sexta-feira, julho 31, 2009

Provérbio

“O lobo tem um pescoço espesso porque nele realiza seu trabalho.”

Base

Fazer o trabalho de construção com dedicação e empenho, pois tudo precisa ficar perfeito para ir ao ar.
Nâo muito tempo depois, trabalhar para destruir tudo o que foi feito. Pois a limpeza precisa ser perfeita para não deixar residuos, nada pode ficar.

É interessante a vida dos maquiadores. Sua rotina é construir o trabalho mais perfeito possivel para, algum tempo depois - em alguns casos, minutos -, desfazer tudo, não deixar nada para trás. Foi o comentário que fiz com a Daiane, maquadora da Ulbra TV. Pouco tempo depois de embelezar o rosto de alguém, aqulo que foi feito com tanto cuidado é destruído sem olhar pra trás.

Tudo porque a auto-estima gosta de maquiagem. Mas a epiderme, não

Se um maquiador não está consciente desta realidade, provavelmente não vai ser feliz. Tentar perpetuar o que precisa ser passageiro dificilmente vai satisfazer ou contentar.

Às vezes não nos damos conta, mas agimos como maquiadores que se recusam a demaquiar. Não sabemos aceitar hora de minimizar ou abrir mão de um benefício, ajuda, poder, prestígio, dinheiro, que estão sempre a serviço dentro de um todo, como a maquagem também está. Queremos que durem para sempre ou os fazemos ocupar o lugar central. E aí está o perigo. Pois podem até fazer bem para nossa auto-estima. Mas acabam fazendo um mal danado para o nosso coraçao. Para a vida..

Estas maquiagens humanas, mesmo belas e úteis, são transitórias, secundárias. Precisam ser. Nossa epiderme humana é muito frágil e volúvel, não aguenta uma exposição prolongada a alavancadores de auto-estima, que acabam se tornando infladores do ego. E causadores de um mergulho que pode não ter fim.

Para ter no rosto a base certa, o melhor é confiar tudo às mãos de Deus. Isto, de certa forma, é uma maquiagem, na medida em que encobre, perdoa o que é feio - erro – e mostrar o que é belo – a vida com Ele. Mas que também nos limpa aos poros constantemente, para a ilusão do transitório não enfeitiçar nosso olhar. Nosso rosto, nossa face, nossa vida inteira, então, são modelados por um cuidado que não tem igual. Este sim, permanente.

É assim que vivemos em paz com quem nós somos, de Quem nós somos e com Quem vivemos. É assim que o secundário permanece útil, mas o principal permanece sendo a base, que vai nos sustentar.

E é assim que a auto-estima e epiderme encontram um jeito de se acertar.

segunda-feira, julho 27, 2009

“Se você não espera o inesperado, não o reconhecerá quando chegar”.

Heráclito

Escumadeira

A esposa fritava bolinhos de arroz na cozinha. Mas não só isso, pensava também em como estava difícil a situação com o filho adolescente. Preparava as batatas para fritura em outra panela e não conseguia esquecer aquela colega maldosa do trabalho. Mantinha um olho no arroz e outro na carne, mas sem tirar o olhar do futuro financeiro próximo, que parecia não ser promissor para a família.

“Como vou lidar com isso?” era seu pensamento constante. Olhando para a frigideira quente à sua frente, sentiu-se como aqueles bolinhos. Ou como aquelas batatas cruas, prestes a enfrentar o calor do azeite.

O marido entrou na cozinha e, conversando, ouviu o desabafo da esposa. Com paciência, compreendeu a angústia dela. E lhe chamou bastante a atenção sua repetição, por três ou quatro vezes, da frase. “Como é que vou lidar com isso?”

Após alguns segundos, ele ofereceu ajuda e se aproximou do fogão. Então, estendeu a mão para retirar os bolinhos da frigideira. Levou um tapinha na mão e ouviu a repreensão: “Ficou louco? Se fizer isso vai queimar os dedos!”

-Como eu faço, então? perguntou ele.
(Parêntese: Maridos são meio lerdos, confesso, para questões de cozinha, mas assim já era o cúmulo. Ele devia ter alguma intenção com isso. E tinha.)
Ela lembrou:
-Você precisa usar a escumadeira!
O homem pegou o objeto, retirou os bolinhos e, então, disse;
-Meu amor, é isso que você está tentando fazer nesse momento. Enfrentar a ‘fritura’ com as próprias mãos.
Com um suspiro, ela entendeu. E concordou
-É, acho que você tem razão!...
-Pense bem, a gente não tem como evitar a ‘fritura’ financeira, ou familiar, ou seja qual for. Precisamos enfrentar, inevitavelmente. Mas não precisamos queimar as mãos. Temos maneiras, ‘escumadeiras’ ao alcance da mão para lidarmos melhor com tudo isso que está te preocupando.

É pela a fé, colocada por Deus em nossas mãos, ou melhor, em nosso coração, que podemos olhar de um modo diferente para os nossos dias. Não para fugirmos do calor das responsabilidades, mas para as enfrentarmos bem aparelhados. Pode haver um respingo de óleo aqui, ou algo um pouco queimado ali. Mas não há dúvida de que a segurança é maior e o resultado, melhor. Orientação e segurança para não tirarmos os olhos das coisas que mais importam.

È assim que podemos lidar bem com isso. Seja a temperatura, grau de dificuldade ou tamanho do desafio que ‘isso’ significar.

sábado, julho 25, 2009

Provérbio

“Quando dois discutem, o terceiro se alegra”.

Crescimento e confiança

Primeiro eu achava que tocava legal alguns instrumentos. Mas aprendi com o Paulinho que ainda tinha o que crescer. Depois que treinei mais e evolui um tanto, vi que ele tinha razão.
Depois, achava que cantava bem, mas ele apontava as dificuldades. Desenvolvendo o canto sob sua liderança vi que ainda faltava muito. Treinei, aindo treino, acho que já está melhor.
Então, quando eu pensava que cantava e tocava bem, ele ainda tinha sugestões a fazer. “Ah, é exagero dele”, comecei a pensar. “Está sendo preciosista”. Não estava. Havia mais a descobrir e perceber. E, com mais treino, avancei outro tanto.

Aí, achando que tocava bem, cantava de uma maneira interessante e que tocava e cantava legal, achei que ele não tinha mais muitas observações. Engano. Outro dia, antes de um evento na capela, comentei sobre a equalização do microfone. E ele me sai com mais uma: “Eu procuro posicionar a voz conforme o microfone, se ele está mais grave, projeto mais pra frente, se está mais agudo, mantenho mais atrás”. “Desgraçado’ eu pensei, “sempre tem um passo a mais!...”

Vou te dizer, às vezes o pastor Paulinho, nosso capelão de música, me dá uma raiva....

Estou brincando, é claro. E é claro que você tambem já percebeu que o problema não é o colega Pastor Paulo, que tem um ouvido absolutamente impecável para a música. O problema sou eu, que não poderia achar que já estava bom, e precisava confiar mais na palavra de quem entende mais.

Nem sempre é fácil admitir que podemos melhorar. Às vezes é mais fácil pensar que o outro é que está exagerando, vendo demais. Mas que mundo de oportunidades pode ficar pra trás quando deixamos de perceber - e aceitar - que ainda podemos aprender?

Mas, se o problema está em nós, a solução, também. Ou, para ser mais preciso, a solução Deus coloca em nós. Humildade, mansidão, vontade de aprender, disposiçao para olhar adiante. Frutos da fé que Ele gosta de ver crescer em nosso coração, para que não deixemos de compor novas melodias, histórias, relacionamentos, oportunidades... quanta coisa que Ele quer nos dar, e que não podemos deixar nosso orgulho (ou a preguiça...) impedir.

Claro, isso passa pela confiança na pessoa que nos orienta. Eu confio plenamente na orientação musical do Pastor Paulo, você também certamente tem as pessoas certas a quem vai ouvir para aprender e progredir. E o mais importante: todos nós temos, em Jesus Cristo, a Pessoa certa em quem confiar para crescer.

Vale mais a pena, portanto, ao ouvir uma dica, conselho, repreensão, antes de pensar “ah, não é bem assim”,.primeiro ponderar: “Será que não é, mesmo, assim?”

Be still

A message was recorded next to one of the biggest highways in the USA. The city was Georgetown, Texas. After breakfast-and-a-talk with Pastor Paulo Brum, Pastor Bill Thompson and me, Rev. Delton Weiser, from Point of Grace Lutheran Church gently agreed to deliver a short message in front of our camera. The message was to be used by Ulbra on the TV version of "Touch of Life" in Brazil.

I recall the Psalm's two words that he used, "Be still." (Psalm 46:10) When I think about this moment I remember how important his words were in the message. These words are two of the most difficult in our time: Be still. Hard to say.

Even harder to practice.
Say, 'be still' to the business man rushing for a new deal, new agreement, new report that he needs to leave on his boss' desk.
Speak ‘be still’ to the mother or father in the midst of her/his daily turmoil. Work, helping kids, supporting your spouse, caring for yourself, daily stuff.
Try to whisper ‘be still’ to the young boys and girls in the middle of their rush, studies, competitions, dreams…
And why don't we try to be still? Not even close to easy in this non-stop culture when 30 seconds is enough or even too much! Where you need to get things done not for now, but for yesterday. Where you barely can spare time to read a 5 minute devotion or for a 2 minute prayer. When the driver right behind you honks in anger if you don't drive as soon as the light changes to 'green.'

But still the Psalm invites us to, from time to time, be still. The biblical writer calls us to press the still button of our work, home, business, school, and maybe the ‘off’ button of TV and Computers too. Even though we think that stopping or slowing down a bit is a waste of time. It is the opposite! When we choose to pause then we have time to rewind, repent, rethink...to stop what is wrong. To play in new ways and with new thoughts. And even to move fast forward in a refreshed and renewed way.

But this stillness is not only ‘being quiet’, or ‘calming down’. Time to be still is needed to be with God, to remember that He is our Father, He gives us peace, strenght strength and orientation all along our way in this life. In this stillness, by faith in Christ, He feeds us with his love. We still have the means to live our lives carried in His hands.

Then yes, you should try to say that to others. And To yourself. And I should do it too. This is not an easy struggle, but it brings its results. A time to ‘be still’, a ‘breakfast-and-talk’ with God daily enables us to be still whenever needed, even in the largest and fastest highways of our lives.

Be sure!



Text revision:
Kim Starr
Wisconsin, USA.

quinta-feira, julho 23, 2009

Cantata Cênica 'O Filho Pródigo"


Já estão confirmadas para 12 e 13 de agosto as duas novas apresentações da Cantata Cênica "O Filho Pródigo", que conta a história da parábola de Jesus, registrada em Lucas 15.

Serão sempre às 20h, na Capela Universitária, em Canoas. A Entrada é franca.

Saiba mais sobre este projeto clicando aqui


quarta-feira, julho 22, 2009

“A educação é um ornamento na prosperidade e um refúgio na adversidade”.

Aristóteles

Lembrar


Existem frases que nos deixam alegres e pensativos ao mesmo tempo. Comunicam algo muito bom, mas, ao mesmo tempo, nos fazem pensar.

Hoje, recebemos uma assim. Alguém que acompanha o Toque de Vida respondeu à mensagem de segunda:

“Obrigada Senhor, por colocar o Toque de Vida no meu caminho, e que ele, só ele lembrou de mim no DIA DO AMIGO!”

Fiquei sensibilizado de duas formas por este recado. Primeiro contente, porque o Toque de Vida faz parte da vida desta pessoa, e ainda mais pelo fato de que ela lê constantemente as mensagens. Por outro lado, pensativo, pelo fato de nenhum outro amigo ter enviado um recado na segunda-feira. Muitas podem ser os motivos, alguns não lembram, outros não têm tempo... Mas o sentimento de certa solidão deve ter sido inevitável.

Esta pessoa está lendo agora, esta mensagem. E que bom pois, ao compartilhar a frase dela com todos, de alguma forma ela vai se sentir abraçada pelos quase mil amigos do Toque de Vida que recebem os textos na semana. Tenho certeza de que cada leitor e leitora, neste momento, está mandando um abraço, que afasta a solidão. Pois ainda que distantes, todos compartilhamos de uma mesma direção, de fé e vida.

O e-mail foi respondido, procurando relembrar o que vale para todos nós:
“Obrigado pelo email. Fico muito contente de teres gostado da mensagem, e ao mesmo tempo um tanto sensibilizado pelo fato de termos sido o único... Bem, na verdade fomos o segundo, pois antes de nós, Jesus, nosso Grande Amigo, já estava lembrando de ti o tempo todo, não? Certamente!”

Pensar. Lembrar. E agradecer. Nossa oração lembrando deste cuidado Divino, portanto, sempre pode ser: “Obrigado, Senhor, porque tu te lembras de mim. No dia do amigo, no dia da angústia, no dia da dificuldade, no dia da celebração. Sempre!
Obrigado, Querido Amigo! Amém”.

terça-feira, julho 21, 2009

“A palavra escrita pode ser apagada. A falada, não”.

(autor desconhecido)

se algum dia


Se algum dia eu não mais quiser Teu abraço
Se por algum motivo desviar o meu passo
Se de Ti eu me desprender.
Se eu quiser encontrar outro rumo
Se disser que os erros não assumo.
Saiba que estou perdido, Senhor

Se eu quiser dirigir sozinho
Se eu disser que conheço o caminho,
Se eu achar que posso tudo encontrar.
Pensando que entendo toda a história
Achando que é minha toda glória
Eu estou perdido, Senhor.

Quando achar que conheço as respostas
Quando minha mão não quiser abrir portas
Indiferente, insensivel agir.
Embalando meus sonhos às pressas
Confiando em outras promessas
Eu estou perdido, Senhor

Perdido por estar iludido,
Confiando, coitado, que lido
Como se tudo pudesse dominar.
Imaginando que está ao meu alcance
A partida, a jogada, o lance...
Mas estarei perdido, Senhor.

Vem, estende Tua mão com bondade.
Vem, me busca, me tira a vaidade
Faze o meu orgulho entender
que em tuas mãos é que tenho conforto,
que em teus braços seguro é o porto
onde posso minha vida estender.

Faze a fé ser precisa na mente;
Coração, na razão coerente
Só assim, eu já sei, posso ter:
Todo dia, caminhando contigo
Todo dia com o melhor Amigo
Neste dia, dizer, como digo,
que estou protegido, Senhor.


E, se algum dia pode ter maior brilho,
Só aquele que não mais vai ter fim.

sexta-feira, julho 17, 2009

“A palavra não dita nunca fere alguém”.

Lajos Kossuth
Chegamos no estabelecimento, destes que vendem produtos naturais, para comprar alguns grãos, chá, coisas do gênero, e uma das funcionárias atendia uma pessoa.
-O que mais pra você, moça?
E seguia em frente, atendendo ao pedido. Lá pelas tantas, mais uma pergunta:
-Está bom esta quantidade, mocinha?
E o serviço era completado. Um dia de rotina, em princípio nada demais nesta situação.

A não ser pelo fato de que a ‘mocinha’ em questão era uma senhora de, seguramente, mais de 50 anos.

Pode ainda continuar sendo um fato nada especial. É apenas uma palavra, ‘moça’. E alguém ainda poderá dizer que a atendente utilizou este adjetivo somente como estratégia de vendas, ‘encantar o cliente’, e tal. Pode ser. Por outro lado, aparentemente era um lugar que não paga comissão de vendas. A jovem poderia apenas cumprir sua obrigação, atender normalmente mais uma ‘senhora’ e ponto.

Mas não. Ela preferiu chamar aquela mulher de ‘mocinha’. E acredito que o fez porque sabe, como todos sabemos, o efeito que uma gentileza como esta pode ter. É possivel que aquela moça-senhora tenha ganho seu dia apenas por ter sido chamada repetidamente desta forma.

E eu fiquei pensando, o toque de vida de hoje poderia falar disso. Poderia mencionar o quanto uma gentileza pode ser simples – apenas uma palavra; o quanto pode ser oportuna e bem-vinda. E qual o tamanho do bem que pode proporcionar.

Tudo bem, às vezes nossos apressados, estressados, ‘não-importados’ corações racionam gestos gentis, não sendo generosos por, talvez, nem sempre receberem generosidade. Mas eles podem ser educados, conduzidos, condicionados a não serem tão pão-duros. E para isso, um produto sobrenatural – ‘além do natural’, especial, diferente – é a fonte de nossa alimentação. Grãos das palavras de Deus, chá de fé que age pelo amor. O amor do Mocinho que, aos 33 anos, nos deu tudo de que precisamos para que nossa fé tome forma em gestos na direção do próximo. Com um conteúdo capaz de fazer alguém ganhar não apenas o dia, mas a vida inteira.

Mas ser gentil não pode ser mera estratégia do exterior, e sim, espelho do interior. Do coração. Aí, não vão faltar mocinhos e mocinhas de todas as idades espalhando muitos gestos de consideração.

quinta-feira, julho 16, 2009

“A cada dia aprendemos alguma coisa; e muitas vezes, isto significa perceber que o que aprendemos no dia anterior estava errado”.

Bill Vaughan

Uma placa na lua

por Marcos Schmidt


Eu tinha nove anos, mas as imagens em preto e branco da televisão Admiral à válvula ainda estão fresquinhas na memória. Também não esqueço os meneios de cabeça da minha avó, afirmando que aquilo era pura encenação para enganar os bobos. Acho que foi ela que espalhou a idéia da “farsa” do homem na Lua naquele 20 de julho de 1969, e até hoje tem discípulos. Em todo o caso, o que poucos sabem é que este satélite natural da Terra, distante 385 mil quilômetros, transformou-se no mais elevado púlpito. Após pousar no solo lunar com seu colega Neil Amstrong, Edwin Aldrin deixou uma pequena placa com o Salmo 8. Proibidos pela Nasa de qualquer manifestação religiosa, Aldrin expressou secretamente a fé cristã nestas palavras bíblicas: “Ó Senhor, nosso Deus, a tua grandeza é vista no mundo inteiro (...) Quando olho para o céu, que tu criaste, para a Lua e para as estrelas, que puseste nos seus lugares – o que é um simples ser humano para que penses nele? (...) No entanto, fizeste o ser humano inferior somente a ti mesmo (...) Tu lhe deste poder sobre tudo o que criaste; tu puseste todas as coisas debaixo do domínio dele”.

Já são 40 anos e, desde lá, muita coisa orbitou a Terra. A primeira televisão lá de casa nem sei que fim levou; a minha avó agora pisa as “estrelas do céu”; e a Lua continua refletindo a luz do astro rei. E, mesmo se for invenção a tal placa do Aldrin, a grandeza de Deus permanece visível para todos os que contemplam a noite iluminada. Podem até proibir, mas nunca conseguirão esconder nem a Lua nem a glória do seu Criador. Igual à fé de alguns jogadores da seleção brasileira. No jogo contra os Estados Unidos, pela final da Copa das Confederações, a Fifa ficou buzina da vida. E agora estão todos avisados: se mostrarem Jesus nas camisetas, os atletas de Cristo serão punidos. Os homens da mídia têm “razão”, afinal quem banca as imagens são os patrocinadores, e não Jesus. Será?

Outras cinco expedições seguiram a trilha do Apollo 11, e, até hoje, são 12 as pessoas que caminharam no solo lunar. Mas tem gente que continua duvidando desta história – o que não muda em nada a missão dos astronautas, nem a vida dos céticos. Diferente da missão divina. Porque se a Lua foi “um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade”, a Terra foi um significante passo para Deus, mas um infinito passo para a humanidade. Refiro-me às pegadas de Jesus neste planeta. Muitos não acreditam que o Filho de Deus pisou este solo, que aqui deixou uma cruz vazia – que, segundo Ele, interfere no destino eterno de alguém.

Amstrong e Aldrin deixaram oficialmente uma placa na Lua, presa a uma das pernas do módulo lunar. Ela diz: “Aqui, homens do Planeta Terra pisaram a Lua pela primeira vez. Viemos em paz em nome da humanidade”. Mera semelhança é pura coincidência, mas Jesus deixou a sua própria vida presa nas pernas da igreja com uma mensagem: “Deixo com vocês a paz” (João 14.27).


Rev.Marcos Schmidt
Comunidade Luterana ‘São Paulo’
Novo Hamburgo, RS

Ulbra em reconstrução

Professores da ULBRA RS começam a receber pagamentos atrasados
https://memphis.ulbranet.com.br/ulbraagora/

quarta-feira, julho 15, 2009

perseverança

Se o elevador está cheio, use as escadas. Mas não use desculpas para deixar de ir adiante.

Coração emprestado


"Esta é uma descoberta animadora, porque prova que, em certas circunstâncias, um coração enfraquecido tem a capacidade de se recuperar, se puder ser ajudado".

A frase é do cardiologista Peter Weissberg, da British Heart Foundation (Fundação Britânica do Coração). Mas poderia ser do seu marido, esposa. Do seu filho, do amigo. Do colega de trabalho ou até mesmo de um desconhecido: Um coração enfraquecido, se ajudado, tem a capacidade de se recuperar.

No caso mencionado, Weissberg está se referindo à britânica Hannah Clark. Aos 2, Hannah recebeu um coração transplantado, porque o dela própria estava aumentando de tamanho, colocando sua vida em risco. O coração original precisava “descansar”. O novo coração passou então a fazer o maior trabalho de bombear o sangue. No entanto, 10 anos depois, por uma série de complicações, a única saída era retirar novamente o segundo coração. Para surpresa dos médicos, o órgão original da menina havia se recuperado o suficiente para ser capaz de cumprir suas funções sozinho, sem a necessidade de medicação diária. Hoje com 16 anos, a jovem é considerada um “milagre” da medicina.
A matéria é do
site BOL.

Quando se trata de nossa vida, corações que se colocam ao nosso lado também podem ser uma força inestimável no caminho de recuperação. Quando colocamos nosso coração à disposição de outros corações, talvez não podemos calcular o bem que isso poderá vir a fazer. Se não hoje, nem amanhã, quem sabe o que pode acontecer daqui a muitos anos?

É por isso que Deus se propôs a nos dar um novo coração. Para que sadio, renovado, perdoado, pudesse também compartilhar esta Força e Graça com tantos que buscam um sentido para a própria vida. O milagre da fé que Ele faz acontecer no coração acaba sendo bombeado com o sangue, espalhado pelo corpo, tomando conta de toda a vida.

Um coração enfraquecido, com ajuda, é capaz de se recuperar. A história de Hannah e seus dois corações literalmente lado a lado inspira. E tem muito a ensinar.

terça-feira, julho 14, 2009


“A sabedoria não vem automaticamente com a idade. Nada vem – exceto rugas. Bem, é verdade também que alguns vinhos ficam melhores com a idade. Mas somente se as uvas eram originalmente boas”.

Abigail van Buren

Recipiente

Dentre os vários tipos de potes de plástico para guardar comida na geladeira, existe um que é comprido e chato. Talvez você conheça. Não mais que uns 3cm de altura por talvez 20 ou 25 de comprimento. Temos em casa uns 4 ou 5 deles.
Quando vejo um pote como este, seja a circustância que for, imediatamente vejo também queijo e presunto. Salame italiano, talvez. Mas, via de regra, estes são os recipientes que, na minha concepção, existem para guardar os fiambres que gostamos de utilizar no pão.

Por isso que às vezes estranho quando a Lurdes, nossa diarista, guarda arroz ou salada dentro de um deles,. Parece que não combina. Comidas, saladas e outras sobras do almoço vão naqueles outros potes, maiores, diferentes. Nestes, não.

Nossos paradigmas nos influenciam tanto que às vezes já nem nos damos conta. Eles podem inclusive nos fazer ver aquilo que não confere com a realidade; determinar que esta lá aquilo que na verdade não se vê. O que pode ser perigoso Isso é perigoso quando se trata de julgamentos, pessoas e problemas.

Mas a ilustração pode ser válida quando se trata de princípios. Pois estes não podem mudar. São conteúdos que só podem ter um recipiente adequado que, se for trocado, pode dar indigestão e dor de cabeça. Ou problemas ainda maiores. Onde é para ter fé, é fé. Amor, igualmente. Justiça, honestidade, compreensão. Não há como substituir ou forçar. Os princípios que norteiam nossa vida cabem em um único e mesmo recipiente sempre. Caso contrário, podemos deformá-los e aí, não há mais geladeira que conserve sua qualidade e sabor.

Sim, eles podem dali de dentro ser tirados e aplicados de de maneiras diferentes conforme as situações da vida excigirgem. Mas naõ há como tirar amor de um recipiente cheio de ódio. Justiça, onde o conteúdo é a parcialidade. Honestidade, de onde só se consegue sacar jetinhos e vantagens.

Pois isso é importante estarmos sempre de olho no conteúdo que carrega o recipiente mais importante de nossa vida: o coração. Órgão que, quando preenchido pelo conteúdo que Deus oferece, dificilmente será chato, raso, mas sim, profundo e cheio do que de melhor nossa vida pode ter para alimentar-se corretamente e espantar o frio que, ao contrário da geladeira, estraga tudo o que temos de melhor.

É nas mãos Dele que este nosso recipiente conserva muito bem seu conteúdo com sabor e qualidade.
Pelo tempo que for
.

segunda-feira, julho 13, 2009

Ulbra em reconstrução

Sobre a assinatura do termo de compromisso entre Ulbra e União, confira matéria da RBS TV Porto Alegre (nota coberta) que foi ao ar segunda, 13.7, (a partir de 1'10''):

http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=69177&channel=45

"Por meio do Termo, a Universidade e sua mantenedora - a Comunidade Evangélica Luterana São Paulo (CELSP) se comprometem a adotar os procedimentos e ajustes que fazem parte do seu Plano de Reestruturação, visando a equacionar, na forma da legislação vigente, débitos inscritos em Dívida Ativa da União, ajuizados ou não, bem como créditos sob gestão da Secretaria da Receita Federal do Brasil.(www.ulbra.br/agora)"

Vida-inteira

Perto dos 40, segundo muitos, surge a crise da meia-idade. Questionamentos, dúvidas, ‘segunda adolescência’. Para muitas carreiras é o auge, para muitas vidas, tempo de novas idéias. Tempo de recomeçar ou reinvestir. Ou, quem sabe, tempo de investir em velhos sonhos, fazer o que sempre se pensou e nunca se fez.

O fato interessante é que, se 40 é meia idade, 80 seria a idade inteira. Ou um pouco além. O pressuposto é que ainda temos metade da vida pra viver. Mas nem sempre é assim... Quando é, de fato, a meia-idade?

Um passageiro do voo da Air France tinha 26 anos. A meia-idade dele, portanto, foi aos treze. Acidentes tiram a vida de pessoas aos 30, 35; ou aos 50. e 60. Podemos, então, fazer o cálculo e constatar quando foi a metade destas vidas. O que faziam eles quando estavam, sem saber, na meia-idade?

O que estamos fazendo nós agora, que pode ser também a nossa?

Não, a idéia não é assustar. È relembrar que ninguém sabe sua hora. É reforçar que cada minuto conta. É apontar a importância de não protelarmos demais o que pode não ter mais seu tempo. Mesmo que só tenhamos ainda vivido um quinto do que ainda vamos viver.

Tudo bem que, por exemplo, Jesus Cristo teve o auge de sua obra nos seus 3 últimos anos. Mas Ele já sabia para quê tinha vindo. E este ‘para quê’ envolve nossa vida. Envolve, sustenta, salva. E valoriza o hoje, o agora. O estar com Deus e o fazer com Ele. Sem meias-palavras ou desculpas inteiras. Sem dar a meia-volta diante do que assusta nem usar meias-verdades quando a Verdade inteira está perto do coração.

Podemos estar no meio, um terço, um quinto da idade que Ele planejou, não sabemos. O importante é não esperar uma suposta ‘meia-idade’ para refazer, conquistar, aprender.

Até porque Deus não se contenta em nos dar meia; é vida-inteira que Ele tem para oferecer.

quinta-feira, julho 09, 2009

“Se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã, se as trocarmos, cada um de nós continuará com apenas uma maçã. Mas eu tenho uma idéia, e você tem uma idéia. Se as trocarmos um com o outro, ambos teremos duas idéias”.

George Bernard Shaw

Solidão

Existem vários tipos de solidão.

A solidão do isolamento. Preferir estar só, afastar-se do convívio. Escolha que às vezes é saudável; mas, em outras, pode ser sintoma de algo que merece maior atenção.

Existe a solidão em meio a muitas pessoas. Estar rodeado em casa, no trabalho, caminhar em meio a multidões pelas ruas, e ainda assim sentir a solitude escorrer pelas paredes do coração.

A solidão também pode resultar do abandono. Ser esquecido, abandonado, deixado para trás. Ou então provocar o abandono, por meio de comportamentos que tornam insustentável o relacionamento. Esta pode machucar mais, pela dor ou pela culpa, e precisa de Força para reorganizar e reescrever.

E a solidão pode também pode estar dentro da mente, quando idéias reinam solitárias e absoluta, sem possiblidade de troca ou comunhão. Não se muda, não se aceita, não se intercambia pontos de vista, o que acaba levando à estreiteza e sentimento de superioridade. E o pior é que, quanto menos se sabe sobre um assunto, mais se ‘tem certeza’ sobre ele.

A solidão é sem dúvida, presença em muitas horas na vida do ser humano moderno, e se manifesta de diversas formas. Mas quase todas elas não parecem ser a melhor opção. Estar junto, ter companhia, buscar conforto e apoio nas companhias sempre traz benefícios que estimulam em muito o coração. É bom compartilhar, conviver, ouvir, aceitar, mudar. Crescer, aprender. Amar. Estar só e recolhido traz a sua dose de proveito. Mas não há dúvida de que muito mais se alcança quando se pode dar as mãos. A solidão só é boa companhia, portanto, quando as companhias não fazem bem ao coração.

Existem várias formas de solidão, é fato. E uma delas pode estar em nossa vida, agora.
Mas existe só uma forma de nunca, nunca estar sozinho.

Estar com Deus.

segunda-feira, julho 06, 2009

Ulbra em reconstrução

Agendados leilões de bens da Ulbra, que vão ajudar a Instituição a se recuperar.

Matéria da RBS TV de Porto Alegre.




http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=68497&channel=45

As pernas da cama

“Certa vez um homem adoeceu de uma doença esquisita. Toda noite, quando ia deitar-se, imaginava que de baixo da sua cama estivesse escondido um monstro horrível que ia devorá-lo. Com este pesadelo ele não conseguia dormir de jeito nenhum. Vivia apavorado.

Assim, começou a procurar uma cura para a sua enfermidade. O primeiro médico lhe prescreveu um potente remédio para dormir. Não deu certo; o medo era mais forte que o remédio. Outro médico o aconselhou um tratamento de acupuntura e um medicamento homeopático caríssimo. Apesar dos gastos, o pesadelo noturno continuava. Por fim os parentes levaram-no para um famoso psicólogo que iniciou uma série de encontros incluindo sofisticadas técnicas hipnóticas.


Após a segunda sessão de terapia, porém, o homem nunca mais se apresentou ao médico. Este achou impossível que a cura já estivesse sortida efeito. Ficou curioso e foi atrás do paciente. Quando o encontrou, quis saber o motivo da sua desistência no tratamento.

O homem, com toda tranqüilidade, respondeu que uma noite durante a qual o pesadelo era mais forte do que outras vezes, ele, desesperado, tinha procurado o velho pároco da paróquia onde morava. Este lhe disse de serrar as pernas da cama. Com o colchão praticamente no chão o monstro não teria mais onde ficar. Assim o homem fez e o pesadelo nunca mais voltou a importuná-lo.

Nada de mais simples e comum.“

Há momentos em que ajuda especializada é necessária, pois se trata de algo complexo e que precisa de grande atenção. Mas mesmo nessas situações, jamais podemos perder de vista a simplicidade e doçura das Palavras que sustentam nosso coração. É com elas, é com Deus, que serramos as pernas do que nos desanima e somos fortalecidos para as lutas de cada situação. É na simplicidade da fé que recebemos forças diante da complexidade do mundo que não para de aumentar.

Um cuidado simples, porém profundo e fundamental, que Ele sempre dispensa.
Pois quer poder ver a gente dormir em paz.



Fonte da ilustração: Jornal do Dia

sexta-feira, julho 03, 2009


“Sucesso não se mede tanto pela posição que se alcança e mais pelos obstáculos que se supera”.

Booker Washington

Investimentos

Existem pessoas sempre ligadas em oportunidades comerciais. Farejam o bom negócio, percebem o lucro, descobrem onde aplicar o que têm para continuarem a ter.

Existem pessoas sempre ligadas em oportunidades pessoais. Distinguem o que pode ser melhor para a sua carreira, descobrem o que pode melhorar seu desempenho, perseguem as atitudes que podem levá-las mais longe.

Existem pessoas ligadas em oportunidades únicas. Percebem o cheiro do inédito, têm aquele estalo para o não-pensado, chegam antes de todos e inauguram uma nova era

E existem pessoas ligadas em pessoas. Gente que investe seu tempo e até mesmo toda a sua vida num negócio pouco lucrativo, em padrões de mercado, mas de altos e duradouros resultados, do ponto de vista Divino. Pessoas aproveitam oportunidades para investir no capital humano, especialmente no patrimônio que está dentro do peito. O coração, no qual a fé, plantada e germinada, gera dividendos impossíveis de se contabilizar. Semeiam o invisível e colhem o espantoso.

Para isso, bom é existirem pessoas ligadas às Pessoas, isto é, gente ligada em Deus, que tomou a iniciativa de ligar-se primeiro a nós, em Jesus Cristo. Investimentos em coisas podem ser importantes, mas são perecíveis. È o investimento em pessoas que realmente traz os melhores resultados. Pois, quando ligados a Ele, são eternos.

Neste caso, o que conta não são juros, taxa de retorno ou lucro líquido. Até porque não está ao nosso alcance controlá-los. De nossa parte, o que conta mesmo é simplesmente investir.

Me dá uma mão?

É o tipo de expressão que não pode ser entendida ao pé da letra, se não o problema é grande. Mas que traduz uma das necessidades mais profundas do ser humano: receber ajuda.

Alguns precisam de uma mão para trocar um pneu, trocar uma lâmpada. Outros, carregar um sofá ou subir num barco. Crianças precisam de uma mão adulta para atravessar a rua, idosos, para descer uma escada. Adultos precisam de ajuda para as tarefas que não podem realizar sozinhos.
Há também as mãos para o lado errado. A mão do traficante desviando um jovem. A mão para acobertar o corrupto. A mão que indica o caminho que termina em becos escuros de solidão.

O fato é que todo mundo precisa de uma mão, quer admita ou não. Claro, sem deixar de reparar em que braço está presa, para ter certeza de que vai ser uma ajuda com precisão.

Deus estende as duas mãos para nos acolher e abraçar porque sabe o quando nossa vida precisa de receber uma mão. Aliás, uma, não, é A mão, que nos coloca no lugar certo, conduz pelo caminho certo e leva a corrigir o que está errado. Especialmente nossa maior dificuldade - receber uma mão para saber reconhecer. “Me dá uma mão?” é uma frase que pouco se ouve quando se trata de admitir. “Estou errado”. “Preciso mudar”. “O problema está em mim”. “Você tem razão”.

Mão que se estende em nossa direção estando nós ainda sem forças. Quando conseguirmos pedir, é porque já está lá, para sustentar e abraçar; e também para colocar em nossa vida pessoas de braços estendidos, para as horas de maior necessidade. Pois mãos são como farmácia; pode ser difícil, mas sempre se encontra uma aberta.

Quando recebemos esta Mão, portanto, já sabemos que vamos contar com o braço inteiro.