sábado, novembro 28, 2009

Ulbra Tv 5 anos


Confira matéria do Ulbra Noticias sobre a celebração de 5 anos da Ulbra TV. Aproveite e conheça um pouco mais sobre o canal.



Not be moved

Barbecue in Brazil is made by skewering meat on long spits that look like swords and putting them over a barbecue pit that has burning charcoal. That’s Brazilian “churrasco”. Down here in the southern part of the country it is not uncommon for houses to have these brick-made barbecue pits that look almost like an elevated fireplace. These barbecue pits can have long chimneys sometimes often 15 or 20ft tall.

Well, all of this was said to mention that mine came crashing down. The full story:

Winds and storms are not offering a truce these days in southern Brazil. Last week my neighbor’s chimney didn’t resist the wind strength and fell to the ground. And our barbecue sets were wall-to-wall. Then when his fell it brought mine together and both landed not so safely on my roof and in my backyard.Fortunately no one was hurt, no water came inside the house and it won’t cost much to put it up again. That’s the good side of such bad news.

What’s the lesson we can draw from this illustration? Maybe that it is very important to be well constructed so we can resist the bad winds trying to put us down. Ok, right. But there’s another one that comes to mind.

It is not sufficient to have a good construction. One needs also to have good company. Let’s take the chimney’s experience for example. Mine was relatively safe. The wind alone probably wasn’t strong enough to make it fall down. But it fell. Why? Because the one next to it had troubles and didn’t resist the storm. So no matter who was guilty the fact speaks loud and clear: both are broken and spread over the ground.

The company we have. The places we go. The people we listen to. What if they are not “good constructions”? Then no matter how we unshakable we think we are one day or another we are going to fall. The wind will come and their structure will not resist. And….we will come down with them. Then, no matter who was guilty everybody will be on the ground.

The firm foundation to be built upon so we do not fall is Jesus Christ. He builds us sound and safe. And at the same time, Christ stimulates us to sow this faith to influence our world. This way we will gather good company and be surrounded by good construction. The faith that sustains us is the same that influences others and makes people strong enough to face any storm. He is unshakable. So can we be unshakable when we are grounded on Him.

Though winds and storms are unavoidable and often make us bounce, we always can sing with the psalmist: “I keep the Lord always before me; because he is at my right hand, I shall not be moved”.


Text revision:
Paul Lantz, Theology Student
Concordia Seminary,
Sao Leopoldo, Brazil

sexta-feira, novembro 27, 2009

“Fatos são coisas inflexíveis, mas estatísticas são mais maleáveis”.

Mark Twain

Mais Ele existe

Um dos comentários recebidos em reação ao texto “Ele existe?” (semana passada, 20.11) foi o seguinte:

“É importante que se diga: quem conhece teoria estatística, não concorda em nada com o texto... Hipóteses só são mantidas, por sua probabilidade.. “

O texto se propôs a um exercício humano, consciente de que provas concretas sobre a existência de Deus não existem a não ser para a fé. No entanto, aparentemente é bem no campo do exercício intelectual que a teoria estatística não desabona o viés do que foi escrito. Ao contrário, reafirma.

“A estatística utiliza-se através das teorias probabilísticas para explicar a frequência de fenómenos e para possibilitar a previsão desses fenómenos no futuro. Algumas práticas estatísticas incluem, por exemplo, o planejamento, a sumarização e a interpretação de observações. Dado que o objetivo da estatística é a produção da melhor informação possível a partir dos dados disponíveis, alguns autores sugerem que a estatística é um ramo da teoria da decisão.
A estatística é uma ciência que se dedica à coleta, análise e interpretação de dados. Preocupa-se com os métodos de recolha, organização, resumo, apresentação e interpretação dos dados, assim como tirar conclusões sobre as características das fontes donde estes foram retirados, para melhor compreender as situações”.(
Fonte)

A estatística não inventa nem gera fatos. Ela coleta dados e os interpreta, gerando análises e probabilidades. Uma vez que é possivel coletar inúmeros dados referentes à existência de Deus (Livros sagrados, relgiiões, história, testemunhos, relatos de milagres, depoimentos pessoais, estudos teológicos, filosofia da religião, estatisticas que apontam pelo menos 90% dos habitantes afirmarem Sua existência. Pessoas sagradas como Jesus Cristo), é possível gerar análise e uma probabilidade.

Ou seja, estes dados, somados a milhares de outros, dão farta sustentação para, pelo menos, a probabilidade da hipótese da existência de Deus. Se os fatos e provas são verdadeiros ou não, se são ou não passiveis de erro, isto não está na área da teoria estatistica e sim científica (biologia, psicologia, física, mecânica, etc...).

Jà para se estabelecer a hipótese: “Deus não existe”, a carência de dados é muito maior, apontando pouca probabilidade e, portanto, segundo a teoria estatística, pouca sustentação hipotética.

A conclusão é de que, do ponto de vista da estatistica - hipótese, análise e probabilidade - Deus leva vantagem sobre ‘não-Deus’. Mas, reafirmando, não são as ciências, probabilidades e estatisticas humanas que definem ou não Sua existência. Ele é eterno, nós viemos depois. Nos o conhecemos porque Ele escolheu revelar-se. É em fé, Seu grande presente, que reconhecemos sua presença em nossa existência para que a fé nunca deixe de existir.

Probabilidades e estatísticas à parte, portanto, é a análise bíblica que não nos deixa duvidar: “a fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção de fatos que se não vêem”. *


(*Livro bíblico de Hebreus, 11.1)

Matéria Ulbra TV 5 anos


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quinta-feira, novembro 26, 2009

“O pior momento do descrente deve ser quando ele está muito agradecido e não tem a quem agradecer”.

Dante Gabriel Rossetti

Acontece

Acontece quando conquisto.
Quando visto alegria ao vencer.
Quando a mão estendida me alcança.
Ou consigo por fim perceber
o que estava adiante, confuso
e agora está mais fácil de ver.
Acontece o inevitável
O coração quer agradecer.

Acontece quando sigo, progrido,
quando a luz brilha em volta de mim.
Acontece no mais simples detalhe,
De um dia que pode não fim.
Sobrevem quando encontro um caminho,
Resolvendo, perdoando – esquecer.
Acontece o inevitável:
O coração quer agradecer.

Acontece também quando choro,
e não entendo o momento de dor.
Lá na frente o Sol deixa mais claro
o que posso aprender, sem rancor..
Acontece também no escuro,
no dificil, no tentar entender.
Acontece o que até me surpreende:
O meu peito quer agradecer.

Acontece, com frequência, e me aquece
a vontade de agradecer.
Mas a quem se dirige a corrente,
a que mar este rio vai correr?
Só um Ser pode ouvir com amor.
Com sentido a oração receber.
Ele é Deus, que conduz minha lida
Minha prece, os meus pés, minha vida.
-É a Ele, o coração vai dizer.

quarta-feira, novembro 25, 2009

Tem as coisas que a gente pensa. Tem as que a gente sabe. E tem também as coisas que a gente pensa que sabe.


L.A.

5 anos


Ulbra TV faz 5 anos. Confira as novidades na programação.




ao alcance

Paulo acessou o site da Universidade e entrou rapidamente na seção de ensino superior para conferir sua nota. Conforme fosse, passaria direto, sem necessidade da substituição. Mas ficou um pouco mais apreensivo ao constatar que a nota ainda não estava lá. Isso significava mais um ou dois dias de indefinição quanto à cadeira que cursava e, de certa forma, quanto ao futuro.

Indefinição gera angústia, e esta perturba bastante a vida. Se para saber uma nota já é assim, quanto mais para as questões ainda mais importantes – como será minha profissão? Como será meu caminho? Como será minha vida? E o que vem depois dela?

Determinadas respostas, o tempo vai trazer. Outras, podemos construir desde já com aplicação e iniciativa. Para todas elas – e para pergunta final, ‘o que vem depois?” – Deus sempre tem uma indicação, auxílio e resposta por escrito. Na Bíblia – sua prova de amor escrita - encontramos segurança e orientação para as coisas mais importantes que acontecem e vão acontecer conosco.

Tudo isso ao alcance, sem ID ou senha, mas por meio de um simples e grande dom: Fé. Um presente que alivia a angústia e aponta para a aprovação final.

Pode aproveitar. O acesso é ilimitado.

Vestibular Nova Ulbra

Comercial de TV do vestibular 2010 da Nova Ulbra.

segunda-feira, novembro 23, 2009

Provérbio

“Não te protejas com uma cerca, mas com amigos”.

um Friend

Todos os anos o New Oxford American, dicionário da lingua inglesa, escolhe uma “palavra do ano’, um novo verbete. Ultimamente a maioria delas têm vindo da área de informática e Web.

A palavra escolhida deste ano é “Unfriend”. A definição: remover alguém do estado de amigo em uma rede social como o Facebook. Parecido com “vou te deletar do meu Orkut”, ou dar unfollow no Twitter.

Verbo feio este, para receber tal distinção. Unfriend. “Desamigar”. Tudo bem que às vezes precisamos evitar certas más companhias, mas não é nada legal levar unfriend, seja na vida virtual ou real.

Uma canção famosa no meio cristão diz “Em Jesus amigo temos”. Seja no mundo no mundo real ou virtual, Ele conecta-se ao coração e dali não sai. Isto porque Ele não se deixa levar por humor do dia nem mesmo por recados mal escritos numa hora ruim. Nem mesmo as criticas mais pesadas o fazem desistir. Ele não é de apertar botões para remover pessoas. O Mestre deu sua propria vida pelo seres humanos, o que significa que não é de uma hora pra outra que vai pressionar “unfriend” e mandar alguém para o trash bin espiritual. O mundo, a internet, o ser humano podem querer ser fast em tudo. Mas Ele sempre tem tempo. A vida inteira.

Às vezes levamos alguns unfriend, no mundo real ou no virtual. Acontece. O que não pode acontecer é esqueremos que Nele sempre temos um Friend. Aliás, não apenas ‘um’, mas O amigo de verdade, com palavras e verbos significativos de ligação e de ação. Sem nunca desamigar. Sem nunca desanimar.

Amizade para ser vivida e compartilhada com o próximo. De maneira real, mesmo quando virtual.

domingo, novembro 22, 2009

sexta-feira, novembro 20, 2009

“Deus é amor, e aquele que permanece no amor vive unido com Deus e Deus vive unido com ele”.

(Apostolo João, 3ª carta, 4.16)

Ele existe?

O que é mais fácil: provar que Deus existe ou que Ele não existe?

A segunda opção pode parecer mais difícil do que à primeira vista parece.

Uma coisa é dizer: “Eu acredito que Deus não existe”. É uma questão de escolha, de fé pessoal. O sujeito escolhe no que acreditar. Mas afirmar: “Deus não existe”, já é algo mais complexo de se provar.
“Porque não se vê” ? Não se sustenta. Há muitas coisas que existem sem serem vistas. “Porque não há evidências humanas e científicas” ? Aí precisamos da palavra ainda. Ainda não há, mas não se pode prever o futuro. “Porque eu não percebo nem sinto” ? Subjetivo demais. “Porque há maldade e dor no mundo” ? A natureza tem em si “maldade, dor e destruição” mesmo quando olhada do ponto de vista da Evolução, sem Deus.
Vale observar também que, há séculos atrás, a possibilidade de voar de avião, chegar à lua e conversar com o outro lado do mundo em tempo real receberia de muitos o mesmo titulo. “Impossível de existir”. E, ainda, do ponto de vista humano, seria totalmente absurdo daqui a 1000 existir uma máquina que detecte a presença de Deus?

Um raciocínio humano e científico coerente, portanto, jamais dirá “Deus não existe”. O máximo é “eu não acredito em sua existência” ou “ainda não se encontrou evidências de sua existência”.

É mais difícil demonstrar que Deus não existe do que manter a hipótese de Sua existência. Pois de que Ele existe, as provas são inúmeras.
As civilizações primitivas, todas religiosas. As religiões de hoje. As experiências e relatos pessoais (quem prova que não são verdade?). A natureza. A providência e proteção, a convicção. A pesquisa teológica. E, no caso dos cristãos, a Bíblia e a pessoa de Jesus Cristo. Para citar algumas.
Para onde se olha, as provas emergem de todos os lados.

Mas, claro, no fundo sabemos que tudo é uma questão de fé. Provar mesmo para os olhos do corpo ninguém prova nada, Em ambos os casos entra o olhar de fé, ou creio ou não creio que Deus existe. O que não se pode admitir é o rotulo de que acreditar em Sua existência é limitação, imaginação ou refúgio psicológico. Negar sua existência pode ser mais limitante do que se percebe.

O mais importante é a certeza de que Deus não apenas existe. Ele atua. Um Pai amoroso, presente, perdoador que, em Cristo, se faz presente em nossa existência. Não importam provas humanas. Ele já provou seu amor e cuidado que, pela fé, chegam ao nosso coração.

Aí é certo: não existe coisa melhor.

quinta-feira, novembro 19, 2009

Vestibular 2010

Comercial de TV do vestibular 2010 da Nova Ulbra.

“Eu sempre achei que os atos de um homem são a melhor interpretação de suas idéias”.

John Locke

Ele ao lado

Os temporais e ventanias não dão trégua aqui no Rio Grande do Sul, e hoje foi minha vez se sentir um pouco dos estragos que eles podem causar.

A chaminé da churrasqueira do vizinho não resistiu à força do vento e caiu. Mas não sozinha. Veio de encontro à nossa e as duas pousaram juntas em nosso telhado e chão. Felizmente não havia ninguém embaixo, ninguém se feriu. Felizmente a parte do telhado atingida é na área dos fundos, não vai chover dentro de casa. Felizmente com um pouco de paciência e investimento, tudo se resolve.

Qual a ilustração mais direta utilizando este fato? È importante estar bem construído e fundamentado para evitar que ventos inoportunos nos derrubem de nossa posição. Certo. Mas a analogia que me ocorre é outra.

Não basta estar bem edificado. É preciso também estar bem acompanhado. A nossa chaminé estava relativamente firme. Provavelmente não teria caído. Mas acabou indo ao chão porque aquele que estava ao lado dela acabou tendo problemas e cedeu à força do temporal. Não importa de quem foi a culpa, o fato é que as duas estão quebradas, inutilizadas, no chão.

Se as companhias com as quais andamos, se os lugares que freqüentamos, se as pessoas a quem damos ouvidos não oferecem firmeza, não importa o quanto nos julguemos inabaláveis, uma hora a coisa cede. Uma hora o vento pega. E aí não adianta procurar culpados, todo mundo vai ao chão.

Fundamento de verdade para não cair está em Jesus Cristo. E Ele mesmo nos estimula a semearmos esta fé e influenciarmos o mundo que nos cerca, formando ao nosso lado companhias para o bem. A Fé que sustenta é a mesma que influencia, garantindo segurança para o vento que vier. Longe dela nos expomos ao perigo e o estrago, quando pode não haver mais cimento que nos coloque no lugar.

Os temporais e ventanias não dão trégua, é fato. Mas, com Ele ao lado, nunca vão nos derrubar.

terça-feira, novembro 17, 2009


“Se você fosse preso acusado de ser cristão, haveria provas suficientes para condená-lo?”

David Otis Fuller

Controle

Com toda esta história de que “você controla o seu destino”, “pense positivo”, “você comanda sua vida”, entre outros chavões da moderna tendência do eu sozinho posso tudo, convenhamos, às vezes a gente “se acha”. Chegamos a pensar que realmente podemos controlar as coisas. Semi-deuses donos de cada minuto de nosso viver.

Mas um teste simples ajuda a pensar melhor.

Ordene ao seu olho que pare de piscar por 5 minutos. Peça ao seu intestino delgado, logo após o almoço, que pare de processar os alimentos. Dê um comando cerebral para que seu coração pare de bater por alguns segundos. Aliás, faça a sinapse em cérebro parar.

Não, não temos como fazer. Não temos este controle. Enviamos foguetes à lua, partimos o átomo, conectamos o mundo. Mas não controlamos nem mesmo o crescimento das unhas ou uma simples lágrima cuja hora chegou de rolar.

Menos, bem menos.

Se bem que o objetivo deste texto não é defender a teoria do caos e o completo desgoverno – temos sim, responsabilidades e controle sobre muitas decisões -, cabe lembrar que somos dependentes, frágeis. Complexos. Humanos. Sozinhos, temos muito a perder.

Acompanhados, somos sempre mais fortes. E, quando amados e sustentados pela mão do Pai, somos tudo. Não no sentido arrogante e auto-suficiente, mas no melhor sentido que tudo pode ter – filhos de um Pai que nos dá segurança e humildade, confiança e responsabilidade. Respeito pelas limitações. Para andarmos em fé, sob o controle de Quem nos faz viver livres para servir e amar.

Assim, quando chegar a hora de nosso coração realmente parar de bater e nossos olhos pararem de piscar, não precisará haver lágrimas, nem medo.

Apenas a incontrolável alegria do viver que é sem fim.

Os luteranos e a queda do Muro

Fonte da imagem

Em 1986, na igreja luterana de St. Nicolau em Liepzig, iniciou uma reunião de oração semanal, todas as segundas, 17:00, com o propósito de "Vivendo e permanecendo na Alemanha Oriental", pois as tribulações eram muitas e o povo não tinha liberdade de sair do país naquela época. No início só frequentavam os trabalhadores da cidade, mas, a cada semana, mais pessoas passaram a frequentar, e vinha gente de todas as cidades da Alemanha Oriental para orar por mudanças. O movimento cresceu e transbordou a igreja. Outras igrejas passaram a fazer parte do momento de oração semanal.

Em janeiro de 1989, houve uma grande demonstração dos cidadãos e, após as orações, eles foram para rua com folhetos convidando a participar da reunião as segundas. A polícia reprimiu a manifestação, realizou prisões e a tensão crescia a cada segunda-feira. Muitas vezes as reuniões eram realizadas na praça, em frente à igreja, pois o volume de pessoas era maior do que a capacidade da igreja. Bilhetes junto com flores, pedindo a libertação dos prisioneiros, eram colocados nas janelas. O movimento passou a ser amplamente comentado e replicado. As autoridades, cada vez mais tensaa, resolveram bloquear as ruas de acesso a a igreja em maio de 1989. Mas as reuniões continuavam, agora não só com os cidadões orando pela paz, mas havia também curiosos, policiais infiltrados, artistas e políticos.

No dia 4 junho, o mundo assistiu aos brutais eventos em Pequim, quando tanques invadiram a praça da paz. Esse evento na China ligou alerta máximo nas autoridades alemãs. No dia 10 de junho, a policia interrompe um festival de música nas ruas de Leipzig e leva presos flautistas e outros músicos, com receio do grande ajuntamento do povo. As reuniões de oração já congregavam perto de 50.000 pessoas.

Em 6 outubro de 1989, a Alemanha Oriental comerou 40 anos de fundação. Na segunda-feira, dia nove, 2 mil policias ocuparam os assentos da igreja de S. Nicolau às 14:30. As 17:00, a igreja abriu as galerias supeirores para ao povo entrar e realizou a reunião como de costume. O pastor pregou sobre as bem-aventuranças, entre outras coisas disse:
"Bem aventurado os pobres, e não: Felizes os ricos
Ame seu inimigo, e não: Derrube seu oponente...
... O espirito da paz precisa ir além dessas paredes. tomem muito cuidado de não serem rudes com os policiais quando sairem... tirem a pedra de dentro dos seus punhos cerrados. Nosso socorro e proteção estão somente no Senhor."

Os líderes da igreja sabiam que a maioria dos que iam as reuniões não eram fiéis, que havia muitos agentes da policia secreta infiltrada entre eles, mas a liderança era taxativa: "A igreja está aberta para todos. Onde mais eles poderiam ouvir os ensinos das bem aventuranças?" Na verdade, muitos policiais foram agradecer no dia seguinte o pedido de jogarem fora as pedras.
Ainda no dia 9 de outubro, 8 mil poliicias aguardavam a ordem de reprimir com a violência necessária a manifestação. Ao fim da reunião as portas da igreja se abriram e uma multidão do lado de fora aguardava com velas nas mão. Uma pessoa segurava a vela e outra protegia a chama.

Naquela noite foram 70 mil pessoas pela cidade, não houve violencia nem repressão. O chefe da policia secreta, STASI, declarou: "Tínhamos todas as estratégias preparadas cada opção de ação planejada, só não contávamos com velas e orações".

Na semana seguinte houve 120 mil pessoas e, na última segunda-feira de outubro, 500 mil pessoas nas ruas de Liepzig. Duas semanas depois, em Berlim, havia 1 milhão de pessoas nas ruas.

No dia 9/11/1989 o muro foi derrubado.


Fontes:

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4776699,00.html?maca=en-rss-en-ger-1023-rdf

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,3805080,00.html http://www.leuenberg.eu/10379-0-

20
http://www.euronews.net/2009/10/10/leipzig-remembers-its-proudest-moment/

domingo, novembro 15, 2009

“Tudo passa. Até esta angústia com a transitoriedade de tudo.”

@LuisFVeríssimo

Anesthesia

When you go to the dentist with a toothache or other serious problems with your teeth you expect to be relieved. But what about his way of trying to get you relaxed? A big syringe to anesthetize the pain. You cringe, wanting to run out of the office.

Those injections hurt. But they are meant to stop the pain...yet, at first, they cause it. Especially in the tiny, sensitive places deep in your mouth. But why do we just accept this torture? Why don't we just say: “ok, doc, I don’t wanna feel this pain. I’m going home!” ?

The answers is: we know that temporary pain will prevent us from feeling much stronger pain. The syringe pain is bad. But much worse pain will be felt without taking the anesthesia for the tooth problem.

Looks like daily life, right? Yes, for sure. God sometimes allows some pain in our lives by preventing something much worse to happen. Something that would harm us to the core of our being. We complain when in pain. Yet as time goes by we sense His wisdom...the Great Physician is a specialist for us. He knows exactly when to use the anesthesia to heal us and to save us from deeper wounds.

That happened on the Cross too. By Christ’s pain and wounds, we are preserved from the pains of being alone, without help and salvation.

Next time you feel bad or hurt try to calm down and keep trusting The Doc. He won't let the pain push us out of His caring hands.



Text revision:
Kim Starr - Wisconsin, USA.

sábado, novembro 14, 2009

"Destino. A permissão ao tirano para o crime e a desculpa do tolo para a falha".

Ambrose Bierce

sexta-feira, novembro 13, 2009

Congresso


Jovens do Distrito Luterano Vale do Gravataí (Digra) reúnem-se em Congresso no próximo fim de semana. Atividades, reflexão e amizades!

Acaba hoje

Quantas coisas deixamos correr com o tempo, até não mais conseguirmos acompanhar?
Quantas pessoas deixamos seguirem nos desprezando até nossa auto-percepção acabar por concordar?
Quantos caminhos diante de nossa fé nos enganam a ponto de pensarmos que nossa estrada está esburacada demais?
E a mágoa que queima, não deixando continuar? O medo, que ajuda a retroceder? A angústia, congelando o andar?
Não, não dá para continuar. Não podemos continuar fugindo de nós mesmos.

-Então, isso acaba hoje.

Será que não é esta frase que está faltando para muitas de nossas palavras? Será que não é esta atitude que está precisando de ênfase e atenção? Será que não é preciso parar com o que nos prejudica a ponto de, às vezes, até pensarmos se vale a prosseguir?

Então, é hoje que vai parar. Isso acaba hoje.
.
Precisa acabar porque a vida é mais do que ser humilhado ou humilhar; mais do que deixar correr ou ser atropelado pelas coisas. A vida é maior do que o olhar míope de quem não nos ajuda a crescer.

A vida e presente de Deus. A fé também. Viver com Jesus Cristo é uma dádiva que nos permite olhar além do horizonte estreito e enxergar o mar. Permite escalar as montanhas que antes nem se pensava em superar. Leva a observar a beleza até do menor dos sinais que Ele coloca em nosso caminhar. Reverte a tendência, reforça o valor, pauta a consciência. Acalma nossa dor. Porque Ele já acabou com o que nos condenava e nos libertou para viver sem fim.

Deus não quer nos ver desperdiçando o que lhe custou caro. Ele não nos quer ver correndo de um lado para outro sem mais o norte a nos orientar. Quer sim, nos levar a viver a vida sem precisar correr sem sentido ou querer desistir.

Se estamos em uma situação como as do começo, e vemos que está na hora de mudar, não existe mágica, é certo. Mas com esta frase podemos começar:

-Então isso acaba hoje.

quinta-feira, novembro 12, 2009

“Algumas pessoas nunca vão aprender nada porque entendem tudo rápido demais”.

Alexander Pope

Polêmica

Carta psicografada é mantida como prova em processo no RS

Comentário hoje, no Ulbra Notícias (a partir das 18h30, horário de Brasília). Confira!


Para assistir via internet:
http://www.tvi.com.br/video/0,VIDEO,5,21,104,0,EX-1,TVS+ONLINE+ULBRA+TV,00.html




Efeito manada

É desta maneira que o psicoterapeuta João Figueiró, em entrevista ao Estadão, descreve este fenômeno:

“Pessoas consideradas normais recebem certas informações e passam a atuar em bando, como uma manada. É como as torcidas de futebol, um fenômeno grupal. Dentro da massa, os indivíduos deixam de lado a moral e a ética, que freiam a impulsividade. As circunstâncias fazem com que ele renuncie aos seus valores e embarque na proposta coletiva de um líder - e essa proposta circula rapidamente dentro do grupo.”

Esta é uma das explicações para o evento ocorrido na Uniban, que provocou a expulsão e posterior readmissão de Geisy Arruda. A estudante de turismo foi hostilizada por dezenas de colegas por suposta postura indevida e uso de roupas indecorosas.

“Na multidão todo mundo fica valente”, é mais ou menos o que diz o ditado. No meio de uma galera posando de forte, mais fácil fica incorporar o super-homem que existe dentro da mente. Mas este ‘herói’, infelizmente, desamarra os freios éticos e morais que nos impedem de fazer o que sabemos que não devemos.

Já em termos de fé, não existe ‘efeito manada’. Ninguém está com Deus ‘no embalo’, ou ‘com a galera’. Fé é individual e intransferível. Portanto não adianta se filiar a uma igreja ou instituição religiosa, nem participar de uma, se a ideia é “estou com todo mundo, estou com Deus”. Ou “pelo efeito na multidão, parece que o negócio aqui é verdadeiro”. Pode não ser. E podemos, então, embarcar num ‘efeito manada’ religioso que nos leva para longe dos pastos verdes do Bom Pastor.

Quando confessamos nossa fé, dizemos ‘Eu creio’. Ninguém crê pelo outro. Jesus Cristo dirige-se a todos em geral, mas atua no coração de cada um, individualmente. Aquele que lança sua fé para dentro deste amor participa da ‘galera de cristãos’ que, em conjunto confessa sua fé, mas não por ‘osmose’, e sim, pela ação de Deus no coração.

Esta mesma fé que traz valores capazes de nos refrear do ‘efeito manada’. Não abrirmos mãos do que sabemos ser certo apenas por estarmos no meio da multidão. Mas fazermos valer princípios que são os mesmos em qualquer ocasião.

Figueiró, respondendo o porquê de algo assim acontecer numa universidade, diz: “Hoje, a escola não transmite valores, só conteúdos”.
A Fé Nele não é apenas conteúdo. É princípio que molda o coração e valor válido para toda a vida

segunda-feira, novembro 09, 2009

“Eu não sei por que as pessoas se assustam com novas idéias. Eu me assusto é com as velhas.”

John Cage

Derrubar

Nove de novembro de 2009, 20 anos da queda do muro de Berlim. Já sou velho o suficiente para dizer que me lembro daquela época. Segundo relata o perfil “@dw_muro_berlim” no Twitter, às 18h daquele dia (horário local), uma coletiva de imprensa comunicaria que o governo da Republica Democrática Alemã(RDA) iria permitir viajar com mais facilidade ao Oeste. Como sabemos, não foi só isso. No dia seguinte os jornais do mundo inteiro anunciariam o fim. E o novo começo.

Eu tinha 14 anos. Ou seja, não sabia de quase nada do que estava acontecendo. Pois saber pelas notícias gerais é praticamente não saber.

Hoje ainda não sei muito. Mas o fato é que, com o passar do tempo, descobrimos que estas coisas não acontecem ‘do nada’. Não foi um grupo que resolveu: “Ei, tá na hora de derrubar este muro!”, como estudantes decidem, de repente e em efeito manada, hostilizar uma colega de minivestido. Existem interesses ideológicos, econômicos, pessoais. Existem manobras. Combinações, acordos. Existe o tempo e o vento. O vento da mudança que sopra até derrubar o que parecia não ter fim.

Leva tempo para compreendermos que certos muros não caem por mágica.

Como alguns dos que construímos em nosso caminho. Mágoa, frustração, Indignação. Cegueira. Desilusão. Dificilmente são derrubados por apenas uma palavra. Raramente podem ser contornados com apenas boa intenção. Precisam de tempo. Exigem queda do orgulho, da teimosia, da indiferença. Chamam à reflexão.
Nem mesmo o pior dos muros caiu de repente. Custou a vida e obra de Jesus Cristo, que derrubou o que nos separava de Deus e nos uniu ao que mais precisávamos. Pela fé nos deu também liberdade. Liberdade para servir e amar.

E, neste caso, amar quer dizer também derrubar. Colocar no chão o que atrapalha, mandar abaixo o que impede o comunicar. Não permitir barreiras ao que é mais precioso, renovar o ânimo para lutar. Deus nos dá fé, aumenta a força, faz tudo o que é preciso para termos tempo e vontade de acertar. E sorrir. E curar.

Seja aos 14, aos 41 ou aos 120, se lá Ele nos permitir chegar.

domingo, novembro 08, 2009

“Tolo é aquele que naufragou várias vezes seus navios e continua culpando o mar.”

Publílio Sirio

sábado, novembro 07, 2009


A Banda DNS8, da Celsp Canoas, grava hoje à noite seu primeiro ao vivo. É no auditorio do prédio 11 da Ulbra Canoas. Muitos convidados estarão com a banda fazendo uma bela noite de louvor.


Ingressos:



sexta-feira, novembro 06, 2009

Remédio

Se o problema do filho ‘é só um probleminha”, igualmente pequena será a resposta que os pais vão providenciar.
Se o grande problema que o trabalho apresenta for apenas ‘uma falhazinha’, as medidas para saná-lo serão as mais simples que se puder encontrar.
Se a dor que incomoda for uma dorzinha de nada, o remédio receitado não irá além do que se acha necessário para curá-la. Se achamos que estamos só com gripe, utilizamos um comprimido. Se a dor de cabeça for só de stress, apenas um analgésico. Se considerarmos a dor do outro pequena, pequeno será a atenção que vamos dispensar

Quanto menor a doença, menor o remédio.

Entrentanto se nos damos conta que o problema é mais sério, igualmente mais séria será a providência que vamos tomar.

Se a nossa vida possui apenas pequenos defeitos, falhas eventuais, ou ‘erros que todo mundo comete’, esta será também a importância de Jesus Cristo. Um mestre que nos deixou ensinamentos de como melhorar aspectos da nossa personalidade e vida diária. Só.
O que é até verdade. Mas é muito mais.

Nosso problema é grave. Nossa necessidade é grande. Precisamos de alguém que nos conecte a Deus, que cure nossa doença maior. Sozinhos, estamos separados, aflitos, perdidos até. Nossa fragilidade é grande. Nossa doença é grave. Não podemos curá-la sozinhos.

Por isso, o remédio precisa ser eficaz. Jesus Cristo não é apenas uma aspirina ou um analgésico da alma. Ele é a cura definitiva e o curativo que a vida precisa para estar livre do maior mal que pode nos acometer. Providencia tratamento vitalício para que os efeitos nocivos não tornem a nos prender. Ele é grande, presente, perfeito. É o remédio que mantém saudável nossa vida de fé.

Qualquer dúvida, leia a bula. Digo, a Bíblia.

Ciertamente

“Mira, señor, probablemente podremos resolver tu problema”.

“Estimado cliente, esperamos cumplir con nuestras promesas de mejoras, en un plazo máximo de 30 días…”.

“Si, existe la posibilidad de que seas contactado…”.

“Sabes, estoy con la sensación de que...”

¿Usted ya haz leído mensajes como esta? Es posible que si, nuestro mundo está lleno de ellas. Incluso nuestro propio vocablo. “Posiblemente”, “quizás”, “yo quisiera que”, “es probable”…

El Salmo 23, aquel bello texto bíblico que comienza con “El Señor es mi pastor; nada me falta”, termina con: “Tu bondad y tu amor me acompañan a lo largo de mis días”.

Vea, el autor dice que es cierto. Como lo destaca el autor Max Lucado, no es:
“Mira, posiblemente la bondad y el amor de Dios…”
“Si, existe la posibilidad de que la bondad y el amor…”
“Sabes, yo estoy con la sensación de que bondad y misericordia…”

El texto no nos deja en dudas. Ciertamente me acompañan a lo largo de mis días. Y no es poco lo esta certeza se nos asegura.
La Bondad de Dios, que es su cuidado con todo nuestro sustento material y la Misericordia, que es nunca dejar faltar el alimento espiritual. Perdón, paz, tranquilidad, confianza y coraje, aún delante del peor desafío o de mayor temor.

Todavía, usted irá depararse con muchos “posiblementes”, o “sensaciones” a lo largo de la vida. En estos momentos, haga la comparación del “quizás” humano con el “ciertamente” de Dios. No se puede afirmar que los problemas irán desaparecer. Pero, levantarse otra vez, y continuar a correr no será apenas una gran posibilidad.

Será una certeza.





Traducción:
Pastor André Luiz Muller
Canoas, RS, Brasil

Show DNS8


A Banda DNS8, da Celsp Canoas, grava no dia 08.11 seu primeiro ao vivo. É no auditorio do prédio 11 da Ulbra Canoas. Muitos convidados estarão com a banda fazendo uma bela noite de louvor.


Ingressos:


3472-5613

quinta-feira, novembro 05, 2009

Continuar

“Ter fé nas horas boas é fácil. Mas quero ver alguém perder um filho, perder a casa ou ter alguma outra grande dificuldade e continuar acreditando em Deus”.

Não é um raciocínio difícil de se encontrar. E, de fato, pode ser difícil manter a fé em horas assim. Mas a história a seguir, real, mostra que Ele pode muito mais do que podemos imaginar.

Esta senhora teve o local de trabalho queimado na véspera de Natal. Equipamentos, materiais, grande parte perdido. Muito investimento destruído em poucas horas. Passou o tempo e ela perdeu um filho e o neto numa sexta-feira santa. Tempos depois, perdeu também o marido. Passaram-se mais alguns meses e sua casa pegou fogo. Ficou até sem cama para dormir.
Para não citar outros problemas, digamos, “menores”, como o fato de morar em uma vizinhança de dificuldades financeiras e ser portadora de uma deficiência física.

Certo dia, o Francisco Lopes, terapeuta social que realiza atividades naquela realidade, relembrando estes episódios da vida dela, perguntou: “E como a senhora vê Jesus Cristo em sua vida, diante de tudo isso?”

Talvez a resposta fosse de raiva. Talvez de decepção. Ou mera indiferença. Mas foi curta, calma e confiante. Emocionante:
“Ele é a Água Viva que mata a minha sede e que dá forças para continuar todos os dias”.

Um depoimento forte. comovente. De alguém que sabe o que é sofrer. Mas também sabe o que é confiar. Ácima de tudo, vive a certeza de que Ele é o refúgio, abrigo e força diante das tragédias e dores do ser. Muito além do que a razão humana pode compreender.

As nossas forças podem até acabar. Mas o Amor Dele, não.
“Quem faz o que sempre fez, conseguirá o que sempre conseguiu”.

Respostas

A área de Educação no Brasil passou este ano por um escândalo nacional: o vazamento do conteúdo das provas do Enem (Exame Nacional de Ensino Médio). O fato provocou indignação e mudança de planejamento de milhares de estudantes e famílias brasileiras. A prova precisou ser reagendada, e vai acontecer no domingo 06.12. Desta vez, supostamente, com conteúdo inviolado.

O motivo é obvio: se a prova vaza, todos já conhecem as perguntas. Assim, já podem antecipadamente saber as respostas.

“Que bom isso seria para a vida, não?”, pode ser nossa divagação. “Poder saber as respostas antes de as perguntas serem feitas”. Mas...a verdade é que, s para a prova do Enem talvez fosse bom, para o nosso futuro certamente não é.

Qual seria a motivação de continuar em frente se você já soubesse quando vem um ‘não’? Qual a explosão de alegria e empenho no projeto e execução o ‘sim’ já fosse previsível? Qual a graça de já saber tudo o que se vai responder?

Bom, mas ainda que alguém ache interessante, saber antecipadamente é absolutamente impossível. Se alguém aparecer oferecendo perguntas e respostas sobre o que vai acontecer, aproveite e pergunte também se o Papai Noel vai bem. O ser humano pode até fazer prognósticos e planejamentos. Ou antecipações genéricas (“um grande clube será campeão brasileiro”, “alguém importante fará algo importante”, “o ano que vem será cheio de altos e baixos”). Mas o que o futuro trará, somente o Pai conhece.

E que bom. Pois assim tudo está nas mãos certas. E nós, pela fé, estamos nas mãos do Professor que vai nos ensinar e orientar a cada nova prova de vida. Acertos, erros, aprendizado... tudo é válido pelo fato de que a maior prova de amor já foi dada por Jesus Cristo. Todas as nossas respostas de vida, então, têm um grande propósito: responder a este amor.

È bom que as perguntas sejam imprevisíveis. Pois vão nos levar na direção das respostas promissoras.

terça-feira, novembro 03, 2009

Começãr o dia com um sorriso nem sempre é fácil. Mas é fácil achar durante o dia algum motivo para sorrir.

domingo, novembro 01, 2009

Dia de Finados

Foto: Edson Torres
Excelente entrevista concedida ao jornalista Nelson Dutra pelo psicologo e Teologo Thomas Heimann, professor da Ulbra.

Uma tradição que vem da Idade Média
Professor explica o porquê do Dia de Finados

Pelo menos em um dia do ano, a maioria das pessoas deixa de lado as preocupações do dia-a-dia para lembrar de pessoas queridas que já se foram. É o Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, que normalmente remete o ser humano a um momento de reflexão. Mas quando surgiu o Dia de Finados? Como as pessoas trabalham a realidade da morte? Essas e outras perguntas são respondidas pelo psicólogo e professor de Teologia da ULBRA, Thomas Heimann. Leia a entrevista abaixo:

ACS/ULBRA - Porque e como surgiu o dia 2 de novembro como data de homenagem aos que já faleceram?
Thomas Heimann - A Igreja Cristã, desde seu princípio, passou a elaborar um calendário litúrgico, no qual estabelecia datas para lembrar acontecimentos, festas e marcar personagens bíblicos importantes. Na Idade Média, por volta do séc XII, mártires e outras pessoas de vida exemplar também começaram a ser lembrados pela Igreja Católica. Esta recordação geralmente se ligava ao dia da sua morte. Como o número de santos aumentava significativamente, foi instituído, na Idade Média, o Dia de Todos os Santos (1º de novembro). Pouco tempo depois, foi também fixado o Dia de Finados (“Dia de todos os mortos”), celebrado no dia 2 de novembro. Finados, portanto, foi criado para lembrar todos os cristãos comuns falecidos, sendo um momento de reverenciar os entes queridos que já morreram.

ACS/Imprensa - Como foi tratado esse dia ao longo dos tempos?
Thomas - Posteriormente, após a Reforma Protestante, em todas as Igrejas Reformadas, foi extinto o culto aos santos, porém o costume de homenagear e visitar o túmulo dos falecidos já fazia parte da tradição cristã. Há, porém, algumas diferenças importantes nos ritos realizados em Finados. Católicos continuam a rezar pelos mortos e acender velas em favor das almas dos mesmos. Já para os protestantes a data serve apenas para lembrar com gratidão e carinho dos que partiram, bem como para proclamar a confiança no Deus da vida.

ACS/ULBRA - O dia de finados é exclusividade das religiões cristãs?
Thomas - A reverência aos mortos é prática comum em diversas culturas, desde os tempos mais remotos da humanidade. O que muda, nas diferentes religiões e culturas, é o simbolismo e o significado de cada rito e cerimônia. Em algumas regiões da África e especialmente na cultura oriental, a veneração aos mortos tem grande importância. Em algumas correntes budistas, o dia dos mortos é chamado de Bon Odori, dia no qual há procissões, músicas e desfiles de máscaras. No Xintoísmo japonês o culto aos kamis, espírito dos mortos, é realizado com oferendas de alimentos e objetos de agrado dos falecidos. De modo geral, os ritos, festas e cerimônias que lembram os mortos têm uma múltipla função terapêutica: podem servir como um resgate simbólico dos falecidos, têm uma dimensão comunial (mobiliza a comunidade) e também inscrevem a dimensão da esperança na sobrevivência da vida.

ACS/ULBRA - Antigamente, as pessoas ficavam dias ou meses de luto em homenagem à memória de um familiar. Hoje, essa reverência ocorre, na maioria dos casos, apenas no sepultamento e no dia de finados. Porque?
Thomas - Pode haver várias razões. Vou me centrar apenas numa. A morte parece ter se tornado um tabu em nosso neurótico mundo moderno. Falar de morte é visto como uma atitude mórbida, incômoda, portanto tudo que a lembre precisa ser escondido ou reprimido. Phillippe Ariès, um dos mais eminentes estudiosos do tema morte, define isto como a morte invertida, isto é, a morte que se torna algo vergonhoso, um interdito social, tal como o sexo foi na era Vitoriana. Ou seja, se antigamente falar de sexo era obsceno e constrangedor, hoje tornou-se obsceno falar de morte.

ACS/ULBRA – Mas porquê?
Thomas – Porque, para muitos a morte é, na realidade, a grande fonte da angústia humana, o medo mais primitivo da humanidade. De forma equivocada, o ser humano prefere não dar vez e voz a esta angústia, tornando-se, paradoxalmente, cada vez mais refém da mesma. Estudos apontam que, quanto mais as pessoas tentam afastar a realidade da morte de si, negando-se a falar dela, mais a morte acaba tendo poder sobre elas. É curioso, mas falar da morte com maior naturalidade, olhando de frente para ela, talvez seja o meio mais eficaz para superar a nossa angústia. Finados tem seu mérito por isso. Nos lembra de nossa finitude e de como devemos viver melhor a nossa vida.

ACS/ULBRA - Na maioria das vezes, vemos as pessoas lembrando da memória de seus entes com saudade e tristeza. Não deveria ser o contrário? Lembrar que o familiar ou amigo aproveitou sua existência terrena?
Thomas - A experiência da morte e luto sempre será única e singular para cada indivíduo. Como cada um vai lidar com a perda de um ente querido dependerá de inúmeros fatores: forma da morte (trágica, súbita, após longa doença...) tipo de relação que havia entre o falecido e o enlutado (dependência, conflito, culpa,...), idade do falecido (criança, jovem ou idoso), entre outras variáveis. Por tudo isso a morte pode despertar um turbilhão de sentimentos, por vezes contraditórios: de um lado, podem brotar sentimentos como tristeza, angústia, aflição, saudade, culpa, ira, entre outros. De outro lado, podem brotar sentimentos de alívio, serenidade, confiança e esperança. É preciso que não nos coloquemos numa posição de julgamento, mas aprendamos a compreender a diversidade de sentimentos que a perda e morte evocam nas pessoas.

ACS/ULBRA - Qual a grande mensagem de Finados?
Thomas - Além de enfatizar que a morte não é o fim para aquele que tem fé em Deus, gosto de uma frase de Rubem Alves que diz: “Que sabedoria nos ensina a morte? É simples. Ela só diz duas coisas. O Tempus fugit, o tempo que passa e não há forma de segurá-lo. E logo a seguir, conclui: Carpe diem, colhe o dia como quem colhe um fruto delicioso, pois esse fruto é dádiva de Deus”.


Nelson Dutra
Jornalista - RPMT 11564
ACS Canoas - Imprensa Ulbra
www.ulbra.br