sexta-feira, maio 23, 2014

Desculpa....mesmo?

Pense quando foi a última vez em que você viu alguém que admitiu um erro e pediu desculpas, ou perdão.
Pense na última vez em que você fez isso.
Mas não pense em: “Me desculpe, mas...”
Nem em: “Posso ter errado, só que...”
Nem ainda: “Eu errei porque...” ou “Errei mesmo, e daí?”
Muito menos: “Tá bem, então, se você quer que eu admita/assuma, eu assumo, pronto. Errei. Desculpa. Tá bom assim?”
Somente: Errei. Desculpe.
Ponto.
São só duas palavras. Mas duas das mais difíceis de serem pronunciadas, escritas, textadas, postadas sem complemento. Quem sabe até pensadas.
Tudo porque faz parte de nossa imperfeição acreditar que reconhecer erros é sinal de fraqueza. Pedir desculpas é para os fracos. Admitir um erro é ficar em desvantagem na selvagem luta por espaço, promoção, atenção, dinheiro, poder, influência.... Talvez, ainda, porque admitir um erro nos faz crer que o outro pode pensar: “se ele errou aqui, em que mais já errou ou vai errar?” E nossa honra, carreira ou reputação podem estar em jogo.
No entanto, reconhecer um erro e pedir desculpa só seria para os fracos se fosse algo fácil de fazer. Pois o que é fácil de fazer, qualquer um faz -  até os fracos.
Só que... não somos todos fracos? Sim, somos. Todos, sem exceção. Neste ponto, entra o autor bíblico para dizer: “quando sou fraco, aí é que sou forte”. Aquele que, diante de Deus, se sabe fraco, torna-se forte por causa Dele. Porque Aquele que parecia fraco, Jesus Cristo, fez o que nem o mais forte conseguiria fazer. Ele é quem dá a força que leva, diariamente, ao arrependimento sincero e à fé firme no perdão e recomeço.
Mostrando que desculpar-se, pedir perdão, tentar mudar, tentar fazer melhor, isso é para os fortes.

Ou seja, aqueles fracos que são fortalecidos pelo Seu amor.


P. Lucas André

terça-feira, maio 20, 2014

Liberdade

Escravidão, sem dúvida, é uma pratica abjeta,que deveria ser varrida do vocabulário de qualquer sociedade. Infelizmente, não é só antigamente que ela acontecia, mas ainda hoje em dia é possível ver, se não a escravidão escancarada, ao menos trabalhos análogos à escravidão. Em alguns casos, travestidos até mesmo de planos oficiais.
E existe uma outra escravidão, um tipo de prisão, que é muito presente ainda na vida, talvez de todos nós,. É aquela onde estamos numa prisão de porta aberta. Isso mesmo. Quando nos deixamos dominar por vícios, defeitos, quando não lutamos contra o que é errado e simplesmente nos acomodamos à situação, indo com a corrente, provavelmente estamos presos SEM CORRENTES àquilo que nos escraviza. Por isso, sempre é importante lembrar o valor da liberdade. Quando construímos a vida com fé em Jesus Cristo, e com princípios, fugimos das correntes que nos prendem ao que não presta e solidificamos a liberdade que temos para viver.
E mais: esta liberdade vai acabar nos prendendo, sim. Mas aí, será muito bom. Pois ela nos prende ao que há de melhor que Deus tem para nos oferecer.

P. Lucas André
(MInuto Toque de Vida
Mix FM)

segunda-feira, maio 19, 2014

Faithful Instructions

by Evandro Kopper


There was a man who got lost in the desert. After wandering around for a long, long time his throat became very dry, about that time he saw a little shack in the distance. He made his way  to the shack and found a water pump with a small jug of water and a note.

The note read: "pour all the water into the top of the pump to prime it, if you do this you will get all the water you need".            

Now the man had a choice to make, if he trusted the note and poured the water in and it worked he would have all the water he needed. If it didn’t work he would still be thirsty and he might die. Or he could choose to drink the water in the jug and get immediate satisfaction, but it might not be enough and he still might die. After thinking about it the man decided to risk it.

He poured the entire jug into the pump and began to work the handle, at first nothing happened and he got a little scared but he kept going and water started coming out. So much water came out he drank all he wanted, took a shower, and filled all the containers he could find. Because he was willing to give up momentary satisfaction, he got all the water he needed. Now the note also said: after you have finished, please refill the jug for the next traveler.” The man refilled the jug and added to the note: “Please prime the pump, believe me it works!”

If you think that God is not satisfying you in this life, completely, don’t worry, because this isn’t the only life we have to live. God does not satisfy us momentarily, but eternally. In our eternal life God will provide things unimaginable to us, like water in the desert. Hope when everything is lost. Trust God and you will see.

God's note to us reads, “ Commit your way to the Lord; trust in him and he will do this  … “  Psalm 37.5 

Pump it into your life.  


Written by:
Rev. Evandro Kopper 
Campus Chaplain Carazinho, RS, Brazil



Text  edition:
Ms. Kim Starr
MA Practical Theology & Deaconess Certified
Pleasant Prairie, WI, USA

quarta-feira, maio 14, 2014

Tentação

O nome Manfred Von Richthofen talvez não nos lembre muita coisa, mas seu apelido é conhecido: o Barão Vermelho. Era a cor do Fokker com o qual voava e derrubava aviões, mais do que qualquer outro, na Primeira Guerra Mundial - até onde se sabe, pelo menos 80.

No dia 21 de Abril de 1918, o Barão Vermelho começou a perseguir um avião Canadense que tentava escapar. Na perseguição, acabou entrando atrás das linhas inimigas, mergulhando a uma altitude muito baixa. Não percebeu também outro avião canadense que vinha por trás, auxiliando o amigo. Não se sabe se foi um tiro vindo da terra ou do avião perseguidor que, naquele dia, derrubou o Barão. O que sabemos é que ele acabou morto por cometer o erro de ir longe demais, por tempo temais e baixo demais dentro do território inimigo

Pode não seria diário, mas é frequente. Em muitos momentos, somos barões vermelhos, voando atrás de tentações por muito tempo, muito longe e muito baixo, adentrando a linha inimiga. Esquecemos que não somos invencíveis como gostaríamos de ser. E, quando nos damos conta, estamos prontos para sermos abatidos pelo inimigo.

Nessas horas, existe um lugar aonde ir. Ou melhor, voltar:  junto daquele aonde o Filho de Deus foi – a cruz. Ele foi tão longe, aonde ninguém mais conseguiria ir, porque queria nos trazer para perto. E porque sabia que iria abater o inimigo em sua própria linha.

Ele não apenas nos trouxe para perto, mas deu também a certeza de que podemos voar com Ele para onde formos, pelo tempo que for preciso, na altura em que estivermos. Principalmente, para não nos entregarmos facilmente, e não perdermos de vista os limites das nossas fraquezas frente às tentações. Ele é invencível. Nós, não.

E, ainda, para nos dar a segurança de que, quando formos abatidos,– e isto vai acontecer, somos frágeis -,  não precisamos nos desesperar.

Pois, ao contrário do Barão, não será em definitivo. Ele sempre pode nos fazer voltar a voar.

(fonte da ilustração: www.sermoncentral.com)

P. Lucas André Albrecht

sexta-feira, maio 09, 2014

Mães modelo?

por Herivelton Regiani

"A minha alma anuncia a grandeza do Senhor. O meu espírito está alegre por causa de Deus, o meu Salvador. Pois ele lembrou de mim, sua humilde serva! De agora em diante todos vão me chamar de mulher abençoada, porque o Deus Poderoso fez grandes coisas por mim. O seu nome é santo, e ele mostra a sua bondade a todos os que o temem em todas as gerações." (Trecho do Cântico de Maria, no Evangelho de Lucas)

Dia das Mães é tempo de homenagens, mas também é oportunidade de reflexão sobre o ideal de mãe que cultivamos e as dificuldades que as mães enfrentam para atingi-lo.

No texto acima, vemos que foi na humildade de Maria que Deus mostrou o seu poder. Ele a escolheu para a missão mais especial entre todas as mães, sabendo das dificuldades que enfrentaria e das suas limitações. Assim também, escolhe e acolhe a cada mãe de hoje.
Nem toda mãe é como a modelo dos comerciais de TV. Há mães que lutam muito para conseguir equilibrar as conquistas de trabalho com o zelo pela família e, ainda assim, sentem-se culpadas pelas ausências, pelo tempo que não foi possível dobrar, pelas vezes em que o cansaço superou a delicadeza e a paciência.

Enquanto é bem próprio das mães acolher, há também as mães que precisam ser perdoadas e acolhidas, pois tristemente falharam ou abandonaram sua missão.

É preciso lembrar também os filhos, que nessa data são inundados por sentimentos diferentes, às vezes contraditórios. Para uns, mãe é uma lembrança boa, ainda que dolorosa por causa saudade; para outros, mãe é uma ausência sentida desde o começo da vida, que tenta ser preenchida por outras relações, outras mães, na amizade ou na caridade; alguns até sentem-se mal no meio da festa e das homenagens.

Mas para cada mãe e cada filha e filho, valem as palavras de Maria sobre como podemos contar com o colo divino: "A misericórdia de Deus vai de geração em geração", mesmo com as nossas dificuldades.
Festejando, homenageando, agradecendo ou perdoando, todos podemos lembrar do que o próprio Deus diz: “Será que uma mãe pode esquecer o seu bebê? Será que pode deixar de amar o seu próprio filho? Mesmo que isso acontecesse, eu nunca esqueceria vocês". (Isaías 49.15)

Abençoado Dia das Mães para você e para as pessoas que ama!


P. Herivelton Regiani
Capelão da ULBRA Santa Maria, RS

segunda-feira, maio 05, 2014

Basicamente bons?


”As pessoas são basicamente boas. Dê a elas uma chance de fazer algo bom e elas farão.”

Não é uma linha de pensamento tão incomum. Ao contrário, bastante disseminada, até. No entanto, existem várias formas de mostrar que isto não confere com a realidade.

Uma delas foi uma pesquisa da Clemson University, que colocou tartarugas de plástico na beira de estrada, como se estivessem tentando atravessar a rua, para ver se alguém iria para ajudar. As pessoas não só não pararam, como vários carros passaram pelo acostamento por cima de várias delas.

Outra: pessoas que vão de porta em porta, ou na rua, pedindo ajuda para uma parte que morreu ou uma tia que está mal. Ali adiante, são flagradas como impostoras, apenas atrás do dinheiro.

Estes dois casos são ainda mais curiosos pois, as pessoas saíram da linha para fazer algo ruim, quando poderiam não ter feito nada, só ficar na delas,

Só que falar dos outros é fácil. Difícil é olhar para dentro. Pois eu posso não passar por cima de tartarugas de plástico nem pedir dinheiro, mas posso ser o que detona outros na internet, julga sem saber dos fatos, faz uma fofoca, se omite no auxiliar ou defender alguém,... e tantos outros erros que estamos sempre sujeitos a cometer. A prova definitiva de que não nascemos nada bem é o fato de que todos morremos. Como diz a Bíblia, “O salário do pecado é a morte”. Já que todos morrem, todos, do começo ao fim da vida, têm este mal dentro de si. Precisamos, portanto, todos reconhecer que não somos bons como gostaríamos de ser. Nem perto disso.

É importante, no entanto, não esquecer que o Bem existe, sim. E não só como conceito, mas como Pessoa. Jesus Cristo mudou a realidade humana, pela fé, mudando o mal em bem e o errado em certo. Ele caminha ao lado, pela fé, para termos no coração o Bem – perdão, salvação e paz-, e também podermos colocar em pratica o bem. Fazer o que é bom. Mesmo quando o que não é bom é o que está mais ao alcance.

O básico, portanto, é termos a Ele, que é Bom e cujo amor dura para sempre. Movidos por esta fé, não há duvida de que conseguiremos fazer alguma mudança acontecer. 

Ainda que em passos de tartaruga.


(ilustração a partir de uma ideia de LHM)


P. Lucas André Albrecht

Down the road

by Kim Starr


Yesterday, as I was driving down the road, I noticed the one of the dashboard lights lit up. Ahyes, it was reminding me that I had less than 35 miles (yep! I've got a great 10 yr old Chevy Cav that has always given great gas mileage.) before running out of gasoline. And so, I began the deliberate hunt for a gas station.

Why deliberate? Well, for the last few days as I have passed them the prices jumped up $.10/gal, then $.18/gal, then $.40/gal. UGH! Really. Well, of course, this is all about Russia and its invasion of Crimea and now eastern Ukraine. It wasn't as though I didn't expect I'd run low on gas. No, instead, I thought to continue down the road meant a lower price.

Yet, that red light quietly told me, "no, you can't wait much longer." And so, I decided I'd get gas at $3.97/gal. Yikes! But, I chose to buy only two gallons. I could buy time...down the road.

Then today, four days after that, you guessed it...the red light quietly lit up. And so, I took a risk and drove 25 miles to my job expecting that I'd find something less expensive, down the road. I did. Only $3.73/gal.

Is this what we do in all things?
If we disappoint God do we think that "down the road" he will be less disappointed?
Do we hope that we will not have to ask forgiveness "down the road?"

Forgiveness is granted, no matter when down the road. However, it is so much better, so much more mature to face it exactly where we are on the road, not hoping for a "pass" to "get away with whatever the offense." God is good. All the time. And, all that he gives is good. Yet, we forget, his goodness is not as narrow or biased as our good. His good covers all time, all people and his entire kingdom's purpose...now and down the road.

So, fill up now, right away, on his goodness. His forgiveness.Never put it off. It is invaluable, priceless and always freely offered due to Jesus' sacrifice down the road into Jerusalem.


Written by:

Ms. Kim Starr 
MA Practical Theology & Deaconess Certified
Pleasant Praise, WI, USA