sexta-feira, agosto 08, 2014

Presente de pai

O que você pediria de presente para o seu pai neste dia dos Pais?

“Opa, acho que ele se enganou. Os pais é que ganham presentes. Até já comprei a gravata e o par de meias”.

Não, não foi engano. O que você pediria de presente para ele?

De ganhar ele gosta, tenho certeza. E vai ser legal poder alegrá-lo nem que seja com uma ligação telefônica. Mas olha, eu posso apostar que ele gostaria muito é que você estivesse com toda vontade do mundo de receber.
E não tanto pelo lado material. Desconfio que seu pai está mesmo é preocupado com o mundo que o cerca. E bem preocupado. Pois você está recebendo estímulos constantes para ser guiado por impulsos,prazeres, sentimentos de momento, a opinião da maioria, um revoltado contra qualquer coisa. Alguém confuso etica e moralmente num contexto em que às vezes se mistura todos os conceitos disponíveis para que ninguém tenha mais nenhuma ideia clara do certo e errado.
Por isso, suspeito que ele quer muito é poder dar presentes. Ele gostaria de poder lembrar a você a importância do caráter, de seguir princípios corretos. A importância do respeito ao outro e à natureza. O carinho e o amor que se pode e deve ter com a família. A responsabilidade com o amanhã, e não viver apenas o hoje. Principalmente, a segurança que é avançar neste mundo de mudanças com o centro imutável e mais confiável que existe: fé no Filho que sempre foi fiel ao seu Pai.

O melhor presente que você pode dar, portanto é seu carinho, atenção, seus ouvidos. Seja a seu pai biológico, seu pai de criação ou aquela pessoa que é como um pai pra você.

Acima de tudo – especialmente no caso daqueles cuja experiência é negativa com o pai na infância, ou até hoje –, lembre-se que isso vale principalmente para o Pai do céu. Faz ideia de como ele gostaria de te encher de presentes não só nesse dia, mas sempre?
Então permaneça perto Dele. Permaneça na fé, permaneça filho.

Permaneça recebendo presentes, todos os dias
.
  

P. Lucas André

sexta-feira, agosto 01, 2014

O que penso

E se o padeiro colocasse à venda, sempre, tudo o que produziu? Provavelmente não seria boa ideia, pois nem tudo dá certo. Ele precisa selecionar as melhores receitas e produtos para expor.
E se a fábrica de calçados colocasse à venda tudo o que projetou e tudo o que o produziu? Perderia clientes em não tão muito tempo.
E se o repórter de televisão utilizasse tudo o que gravou? Bem, também não parece ser boa ideia. É melhor colocar no ar aquela que traz o melhor conteúdo, na melhor forma.
Se a mãe ou o pai falassem ao filho tudo o que pensam quando ele comete um erro, ou não aprende o que poderia ter aprendido? A consequência possível desta atitude os faz ponderar o quê e como falar, para auxiliar a crescer.

E se o seu melhor amigo, seu namorado(a), seu chefe ou seu vizinho falassem tudo o que pensam, as relações seriam melhores? Ou nem tanto?

Quem de nós já não ouviu, ou utilizou, a expressão “eu falo o que penso”? No sentido de não medir nem filtrar as palavras, “falar com sinceridade”. Às vezes, até mesmo exibimos como uma virtude-troféu, Ela pode vir acompanhada também de ‘eu sou sempre sincero’ e ‘eu sou assim mesmo’.

Pensando bem, por que deveria ser assim? É possível que eu pense  coisas boas? Todas as nossas opiniões, especialmente quando expressas através de sentimentos de momento, e não raciocínios embasados, são sempretão coerentes e corretas a ponto de o mundo não pode ser privado delas?

Para piorar, estamos, cada vez mais, nos submetendo à velocidade em detrimento da segurança. A partir disso, sem checar fatos, fontes, formas e frases,  respondemos falamos, digitamos e gravamos em vídeo ‘o que pensamos’. Mas...tudo o que pensamos é útil, aproveitável, sensato, bom para ajudar o próximo?

Obviamente, não. Tem muita coisa que achamos, sentimos, definimos, divagamos, e até raciocinamos, que são produtos que não dá pra vender..Precisam ser descartados, ou melhor trabalhados, para gerar algo mais consistente, saboroso e que, de fato, vá contribuir.

Nem mesmo Jesus Cristo falou tudo o que pensava. Logo Ele, o único que só pensou e fez o que valia a pena. Diante de Pilatos, por exemplo, quando poderia ter falado todas as verdades contra os hipócritas que o condenavam, silenciou. Também na cruz, durante seis horas, se limitou a 7 frases. E ali estava realizada a obra mais importante em que alguém pode pensar. A fala mais eloquente foi a de um coração cheio de amor pelo ser humano

Amor que pode ser vivenciado, pela fé, na forma tanto de palavras pensadas como de pausas necessárias. Em gestos que aproximam. Em olhares que comunicam. É claro que podemos, sim, falar o que pensamos (não vivemos em uma ditadura,graças a Deus). Mas sempre podemos pensar se, precisamos, mesmo falar tudo. Fica irresistível, então, concluir que, melhor do que falar o que penso, é pensar no que falo.

E que há momentos nos quais um bom silêncio comunica com clareza tudo o que precisamos dizer.


(P. Lucas André Albrecht)

domingo, julho 27, 2014

Continue andando


Pessoas vão sugerir que você desista. Continue andando.
Pessoas vão duvidar da sua capacidade. Continue andando.
Pessoas vão rir e até zombar de sua persistência. Continue andando.
Pessoas vão bater em você sempre que a oportunidade surgir. Continue andando.
Pessoas vão dizer que é o fim. Continue andando.
Pessoas vão esquecer suas qualidades, fazer matérias sobre os seus defeitos, e vão inventar
outros. Continue andando.
Pessoas vão torcer pela queda e pelo fim. Continue andando.

E, no entanto, muitas pessoas vão lhe abraçar, estimular, vão lhe impulsionar a criar, imaginar, superar. Amar, educar, viver. Vão torcer pelo seu melhor.


E, então, você vai agradecer a Deus por jamais ter aceitado parar.


(P.Lucas André)

Fonte da imagem

quinta-feira, julho 24, 2014

Cultos Toque de Vida no Facebook

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quarta-feira, julho 09, 2014

Positivo

Pensar positivo já virou um chavão tão corrente que, as vezes, não paramos para nos dar conta de que ele pode nos deixar mais mal do que bem.

Pensamento positivo nos deixar mal...como assim?

Basta lembrarmos que, nas situações realmente importantes e nas realmente decisivas da vida, pensar positivo não resolve. Pensar positivamente ajuda a alcançar a graduação? Pensamento positivo nos faz crescer na carreira profissional? Ou, ainda, pode resolver uma discussão ou um problema sério com alguém, manter ou perder peso, consertar o carro?...
Pensando bem, nem nas que mais importam, nem nas que menos.  Pensar positivo não faz a louça sumir da pia, não arruma a cama nem vence uma partida de futebol.

Não tem jeito. Algumas coisas da vida necessitam mais do que determinação e atitude positiva.  Precisam de conhecimento.  Habilidade. Precisam de esforço consciente e concentrado, com domínio do fato para que possam realmente produzir resultado.

Aí sim, quando há conhecimento, capacidade, habilidade, sem dúvida ter determinação e pensar positivo serão um impulso a mais. Para que não sejam meros chavões, mas façam parte do molho de chaves que nos auxiliam a passar pelas portas importantes.

Acima de tudo, precisamos, fundamentalmente, de fé. Pode parecer que ela, sim, é nada mais que um tipo de pensamento positivo. Só que não. Especialmente para o que é decisivo. Ela se agarra à certeza de que Jesus Cristo não ficou no pensamento e na Palavra. Empreendeu seu esforço dirigido por amor para realizar o que somente ele tinha conhecimento, capacidade e condições de fazer. Tirar nossa vida do negativo e nos dar uma nova realidade. Sempre positiva.

Mais do que isso. Sempre certa, segura.
E eterna.


P. Lucas André

sábado, julho 05, 2014

Mais feliz do mundo

Acessei, certa vez, uma matéria que falava do "homem mais feliz do mundo". Foi sem surpresa que constatei que o título é atribuído a um monge budista. Hoje em dia, no ocidente, paz e felicidade frequentemente estão associadas às práticas orientais de meditação e de um certo "resolver com a mente". Até mesmo um pouco de afastamento do mundo real.

Mas eu fiquei pensando um pouco sobre essa história de ser o mais feliz do mundo. Até ontem, achava que era eu essa cara.

Porque me faz feliz saber que tenho contas para pagar. Sou feliz por ter uma esposa com quem, mesmo com as dificuldades normais de um casamento, tenho pilares fundamentais da felicidade - amor mútuo e família. Feliz por tem um monte de tarefas pra resolver no meu trabalho. Por ter família e amigos com defeitos, inclusive eu. Sou feliz quando meu carro quebra, quando meu time perde, quando tropeço e caio. Sou feliz quando estou meditando ou quando estou gritando. Tenho felicidade em reconhecer minhas limitações e em aceitar meus defeitos. Sou feliz até quando pego trânsito lento, pensando no que poderia acontecer se eu andasse rápido demais. Sou feliz inclusive por ter problemas para resolver.
Sou feliz por viver. Porque a felicidade não é um estado de espírito ou de mente. É uma escolha consciente.

E, como cristão, tenho felicidade por ter um Deus que me ama, me salvou, e que me permite aprender que, quando vivemos o que é bom, até o que é ruim ajuda a ser feliz. Só Ele ensina a viver contente em toda e qualquer situação.

Ser a pessoa mais feliz do mundo é um conceito relativo, depende no que se apoia. Mas ser a pessoa mais feliz do seu mundo, é absoluto. Especialmente quando você vive pela fé.

Ai, não tenha dúvida: é você mesmo.


P. Lucas André Albrecht

sexta-feira, julho 04, 2014

Acelerador

A invenção do automóvel como uma extensão dos nossos pés facilitou a vida, nos fazendo chegar mais rápido. Mas também trouxe esta peça que permitiu a muitos mostrarem nas ruas e estradas muito do que são: o acelerador.
 
O pedal de aceleração é uma das mais reveladoras extensões do nosso corpo, escreveu o teólogo alemão Helmuth Thielecke. Ele tinha razão. Basta pensarmos no que está por trás do acelerar ‘a mil’; sair ‘cantando pneus’; andar muito devagar;  ‘costurar’. Usá-lo para pressionar o carro da frente. Acioná-lo depois de chegar no carro com os pés tropeçando um no outro...
 
O acelerador do carro revela muito de quem e como o motorista é.
 
A solução não é simplesmente andar devagar. Andando a 30 por hora numa autoestrada você também vai estar errado. Uma ambulância precisa correr bastante para salvar uma vida. Há momentos na vida em que a pressa é amiga da promoção, da finalização, da negociação, da solução, e por aí vai. Mas o ponto aqui é descobrir a velocidade adequada para a estrada em que estamos.  
É fundamental termos a noção em nossa vida de que não estamos sozinhos na estrada, e que precisamos utilizar o acelerador levando em consideração o outro.  Não é necessário pressionar sem motivo, provar sem razão, achar-se mais algum motivo ou andar devagar pra prejudicar. O que se aplica também a quem não tem carro. O uso adequado do acelerador na estrada em que estamos pode ser a diferença entre segurança e risco, entre acidente e prevenção. Até mesmo entre morte e vida.
 
Se olharmos para o próprio Jesus Cristo, veremos que houve momentos nos quais Ele pisou fundo -  com mercadores da fé. Em outros, praticamente ‘parou o carro’ -  para acolher criancinhas e brincar com elas. Acima de tudo, manteve a velocidade certa rumo à obra que veio fazer, oferecendo o caminho que leva à Vida
 
Revelou à humanidade quem e como Deus é.


Pastor Lucas André Albrecht

quarta-feira, julho 02, 2014

Good envy?

There's a word construction that is being widely spread, "White envy," which might make us think that envy could be a good thing. But, it is not!  When we appreciate something in someone else or we have the desire to have what he/she has such as: admiration, desire, appreciate, etc., this can become negative. That is envy, Plain and simple - envy. Envy is the evil feeling or evil belief showing our bad thoughts, leading to bad attitudes and finally, bad behavior. Envy = greed.

Whether we gold plate words or corrupt words, we must stop. Especially when we do this concerning flaws in humans. In this way we slowly destroy the very clear and evident line between right and wrong. (Yes, my friends, there is a clear and evident line between the two.) This modeling gives encouragement and support to those who tend toward arrogance, those who consider  themselves "behavior police." Is there a risk? Absolutely, I say. We re-define the meaning of "good." This leads to the defense of "white anger," "good name calling," "white slanders," "good violence" and others.

Diluting the meaning of words or moving them semantically to more acceptable verbiage risks not being able to point to what they originally mean.

Envy, just plain envy in a high level led people to condemn Jesus to the cross. Because we have an Almighty God The Father He turned this to, "Good," What is real, "Good." That is, The Son's work of forgiveness to each created man and woman for sin. He left us with what is marvelous, His principles of Faith and Love. Something our envy can never achieve.

No need to sugarcoat envy with "white, pink, black, yellow" or "good," we cannot anyway. Call envy exactly what it is. Recognition of this flaw, contrition, repentance and the acceptance of God's forgiveness In Christ instills in us The Holy Spirit's work of Jesus' principles - faith and love. We can authentically, then, appreciate and value each other. God has already provided, more than abundantly, all that we have and need, without our choice to envy and be greedy.

If we do not keep the right meaning of words, we return to the life of hostages of what is bad.

P  Lucas André Albrecht
Canoas ,RS, Brazil 


Text  edition:
Ms. Kim Starr
MA Practical Theology & Deaconess Certified
Pleasant Prairie, WI, USA

Quem leva a taça?

por Marcos Schmidt

Apesar do espírito festivo, a Copa do Mundo revela um planeta dividido, cada um defendendo com unhas e dentes - literalmente - a camisa de seu país. De onde vem este entusiasmo por seu território? Para Darwin vem da luta pela existência humana, a causa inclusive de toda a variedade de vida na Terra. Sinceramente, prefiro acreditar que tudo surgiu do Criador, conforme o relato bíblico. É mais fácil "apostar" neste Deus todo poderoso, que fez tudo o que existe pela força da sua palavra, que ama o ser humano e vai dar uma solução definitiva a este mundo problemático. Bem diferente do conceito evolucionista que os mais fortes vencem os mais fracos. Se é deste jeito, quem vai sobrar? Os inteligentes, os espertos, os poderosos, os prestigiosos, os sadios?

Ainda que o Deus da Bíblia ensine a humildade, o socorro aos mais fracos, a luta contra o mal através do bem, a outra face aos que batem - creio que Ele também gosta de futebol e de qualquer esporte competitivo que respeita a dignidade humana e as regras. O esporte é um perfeito ensaio para a vida neste mundo de cão, tanto que Paulo usa como exemplo para a persistência da fé cristã ao dizer que todo atleta aguenta exercícios duros porque quer receber um prêmio (1 Coríntios 9.25). Podemos lutar por nossa camiseta, time, ideias, partido político, religião etc, sem a necessidade de jogar sujo. "O servo do Senhor não deve andar brigando, mas deve tratar todos com educação" (2Timóteo 2.24), orienta o apóstolo Paulo àqueles que desejam anunciar o Evangelho. Drasticamente, todos temos a tendência de morder, e podemos fazer isto até em nome de Deus. Ao Jesus dizer que ele não veio trazer paz, mas a espada (Mateus 10.34), esta guerra é espiritual, onde, sem qualquer lógica, os mais fracos são os que vencem. Foi ele também quem disse no sermão do monte: Bem-aventurados os pobres, os que choram, os humildes, os que tem fome e sede. São estes que levam a taça.

Rev. Marcos Schmidt

quarta-feira, junho 25, 2014

Mordidas

O atacante de uma seleção nacional dá uma mordida num adversário, em rede mundial. Algo que não é tolerado nem no jardim de infância. Então, a apresentadora de um programa de TV noturno comenta: "Seria uma pena ele ser punido, a Copa perderia um craque". Mais adiante, diz que concorda com o jogador, quando, em entrevista pós-jogo, desculpou-se. "Na cancha,vale tudo."

Vamos ao replay: um jogador de futebol comete um ato não apenas ridículo e estúpido para um profissional, como também desleal e passível de severa punição. No entanto, ‘seria uma pena’ se a punição justa acontecesse, porque ele, supostamente, é um bom profissional no que faz.

E se ele tivesse jogando lixo na rua, sido não tão ‘queridinho’ com animais, furado fila, não devolvido troco, estacionado em local proibido ou vaga para deficientes, feito fila dupla, sonegado imposto para sobreviver, e outras tantas mordidas que vemos (ou até praticamos nós mesmos)... Aí, seria uma pena puni-lo também? Pois quando acontece conosco, os comuns, não se pergunta ou verifica se somos craques em nossa profissão. O ato é chamado pelo nome. Mais. Acabamos sendo culpados pela corrupção da toda classe política. Ainda, punição é exigida - se os moralmente superiores não o fizerem eles mesmos com os próprios dedos, linchando moralmente nossa reputação onde for possível, especialmente, na web.

Coam-se mosquitos e se engolem camelos.  As mordidas legais e as intoleráveis são selecionadas e separadas, validando uma moral torta, seletiva, corrupta. Pior se ajudar ainda a validar uma postura na qual alguns poucos iluminados decidem quais são as falhas aceitáveis, ou quais os lugares aceitáveis para serem cometidas, e quais as passiveis de prisão perpétua na cela da condenação popular.

Vamos contribuir bem mais com nosso ambiente de vida quando chamamos as coisas pelo nome. Existem contexto, situações, momentos? Sem dúvida. Mas até que ponto eles podem mudar certo e errado?

Tudo isso passa por uma mudança, esta sim, que precisa ser continua, no coração. É dele que procedem os maus desejos e ações condenáveis. Mas também é dele que, pela fé, procedem os princípios e orientações indicando a linha clara entre certo e errado. E o caminho que conduz à Vida.

É importante não perdermos de vista esta direção. Ou então vamos ficar sempre sem entender por quê cultura e moralidade vivem na zona de rebaixamento.


P. Lucas André Albrecht

segunda-feira, junho 16, 2014

Hora certa

Se há um relógio aí onde você está agora, olhe para ele e me diga: dá pra saber se ele está adiantado ou atrasado? Ou, até mesmo, se parou?

Acredito que sim. Mas a esta conclusão você não conseguiria chegar somente olhando para o relógio.

Se ele está marcando 3 da tarde, mas o sol já está se pôs, é certo que parou. Ou, no mínimo, atrasou. Se ele está perto das 9, mas o sol está no meio do céu, também não está marcando a hora certa. O que está ao redor dele orienta a conclusão a respeito de sua precisão. Tanto que, se você acordar em um quarto escuro, ligar a luz e olhar para um relógio na parede, não conseguirá saber se ele está marcando a hora certa. Precisará de outros ingredientes para chegar a esta conclusão.

Precisará de contexto.

As pessoas não são relógios. Mas contexto, para elas, também é fundamental.

Olhamos para determinada situação, pessoa, atitude, e já queremos descrever com precisão o que está acontecendo.Já temos a resposta pronta par a julgar o que vemos, definindo se ela se atrasa, se não adianta ou se está parada no tempo, no espaço, na vida. Afinal, com nossa experiência e sabedoria de vida, nossos diagnósticos não costumam errar...

Não nos damos ao trabalho de examinar um pouco de contexto, para saber se nosso julgamento, de fato, é justo e correto.

Quando aprendemos que pessoas não são peças na parede, mas vidas vividas, ativas em suas ações, e, principalmente, inseridas em contextos, começamos a enxergar mais do que vemos. Começamos a entender mais do que percebemos. E, o que é o objetivo maior, podemos começar a amar mais e julgar menos. Abraçar. Apoiar. Servir.

Dentro do contexto do amor de Deus, vidas não são feitas para viver em partes, mas olhadas a partir do quadro maior. O que Ele coloca ao nosso redor dá a precisão do cuidado daquele que deu a vida de Seu próprio Filho para que o pecado não nos atrasasse a ponto de nada mais adiantar.

E é no contexto deste amor que o nosso cuidado com nosso próximo também pode se situar. Pois contexto e cuidado nunca vêm na hora errada, são precisos quando precisamos ajudar.

E, se somos nós que estamos parados, não é preciso esperar hora certa. Pode ser agora mesmo a hora de começar a andar.



P. Lucas André Albrecht

sexta-feira, junho 13, 2014

Momento Feliz

Algumas semanas arás, uma moça do Texas, Courtney Ann Sanford, postou selfies e um pequeno texto em seu perfil do Facebook às 8 33 da manhã.

Às 8:34, equipes de resgate foram acionadas. Ela havia se acidentado e veio a falecer.

Conclusão: estava tirando fotos e postando enquanto dirigia. Perdeu o controle do veiculo e, infelizmente, aquele foi seu ultimo minuto de vida.

E qual o conteúdo do post? Ironicamente, ela dizia que aquele era um momento feliz de sua vida.

Provavelmente era mesmo. Mas pela imprudência e falta de atenção, acabou também sendo o último.

É mais um caso onde a tecnologia, literalmente, pode matar. O uso responsável dela nos traz muitos benefícios. Mas quando utilizamos qualquer ferramenta, e não apenas o celular. sem a prudência devida, os resultados podem ser ruins. Neste caso, até mesmo trágico. Mas mesmo quando não há morte física, podemos matar sentimentos, alegrias, relacionamentos... Em vez de os toques serem sinal de vida, acaba sendo raivosos, em teclados virtuais, que agridem pessoas reais.

Como podemos definir um momento feliz de verdade? As respostas podem ser muitas, mas arriscaria dizer que são aqueles em que estamos fazendo a coisa certa, na companhia das pessoas certas. Além disso, vivendo em fé, estamos também com Aquele que nos traz não apenas momentos felizes, mas a própria felicidade. E não só isso, também nos acompanha nos momentos tristes.

E mais, para evitarmos as imprudências que machucam, destratam e agridem nosso próximo, Ele orienta a direção a seguir e oferece o caminho a percorrer.

O tempo todo. Minuto a minuto.


P. Lucas André Albrecht

domingo, junho 01, 2014

sexta-feira, maio 23, 2014

Desculpa....mesmo?

Pense quando foi a última vez em que você viu alguém que admitiu um erro e pediu desculpas, ou perdão.
Pense na última vez em que você fez isso.
Mas não pense em: “Me desculpe, mas...”
Nem em: “Posso ter errado, só que...”
Nem ainda: “Eu errei porque...” ou “Errei mesmo, e daí?”
Muito menos: “Tá bem, então, se você quer que eu admita/assuma, eu assumo, pronto. Errei. Desculpa. Tá bom assim?”
Somente: Errei. Desculpe.
Ponto.
São só duas palavras. Mas duas das mais difíceis de serem pronunciadas, escritas, textadas, postadas sem complemento. Quem sabe até pensadas.
Tudo porque faz parte de nossa imperfeição acreditar que reconhecer erros é sinal de fraqueza. Pedir desculpas é para os fracos. Admitir um erro é ficar em desvantagem na selvagem luta por espaço, promoção, atenção, dinheiro, poder, influência.... Talvez, ainda, porque admitir um erro nos faz crer que o outro pode pensar: “se ele errou aqui, em que mais já errou ou vai errar?” E nossa honra, carreira ou reputação podem estar em jogo.
No entanto, reconhecer um erro e pedir desculpa só seria para os fracos se fosse algo fácil de fazer. Pois o que é fácil de fazer, qualquer um faz -  até os fracos.
Só que... não somos todos fracos? Sim, somos. Todos, sem exceção. Neste ponto, entra o autor bíblico para dizer: “quando sou fraco, aí é que sou forte”. Aquele que, diante de Deus, se sabe fraco, torna-se forte por causa Dele. Porque Aquele que parecia fraco, Jesus Cristo, fez o que nem o mais forte conseguiria fazer. Ele é quem dá a força que leva, diariamente, ao arrependimento sincero e à fé firme no perdão e recomeço.
Mostrando que desculpar-se, pedir perdão, tentar mudar, tentar fazer melhor, isso é para os fortes.

Ou seja, aqueles fracos que são fortalecidos pelo Seu amor.


P. Lucas André

terça-feira, maio 20, 2014

Liberdade

Escravidão, sem dúvida, é uma pratica abjeta,que deveria ser varrida do vocabulário de qualquer sociedade. Infelizmente, não é só antigamente que ela acontecia, mas ainda hoje em dia é possível ver, se não a escravidão escancarada, ao menos trabalhos análogos à escravidão. Em alguns casos, travestidos até mesmo de planos oficiais.
E existe uma outra escravidão, um tipo de prisão, que é muito presente ainda na vida, talvez de todos nós,. É aquela onde estamos numa prisão de porta aberta. Isso mesmo. Quando nos deixamos dominar por vícios, defeitos, quando não lutamos contra o que é errado e simplesmente nos acomodamos à situação, indo com a corrente, provavelmente estamos presos SEM CORRENTES àquilo que nos escraviza. Por isso, sempre é importante lembrar o valor da liberdade. Quando construímos a vida com fé em Jesus Cristo, e com princípios, fugimos das correntes que nos prendem ao que não presta e solidificamos a liberdade que temos para viver.
E mais: esta liberdade vai acabar nos prendendo, sim. Mas aí, será muito bom. Pois ela nos prende ao que há de melhor que Deus tem para nos oferecer.

P. Lucas André
(MInuto Toque de Vida
Mix FM)

segunda-feira, maio 19, 2014

Faithful Instructions

by Evandro Kopper


There was a man who got lost in the desert. After wandering around for a long, long time his throat became very dry, about that time he saw a little shack in the distance. He made his way  to the shack and found a water pump with a small jug of water and a note.

The note read: "pour all the water into the top of the pump to prime it, if you do this you will get all the water you need".            

Now the man had a choice to make, if he trusted the note and poured the water in and it worked he would have all the water he needed. If it didn’t work he would still be thirsty and he might die. Or he could choose to drink the water in the jug and get immediate satisfaction, but it might not be enough and he still might die. After thinking about it the man decided to risk it.

He poured the entire jug into the pump and began to work the handle, at first nothing happened and he got a little scared but he kept going and water started coming out. So much water came out he drank all he wanted, took a shower, and filled all the containers he could find. Because he was willing to give up momentary satisfaction, he got all the water he needed. Now the note also said: after you have finished, please refill the jug for the next traveler.” The man refilled the jug and added to the note: “Please prime the pump, believe me it works!”

If you think that God is not satisfying you in this life, completely, don’t worry, because this isn’t the only life we have to live. God does not satisfy us momentarily, but eternally. In our eternal life God will provide things unimaginable to us, like water in the desert. Hope when everything is lost. Trust God and you will see.

God's note to us reads, “ Commit your way to the Lord; trust in him and he will do this  … “  Psalm 37.5 

Pump it into your life.  


Written by:
Rev. Evandro Kopper 
Campus Chaplain Carazinho, RS, Brazil



Text  edition:
Ms. Kim Starr
MA Practical Theology & Deaconess Certified
Pleasant Prairie, WI, USA

quarta-feira, maio 14, 2014

Tentação

O nome Manfred Von Richthofen talvez não nos lembre muita coisa, mas seu apelido é conhecido: o Barão Vermelho. Era a cor do Fokker com o qual voava e derrubava aviões, mais do que qualquer outro, na Primeira Guerra Mundial - até onde se sabe, pelo menos 80.

No dia 21 de Abril de 1918, o Barão Vermelho começou a perseguir um avião Canadense que tentava escapar. Na perseguição, acabou entrando atrás das linhas inimigas, mergulhando a uma altitude muito baixa. Não percebeu também outro avião canadense que vinha por trás, auxiliando o amigo. Não se sabe se foi um tiro vindo da terra ou do avião perseguidor que, naquele dia, derrubou o Barão. O que sabemos é que ele acabou morto por cometer o erro de ir longe demais, por tempo temais e baixo demais dentro do território inimigo

Pode não seria diário, mas é frequente. Em muitos momentos, somos barões vermelhos, voando atrás de tentações por muito tempo, muito longe e muito baixo, adentrando a linha inimiga. Esquecemos que não somos invencíveis como gostaríamos de ser. E, quando nos damos conta, estamos prontos para sermos abatidos pelo inimigo.

Nessas horas, existe um lugar aonde ir. Ou melhor, voltar:  junto daquele aonde o Filho de Deus foi – a cruz. Ele foi tão longe, aonde ninguém mais conseguiria ir, porque queria nos trazer para perto. E porque sabia que iria abater o inimigo em sua própria linha.

Ele não apenas nos trouxe para perto, mas deu também a certeza de que podemos voar com Ele para onde formos, pelo tempo que for preciso, na altura em que estivermos. Principalmente, para não nos entregarmos facilmente, e não perdermos de vista os limites das nossas fraquezas frente às tentações. Ele é invencível. Nós, não.

E, ainda, para nos dar a segurança de que, quando formos abatidos,– e isto vai acontecer, somos frágeis -,  não precisamos nos desesperar.

Pois, ao contrário do Barão, não será em definitivo. Ele sempre pode nos fazer voltar a voar.

(fonte da ilustração: www.sermoncentral.com)

P. Lucas André Albrecht

sexta-feira, maio 09, 2014

Mães modelo?

por Herivelton Regiani

"A minha alma anuncia a grandeza do Senhor. O meu espírito está alegre por causa de Deus, o meu Salvador. Pois ele lembrou de mim, sua humilde serva! De agora em diante todos vão me chamar de mulher abençoada, porque o Deus Poderoso fez grandes coisas por mim. O seu nome é santo, e ele mostra a sua bondade a todos os que o temem em todas as gerações." (Trecho do Cântico de Maria, no Evangelho de Lucas)

Dia das Mães é tempo de homenagens, mas também é oportunidade de reflexão sobre o ideal de mãe que cultivamos e as dificuldades que as mães enfrentam para atingi-lo.

No texto acima, vemos que foi na humildade de Maria que Deus mostrou o seu poder. Ele a escolheu para a missão mais especial entre todas as mães, sabendo das dificuldades que enfrentaria e das suas limitações. Assim também, escolhe e acolhe a cada mãe de hoje.
Nem toda mãe é como a modelo dos comerciais de TV. Há mães que lutam muito para conseguir equilibrar as conquistas de trabalho com o zelo pela família e, ainda assim, sentem-se culpadas pelas ausências, pelo tempo que não foi possível dobrar, pelas vezes em que o cansaço superou a delicadeza e a paciência.

Enquanto é bem próprio das mães acolher, há também as mães que precisam ser perdoadas e acolhidas, pois tristemente falharam ou abandonaram sua missão.

É preciso lembrar também os filhos, que nessa data são inundados por sentimentos diferentes, às vezes contraditórios. Para uns, mãe é uma lembrança boa, ainda que dolorosa por causa saudade; para outros, mãe é uma ausência sentida desde o começo da vida, que tenta ser preenchida por outras relações, outras mães, na amizade ou na caridade; alguns até sentem-se mal no meio da festa e das homenagens.

Mas para cada mãe e cada filha e filho, valem as palavras de Maria sobre como podemos contar com o colo divino: "A misericórdia de Deus vai de geração em geração", mesmo com as nossas dificuldades.
Festejando, homenageando, agradecendo ou perdoando, todos podemos lembrar do que o próprio Deus diz: “Será que uma mãe pode esquecer o seu bebê? Será que pode deixar de amar o seu próprio filho? Mesmo que isso acontecesse, eu nunca esqueceria vocês". (Isaías 49.15)

Abençoado Dia das Mães para você e para as pessoas que ama!


P. Herivelton Regiani
Capelão da ULBRA Santa Maria, RS