terça-feira, abril 30, 2013

Videoclipe: Mais Viver

Está no ar o novo videoclipe da Banda Mais Viver, da Pastoral da ULBRA.

A canção "Mais Viver" teve suas imagens captadas na capela do campus da ULBRA em Canoas. A produção é  da Banda Mais Viver e ACPA (Associação Cristã de Produção Audiovisual).

Clique e assista!




Baixe a canção:: http://www.ulbra.br/bandamaisviver/ma...

Realização:: ACPA (Associação Cristã de Produção Audiovisual)
Imagens: Laércio Leitzke
Edição: Laércio Leitzke e Lucas Albrecht
Produção: Mais Viver e ACPA
Pòs-produção: Laércio Leitzke
Direção: Lucas Albrecht

Mais Viver é:
Eduardo Alves - Bateria
Djenane Albrecht: Vocal
Paulo Brum - Baixo e instrumental
Lucas Albrecht - Violão e guitarra

Crer e ver



Você certamente já ouviu falar de São Tomé, aquele do “ver para crer”. Do ponto de vista racional e científico, é até mesmo possível afirmar que todos somos assim, certo?

Não creio. Se observarmos bem, o que realmente acontece é que nós acreditamos naquilo que queremos acreditar. Pois quando não queremos, o não ver torna-se o argumento mais à mão. Já quando queremos acreditar, uma única justificativa já serve de sustentação.

Alguns exemplos:
Garra – alguém de nós já viu e pode comprovar cientificamente que ‘garra’ existe? No entanto, é muito difícil achar alguém que não acredite que ela exista.
Silêncio – Ninguém de nós nunca viu o silêncio. No entanto, provavelmente todos nós acreditamos que ele exista. Não vemos e nem ouvimos.
Felicidade – Não é possível enxerga-la, mas todos acreditam nela, tanto que é considerado um direito legitimo procurá-la.

Muitas outras coisas poderiam entrar nesta lista. Intangíveis e invisíveis como solidariedade, paciência, inteligência emocional; e também previsões, ovnis, promessas de times de futebol e de campanha, e tantas outras coisas. Até os considerados fatos do passado precisamos acreditar, em certa medida. Ninguém de nós pode vê-los, apenas procuramos comprová-los pelo que até nós chegou.

No fundo, o ser humano é crente. E isto inclui até os que se declaram agnósticos ou ateus. Por outro lado, quanto não queremos acreditar, não cremos nem que vejamos a coisa na nossa frente.
Com Jesus Cristo isto aconteceu. Com a Bíblia, acontece até hoje. A diferença é que aqui, antes do nosso querer, vem o realizar de Deus. Ele age, para que possamos crer. E passarmos a ver o que só a fé revela aos olhos e ao coração.

E é por isso que Jesus disse a Tomé “Bem-aventurados os que não viram e creram”. A fé é justamente a certeza do que não se vê. Fundamentada na Verdade, se a apega ao que recebe da Sua Palavra. E, neste caso, o ser crente se refere a nada menos que DEUS! Não é num time, numa pessoa, num objeto desconhecido, nenhuma ideia qualquer. É o Criador e Mantenedor do mundo e da vida.

No fundo, todos somos crentes. Alguns admitem. outros, apenas o fazem de outra forma. Mas quem está em Jesus Cristo, não está apenas em fé como senso comum. Está na comum unidade que somente a fé Nele é capaz de trazer.

E da qual também fez parte o próprio São Tomé.


Rev. Lucas André Albrecht

terça-feira, abril 23, 2013

Depoimentos - Congresso de Universitários Cristãos

Confira depoimentos de alguns dos participantes do IV Congresso Gaúcho de Universitários Cristãos, realizado na ULBRA Canoas no dia 20.04.2013.

video




update:
Conexão e inspiração

Congresso de Universitários Cristãos em Canoas enfatizou conexão com perfis reais

Emoção na oficina conduzida pelo professor Thomas Heimann, "Cuidando do outro", não foi algo incomum. Da mesma forma que risos, na oficina de “Música e Canto” com o Pastor e Maestro Paulo Brum. A professora Sandra, com a "Expressão corporal", despertou a criatividade dos jovens, enquanto o Prof. Adriano Teiga, em "Dinâmica de grupo", desconstruía para reconstruir o tema e promover momento de interação. O IV Congresso de Universitários Cristãos, realizado pela ANEC e a Pastoral da ULBRA, no campus da Universidade em Canoas, trouxe cerca de 50 participantes para passarem o sábado, 20,04, conectados a pessoas reais.

Na abertura, um bate-papo e reflexão sobre conexão x desconexão entre o capelão da Escola Ulbra Cristo Redentor, Rev. Herivelton Regiani e o capelão da ULBRA Canoas, Rev. Gerhard Grasel. Durante o dia seguiram-se as oficinas e, perto do fim, comentários de avaliação. Tudo concluído com louvor e adoração, conduzido pelo pastor Paulo e grupo Líder de Louvor acústico. Nos intervalos, a interação entre os participantes mostrou que a vivência era efetiva. Todos estavam dispostos a se conectar a perfis reais.  

Estiveram presentes universitários e pastoralistas da ULBRA, PUCRS, Faculdades Dom Bosco, Unisinos, LaSalle, UCPEL, UFPEL,  ANEC-RS, CELSP (mantenedora da ULBRA), além de outros jovens participantes. Ao longo de todo o dia, tornou-se perceptível que os congressistas, de fato, se conectaram de forma intensa e especial. Um dia de inspiração e renovação para a vida e o trabalho Pastoral.


Pastoral da ULBRA

Mais viver


segunda-feira, abril 22, 2013

Clipe "Mais Viver'

Do Facebook da https://www.facebook.com/bandamaisviver

O Laércio, da ACPA, nos enviou hoje as primeiras imagens oficiais do clipe "Mais Viver". De hoje até dia 30 vamos postar mais algumas. Acompanhe!

Dia 30,04, lançamento oficial - Ulbra TV e You Tube!


sexta-feira, abril 19, 2013

Conexão com o fundamental: um desafio para os cristãos

por Natália Scholz

Acontece amanhã (20) o IV Congresso Gaúcho de Universitários Cristãos, que será na Universidade Luterana do Brasil – Ulbra, em Canoas – RS, a partir das 9h. O Instituto Humanitas Unisinos – IHU será representado por Ana Maria Casarotti, colaboradora na área de Espiritualidade.
Segundo Lucas André Albrecht, pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil – IELB, capelão da Ulbra e um dos organizadores do evento, a ideia do tema “Desconectar para conectar, vivendo um dia conectado a perfis reais” surgiu de um vídeo de uma operadora de telefonia, convidando as pessoas a não deixarem de enxergar o que está à sua volta por causa do exagero na conexão virtual. “Assim, pensou-se em convidar o jovem a deixar um pouco de lado seu celular e computador para conectar-se a perfis reais”, conta.


Albrecht enfatiza que o tema não tem como intenção “demonizar” a tecnologia, mas sim valorizar a presencialidade: “É um convite a desconectar-se do que for exagerado para conectar-se ao que é fundamental, relembrar o jovem de que, por trás da tecnologia e dos aparelhos sempre estão pessoas e que elas precisam de conexão pessoal, emocional, espiritual. Um dos grandes desafios do século XXI para o ser humano é não deixar de ser… humano! Especialmente o jovem cristão, que vê no outro a obra da criação de Deus e que tem o compromisso de amar o próximo como a si mesmo”.
O diferencial das universidades cristãs, segundo o pastor, é a promoção de espaços e oportunidades para os estudantes terem acesso à Palavra de Deus. “A universidade cristã deve mostrar que a Palavra continua a ter relevância a cada novo ano ou século, independentemente dos avanços que o ser humano possa desenvolver”, afirma.
Assim, um dos objetivos do Congresso é incentivar os jovens a se mobilizarem dentro do ambiente acadêmico e a proporem cada vez mais ações nesse espaço.
Para saber mais, acesse a página do evento no Facebook. As inscrições podem ser feitas na hora, a partir das 8h30min, com o valor de R$ 20,00 (almoço incluso). O evento será no prédio da Odontologia, que  é o primeiro logo após o Hospital Universitário, na entrada do campus.

Fonte: Blog do Instituto Humanitas Unisinos (IHU)

quinta-feira, abril 18, 2013

Desconectar para conectar

A ULBRA Canoas recebe, pela primeira vez, o Congresso Gaúcho de Universitários Cristãos. Em sua quarta edição, o evento convida os acadêmicos de todas as religiões a refletir sobre o tema "Desconectar para conectar". A proposta é incentivar o contato real com o próximo, em um mundo cada vez mais imerso na tecnologia, na internet e nas redes sociais. 

Para mais informações e inscrições, acesse:http://bit.ly/13fYBtI


Fonte:  Facebook ULBRA

quarta-feira, abril 17, 2013

Coro Universitário participa de atividades no Dia da Voz



O curso de Fonoaudiologia da ULBRA Canoas promoveu na terça-feira, 16.04, atividades alusivas ao Dia da Voz com o objetivo de chamar a atenção para os cuidados que devem ser observados e contribuem na prevenção de problemas.
Pela manhã, alunas do curso, em parceria com estudantes da Residência Multiprofissional, realizaram um teatro sobre a saúde vocal e uma palestra sobre hipertensão na Associação de Moradores do Bairro Santo Operário, em Canoas. A atividade foi desenvolvida juntamente com a equipe de Estratégia de Saúde da Família da Unidade Básica daquela região.  
No campus, durante a chegada dos estudantes do turno da noite, o Coro Universitário da ULBRA cantou enquanto alunas e professores faziam a distribuição de copos de água e material explicativo sobre os cuidados com a voz no saguão do prédio 11. A apresentação também fez parte do movimento internacional The Choral Concerts, que será realizada em diversos países, no mesmo horário.

Dicas para você ser amigo da sua voz

Fale sem esforço e articule bem as palavras
Mantenha uma boa postura corporal ao falar
Hidrate-se
Evite falar por longos períodos, principalmente em ambientes ruidosos
Mantenha uma dieta saudável
Evite bebidas alcoólicas em excesso, fumo, bem como outras drogas
Fique atento aos sintomas de alteração vocal como cansaço, ardor ou dor ao falar, falha na voz, mudança de tom ou rouquidão
No caso de problemas vocais, procure um fonoaudiólogo e um médico otorrinolaringologista.

Fonte: ACS ULBRA 

Doença e cura


Mais uma vez, a Bíblia estava certa. O nome disso é pecado.

Um rapaz foi morto durante um assalto em São Paulo, O criminoso, depois de tirar os pertences da vítima, simplesmente atirou na cabeça a sangue frio, para matar. Não houve reação. Apenas a morte estúpida e brutal.

Será que existe alguém que defenderia ou desculparia o assassino?

Infelizmente, parece que sim. E, curiosamente, com o já superado discurso da ‘vulnerabilidade social’, ‘pobreza’, ‘falta de opção e de educação’ e similares. Falando também sobre o tema da redução da maioridade penal, um representante oficial chegou a dizer: “Queremos dar ao jovem alternativas de trabalho, cultura, lazer, formação profissional; uma possibilidade que não seja o crime. Nossa ênfase é isso. Reduzir a menoridade penal é uma lógica que não tem fim””.

O raciocínio desta linha, no entanto, não tem como resistir ao mais elementar, como por exemplo. se tantos jovens em idêntica situação escolheram não ir pelo caminho do crime, mas tentar uma vida honesta, porque achar desculpas para quem optou por ser criminoso?

Como mencionado no inicio, a Bíblia tinha razão. O nome disso é pecado, aquela ‘doença’ com que todos nascemos e nos inclina para o mal. Não adiante arrumar desculpas. Até mesmo porque não é uma opção, é uma condição humana. Já nascemos assim. E aí matamos, roubamos, mentimos, invejamos, cobiçamos, falamos mal do próximo, fazemos escolhas erradas; nos omitimos, andamos pelo acostamento, falamos palavrão, usamos o outro,....e toda a lista de desvios a que esta doença nos leva e que os 10 mandamentos resumem muito bem.

No âmbito civil humano, é preciso punição, e não enrolação. Claro, busca pela recuperação também. Mas não parece ser o melhor caminho punir a vitima ao justificar o agressor. Como a doença, do ponto de vista humano, não tem cura, vai sempre se manifestar de um ou de outro jeito, seja em que faixa da população se esteja. Não há outro jeito senão procurar tratá-la com a Lei civil.

No cenário bíblico, no entanto, é diferente. A cura já foi providenciada. Ela aconteceu naquele homicídio – ou, ao menos julgamento sumário, - na Palestina. Com a execução de Jesus Cristo na cruz, esta doença teve seu remédio conquistado: Perdão;  Do ponto de vista bíblico, agressor e vitima, homem e mulher, qualquer pessoa, em qualquer lugar da sociedade em que esteja, tem acesso a este remédio e ao recomeço. Sem pagar pena, sem prisão. Liberdade irrestrita, que vai acabar prendendo aquele quem crê a um agir diferente - querer acertar, andando conforme a lei de amor deste Deus que, de maneira tão milagrosa, curou a doença incurável e deu a vida que é interminável.

Para a maior doença humana, este é o remédio que cura e liberta de verdade.

Até quem for para a prisão.


Rev. Lucas André Albrecht

sexta-feira, abril 12, 2013

Tolerância



Aquele quadro até que era divertido. O rapaz, indignado com perguntas que considerava ruins ou estúpidas, respondia de maneira grotesca. Então, assinava com o bordão. “Tolerância zero”.

O que era para ser só um quadro de humor esta virando também um quadro de terror. A “tolerância zero” começa a avançar passos largos sociedade adentro. Mas isto não seria algo bom? Seria, se houvesse uma maneira de estabelecer para esta sociedade tudo o que é certo, incontestável e inquestionável e o que não é. Só que, na vida em sociedade, não é assim. Ao menos não em uma que pretenda ser democrática. Ao contrário, pluralidade, diversidade de visões, espaço para o contraditório estão em sua essência.. E, principalmente, o respeito para com a liberdade de expressão.

Só que as coisas estão complicando. Cada vez mais forte aparece a tendência de que os diversos grupos, estabelecendo para si qual é a pauta, opinião e verbalização toleráveis, comecem a praticar a tolerância zero – outro nome para intolerância – com as opiniões contrárias. Ironias, agressões, xingamentos. A internet, especialmente, tornou-se o palco onde muitos atores não têm mais fala consistente. Limitam-se à mediocridade de, ao menor sinal de opinião contrária, utilizarem o único dialogo que conhecem: frases agressivas e adjetivos cada vez mais pesados.

Tolerância é o contrário. É justamente ouvir ou outro e deixá-lo falar, mesmo que seja algo radicalmente oposto ao que penso (e desde que não se cometa algum tipo de crime). Infelizmente, no entanto, tem sido apenas sinônimo de “enquanto você falar algo com que eu concorde, mantenho-me civilizado.”

Os cristãos sabem disso. E precisam sempre relembrar. Para os cristãos, a Palavra de Deus estabelece, sim, o que é certo e inquestionável. A Verdade. E não apenas no papel, mas encarnada – Jesus Cristo. Esta é a verdade anunciada, testemunhada e compartilhada incansavelmente de domingo a domingo praticamente em qualquer canto do mundo. No entanto, não podem entrar neste mesmo ritmo de tolerância intolerante. Nosso papel é ouvir, amar o próximo.  E lembrarmos que, se houver a contraposição e até a intolerância, isto não é motivo de raiva, mas de alegria! *

Por isso, tolerância, mais tolerância e outra dose de tolerância precisam partir, sim, dos cristãos, se não for partir de mais ninguém. Nós não somos a fé que se omite para não ofender. Mas também não a que reage com violência quando ‘nos sentimos ofendidos’.. A fé cristã é a líder da tolerância, uma vez que provém do Tolerante, Aquele que nos amou quando ainda éramos intolerantes para com Ele. E não, isso não tem nada a ver com abrir mão da verdade. Ao contrario, a melhor forma de amar o nosso próximo é falando a ele a verdade. Podemos, assim, dar o exemplo para a nossa sociedade de uma prática de verdadeiro respeito, tolerância e amor

Por fim, vale a pena lembrar: Em Cristo, Deus ama mais o que mata ou o que morre? O que vai a Igreja todo domingo ou o que está longe dele? Deus ama mais o pastor ou o traficante? O que erra em público ou em segredo? O Pai ama mais o filho que ficou em casa ou o que saiu pelo mundo?

Já sabemos esta reposta. E podemos compartilhá-la com o próximo com alegria. Com fé.

Com tolerância mil.

*Mateus 5.11,12







Rev. Lucas André Albrecht

Award


At the 2007 Emmy Awards, the comedian Kathy Griffin, in her speech after receiving her award fired off, "Suck it, Jesus!!"

Her entire speech went like this, " Now, a lot of people come up here and thank Jesus for this award. I want you to know that no one had less to do with this award than Jesus. He didn't help me a bit. If it was up to him, Cesar Millan would be up here with that damn dog.” (Then she spat out the offensive words listed above.) So, " . . . "

Well, degrading Jesus Christ in a democratic western country doesn't require much courage. Yet, it would be way more difficult to be courageous by speaking against Mohammad in a Muslim country.

But think about it - what point is there at being upset with someone who  has no authority to speak about Christ and the Christian faith. Nowadays it is so common for others to react out of an incorrect understanding of the Bible. That's worth noting. And even more than that "Christian churches" can take the blame by stating, "If you have faith in Jesus you will be a Winner!"

1. This is just plain wrong. Those who have faith already are winners. Christ's victory is the Christian's victory; that is sure and guaranteed. No one can snatch it away.
2. That incorrect understanding refers to human victories, like winning a football match or getting a job or even receiving an Emmy Award. No Bible reference traces a mathematical correlation between faith in Jesus and victory in human competitions. Numerous individuals in the Bible were defeated many times. And the greatest defeat by human standards was Jesus nailed to the cross.

Nonetheless, Griffin's anger may have come from the fact that many authentic Christians, when receiving a trophy or an award, acknowledge that there is someone greater than they are. Someone who bestows life, gives gifts and abilities along with courage for the competitions in life. And, they say, "thank you," to this Someone. Still, in the audience are many Christians who did not win, but are losers by human calculations. And these remain thankful to Christ for making them who they are and blessing them in what they do.

When you take all of this in account, maybe Kathy is right. The jesus she knows, the one she made up – who has no connection whatsoever with the Jesus the Bible presents us -, he does not have anything to do with her award. Griffin can enjoy her ‘god’ as it pleases her.

But if she wants to know the true Jesus, and the award he offers, no doubt she will be one of the winners.

And then she will know why so many people thank Him!


Rev. Lucas André Albrecht
Senior Chaplain at Ulbra,
Parish Pastor at “St. Paul’s” Lutheran Congregation,
Canoas ,RS, Brazil
www.ulbra.br/pastoral


Translation:
Rev. Paulo S. Albrecht
Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Text  revision
Ms. Kim Starr
MA Practical Theology & Deaconess Certified
Wisconsin, US


“É fácil defender a liberdade de expressão quando as pessoas estão dizendo coisas que julgamos positivas e sensatas, mas nosso compromisso com a liberdade de expressão só é realmente posto à prova quando diante de pessoas que dizem coisas que consideramos absolutamente repulsivas.”

(Walter Williams)

terça-feira, abril 09, 2013

Universitários Cristãos

Dia 20 de abril, das 9h Às 17h, na ULBRA Canoas.




“Nunca fale mal de alguém se você não tiver certeza. E, se você tiver certeza, pergunte a si mesmo: ‘Porque eu deveria falar?’”

(Johann Lavater)

segunda-feira, abril 08, 2013

Marcas


por Dâmaris Feld


Dia desses achei engraçado quando li a inscrição “não revela a idade”, colocada ao lado do nome de alguma artista em revista de celebridades. Por algum motivo, não quis dizer quantos anos tem. Pode ser que não queira admitir que a juventude de seu corpo está passando. Não sei...

Sei mesmo é que eu não posso esconder as marcas que meu corpo traz e que são marcas que o tempo fez. Fatos da vida. A começar pelo meu umbigo, a cicatriz que me lembra que um dia fui bebê e estive ligada fisicamente a alguém. Depois que alguém cortou o cordão, a vida nunca mais foi a mesma...

Depois, as marcas da infância: marca de vacina, cicatriz de queda de bicicleta e de corte no dedo (quase caiu o meu dedo, ficou por um fio, quer dizer, por uma pelezinha – mas sarou! E o dedo está inteiro.) Marca na testa e na barriga e na perna. E bem pertinho do olho uma cicatriz – foi por pouco! Nas costas não enxergo direito, mas certamente tem alguma também...

Adolescência e as marcas que trouxe. De queimadura de ferro, aprendendo a passar roupa. Queimadura no rosto, com água quente, lavando a louça. (Bem, essa deixou lembrança, mais do que marca.) Cicatriz, pequenina, do cateterismo. Cicatriz, bem maior, da cirurgia do coração – 40 pontos. Escondidinhos, mas estão lá. Eu vejo.

Na vida já adulta, uma linda marca em forma de sorriso, por onde vieram ao mundo meus três lindos filhos. As marcas ao redor dos olhos, linhas de expressão que já começam a me acompanhar. A marca de onde fica o sorriso, no rosto – sabe, na bochecha, aquele risquinho que fica depois que você já terminou de sorrir? 

E, aí, lembrei de mais uma: as marcas nas mãos e nos pés de Jesus. Não são minhas, mas foram por mim.

Bem-aventurada que sou por estar aqui, viva, e ter tantas marcas pra contar.


Damaris Feld
Curitiba, PR

quinta-feira, abril 04, 2013

Congresso de Universitários Cristãos

Dia 20 de abril, das 9h Às 17h, na ULBRA Canoas.



Posicionados


Os cristãos precisam reaprender constantemente a se posicionar.

Se a vida de fé anda muito tranquila, se nunca acontece qualquer sinal de desconforto, contrariedade, perseguição, acinte, que em alguns casos pode levar até a ameaça de condenação e prisão por “crime de opinião”(que é característico de ditaduras), é melhor nos questionarmos se a nossa fé está realmente saindo pelos poros e ganhando vida em pés, mãos, palavras e ações.

A inércia amparada pelo “Deus é quem faz”, o temor medo de se desencaixar da sociedade ou o medo da reação contrária podem se tornar paralisantes e  desculpas para a não-ação, desinteresse ou o ‘fazer de qualquer jeito’. Mas não é este o caminho. Se o negócio fosse só ‘deixar que Deus faz’, as penúltimas palavras de Jesus Cristo na Terra não teriam sido “Ide por todo o mundo comunicar o Evangelho a toda criatura.”

É consequência de uma fé viva o viver o ensino cristão, participar do diálogo, testemunhar com vontade e convicção. Fazer o melhor que está ao nosso alcance, com o melhor do nosso intelecto, capacidades e emoções e respeito, para que está fé que dizemos estar em nosso coração flua para a prática, sendo reflexo do amor de Deus em Jesus Cristo. Ele merece o melhor.

A partir daí, estarmos preparados para a oposição. E ela virá.

Precisamos constantemente aprender com os apóstolos que, mesmo com confiança irrestrita na ação de Deus, não ficaram eles mesmos parados. Agiram com convicção. Enfrentarem gritos, insultos, desdém, indiferença, humilhações, naufrágios, prisão...  Tudo porque simplesmente não podiam deixar de falar daquilo que viram e ouviram.

No entanto, jamais pegaram em ‘armas’ para esta guerra que não fossem aquelas que estão no coldre da Palavra de Deus.

É fundamental que o amor de Deus continue a chegar a olhos, ouvidos e corações. Reaprender a nos posicionar, portanto, especialmente nesta sociedade que cada vez menos está tolerando a posição dissonante, continua a ser um convite, uma necessidade e uma urgência de fé. Sem que, no entanto, deixe de ser sempre sinônimo e consequência dos dois grandes mandamentos: ‘amar a Deus de todo coração, alma e entendimento’ e ‘amar o próximo como a nós mesmos’.

E sem esquecermos das últimas palavras Dele sobre a Terra: “Estou com vocês todos os dias. Até o fim”.


Rev. Lucas André Albrecht

terça-feira, abril 02, 2013

Perseguidos


Os cristãos ocidentais precisam reaprender a serem perseguidos.

De tempos em tempos, surgem atitudes que, às vezes, podem parecer quase uma cruzada contra os que divergem do posicionamento cristão. Um exemplo é o caso recente das discussões sobre homossexualismo, opções e condições sexuais. O que alguns chamam até de homofobia – esta que é, em nossa sociedade, uma palavra esperando tradução.

Se os cristãos se mobilizam para devolver na mesma moeda, estão exatamente no oposto do que Cristo ensinou. Quando os cristãos tentam simplesmente ganhar ou não perder espaço político, estão esquecendo de se importar com a polis(cidade) e seus habitantes. Querendo partir para a batalha, não podem esquecer quais as armas que Paulo, na Bíblia, designou para ela.*

Mais. Não podemos nunca nos esquecer que é a Palavra de Deus que tem poder e eficácia, e não a força e argumentação humanas. Ou seja, não é pela articulação política, concurso de melhor defesa ou do tom mais alto de voz que vamos fazer o Evangelho prosperar. Na verdade, não faremos de jeito nenhum. Somente o Espírito pode fazê-la ir adiante. E ela sempre cumpre seu propósito, mesmo que não seja exatamente aquele que imaginamos.

Isto não quer dizer, evidentemente, que não devemos nos posicionar e ‘lutar’ no campo do diálogo, e, principalmente, do testemunho de nossa fé. Mas isto não quer dizer também que estejamos livres de perseguição, acinte, desdém, raiva, ódio ou até prisão – real ou intelectual. Neste ponto, irmãos mais ao Oriente daqui podem nos ajudar neste reaprendizado do que significa ser perseguido por causa do Evangelho.

Não compete aos cristãos mover uma cruzada contra aqueles que não concordam com o Evangelho, seja quem é educado e polido ou quem os chama de ignorantes. Nem mesmo contra o que parte pra agressão.  Ser notado por sua fé e ser perseguido por manifestá-la é motivo de alegria para qualquer um que assina como seguidor de Cristo. Aquele que aprendeu, desde cedo, que a Palavra esmaga o pecado, mas sempre chama ao arrependimento o pecador. Seja em que lado da discussão ele estiver.

Isso nos lembra que não precisamos apenas reaprender constantemente a sermos perseguidos, mas, especialmente, a manifestarmos gratidão pela fé.

Uma palavra com referente definido e que já tem sua tradução.

* Efésios 6.10-20


(texto a partir de uma ideia
do Prof. Gerson Linden)