terça-feira, julho 27, 2010

“Conseguir subir é para todos, inclusive os pequenos. Mas saber descer, isto é só para os grandes”

(P. Brum)

segunda-feira, julho 26, 2010

Ciência bíblica, Bíblia científica?

“A Bíblia não é um livro de ciências.”A frase é muito utilizada para não se utilizar a Palavra de Deus como ferramenta para determinar descobertas científicas. Segundo o argumento, o propósito da Bíblia não é dar resposta para tudo, mas sim apontar a Cristo e dar todas as respostas que precisamos para nossa vida de fé Nele.

Tem sua razão.
Mas outra frase também precisa ser acentuada: A Ciência não é interpretação Bíblica. Não é papel da ciência determinar a correta explicação de termos, frases ou proposições do Texto Sagrado.

Só que nem sempre isto fica claro. Existe, às vezes, a idéia de que não se pode dizer que o relato bíblico da criação é referência para criação e idade da Terra, surgimento do homem, etc, por causa de descobertas científicas que, aplicadas às ‘metáforas’ bíblicas, mostrariam algo diferente.

Mas este não é o caminho. A Bíblia é interpretada por ela mesma, com ferramentas que o próprio texto sagrado disponibiliza. E estes são os instrumentos que a Teologia utiliza para trabalhar coma Escritura. Assim, não é com ferramentas científicas específicas que se afirma ou não que ‘dia’ no texto de Gênesis representa uma era, ou que o capitulo 2 dá apenas uma ‘idéia’ do surgimento do homem..Se o sol parou ou não no céu em Josué ou se o mar Vermelho se partiu ou não em 2 para o povo atravessar a pé. Se Jesus Cristo era mesmo Deus e homem, se o corpo e sangue dele estão mesmo presentes na Santa Ceia. As ferramentas para interpretar estes textos são outras. E a ferramenta para aceitá-lo também.

Teólogos não são cientistas. Cientistas não são teólogos.

Cada um, dentro da área que domina, trabalha com suas hipóteses, idéias e pensamentos, consubstanciados ou não do ponto de vista racional. As explicações são construídas com as ferramentas que têm a disposição dentro do seu círculo de atividades. Teólogos e cristãos, portanto, não buscam na ciência nem defeitos nem apoio para suas interpretações. E cientistas não têm como interpretar a Bíblia com ferramentas que não sejam teológicas e exegéticas.

O propósito da Bíblia, de fato, é apontar para Cristo e sua obra de amor pela humanidade. Em todos os seus relatos, quer olhar para a cruz como o símbolo da fé. No entanto, o trabalho de interpretação bíblica sempre pode apresentar alternativas nas demais áreas. E apresenta. Assim como a Ciência também,. E aí, neste ponto, a fé de cada pessoa entra em ação para determinar a tendência que mais parece ser importante seguir.

Nem ciência bíblica, nem Bíblia científica. Ciência e Palavra. Ambos sempre terão seu lugar importante ao alcance da fé humana.

sexta-feira, julho 23, 2010

Fé administrativa

Fé/Igreja e a Ciência da Administração. Combinam? Há quem pense que são duas linhas paralelas. Não teriam nada a ver.

Nada mais equivocado. Seria o mesmo que dizer que Administração se limita a empresas. Administrar está em cada aspecto da vida humana. No caso da fé, a vida cristã e da Igreja acontece basicamente sobre a idéia de gestão. Administrar aquilo que não é seu.. A única coisa que um cristão tem é fé. E com ela, perdão, paz, vida e todos os presentes espirituais que Deus nos dá. Tudo isso é absolutamente nosso e ninguém pode tirar.

Todo o resto, nada é nosso. Casa, terreno, carro, roupas, posses, relacionamentos... até a saúde. Nada disso é posse. Tudo é de Deus e ele nos dá de presente, por amor, para nossa administração com sabedoria e constância. Somos mordomos, no sentido clássico da palavra, alguém que é responsável por administrar com competência e honestidade aquilo que não é seu. Uma fé administrativa.

Na Igreja, a mesma coisa. Ela precisa administrar sabiamente diversos aspectos de sua vida terrena, pois ela nada tem; tudo gerencia. Precisa administrar com competência para dar suporte ao que é central em seu trabalho – comunicação do Evangelho de Jesus Cristo.

A partir do que temos – fé – podemos administrar todo o resto que não é nosso, é de Deus. No entanto Ele fez questão de colocar em nossas mãos, para sermos sábios gestores deste inúmeros presentes em nossa vida. Ou seja, na verdade, todo cristão é um administrador.

Mas que está ainda em sala de aula. Sempre aprendendo. Pois a formatura, o prêmio e a festa ainda estão por vir.

The guilty one

Brazilian journalist, Milton Jung, wrote an article about the early elimination of the Brazil National Team from FIFA Soccer World Cup 2010 in the round of eight (see in English). He comments about the country's extreme need to find someone to take all the blame. He wrote, “We always need the guilty one, someone who sums up our failures and frees us from any responsibility. We will not allow ourselves to admit the opponent's superiority."

Yes, we need to admit the truth that our deceptions only find relief when we find the guilty one. We do not feel as bad when we choose the "scape goat." [Or, in the case of Brazilians, when Argentina (Brazil's greatest soccer rival) loses 4 to 0 the very next day...]

Yet when it comes to the most important issue of our lives when it is crucial to find who took all of the world's guilt away...Who paid for all the errors?...Who is the 'scape goat?'...that is when we resist. When is comes to how we relate to God our tendency is to admit that we are imperfect, but by our own efforts seek to handle our difficulties believing God will agree with us or save ourselves when we have messed up.

That's exactly when we need to point to someone. The one already chosen name to take our burden is: Jesus Christ. He was innocent, but He accepted the job of 'scape goat,' to take on all the guilt. He nailed it all on the cross giving us new life - forgiveness, salvation. He took the burden off of us and gave us the opportunity to play another game, another way. He promises a trophy that no one can take away.

We must reverse our train of thought. We can quit searching for the guilty one. That means we can place our lives on Him who made Himself the guilty one changing how we deal with everything that happens.

With no fear of losing.



Text revision: Kim Starr
Deaconess
Milwaukee, WI

quinta-feira, julho 22, 2010

Companhia

Um amigo relatou certa experiência pessoal na qual a companhia foi conforto para superar o medo.

Estava em viagem, perto de atravessar uma ponte. Só que o rio estava cheio, muito cheio. Transbordando por cima da estrada. A cena era mesmo de dar medo. No entanto, já estava ali, havia carros vindo logo atrás, não dava para voltar. Seguiu em frente. E foram exatamente estes carros que o obrigaram a continuar, cruzando a ponte com ele, que lhe trouxeram conforto. Comentou que, caso estivesse sozinho na estrada, talvez não tivesse seguido.
O pensamento que o confortou, mesmo que se julgue um tanto simples, faz sentido: “Bom, não estou sozinho nessa, tem mais gente passando pelo mesmo perigo”.

Pontes perigosas todos enfrentamos e, quando nos recusamos a ser acompanhados em nossas angústias, podemos estar recusando nossa melhor oportunidade de conforto. Se não queremos pedir ajuda, se não nos permitirmos enxergar ao redor, talvez as águas acabem memos passando por cima de nossa alma e sejamos arrastados pela correnteza que nos ameaça. Então, não será mais ameaça, mas certeza...

Para ter conforto, a companhia que todo coração quer eu não sei. Mas a que todos precisam, é clara. A mesma companhia que é também a ponte, nos ligando ao Pai e conduzindo pelo caminho seguro. Companhia que também nos dá companhias - as pessoas que ele coloca em nossa vida para quem junto de nós, trilhem medos e angustias cheios de segurança para seguir.

Pois esta Ponte não há água que carregue nem enchente que destrua.

quarta-feira, julho 21, 2010

“A rota mais curta para ter as coisas feitas é fazê-las”.

(T Ikkaku, A. Hosaka e T. Kawabata)

terça-feira, julho 20, 2010

Sussurro

“Um jovem certa vez perdeu seu emprego e começou a ficar um pouco desesperado com sua situação. Então, foi conversar um experiente pastor que ele conhecia. À medida em que contou ao homem sobre sua situação, ele declarou com certa raiva: “Eu pedi e pedi a Deus, implorei tantas vezes para que Ele me dissesse algo que me ajudasse, pastor. Por que Deus não responde?”…

O velho pastor, que estava sentado no outro lado da sala, falou tão baixo sua resposta que o rapaz não conseguir entender. O jovem, então, caminhou para mais perto e perguntou: “O que você disse? “ O pregador repetiu a resposta, de novo num tom suave. O homem foi se aproximando mais, até que estava praticamente encostando na cadeira do pastor. “Desculpe, mas eu ainda não lhe ouço”.

Com suas mãos unidas e com uma voz calma e suave, o pastor falou uma vez mais: “Às vezes Deus sussurra”, ele disse, ‘para que a gente se mova para mais perto dele’.”


Fonte da ilustração


Deus nos quer sempre por perto, vivendo a fé em Jesus. Para que Suas Palavras sempre possam ser ouvidas pelo nosso coração.

sábado, julho 17, 2010

Mensagem: Santificação

Mensagem dirigida à comunidade da Celsp capela da Ulbra, Canoas, RS.
Pastores Marco Antônio Jacobsen e Paulo Brum.



Parte 1




Parte 2



Parte 3



sábado, julho 10, 2010

Bendito és

Canção do Grupo Cimbaluz, em participação no Toque de Vida de domingo.

“Não há nada mais inútil do que fazer com eficiência aquilo que não deveria ser feito de jeito nenhum.”

Peter Drucker

sexta-feira, julho 09, 2010

Desdobramentos

Algumas seleções que perderam na Copa do Mundo 2010 e seus desdobramentos pós-jogo.

A seleção argentina, que perdeu de 4 x 0, foi recepcionada por pelo menos 10 mil pessoas. O jogador japonês que errou o pênalti decisivo para o Japão nas oitavas poderá receber uma medalha em sua terra natal. Jogadores de Gana, que foram eliminados depois de perderem um pênalti no ultimo minuto da prorrogação, foram a um bairro de Johanesburgo e proporcionaram um dia de muita alegria. Os uruguaios, que perderam a semi-final, pelo jeito receberão também tratamento de heróis guerreiros em seu país.

A seleção brasileira...bem...

Sem entrar no mérito de erros e acertos justos ou injustos, foi recebida com criticas, desprezo, ironias e até seguranças.

Como costumamos ‘recepcionar’ aqueles que não atingem o que se esperava, os que erram, os que ‘fracassam’ ao nosso redor? Críticas, ironias, desprezo, agressão? Ou é possível haver algum espaço para o ouvir, compreender – até punir, se necessário – mas oferecer algum apoio e alguma ajuda para elaborar?

Cada um de nós joga partidas difíceis todos os dias, nas quais se pode perder ou ganhar. Por isto, para Deus a recepção é sempre uma só: amorosa. Quando existe arrependimento e fé, esta acolhida em amor, é para nos lembrar que a maior vitória já está garantida, por Jesus Cristo. As outras, no cotidiano, nem sempre vão acontecer, os fracassos também batem á porta. Mas não é preciso deixá-los entrarem para morar. O amor do Pai nos impulsiona a acolhermos e sermos acolhidos no momento em que mais se precisa de suporte, para recomeçar e tentar, de novo, vencer.

Então, podemos nos preparar para interessantes desdobramentos pós-jogo.

Spill

The oil spill in the Gulf of Mexico is such a disaster in so many ways. Our sinful greedy ways show up profoundly in this kind of episode. Some see the human incompetency in this disaster. But others unfortunately preach that this manmade destructive oil crisis is God's way of punishing all the evil people.

Why do we humans continue to 'try to know the mind of our all powerful, all knowing God”? Why do we point to every event claiming that we know what God wanted in it? Wouldn't it be better to be quiet and listen? Because talking as though we know for sure "God is punshing in an event" can confound sharing the Gospel to the unchurched. What would draw a non-believer to a punishing, angry God who seems to wait for the next opportunity to show His wrath?

Turn this around. We could share the compassion of our Father by reaching them with the Gospel showing His profound love. How many people know only that God is only about wrath, anger and punishment? The Bible does not use the verb, 'to be,' connecting such things to God's essence. Instead, God has, does and will show anger against sin. But, when it comes to the word that defines His being, the Bible is clear and sound: God is love! And He spilled love all over the earth in His Son Jesus and this love remains as what He wants spread all over the globe now and beyond today.

Many disasters may come. Surely, they will because we fail. More abundant than anything known will always be God's love spill because it's not only a characteristic, a careless side of Him or a feature of His being... He IS Love.

God's Love. The spill every preacher should release.



(From and idea by Kim Starr)





Text revision: Kim Starr
Deaconess
St. Louis, USA

quinta-feira, julho 08, 2010

quarta-feira, julho 07, 2010

Alto-disciplina

“Durante os anos 1960, o psicólogo Walter Mischel conduziu o que se tornou conhecido como “o teste do marshmallow”, com crianças de 4 anos, na Universidade de Stanford. O objetivo do exercício era verificar a habilidade de cada criança de esperar a gratificação. Cada uma ganhou um marshmallow e ouviu o seguinte: podiam comê-lo imediatamente ou, se esperassem 20 minutos até o pesquisador voltar, ganhariam mais um.

Algumas crianças simplesmente não conseguiram esperar. Engoliram o marshmallow imediatamente. As demais, se esforçaram ao máximo por resistir. Cobriram os olhos, falaram consigo mesmas, cantaram, brincaram, até mesmo tentaram dormir. As que conseguiram esperar foram recompensadas com 2 marshmallows quando o pesquisador voltou.

Cerca de 12 a 14 anos mais tarde, as mesmas crianças foram reavaliadas. Os resultados foram espantosos. Aqueles que tinham conseguido controlar seus impulsos e esperar pela gratificação quando tinham 4 anos eram agora social e pessoalmente mais eficazes como adolescentes. Tinham níveis mais elevados e assertividade, auto-confiança, confiabilidade, e habilidade superior de controlar o stress.
(Fonte da ilustração)

A natureza das pessoas é a mesma. Uma diferença fundamental,portanto, entre pessoas bem sucedidas – líderes - e aqueles que lutam para sê-lo é: auto-disciplina.

Mais importante ainda é que, levando em conta que a natureza das pessoas é sempre a mesma, Jesus Cristo ama a todos por igual. Para que a fé, que salva, também faça a diferença dando nova vida e novos hábitos. Especialmente princípios imutáveis, os quais são a base do auto-controle. Uma Alto-disciplina que vem da segurança e paz que moram no coração. Pois a recompensa já está certa, basta esperar.

E também, como disse Jesus, crer como crianças. De qualquer idade.

terça-feira, julho 06, 2010

segunda-feira, julho 05, 2010

O culpado

Interessante este texto de Milton Jung, sobre a eliminação brasileira da copa da África 2010 Ele aborda nossa necessidade de sempre encontrar alguém para levar o fardo. Em um dos parágrafos, afirma: “Precisamos sempre de um culpado, uma figura capaz de resumir nosso fracasso e nos eximir de qualquer responsabilidade, e não nos permitimos admitir a superioridade do oponente”.

Não deixa de ser verdade o fato de que parece que nossas decepções se aliviam um pouco só quando conseguimos escolher um culpado, eleger um bode expiatório. Ou se a Argentina perder de goleada no dia seguinte.

Agora, o interessante é que, naquilo que é fundamental encontramos quem levou a culpa, quem pagou por todos os erros, quem é o ‘bode expiatório”, aí resistimos. Quando se trata de nossa vida com Deus, nossa tendência é admitir a culpa e aí, por nossos próprios esforços, buscarmos pagar a conta, fazermos um grande esforço, tentarmos nos aproximar Dele e salvarmos nossa pele.

Mas justamente neste caso já existe um nome eleito - Jesus Cristo. Claro, Ele era inocente. Mas aceitou ser o “bode expiatório”, carregar sobre os ombros toda a culpa. Pregou tudo na cruz e nos deu em troca uma nova vida, com perdão, com salvação. Tirou o fardo de nossos ombros e nos deu possibilidade de jogar de um jeito diferente, com um resultado que ninguém vai reverter.

Podemos, portanto, inverter o raciocínio. Deixar de querer sempre achar um só culpado para tudo que acontece. E lançarmos toda nossa vida sobre Ele, que se fez culpado em nosso lugar para mudar tudo o que nos acontece.

Sem medo de perder.

Credo Apostólico

Credo Apostólico.

sábado, julho 03, 2010

“O homem que não sabe dominar os seus instintos é sempre escravo daqueles que se propõem a satisfazê-los.”

(Gustave Le Bon)

sexta-feira, julho 02, 2010

Descontrole

por Elton Fischer


Hoje, 02 de julho de 2010, por volta das 13h, acabou o sonho do hexa para a Seleção Brasileira de futebol. Entre os vários comentários de especialistas (ou não) da área, notei a insistência em se dizer a palavra: descontrole; ou desequilíbrio.

De fato. Após o gol de empate, posterior virada e expulsão do jogador Felipe Mello, o time se perdeu em campo. Daqueles de quem muito se esperava e que deveriam ter o controle da situação, nada puderam fazer para mudar o resultado. A seleção não estava preparada para perder... mas perdeu.

Nossa vida é semelhante. Muitas vezes pensamos ter o controle absoluto da situação. Confiamos em nossa força, status, inteligência, empenho e dedicação. Entretanto, basta um pequeno imprevisto para que haja desequilíbrio ou descontrole. A partir daí nos sentimos perdidos, isolados. Sozinhos.

Nestes momentos Ele vem até nós. Aquele que tem o controle de tudo e de todos. Quem tudo sabe sobre a minha e a tua vida. E Jesus faz isso com conhecimento de causa. Durante sua vida aqui na terra tentaram tirá-lo do seu equilíbrio. Aos que o odiavam palavras de consolo, perdão, carinho. Aos que o amavam apenas uma frase: “Segue-me”. Nem mesmo a morte pode vencê-lo. Controle, pela fé.

Jesus não veio para perder. Apenas para ganhar. O motivo? Você e eu. Toda a humanidade. E o prêmio é a vida eterna. Fique tranqüilo, mesmo em meio ao desequilíbrio que nos acompanha e quer nos fazer cair e desistir. Ele, Jesus tem o controle. E Nele a nossa vitória é certa.

Não apenas de 04 em 04 anos, mas por toda a nossa vida.



Rev. Elton Fischer

Capelão do Colégio Ulbra Cristo Redentor
Canoas, RS
pastoral.ccr@ulbra.br

quinta-feira, julho 01, 2010

“Após escalar uma grande montanha, somente se descobre que há outras mais para se escalar”.

(Nelson Mandela)