quarta-feira, março 31, 2010

Centro

Quando eu era criança, na manhã de Páscoa havia um ninho para ser procurado. Naquele domingo acordávamos mais cedo que o sol - depois de mal conseguirmos dormir - para procuramos os doces e chocolates.

Mas depois do ninho, sempre havia a celebração de Páscoa.

Sou grato a meus pais por terem nos ensinado as prioridades. Antes mesmo de procurar o ninho, já sabíamos que havia algo maior e mais importante na data. E, mesmo assim, não deixávamos de ter o momento que é especial para a toda criança.

Às vezes, nossas falas de Semana Santa correm o risco de ser apenas troca de automóvel por veículo. Tentando tirar o centro do chocolate, coelho e ovos de páscoa com discurso anti-consumista, pregações que falam de como ‘os outros se deixam levar pelo espírito capitalista’ e como o mundo ‘ não sabe mais o verdadeiro sentido da Páscoa”, apenas mudamos de um centro errado para o outro: gastar mais tempo falando mal do que julgamos que não se deve, do que apontando para o que mais importa, enfatizando o centro seguro.

Centro que está em Jesus Cristo e tudo o que Ele fez por toda a humanidade. Uma obra que teve o gosto amargo, como do chá de ma(r)cela e também o sabor doce, como de um chocolate. Morte e ressurreição. Com Ele no centro pode haver o restante ao redor, sem problemas. Pois tudo será utilizado na perspectiva correta e de maneira adequada.

Ou seja, a Páscoa terá a procura do ninho sem esquecermos de que Ele nos garantiu novo Lar.

sexta-feira, março 26, 2010

Nem sempre podemos confiar no que sentimos.

Mas sempre podemos confiar no que sabemos.

Pena e paz

Há pessoas que conseguem escapar da condenação. Sejam membros de casas dos representantes do povo, maus gestores ou grandes ladrões. Torcem tanto a lei e o direito que as frestas aparecem e eles saem quase ilesos.

Mas isso não significa que não tenham errado.
Com dinheiro, até podem contratar ótimos advogados. Podem também conhecer pessoas. Podem ter influência suficiente para não receberam sentença condenatória.
Mas não significa que não sejam culpados.

Quando se trata da fé, esta alternativa não existe. Quem erra, errou. Deus vê tudo. Sabe de tudo, o tempo todo. Não adianta se esconder da luz da Lei de Deus, porque ela encontra todas as frestas para revelar o que há de mau em nós, e as consequências que isto traz.

No entanto, no campo da fé existe uma alternativa que, no mundo dos homens, não existe. Perdão. Num tribunal, você é condenado pelo que fez, não importa se está arrependido o não. Precisa cumprir a pena. (ou deveria, ao menos). Diante de Deus, a pena foi paga por Jesus Cristo, que levou sobre si o que era nosso. O Perdão nos liberta, cobre, abraça, sustenta. E nos faz escapar da condenação para uma vida de liberdade. Somos livres para servir.

Assim, sabemos que os que conseguem escapar da lei dos homens, não escaparão da lei divina. E sabemos também, no entanto, que se em arrependimento e fé voltarem para a graça Divina, não há lei e pena humana que tire a paz que vai invadir seus corações.

E lá ficar presa para sempre.

quinta-feira, março 25, 2010

“Alguma coisa está errada quando se percebe que muitas pessoas estão deixando a Igreja para encontrarem a Deus”.

A culpada é a televisão?

por Marcos Schmidt


Um documentário exibido pela TV francesa dias atrás mostrou até onde vai o poder da televisão sobre as pessoas.

Foi num jogo de perguntas e respostas, onde 80 voluntários foram instruídos a sabatinar um participante sentado numa cadeira elétrica. A cada resposta errada, o homem levava um choque disparado pelos voluntários. O equipamento elétrico, no entanto, era falso e o homem na cadeira era um ator contratado.
Os voluntários e a platéia, convictos de que tudo era verdade, ficaram assustados com os gritos do homem que levava choques pelas respostas erradas, e que aumentavam na voltagem a cada rodada das perguntas. Mesmo assim, seguiram no jogo da morte até a descarga fatal de 460 volts que o matou diante de todos. Claro, de forma simulada. O documentário revelou que apenas 16 dos 80 participantes não quiseram “eletrocutar” o homem. A intenção do falso show de televisão era testar o poder da televisão.
“A televisão tem poder que pode nos transformar em carrascos potenciais”, concluiu o produtor do programa.

Colocar a culpa na televisão é fazer igual ao Chaves, que disse para o Quico: "Não fui eu. Foi a bola que pegou a bola e me bateu com a bola!". É o coração humano que tem poder sobre as mentes humanas. Os meios de comunicação são meros instrumentos. As novelas, por exemplo, se fossem sadias e instrutivas, poderiam acabar com muitos problemas na família, na sociedade. Mas qual a mensagem que passam? E até onde os milhões de telespectadores conseguem separar a realidade da dramaturgia?
E neste Big-Brother, se no lugar do telefone, os da poltrona em casa tivessem um botão para eletrocutar o desafeto?
E agora, no retorno do “espetáculo Isabella Nardoni”, o que aconteceria com o casal em julgamento se os pensamentos do povo fossem armas engatilhadas?

No amanhecer daquela sexta-feira, há dois mil anos atrás, não tinha televisão nem cadeira elétrica, mas os componentes do jogo da morte estavam acionados. Porque “fizeram os seus planos para conseguir que Jesus fosse morto” narra o evangelista Mateus (27.1). Por isto a gritaria do povo: - “Crucifica-o, crucifica-o”. Pilatos lavou as mãos e a turba não enxergava mais nada. No meio do povo tinha gente boa, honesta, de igreja, de família. Mas a “televisão” do Gólgota prendeu a atenção e as mentes deles. E pior que não era encenação, mas realidade da Morte. E, por incrível que pareça, era também o espetáculo da realidade da Vida e do Céu.

Não é por nada a recomendação: “Encham a mente de vocês com tudo o que é bom e merece elogios, isto é, tudo o que é verdadeiro, digno, correto, puro, agradável e decente” (Filipenses 4.8). Caso contrário, se não nos cuidarmos, qualquer dia poderemos nos surpreender com nós mesmos, apertando um botão e eletrocutando alguém.

E a culpada não será a televisão...



Rev. Marcos Schmidt
Comunidade Luterana São Paulo
Novo Hamburgo, RS
marsch@terra.com.br

terça-feira, março 23, 2010

“O orgulho é a única doença humana conhecida na qual todo mundo fica doente, exceto quem a tem”.

(Buddy Robinson)

Sinceros

“Algum tempo atrás, dois homens assaltaram um banco no Texas. Um vestia uma máscara e o outro, não.
Mais tarde foram pegos e levados a julgamento.
Diante do juiz, aquele que não havia usado máscara argumentou: “Meritíssimo, eu sei que roubar um banco é errado, mas, veja bem, ao menos eu não fui hipócrita como o meu parceiro. Eu não me escondi. Fui aberto e honesto. Isto deveria valer alguma coisa.”

Os dois foram condenados à mesma pena.”

Esta é uma tentação cotidiana. Pensarmos que, desde que não sejamos hipócritas e falemos abertamente de nossos defeitos, não há problema andarmos em coisas erradas. Como se hipocrisia fosse na verdade, o pior (e talvez único) erro que alguém pode cometer.

Erro é erro. Escondido ou admitido.
Ser sincero não é ‘errar de cara limpa’, mas sim confessar a sujeira que se acumula em nossos corações e, em arrependimento e fé, receber o perdão de Jesus Cristo. Seja hipocrisia, mentira, calúnia, omissão,... Para toda a nossa imperfeição, Ele mostra seu rosto favorável de perdão, alegria e recomeço. Sempre. Com Ele, podemos ser sinceros e honestos no verdadeiro sentido da Palavra.

Isso, sim, é o que vale muita coisa..


Fonte da ilustração

segunda-feira, março 22, 2010

Conhecimento

É importante reforçar que a Ulbra, sendo uma Universidade, estimula e aprecia a pesquisa e conhecimento cientifico. E também sendo uma instituição Confessional Luterana, tem na Palavra de Deus o fundamento de sua fé. Em alguns momentos, portanto, poderá haver diferenças de opinião e posicionamento em relação a descobertas humanas (como no caso de datas terrenas bastante recuadas como 2 milhões de anos).
Mas sempre na postura de diálogo e em absoluto respeito.


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CONHECIMENTO DE DOIS MILHÕES DE ANOS
Obra aborda Período estudado pela Palinologia


Buscar informações sobre o período que começou há dois milhões de anos e segue até os dias de hoje não é mais uma tarefa difícil. Lançado recentemente, o livro Quaternário no Rio Grande do Sul esclarece sobre a fauna, flora e fósseis de animais e vegetais deste período estudado pela Palinologia. A publicação reuniu artigos de pesquisadores do Brasil, Argentina e Uruguai, apresentando as principais características da região sul da América do Sul.

Soraia Bauermann, professora do curso de Biologia da ULBRA Canoas e uma das organizadoras do livro, expressa a importância do trabalho: “O esforço de três anos resultou em algo inédito no Brasil. Estamos orgulhosos por poder oferecer esta obra aos alunos e a toda comunidade”, comemora.

No livro, os 17 capítulos abordam a geologia, arqueologia e materiais fósseis e atuais de vegetação e de vertebrados do período Quaternário. “Através da Palinologia podemos compreender o agora sabendo como era a Terra antes”, explica Soraia.

Com o apoio da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, o livro foi organizado pela professora Soraia em parceria com Ana Maria Ribeiro e Carolina Saldanha Scherer. A obra está sendo distribuída nas principais bibliotecas dos três países. “É um benefício para todos. Reunimos o conhecimento de diversas pessoas em um único volume. Todos aqueles que trabalham com ambiente agora têm nova fonte de informação”, afirma Soraia.


ACS/Imprensa - ULBRA Canoas
(51) 3477.9117 / 9167
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quarta-feira, março 17, 2010

Quanto uma mensagem cristã é desaprovada pela forma e qualidade, é critica.
Quando é criticada pelo conteúdo, é elogio.

Achador

Caçadores de aventuras, de recompensas, de emoção. Muitos na história já receberam títulos parecidos. Fernão Dias Pais foi um deles - bandeirante que entrou Brasil adentro, pelos anos 1600, em busca de pedras preciosas. Foi registrado na História com o apelido de “O Caçador de esmeraldas”

Se fosse eu, creio que preferiria ter sido conhecido como o ‘Achador de Esmeraldas”..

Pois Fernão Dias, na sua grande bandeira de 1664, achou, sim, suas desejadas pedras verdes; esmeraldas. Mas morreu em 1681 sem saber eram apenas pedras sem valor. Caçou, mas não achou de fato.

No passado, já existiram caçadores de cristãos. Pessoas que perseguiam, prendiam e, em muitas vezes, matavam pessoas pelo ‘crime’ de confessarem e viverem sua fé.

E este título é bem adequado, ‘caçadores de cristãos’. Se bem que muitos foram caçados, presos e mortos, nem os cristãos nem o cristianismo jamais foram achados e derrubados por seus caçadores. Sobreviveram, seguiram, cresceram. Isto porque os caçadores de cristãos em geral não sabem que eles são achadores. Encontraram tesouro sem preço em que lhes foi dado de graça, porque primeiro foram achados por Aquele que pagou este preço. O Mestre é o ‘Achador’ de perdidos e desesperançados, fazendo deles achadores, recebedores de um prêmio que dura pra sempre.

É o caso em que todos os dias são da caça. E nenhum do caçador.

segunda-feira, março 15, 2010

Carga máxima

Observando os viadutos das grandes cidades, normalmente não os vemos suportando sua capacidade total. Isto é, os carros estão de passagem, em maior ou menor número, mas sem parar sobre ele.

A não ser que haja um congestionamento.

Aí os veículos se acumulam de ponta a ponta, testando a capacidade desta construção. Esta é a prova maior de sua resistência. Um viaduto é construído sempre levando em conta sua capacidade máxima, e não mínima ou média. Precisa ser projetado para agüentar a situação mais pesada possível, ou além.

É preciso pensar na carga máxima.

Não adianta construirmos nossos viadutos pessoais por conta. Não dá certo. Vêm a vida com seus fardos e nos joga ao chão. Não temos condições de suportar nem carga mínima sozinhos, quanto mais máxima. A qualquer hora tudo pode ruir.

Precisamos estar preparados para carga máxima.

Para isso, nossa maior necessidade é do próprio viaduto em Pessoa, Jesus Cristo – o acesso ao Pai. Nele temos a estrutura para todo e qualquer peso, ainda que milhões ou bilhões. Ele construiu em amor algo que não há peso, tremor ou tempestade que faça ruir. Além disso, coloca em nossa vida pessoas importantes com quem compartilhar os nossos pesos.
Ele é construção definitiva, que comporta todo o peso do nosso egoísmo, orgulho, medos e necessidades, e todas dificuldades que às vezes congestionam nosso viver..

Carga máxima de cuidado e amor.

sexta-feira, março 12, 2010

Olhar muito para trás prejudica bastante o seguir em frente

(L.A)

Cara legal

Durante as férias, a Djenane e eu começamos a assistir à séria americana Dr. House. Um grupo de médicos especialistas enfrentando os mais difíceis diagnósticos. Dr. Gregory House é o chefe.

House é o oposto do que a maioria de nós espera de um médico. Ríspido, seco, direto. Não gosta de atender pessoas, foge de clinicar. Detesta ‘conversa amena’. Não é apenas sincero, chega a ser cruel. Uma de suas frases para justificar tal postura é: “Prefere que eu seja o cara legal que segura sua mão enquanto você morre ou o estúpido que salva sua vida”?

Acredito que todos nós preferiríamos mesmo é um cara legal e que salvasse nossa vida. Mas há situações em que não tem jeito. Precisamos agüentar pessoas estúpidas porque, naquele momento, são necessárias. Um médico, um funcionário público, um atendente, um motorista... encontramos tantos exemplos.

Às vezes, até mesmo no espelho.

Fé. Esta é a conexão com um Cara legal e que ainda salva nossa vida..O Filho de Deus. Neste caso, alguém que fez mais do que salvar esta nossa vida – nos deu uma nova. Sem fim. Jesus Cristo não é apenas um Vicodin para aliviar a dor da existência, nem medicação paliativa contra os males do mundo. É a própria cura para nosso mal maior, e o tratamento vitalício para os problemas que mais nos abatem. Sarcoma espiritual, esperançalgia, egoíte, síndrome de auto-enganação. Entre outros.

Um cara legal, que salva nossa vida.

E ainda segura nossa mão quando for a hora de partir.

Jovens


Dia da Mulher

A mulher hoje, na visão das mulheres do norte do Brasil.
Matéria especial que foi ao ar na Record News Amapá.

quinta-feira, março 11, 2010

“Não sejas o primeiro a abraçar a novidade, mas também não o último a abandonar o obsoleto”.

(Alexander Pope)

Em frente

Não sei o quanto você acompanha de futebol, mas talvez tenha tido contato com a notícia. O Santos goleou ontem por 10 x 0 um time chamado Naviraiense. Na rádio Gaúcha, hoje pela manhã, tiveram que procurar para saber quem e de onde era. É da cidade de Naviraí, MS.

A minha cidade natal.

Deixei a cidade com 7 anos, quando meu pai transferiu-se para outra comunidade no Paraná. Mas ainda lembro de algumas coisas da infância. Como por exemplo, do costume de jogar futebol na base do ‘5 vira, 10 termina’.

Brincadeiras à parte, o Naviraiense é um clube de apenas 5 anos. Começou em 2005. Isto quer dizer que, se Deus permitir, tem ainda uma longa estrada de aprendizado pela frente e, se souber aproveitar, vai aspirar no futuro a coisas maiores.

Isto me lembra a frase: “quando mais alto se quer saltar, mais distância é preciso percorrer”. Vale para o salto em altura, para um avião. Para o Naviraiense. Para todos nós. Para nossas maiores aspirações e desejos, não existem atalhos. Existe o caminho, o esforço a dedicação e o crescimento.

E para a nossa maior necessidade, existe o Caminho – Jesus Cristo. Ele percorreu este mundo para nos dar a certeza de que o salto final e mais alto, na direção da vida eterna, não se atinge por esforço, mas por fé. E é a partir desta fé que nosso esforço pode ser focado em atingirmos nossos sonhos e buscas. Sem esquecer que pode haver tropeços, goleadas, fracassos. Mas que, Nele, jamais vamos desistir de lutar. Pois estamos na fé.

E esta sempre dá de 10 a 0 no seu adversário.

Novo

Andando pelas ruas de Porto Alegre semana passada, notei em um dos coletivos à minha frente a seguinte inscrição: “ônibus novo”. Achei legal, pois é bom poder contar com carros novos no transporte de passageiros. Certamente com mais recursos e segurança. Depois, fiquei pensando: até quando o carimbo pode ficar nele? Isto é, até quando aquele ônibus pode ser considerado ‘novo’?

Quanto tempo é novo um celular, uma calça, uma notícia? Televisão, computador, tênis? Alguém certa vez disse: “O carro, dentro da concessionária, é novo, zero. Você sai da porta com ele e já entra na categoria de semi-novo (ou usado)”..

O novo é bom, sim. Mas em se tratando das coisas humanas, efêmero demais. Não passa rápido, ele voa. Não podemos perder de vista esta realidade para não nos perdermos numa busca que não tem fim. Quem depende das novidades, provavelmente está precisando satisfazer alguma necessidade. E o ‘novo’ é uma das piores opções que pode haver.

Um coração novo, este sim, não tem prazo de validade. Jesus Cristo mudou nosso coração, pela fé, para que ele seja renovado todos os dias. Em Sua Palavra, Deus renova a cada manhã Seu perdão, amor e cuidado. O carimbo que Ele coloca jamais perde valor, e mantém nossa fé renovada, com vontade renovada de praticar o bem. E com a Boa Nova como princípio de vida feliz.

Uma novidade que, dentro do peito, nos dá segurança sempre.
Até ficarmos velhos.

sexta-feira, março 05, 2010

Simples e eficaz

“Há alguns dias fui picado na mão por uma aranha. No início não dei muita bola, pois somente ardia um pouco. Mas, no segundo dia, a mão ficou muito inchada e roxa.
Cada pessoa que via minha situação tinha uma receita ”milagrosa” para a cura: De tudo um pouco. Até benzedura. Entendo que todas as pessoas queriam me ajudar, mas, muitos de uma forma errada ou pelo menos não muito convencional.
O inchaço e a dor não passavam e acabei indo ao médico.O doutor primeiro me xingou, por não ter ido logo consultar. Mas o mais impressionante foi o tratamento que ele me deu. Simplesmente passar um óleo cicatrizante e aplicação de antitetânica.

Muitas vezes queremos complicar as nossas vidas dando a atenção para algo ou alguém que esta querendo nos oferecer o remédio errado. Enquanto que a solução é muito simples.

Jesus mesmo diz “Venham a mim todos os que estão cansados que eu vos aliviarei” O remédio que ele oferece para nossa maior dor é perfeito e completo. E completa nossa vida para enfrentarmos as dores e ‘picadas’ que a vida diária costuma nos trazer. Remédio certo, tratamento correto.

Simples e eficaz. “

Texto de Carlos Alberto Bobsin
Campo Bom, RS

segunda-feira, março 01, 2010

“Nunca cace uma mentira. Deixe-a sozinha que ela corre por si só para a morte”.

Lyman Beecher

Não mudar

O que você gostaria de mudar em sua vida?

Talvez a lista seja grande, desde a parte física e pessoal até quem sabe moradia e emprego.

Mas há momentos em que precisamos mudar alguma coisa. Mesmo não querendo.

No Chile, um terremoto devastador de magnitude 8,8 deixou centenas de mortos e milhares de desalojados. Em questão de minutos, a vida muda para sempre. De uma hora pra outra, a casa não está mais em pé. A rua não está mais transitável. Ao tentar ligar para um amigo ou parente, de repente não mais é possível ouvir sua voz. Nada mais é como foi antes.

Neste caso, o povo chileno não gostaria. Mas vai ter que mudar muitas coisas.

São horas em que, como declarou um brasileiro que está naquele país, ”a sensação é de absoluta impotência”.

È o momento em que só uma coisa não pode mudar. A fé de que Nele estamos a salvo do maior perigo que pode nos alcançar: estar longe do Pai. A mudança feita por Jesus Cristo nos corações proporciona o fundamento para reconstruir. Mudar, fazer de novo. E também chorar, aliviar a angústia, superar o medo e enfrentar. O que nos traz uma sensação de absoluta confiança.

Sensação, não. Certeza e convicção.
Uma das coisas mais corretas que existe é admitir quando se está errado.

Somos

Há coisas na vida que somos. Várias outras, que estamos.

Somos humanos. Cidadãos de algum país. Pensantes. Profissionais. Somos deste ou daquele time, desta ou daquela descendência. Somos filhos de alguém. Ser alguma coisa mostra de permanência, continuidade.

Outras coisas, estamos. Funcionário, grávida, triste, alegre. De férias, gripado, perdido. Aqui temos a idéia de transitoriedade, mudança.

No campo pessoal, há muitos estamos. Confiantes, abatidos. Alegres, eufóricos. Deprimidos, descontentes. Seguros, tranqüilos. Desesperançados. Descrentes. Uma alternância normal. O problema acontece quando algo que não deveria ficar por muito tempo acaba permanecendo. Deixa de apenas estar para ser companhia constante. Condição que não vai mais embora.

Por isso, ser filho de Deus tem sua importância permanente. Ser filho é perene, definitivo, não tem mudança. Quando ele nos dá a fé em Jesus e nos torna filhos, somos assim para a vida inteira (a não ser que se queira abandonar esta condição). Então, não importa como estejamos, sempre seremos. Não importa onde estejamos, lá Ele permanece conosco. O que nos deixa seguros e confiantes de que temos continuidade e estabilidade em toda e qualquer situação. Somos.

E é nisto que precisamos permanecer.