quarta-feira, novembro 30, 2016

Tempo de uma vida

Escrevi este texto há dois anos, quando perdi meu filho de sete semanas. 
Compartilho com todos os que choram a dor da perda, desejando que o amor de Deus e a esperança da Vida em Jesus Cristo abrace seus corações. Como o fez com o meu.

Pastor Lucas André.

O vovô faleceu aos 91 anos. Por nove décadas, alegrou a vida de muitas pessoas.
Aquela senhora teve o fim de sua vida perto dos 50. Foram muitos anos nos quais certamente trouxe sorrisos e impactou vidas.
O jovem morreu antes dos 20. Foi um momento muito duro e dolorido, no entanto, foram quase 20 anos em que iluminou e alegrou a vida de muitos.
O casal, depois de ouvir o coração do bebê na sétima semana, recebeu a noticia, na nona, de que a gravidez não havia prosseguido.
Quanto tempo uma vida precisa existir para trazer alegria às nossas vidas? 70 anos? 7 meses? 7 semanas?
Jesus Cristo utilizou cerca de 33 anos quando esteve conosco para cumprir sua missão e se tornar a pessoa mais importante de nossas vidas. Ele não apenas nos faz sorrir como traz felicidade no estado pleno. E não precisa de mais que um segundo para fazer esta certeza valer para um coração.
No caso especifico daqueles corações que nos deixam, traz a noticia que realmente conforta: o tempo humano é especifico, o de Deus, não tem fim. Sejam sete dias ou oito décadas que você tenha vivido com alguém, quando você e este alguém vivem ligados a Ele, há uma eternidade inteira pela frente, com muito mais do que sorrir.
Não sabemos quanto tempo ainda vamos ter com as vidas que nos fazem sorrir aqui. Mas sabemos que, desde agora, podemos aproveitar cada segundo, e agradecer a Deus pelo tempo que esta vida durar.
Pois, se o tempo de uma vida importa, muito mais importante é o quanto Deus, por meio dela, faz nosso coração se alegrar.

segunda-feira, novembro 28, 2016

Letras Juntas



A letra U não parece ser sinônimo de algo ruim, não é verdade? Palavras como União, Unidade e Universidade indicam coisas boas e proveitosas.

Também a Letra I pode ser lembrada por boas referências, como Inteligência, Inovação e Identidade.

Tampouco a Letra T pode ser temida, já que Trabalho, Tempo e Tenacidade fazem parte da nossa lista de coisas importantes.

Mas quando as três estão juntas, aí acontece o problema: UTI.

Só de ouvir falar que alguém está na UTI o arrepio já nos percorre as costas, mesmo quando o risco de morte é reduzido. Estas três letras juntas, na sequência, estão longe da nossa lista de “coisas que gostaria de ouvir a qualquer hora do dia”.

Talvez esse seja o problema de algumas coisas andarem errado em nossas vidas. Determinado comportamento até que não é de todo ruim. Aquela tal pessoa não chega a ser má influência. O costume de ingerir, comer, fazer ou tentar aquela outra coisa também não parece ser tão ofensivo. Mas quando algumas delas andam juntas, ou em exagero, e aí que o estrago começa a ser maior.

É o que acontece, por exemplo, quando várias pessoas, que sozinhas até se comportariam bem, se juntam e permitem que o nível de palavras ou atitudes vá para baixo. Quando um hábito não tão ruim que temos é combinado com a impropriedade do momento. Quando permitimos que o trabalho ande junto com comportamentos que a ele não se adequam. Quando o casamento anda junto com companhias erradas. Até mesmo a fé, quando acompanhada de pensamentos e atitudes que, unidos, conduzem um fanatismo que pode cegar.

Quando andam juntas, algumas coisas podem nos deixar mal. Com risco de morte. Eterna.

Já estas cinco letras separadas, podem dizer pouco, mas juntas, dizem tudo. JESUS. Pois elas lembram que este risco de morte está afastado e que as letras V-I-D-A ganham sentido e fundamentação. Quando andamos junto a ele, e junto ás coisas que, juntas, constroem, sempre será um som que vamos querer ouvir. O tratamento intensivo que nosso coração recebe junto a esta fonte de amor fortalece nosso ser e sustenta nosso viver. Para termos, com qualidade, tempo, identidade, trabalho, unidade, trabalho, união... E mais tudo de bom que o alfabeto possa indicar.

São as letras que, quando juntas, indicam Aquele que nos faz andar bem. E sempre na direção certa.




P. Lucas André Albrecht

domingo, novembro 27, 2016

**12 anos!



No sábado, 26.11, a Ulbra TV completa 12 anos no ar, levando formação, informação e entretenimento ao público gaúcho e brasileiro.

E o Toque de Vida tambem celebra esta data! O primeiro Toque de Vida foi ao ar naquele dia 26.11.2004, com a Ulbra TV, e permanece até hoje comunicando música e mensagem para nossas vidas.

De lá para cá, o projeto se expandiu, agregando o Blog do Toque de Vida, as mensagens semanais por email, Página do Facebook, Minuto Toque de Vida na Mix FM e o Drops Toque de Vida na programação da ULBRA TV.

Nossa gratidão a Deus, por permitir que este projeto seja feito, por muitas mãos e corações, para que Seu amor chegue a muitos! E muito obrigado a você, leitor(a)/telespectador(a)/ouvinte, que nos acompanha e faz com que este projeto tenha sentido e objetivo!

Parabéns à ULBRA TV
E muito obrigado a você!


 








Soli Deo Gloria!

sexta-feira, novembro 04, 2016

Fidelidade

Quando querem provocar rivais, muitos torcedores de futebol utilizam uma pergunta direta: há quanto tempo seu time não ganha um titulo importante? Pois isto parece ser essencial para a vida de um clube e sua torcida. 
A resposta pode variar, de lugar para lugar e time para time. Mas a resposta a uma outra pergunta normalmente é a mesma, em qualquer lugar do pais e do mundo: quanto tempo seu time tem que ficar sem ganhar títulos para que você o abandone? Ou desista e troque por outro?

Os torcedores do Chicago Cubs, time de beisebol norte-americano, estavam há 108 anos sem ganhar a World Series, o campeonato nacional da modalidade. A ultima final disputada foi em 1945. E perderam. Há muitos que passaram a vida inteira sem ver um titulo conquistado. No dia 03 de novembro de 2016, venceram os Cleveland Indians, conquistando o troféu pela primeira vez em mais de um século.

Durante este tempo todo, quantos torcedores do Cubs abandonaram o time, ou trocaram por outro?

Acredito que sabemos a resposta. Em alguns contextos ela é tão obvia “Jamais abandonarei meu time”, que chega a assustar. Pois há tantas coisas mais importantes que são trocadas com facilidade – pessoas, lugares, objetos, fé, igreja, princípios, caráter... – que tal fidelidade a um time, a um esporte, parece ser o sentido da vida, ou quase uma religião.

Já quando os cristãos declaram fidelidade a Deus e confiança no que Jesus disse – de que irá voltar para o Dia Final -, não raramente soa como utopia e limitação de mentalidade. Significaria estar preso a algo tolo, que nunca cai acontecer. Representaria ser inocente e acreditar em qualquer coisa...  Pois, neste caso, passaram-se não 10, 108 ou 500 anos. Já são vinte e um séculos. E nada acontece. Só pode ser um ‘torcedor iludido’....

O autor bíblico Pedro, que já enfrentava estas zombarias, lembra: “Não é demora. É amor”. Deus não está atrasado, nem demorando, em cumprir sua promessa. Ele está demonstrando paciência. Amor. Cuidado pelo ser humano. O troféu não precisa ser conquistado – Jesus Cristo já jogou o jogo e já venceu a morte. Quem vive na fé neste titulo, nunca vai se decepcionar. Durante o tempo de sua vida, aquele que está firmado nesta fé sabe que não tem porque desistir. Pois sabe que uma grande comemoração o espera ali adiante. 

E ela não vai durar somente até a manhã seguinte.

Ela não acaba. Ela é eterna.




P. Lucas André Albrecht