quarta-feira, julho 25, 2012


“Valores determinam atitudes. Princípios determinam as conseqüências."

(Stephen R. Covey)

segunda-feira, julho 23, 2012

Hábitos


Existem momentos em que uma palavra dita, um gesto realizado, um evento do qual participamos ou um livro que lemos podem ajudar em mudanças em nossa vida. Neste último exemplo eu me encaixo, ao lembrar de quando li “Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes”. O que, à primeira vista, foi rejeitado por parecer um mero livro de auto-ajuda, veio a tornar-se uma excelente ferramenta sobre a administração pessoal frente ao tempo, visão de liderança e relacionamentos.

Na segunda-feira, 16.07, seu autor, Stephen R. Covey, faleceu aos 79 anos. Como definiu a nota emitida por sua empresa, “perdemos um grande amigo”. Mesmo sem nunca tê-lo conhecido, de certa forma foi assim que senti. Através de alguns de seus livros, além de uma web conferência em 2009 onde pude ouvi-lo ao vivo, Covey era como um amigo compartilhando muito do que aprendeu ao longo da vida.

Uma de suas idéias principais era a de que “num mundo de tantas mudanças, é preciso ter um centro imutável”. E aí, se referia a princípios, aqueles conceitos atemporais que fundamentam toda e qualquer sociedade. Enquanto os valores variam de lugar para lugar e até de pessoa para pessoa, determinando suas atitudes, são os princípios que determinam as conseqüências. Por exemplo, meu sistema de valores pode me permitir que, sob alguma circunstância, eu pegue o que não é meu. Mas são os princípios da honestidade e da justiça que vão determinar a conseqüência deste ato..

A Palavra de Deus, quando nos apresenta a Sua Lei, mostra Seus princípios para a nossa vida. Não adianta queremos quebrá-los, o máximo que podemos fazer é nos quebrar contra eles. E isto fazemos constantemente, por causa da inclinação para o erro que está em nossos corações.

Mas aqui não são princípios genéricos, do tipo que até quem não tem fé pode ter. Trata-se de algo que não podemos começar se Deus não tiver começado primeiro. Por isso, estes princípios vêm de fora para dentro. São um presente de Jesus Cristo, por meio da fé. A partir desta realidade, podemos, como resposta ao amor de Jesus, de dentro pra fora, viver esta fé diariamente, o que, na linguagem de Covey, poderia ser chamado de “cultivar hábitos”, como a pro-atividade, começar com objetivo em mente e primeiro o mais importante. O cuidado com o próximo se revela ainda no buscar o ganha/ganha, primeiro compreender e a sinergia, que são formas de expressar a fé ativa em amor. A grande mudança acontecida no Batismo, ou na conversão pessoal, conduz a esta outra mudança, no nível do gerenciamento pessoal. É subordinada àquela que ganha força, vigor e relevância.

Deus nos dá muitas oportunidades de aprendizado e mudança na vida diária. Os livros de Covey, para mim e para muitos, foram uma delas. Mas a grande mudança de que precisamos somente um Livro pode oferecer, a partir da qual podemos viver Seus princípios em nossa vida diária.

Um hábito que só poderia vir da Pessoa mais altamente eficaz.



Rev. Lucas André Albrecht

sexta-feira, julho 13, 2012

Pastoral Visita> Porto Velho, RO

Em junho, a capital Rondoniense recebeu a visita da Reitoria e também do Pastoral Visita, que realizou reunião de trabalho com a ULBRA Porto Velho, localizada às margens do Rio Madeira.

Liderado pelo Pastor Itamar Schlender, o trabalho da pastoral inclui devocionais, momentos de reflexão, proximidade com a comunidade acadêmica. Além disso, aos sábados, acontecem os cultos da Comunidade Da Graça, congregação luterana local que está se formando a partir do trabalho pastoral e já conta com 50 participantes.

Conheça, em vídeo, o pastor Itamar, a unidade de Porto Velho e o Diretor Geral.

video



O projeto “Pastoral Visita”, em sua segunda temporada no ano de 2012,  teve origem no objetivo de conhecer trabalhos pastorais da Grande Porto Alegre, mas já abrange também outras cidades e estados, aproveitando oportunidades de mútuo conhecimento e troca de experiências.



Próximas Visitas: Capelania em Porto Alegre, RS -  06 de julho
                               Capelania em Guaíba, RS -  15 de agosto


Visitas anteriores:
ULBRA Santarém, PA
ULBRA Santa Maria, RS
CEULM Manaus, AM
ULBRA Torres, RS
UniLassale
Província Marista Centro-Sul
Capelania Hospitalar Luterana
IENH
PUC-RS
Faculdades Dom Bosco

quinta-feira, julho 12, 2012

“A primeira regra é que você não deve enganar a si mesmo – e você é a pessoa mais fácil de se enganar.”
Richard Feynman

quarta-feira, julho 11, 2012

O jeito Dele

Duas amigas assistiam a um concerto de alto nível. Entusiasmadas, aplaudiam ao final de cada movimento, o que vários outros presentes também faziam. Notaram, entretanto, que boa parte do público não as seguia. Depois de dois ou três movimentos, passaram a cochichar entre si sobre a falta de educação daquelas pessoas, que eram tão orgulhosas a ponto de não reconhecer o talento dos outros, ou ao menos aplaudir por educação. Deviam ser músicos que se achavam superiores aos demais.

Ao final do concerto, todos, inclusive os que antes não o fizeram, aplaudiram a apresentação.

Intrigada com aquilo, uma das moças resolveu pesquisar a respeito da etiqueta em concertos. E, para sua surpresa, descobriu que, de fato, o correto em apresentações como esta é aplaudir somente no final, e não em cada um de seus movimentos. Quem estava errada era ela. Não foi apenas surpresa, mas também vergonha por todo o julgamento equivocado no dia anterior..

Pensando bem, não é tão difícil nos pegarmos fazendo o mesmo. Com colegas de trabalho, com amigos da escola, com vizinhos de rua. Já decidindo antecipadamente que nosso jeito é o melhor, condenamos atitudes que destoem da nossa. E temos muita dificuldade em verificar se os errados não somos nós.

Pensando bem, até com Deus temos a coragem de agir da mesma forma. Como já sabemos o que é melhor para nossa vida, de nossa família, ou para o futuro de nossa existência, em alguns momentos criticamos o Pai quando as coisas não andam do nosso jeito. Ficamos até ficamos irados, imaginando porque Ele não atendeu aquilo que já tínhamos determinado como o melhor para nossa vida...

Mas o jeito de Deus não é o nosso. E que bom que não é! Pois nosso futuro já estaria comprometido se fosse. Contrariando nossa ‘etiqueta’ e gestão do presente e futuro, criou o caminho de volta a Si por meio da morte de Jesus Cristo, que possibilitou ao ser humano fazer parte da orquestra que emite sons guiada e movida pelo Criador. A partir daí, não há dúvida de que vamos querer aplaudir cada movimento de Cristo em nosso caminho. Sua condução é precisa e firme

E garante que, mesmo com nossa desafinações e semitonações, o som, por causa Dele, sempre será agradável ao Pai.





Rev. Lucas André Albrecht

terça-feira, julho 03, 2012

segunda-feira, julho 02, 2012

Prova?


Em fóruns, bate-papos ou redes sociais, na web, frequentemente volta à tona a eterna discussão humana sobre a existência, ou não, de Deus. E outro ponto, derivado deste, também inflama opiniões: religiões são instituições importantes ou não passam de embuste e picaretagem?

Os argumentos se avolumam, às vezes beirando a agressão e a ignorância. Mas dentre diversas considerações racionais que têm a sua lógica e sentido, normalmente aparece a afirmação de que os cristãos não podem provar a existência de Deus. O que, considerando pensamento e ferramentas humanas, não deixa de ser verdade.

O que não raro é esquecido nesta digitação efusiva é que afirmar ser a religião embuste, ou ser a existência de Deus carente de provas, é a expressão de nada mais do que... um ponto de vista. Não se trata de prova definitiva ou conclusão irrevogável, não importa no que se apóie ou a que evidências recorra. Trata-se de um ponto de vista, teoria, tese, hipótese não-consubstanciada. Ou simplesmente...opinião.

Para o cristão, na verdade, quanto mais não existem provas humanas da existência de Deus, tanto mais a certeza de que Ele existe se fortalece. Pois a fé cristã é exatamente isto, a certeza das coisas que não se veem. É a convicção de que Jesus Cristo, Deus e homem, de fato deu sua vida pela humanidade para que todo o que se arrepende e Nele crê tenha vida. Não apenas aqui, mas eterna. Do ponto de vista humano, sem dúvida, é apenas mais um ponto de vista. Já na ótica da Palavra, é a Verdade eterna e que liberta. E, por isso, religiões que pregam e procuram viver esta verdade podem parecer embuste para alguns, mas para muitos, são veículos e embaixadas do amor de Deus.

De fato, não se trata de fornecer provas de que estamos certos.

Afinal, como seria possível, somente com ferramentas humanas, provar o que é Divino?




Rev. Lucas André Albrecht