quinta-feira, abril 23, 2015

Gêmeos

Observe esta foto, de duas irmãs gêmeas do Reino Unido.


Bem...na verdade, não é verdade. Ah, claro, a foto é real. Mas elas não são gêmeas. Não são irmãs, nem parentes. Sequer se conheciam. NiamhGeaney e Sophie Robehmed encontraram-se através de uma página doFacebook. Um projeto de Sophie com amigos, que propõe o desafio entre eles de encontrarem seu “gêmeo desconhecido”. Sophie, claramente, está em vantagem.

Levou algum tempo, alguns dias, mas Sophie encontrou alguém que é exatamente igual a ela,.

Quanto tempo levamos para descobrirmos a mesma coisa? De que temos à nossa volta centenas de irmãos “gêmeos estranhos”; pessoas exatamente iguais a nós?

O mesmo ser humano, com o mesmo pecado, com as mesmas angústias, como as mesmas necessidades. O mesmo ser humano que quer amar, viver, aprender, talvez deixar um legado. O mesmo ser humano que, sozinho, não consegue ir muito longe e que, somado a outro, pode ir mais longe do que poderia imaginar.

Quanto tempo?

Provavelmente, o tempo de realizarmos que Jesus Cristo foi, e é, um ser humano, igual a nós. Um gêmeo desconhecido que se fez conhecer, em carne e osso. Ele era praticamente idêntico a nós, com a diferença que não tinha pecado.

Depois de algum tempo, concretizou o que veio fazer. Abrir nossos olhos para a certeza do Pai que nos ama e, assim, pela fé, podemos olhar para todas as pessoas ao nosso redor como gêmeos idênticos, ainda que estranhos. Pois todos somos identicamente olhados com amor pelo Pai, que não quer ninguém longe, mas sim, todos bem perto do seu Filho. Todos irmãos.

Junto a Ele, podemos ir mais longe do que sequer podemos imaginar.



(P. Lucas André Albrecht)

quinta-feira, abril 16, 2015

RIQUEZA

675,000 dólares.

Que valor é este? Prêmio de Loteria? Venda de uma casa? Impostos pagos em um ano? Riqueza acumulada em uma vida de trabalho?

Nada disso. Trata-se de... troco.. Moedas que as pessoas deixam cair e não percebem, ou não param para ajuntar. E isto só nos aeroportos americanos no ano de 2014. A informação é da TSA, agência responsável pela segurança aérea naquele país. “Sempre tentamos reunir as pessoas com aquilo que elas perdem”, disse um funcionário. “Mae em alguns casos, como das moedas, isto se torna impossível”. Até porque ninguém volta para reclamar o que é seu’

Quem diria... Uma moedinha que se deixa cair aqui e ali soma, ao final do ano, uma quantia que poderia mudar uma vida.

Parece com os pequenos ‘trocos’ que esquecemos que deixamos cair em relacionamentos diários. Parece tão pouco dizer uma palavra errada aqui, uma ofensazinha leve ali, uma desconsideração mais adiante. Seguimos em frente gastando a paciência, a energia e o coração das pessoas e achamos que tudo está bem.

Ao final de um período, no entanto, frequentemente estes trocos voltam na forma de uma grande volume de mágoa, ressentimento. E muita dor. Acabamos mudando uma vida. Só que para pior.

A troca que Jesus Cristo fez no alto de uma cruz foi para trazer um cenário diferente. Toda a divida que tínhamos, foi paga para, pela fé, poder ser feita a troca feliz:  erro por perdão, tristeza por segurança, frieza por consideração. Podemos viver, pela fé, notando melhor as pequenas coisas, antes que fiquem grandes. Voltar para reclamar, quer dizer, para ouvir, para recuperar. E investir não trocados, mas esforço inteiro em cultivar relacionamentos, pessoas, vidas.

A matéria relata, ainda, que, desde o surgimento o Iphone, em 2007, a perda de pequenas moedas aumentou em cidades como, por exemplo, Nova York. Não parece ser mera coincidência com o que a tecnologia móvel pode fazer com muitos relacionamentos, trocados por vaidades e coisas efêmeras, gerando mais dor e decepção.

Deus nos convida a trocarmos a vida feita de pequenos trocos por um amar de forma integral.

E Ele sempré quer nos reunir com aquilo que perdermos. Porque é riqueza para levarmos pela a vida toda.


(P. Lucas André Albrecht)

sexta-feira, abril 10, 2015

Por que tanta bandidagem?

por Marcos Schmidt

As notícias da bandidagem tomam conta nos jornais e nas conversas. Roubos, assaltos, violência, assassinatos são rotina. O que está acontecendo? Será que os bandidos aprenderam com a roubalheira do Lava-Jato e com toda a corrupção no país? Ou é falta de punição, cadeia, castigo com mais rigor? É a ausência da polícia nas ruas? São as drogas que viram epidemia? São os desajustes e conflitos familiares? São os lares sem pai nem mãe, sem educação e estrutura? Ou a culpa é da internet, redes sociais, da influência negativa dos meios de comunicação? Ou é a própria ganância, cobiça, ambição? Quais os reais motivos para tanta delinquência, criminalidade, violência, roubos, assassinatos, desonestidade, desordem social?

Poderia simplesmente dizer que é a falta de Deus na vida desta gente má. E não estaria errado. Qualquer pesquisa pode confirmar que pessoas religiosas, via de regra, não se metem na criminalidade. Claro, têm os lobos disfarçados de ovelhas, os bandidos com a Bíblia na mão, os Judas que vendem Jesus. Mas são exceções e logo descobertos. Com respeito a fé cristã, a Bíblia lembra que “se não vier acompanhada de ações, é coisa morta” (Tiago 2.17).  No entanto, as virtudes morais não configuram monopólio cristão ou religioso. Ateus e pessoas sem igreja também carregam o princípio da segunda tábua dos dez mandamentos bíblicos, que é respeitar pai e mãe, não matar, não adulterar, não roubar, não difamar. A diferença é que a união com Cristo transforma para uma vida de boas obras (Efésios 2.9).

Agora, cristão ou não cristão, religioso ou ateu, todos temos uma natureza má, e precisamos da dureza da lei para sobreviver em sociedade. Se as regras civis são violadas, há bagunça, caos. E se não existe justa punição aos infratores, as leis perdem seu efeito. Há muitas razões para tanta bandidagem, mas a principal, de fato, é a impunidade. Isto cabe aos governos, aos políticos, à polícia. Enquanto isto, existe outro caminho, o Evangelho de Cristo que faz a cidade mais segura.


Rev. Marcos Schmidt
Novo Hamburgo, RS