Basicamente bons?


”As pessoas são basicamente boas. Dê a elas uma chance de fazer algo bom e elas farão.”

Não é uma linha de pensamento tão incomum. Ao contrário, bastante disseminada, até. No entanto, existem várias formas de mostrar que isto não confere com a realidade.

Uma delas foi uma pesquisa da Clemson University, que colocou tartarugas de plástico na beira de estrada, como se estivessem tentando atravessar a rua, para ver se alguém iria para ajudar. As pessoas não só não pararam, como vários carros passaram pelo acostamento por cima de várias delas.

Outra: pessoas que vão de porta em porta, ou na rua, pedindo ajuda para uma parte que morreu ou uma tia que está mal. Ali adiante, são flagradas como impostoras, apenas atrás do dinheiro.

Estes dois casos são ainda mais curiosos pois, as pessoas saíram da linha para fazer algo ruim, quando poderiam não ter feito nada, só ficar na delas,

Só que falar dos outros é fácil. Difícil é olhar para dentro. Pois eu posso não passar por cima de tartarugas de plástico nem pedir dinheiro, mas posso ser o que detona outros na internet, julga sem saber dos fatos, faz uma fofoca, se omite no auxiliar ou defender alguém,... e tantos outros erros que estamos sempre sujeitos a cometer. A prova definitiva de que não nascemos nada bem é o fato de que todos morremos. Como diz a Bíblia, “O salário do pecado é a morte”. Já que todos morrem, todos, do começo ao fim da vida, têm este mal dentro de si. Precisamos, portanto, todos reconhecer que não somos bons como gostaríamos de ser. Nem perto disso.

É importante, no entanto, não esquecer que o Bem existe, sim. E não só como conceito, mas como Pessoa. Jesus Cristo mudou a realidade humana, pela fé, mudando o mal em bem e o errado em certo. Ele caminha ao lado, pela fé, para termos no coração o Bem – perdão, salvação e paz-, e também podermos colocar em pratica o bem. Fazer o que é bom. Mesmo quando o que não é bom é o que está mais ao alcance.

O básico, portanto, é termos a Ele, que é Bom e cujo amor dura para sempre. Movidos por esta fé, não há duvida de que conseguiremos fazer alguma mudança acontecer. 

Ainda que em passos de tartaruga.


(ilustração a partir de uma ideia de LHM)


P. Lucas André Albrecht
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