terça-feira, junho 21, 2016

Porquê





A matéria informava sobre um festival de música. Mas o que chamou a atenção foi o recorte: abordava pessoas que estavam lá sem saber exatamente o porquê. Alguns dos entrevistados diziam que não conheciam os artistas, mas estavam aproveitando para curtir. Uma das falas: “Não gosto de música eletrônica, não conheço, mas aqui é lindo e já fiz vários snaps e fotos", 

Levando isso para a vida como um todo – estamos aqui por quê? Para tirar fotos, para curtir? Mal sabemos o que está acontecendo?

Bem, esta pode ser uma das alternativas de passagem pela vida. Curtir a ignorância enquanto se tira fotos e se toma champanhe. Mesmo quem não tem tanto dinheiro assim pode passar a vida apenas existindo e verificando a próxima atualização da rede social. Mas precisamos ficar atentos, Nem tudo na vida é festa. E nem tudo acaba em música. Pode acabar bem mal. E não poderemos alegar ignorância.

É por isso que Jesus Cristo oferece a festa da fé, a vida com paz e sentido  Ela nos tira do final infeliz e nos coloca no ambiente da família de Deus.
Perdoados Poe Ele, somos seguros e cientes. Assim, quanto mais estivermos atentos ao nosso propósito de vida, menos mecânica ela fica, mais autêntica. E com um sentido que é menos selfie e mais de ação na direção do próximo, como expressão da fé em Quem sempre está próximo do coração

Isto não quer dizer que vamos deixar de curtir e celebrar. Mas sempre saberemos muito bem  o porquê.


 P. Lucas André Albrecht

sexta-feira, junho 17, 2016

Precisamos

Uma das características humanas evidentes nas redes sociais é o moralismo engajado.

A nossa timeline está cheia de receitas, fórmulas e soluções para fazer o mundo ficar melhor, para as pessoas se comportarem bem e para combater os 'ismos' e 'fobias' dos outros. Por outro lado, o próprio moralista engajado já é uma pessoa consciente o suficiente e já sabe fazer uso correto dos meios, das formas, das palavras. É do bem, só fala com coerência, respeita os animais, é contundente e preciso, e fala a verdade doa a quem doer.
Porque, você sabe... são sempre os outros que precisam de conselhos...

Mas a verdade é que somos todos nós que precisamos de perdão.

Perdão oferecido, doado, gratuito. Sem ser condicionado a regras de bom comportamento ou condições moralistas(porque, neste caso, ninguém receberia). Ao alcance da mão – ou melhor, do coração. Oferecido por Quem foi moralmente perfeito para que destruir o nosso moralismo e fazer de nossas ações resultados de uma fé que crê, confessa, age e ama o próximo.

Porque, você sabe... os outros..., e nós!... precisamos de Graça e Amor.

Muito.



 P. Lucas André Albrecht

quarta-feira, junho 08, 2016

Estupro - cultural ou individual?


 
O termo “cultura do estupro” mais atrapalha do que ajuda. O alerta vem da RAINN (organização nos Estados Unidos que se traduz como Rede Nacional de Assistência à Vítimas de Estupro, Abuso e Incesto). A RAINN, num documento à Casa Branca em 2004, sugere que “nos últimos anos, tem havido uma infeliz tendência em acusar a ‘cultura do estupro’ pelo extensivo problema de violência sexual”. “É importante”, diz o texto, “não perder a noção de um fato simples: estupro é causado não por fatores culturais, mas por decisões conscientes, de uma pequena porcentagem da comunidade em cometer um crime violento”. O termo foi criado pelo movimento feminista, EUA, nos anos 70, a fim de defender que o estuprador pratica a violência sexual por culpa do contexto cultural onde a mulher sempre foi desvalorizada. O assunto é polêmico quando nos últimos dias ouvimos bastante a palavra “cultura” para explicar o caso da jovem violentada por vários rapazes no Rio de Janeiro.
 
Não há dúvida de que os costumes, a educação, e até a religião, podem influenciar a prática de coisas boas ou ruins, sobretudo no comportamento sexual. Mas, afirmar que a causa do estupro é cultural, livra o criminoso da culpa e transfere o problema às questões sociais, por vezes, com finalidades ideológicas e políticas. A violência, antes de qualquer natureza, é pessoal. O meio em que a pessoa vive apenas intensifica, mas o abuso é do agressor e o problema deve ser tratado individualmente, sem colocar todos e tudo no mesmo balaio. No tempo bíblico, quando os fariseus se resguardavam hipocritamente contra as “impurezas” espirituais de outras culturas, Jesus contestou, dizendo que “é do coração que vem os crimes de morte, os adultérios, as imoralidades sexuais...” (Mateus 17.19).
 
A violência do estupro é um ato imoral e a culpa é do indivíduo. O remédio está na cultura da Palavra que diz: “Marido, ame a sua esposa como Cristo amou a Igreja e deu a sua vida por ela” (Efésios 5.25). Onde o amor de Cristo é cultivado, há respeito com o corpo da outra pessoa.   
 
 
Marcos Schmidt
Novo Hamburgo,RS