".


Marcos Schmidt
pastor luterano
fone 8162-1824
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
9 de maio de 2013

R2


Você está em mais uma daquelas semanas em que não sabe de onde vai tirar tempo e forças para cumprir tudo o que precisa fazer. Num raro momento de pausa e conversa, comenta: “Puxa, essa minha semana está uma loucura. Estou tão cansado!...”

Possíveis reações do interlocutor ao seu comentário:

R1) “Ih, a minha também, você nem sabe! Ontem tive que fazer (isso, isso e aquilo), amanhã já tenho (aquilo, aquilo e aquilo outro) e na semana que vem, olha, a coisa vai ser pegada e...”

R2) ‘Puxa, deve estar sendo pesada mesmo. Como você está lidando com isso?”

Qual delas lhe dá um novo ânimo, um sentimento de alento e amparo? Com qual delas você pensa: “Puxa, alguém que me compreendeu. Obrigado, amigo! Nem precisa me dizer uma frase de motivação. O fato de você ouvir, se importar e se interessar já valeu muito!” ?  

O tipo R1 é mais comum que gostaríamos. Não só da parte dos outros, mas também de nós mesmos. Tanta gente falando e tão pouca gente escutando...o resultado são tentativas de encontrar brechas para extravasar um pouco da nossa dor de ser. Alias, as vezes parece que este é um dos fascínios das redes sociais como Facebook. Ao menos por um instante temos a ilusão ou impressão de que muitas pessoas vão ler/ouvir o que temos para falar.

A postura R1 não é incomum também em nossa relação com Deus. Mal temos tempo para ouvir o que Ele tem a dizer em Sua Palavra e já saimos falando de nós mesmos. Reclamação, queixa, projetos, planos,... esperando que Ele ouça tudo e, se possível, responda conforme já sabemos de antemão. Não que Deus não queira nos ouvir falar. Mas faz muito bem para o nosso coração tirar um tempo para ouvir. Receber. Entender. E então reagir.

Na verdade, não será mais meramente reagir. O R de reação vira R de Resposta. Intencional, motivada pelo amor de Deus, por meio da fé. Por termos um Pai do tipo R2 – ouvinte, paciente, amoroso, carinhoso – somos estimulados à mesma postura. Não apenas reagir, mas responder. Pró-agir, como diz uma antiga palavra da moda. O bem que isto fará ao nosso próximo é incalculável. E não precisamos nos assustar se fizer um grande bem a nós mesmos também.

Ah, e se você tem ou encontrou amigos R2, segure-o com as duas mãos. Eles não são artigo comum.


Rev. Lucas André Albrecht