Centro

Quando eu era criança, na manhã de Páscoa havia um ninho para ser procurado. Naquele domingo acordávamos mais cedo que o sol - depois de mal conseguirmos dormir - para procuramos os doces e chocolates.

Mas depois do ninho, sempre havia a celebração de Páscoa.

Sou grato a meus pais por terem nos ensinado as prioridades. Antes mesmo de procurar o ninho, já sabíamos que havia algo maior e mais importante na data. E, mesmo assim, não deixávamos de ter o momento que é especial para a toda criança.

Às vezes, nossas falas de Semana Santa correm o risco de ser apenas troca de automóvel por veículo. Tentando tirar o centro do chocolate, coelho e ovos de páscoa com discurso anti-consumista, pregações que falam de como ‘os outros se deixam levar pelo espírito capitalista’ e como o mundo ‘ não sabe mais o verdadeiro sentido da Páscoa”, apenas mudamos de um centro errado para o outro: gastar mais tempo falando mal do que julgamos que não se deve, do que apontando para o que mais importa, enfatizando o centro seguro.

Centro que está em Jesus Cristo e tudo o que Ele fez por toda a humanidade. Uma obra que teve o gosto amargo, como do chá de ma(r)cela e também o sabor doce, como de um chocolate. Morte e ressurreição. Com Ele no centro pode haver o restante ao redor, sem problemas. Pois tudo será utilizado na perspectiva correta e de maneira adequada.

Ou seja, a Páscoa terá a procura do ninho sem esquecermos de que Ele nos garantiu novo Lar.
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