sábado, abril 21, 2012



“Se você vai entrar em uma discussão, tome conta do seu temperamento. Pois a lógica e a razão, se você tiver alguma, tomarão conta de si mesmas”.

(Joseph Ferrell)

sexta-feira, abril 20, 2012

Só se você deixar


“A filha veio, chorando, queixar-se para o pai. Havia sido chamada pelo irmão maior de um nome que ela detestava. Depois de ouvir o lamento, o pai perguntou qual era o tal nome. E então a chamou do mesmo jeito.
-Ué? Você não ficou brava comigo? Eu disse o mesmo nome que ele! – disse o pai.
-Não, papai.
-Por que?
-Eu não sei....
O pai então, olhando nos olhos da filha, mostrou:
- Como você viu, querida, ouvir um nome ou uma frase não é o suficiente para nos deixar mal. Você tem que decidir se vai achar ruim ou não. Então, isto vai te chatear e incomodar só se você deixar.”

Tudo bem, às vezes é inevitável que, ao percebemos a raiva, o desprezo, a malícia nas palavras do outro, nos deixarmos chatear. Mas esta verdade é difícil de contrariar. A maioria das coisas só nos agride se nós deixarmos. Estes exemplos comprovam este fato.
-Escuta aqui, meu filho... (na boca de alguém raivoso)
-Escuta aqui, meu filho! (Deus)

-Espera só o que eu vou fazer pra você! (alguém raivoso)
-Espera só o que eu vou fazer pra você! (Deus)

-É, queridão, agora tu vai ver o que é bom! (alguém raivoso)
-É, queridão, agora tu vais ver o que e bom!(Deus)

-Eu vou estar com você todos os dias (alguém raivoso ou vingativo)
-Eu vou estar com você todos os dias (Deus)

Para as horas nas quais o que não é bom nos abater, Jesus é o ombro certo e o ouvido amigo onde podemos nos queixar e lamentar. Porque Dele recebemos palavras boas, certas, sem raiva, sempre com amor, e que nos fazem ver o valor que Ele nos atribui, garante e mantém.  

É com estas boas palavras, é com estes princípios seguros, que as relações familiares podem ser fortalecidas, cultivadas e nutridas. Desta forma podemos colocar de lado o que prejudica e deixar entrar pela porta da frente tudo o que contribui. Pais que deixam seus filhos expostos a esta orientação segura aumentam as chances de no futuro, verem adultos que não deixam qualquer palavra os abater.

Por palavras assim, não tenho dúvida, todo mundo gosta de se deixar atingir.







Pastor Lucas André Albrecht

Reitoria da Ulbra tomou posse no Campus de Canoas


Matéria do Ulbra Noticias - ULBRA TV


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quarta-feira, abril 18, 2012

Prosperidade e vitoria

A entrevista é fictícia. O contraponto é real.


Pastor - Estamos hoje com o sr. João, um cristão que freqüenta nossa Igreja e que vai nos dar um testemunho de sua vida cristã. Sr. João, sendo freqüentador de nossa Igreja já há algum tempo, está vivendo um momento tranqüilo em sua vida? Tem emprego, salário, boas condições gerais?
J – Sim, pastor, um momento muito bom, tudo isto está mais ou menos bem encaminhado. Mas olha, não tem a ver com eu freqüentar esta igreja. Mesmo antes já havia uma certa tranqüilidade em minha vida.

P - Mas  desde que você veio aqui, sua vida ficou mais vitoriosa, não ficou?
J – Olha, nem sempre.. Há momentos de dificuldades e momentos de muita alegria. Mas não tem vinculo direto com ir ou não ir na igreja, como se ir na igreja toda a semana sempre gerasse vitórias, e o contrário, não. Vencer ou perder faz parte da vida, também da vida de um cristão.

P – Quer dizer que o senhor, mesmo sendo cristão tem derrotas? Mas a Bíblia não promete vitórias a quem crê?
J –  Tenho derrotas, sim. Se não atleta de Cristo não perderia campeonato. A vitória maior Cristo já conquistou por todos e é atribuída a todos pela fé. A partir disso, vencer e perder faz parte do cotidiano. Perder não é sinal de estar sem Deus. Que Deus seria esse que, no momento em que mais preciso, na derrota, na fraqueza, me deixaria na mão? “Passe a vencer que eu estarei contigo”? Deus não é assim.

P –  Ah, mas se o sr. está bem assim então  porque é fiel no dízimo, é isso?
J – Não, nada a ver com isso. Já me aconteceu muitas vezes de falhar na oferta, por esquecimento, por não conseguir, ou outro motivo. Nem sempre consigo dar o quanto gostaria, fico abaixo da porcentagem que me propus. E mesmo assim Deus tem me abençoado. Aliás, não é todo domingo que consigo vir aos cultos, às vezes falho, por motivos como fraqueza, momentos difíceis de minha vida... Nem por isso deixo de sentir que Deus continua presente.

P – Hum..bem, não estou entendendo...o sr tem está bem mesmo não sendo sempre fiel no dizimo e mesmo não vindo toda semana na Igreja? A que o Sr. atribui isso?
J – A Deus, pastor. Sem dúvida nenhuma é tudo por causa dele. Não consigo fazer tudo certo, erro muito. Mas se não fosse por Deus, não teria nem seria nada. Tudo o que tenho e sou vem dele. Procuro fazer o certo e corrigir o que está errado, mas não tenho como merecer nada. Só posso atribuir tudo a Ele.

P – Quer dizer que ir à Igreja, então, não é importante?
J – Claro que é importante, é fundamental. Existe até um mandamento especifico sobre isto, o terceiro, “Santificar o dia de descanso”. É fundamental freqüentar uma Igreja cristã para ouvir a Palavra, receber o sacramento, ouvir palavras que alguém outro me diz. Existem muitos benefícios em se freqüentar uma igreja, e todo aquele que se diz ou quer ser cristão, deveria procurar, com toda alegria, fazer isto regularmente.

7 – O sr. concorda com a frase: “O que é de Deus, o homem não tem força nenhuma pra fazer. Mas o que é do homem, Deus não move nem uma palha”?
J – Não concordo com esta frase. A Bíblia diz que “é Deus quem efetua em nós tanto o querer como o realizar”. Existem, sim, as nossas responsabilidades. Mas não mexeríamos nenhuma palha sozinhos se não fosse por Deus. É melhor pensarmos como o apóstolo Paulo. “Tudo posso naquele que me fortalece”. Deus quer nos impulsionar nesta fé a fazermos sua vontade.

8 – Qual o recado que o sr deixa para quem busca solução para os seus problemas?
J –  O Salmo 37.5 diz: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais Ele fará”. Crer e confiar em Deus, esta sim, é a maior e melhor prosperidade, alegria, segurança que uma pessoa pode ter.

Pastor Lucas André Albrecht

Assista em video


sexta-feira, abril 13, 2012

O que mais importa

Qual foi o maior naufrágio da história?

Imagino que o primeiro nome que nos vem à mente é o do Titanic, transatlântico que há 100 anos, na noite de 14 para 15 de abril de 1912, afundou nas águas geladas do Atlântico, tirando a vida de 1500 pessoas.

Mas o Titanic não foi o maior, nem o segundo maior. Não está sequer entre os 5 primeiros.

O maior naufrágio da história, em termos de numero de vitimas, foi o do navio Wilhelm Gustloff, no dia 30 de janeiro de 1945. Cerca de 10.500 civis, a maioria mulheres e crianças, fugiam da crueldade e voracidade do exercito russo que adentrava a Polônia e Alemanha. Foi atingido por três disparos de um submarino soviético e naufragou, tirando a vida de 9.500 pessoas.

Isto me lembrou de que nem sempre aquilo que recebe mais propaganda é, de fato, o maior ou mais grave.

E nem sempre é aquilo a que é dado maior atenção é o que realmente importa.

Às vezes os olhares se fixam em determinados problemas, como se fossem os maiores e únicos da sociedade. Enquanto outras questões mais graves ficam sob a superfície, esperando serem abordadas.

Isto também acontece com as coisas boas. Parece que o grande motivo de alegria é ganhar um aumento, ver o time ser campeão, aparecer na TV, ganhar um carro... Mas há coisas maiores e mais importantes. Um casal que se reconcilia, um filho que volta para seu pai ou sua mãe. Uma criança que é salva do aborto. Uma contribuição única no trabalho. Uma hora bem empregada de atenção e cuidado com quem amamos. Aquelas coisas que dificilmente ganham a primeira página...

Com a maior de todas as alegrias, isto acontece o tempo todo. Jesus entrega sua vida por toda humanidade - por sinal, numa grande tragédia, a da cruz. Mas frequentemente esta noticia fica no rodapé da pagina, enquanto quem ganha as letras gigantes são alegrias fugazes, frágeis, superficiais.

Mesmo assim, ela permanece como a maior de todas. Completa. Ao alcance. E, se os navios afundam quando têm seus cascos perfurados, nossa vida é diferente. Quando torpedos nos acertam, quando batemos e o coração começa a fazer água, não é preciso concluir que o naufrágio será certo. Cristo nos perdoa, restaura, e nos mantém na superfície, nos permitindo continuarmos a navegar na paz e certeza de seu amor.

Para podermos sempre dar atenção ao que realmente importa.



Pastor Lucas André Albrecht

quarta-feira, abril 11, 2012

E-mail aos ministros do STF



De: Pastor Lucas Albrecht
Enviada em: terça-feira, 10 de abril de 2012
Para: mcelso@stf.gov.br; marcoaurelio@stf.gov.br; mgilmar@stf.gov.br; carlak@stf.gov.br; gcarlosbritto@stf.gov.br; gabminjoaquim@stf.gov.br; gabinete-lewandowski@stf.gov.br; anavt@stf.gov.br; gabmtoffoli@stf.jus.br; gabineteluizfux@stf.jus.br
Assunto: Sobre o aborto de fetos anencefálicos

Prezados Senhores Ministros do STF:

Respeitosamente, venho à vossa presença para solicitar especial atenção na votação a respeito do aborto de anencefálicos e, por consequencia, sobre a descriminizalização desta prática sob qualquer forma.

Não parece ser uma causa justa permitir que tais crianças sejam abortadas, em função de certa definição humana sobre autonomia e qualidade de vida, geralmente formuladas do nosso ponto de vista dos considerados 'normais', 'autonômos' e 'felizes'. Tal conceito é perigoso, pois abre precedente para uma série de outras interpretações. Várias são as compreensões possiveis do que pode ser 'autonomia' ou qualidade de vida de um ser humano. Uma pessoa em cadeira de rodas tem sua autonomia limitada? Paralisia cerebral, sindrome de down e outras limitações não geram boa qualidade de vida?... É um conceito perigosamente ampliável. Esta pratica interpretativa, no passado, já conduziu a atrocidades.

No entanto, apenas uma definição e interpretação para Vida é possivel: VIDA!

Por analogia, se um feto anencefálico, ou feto de 3 meses, o até mesmo um embrião de 30 horas (fecundação completa) fosse encontrado em outro planeta, o que diriam, muito provavelmente, os cientistas? Afirmariam que descobrimos 'vida em outro planeta'! Por que então não considerar o mesmo no nosso?
E, se uma sociedade nao é capaz de dar amparo, proteção e cuidado à vida dos mais frágeis dos seus integrantes, em que tipo de sociedade estamos nos transformando?

Como teólogo e pastor, poderia ainda elencar argumentos bíblicos, que considero também muito pertinentes. Mas me atenho apenas a estes para demonstrar que esta causa é justa por qualquer ângulo em que for considerada. Assim, peço encarecidamente que se oponham à interrupção da vida humana por meio do aborto!

Desejando a paz de Cristo, despeço-me!

Respeitosamente,

Rev. Lucas André Albrecht
Capelão Geral da ULBRA (Universidade Luterana do Brasil)
Canoas, RS

Prestar atenção

Na recente ida a Curitiba para visitar os familiares, uma das conversas, em uma das tardes, foi com o meu irmão Esdras e sua noiva, Aline, que é psicóloga. Lá pelas tantas, comentamos: “Às vezes a gente fica “meio assim” em conversar com alguém que é da psicologia. Ficamos pensando se estamos sendo analisados em gestos, posturas, palavras...”

Ao que a Aline, bem humorada, respondeu: “Não sei preocupem. Eu não faço mais consultas gratuitas.”

Certamente este não é o foco de um psicólogo(a). Utiliza seu conhecimento e técnica para o trabalho a que se propõe, mas não para ficar o tempo todo prestando atenção no outro.

A não ser se falarmos de outro contexto. Mas neste, acredito, cada um de nós se encaixa também.

Falo de quando prestamos atenção nas pessoas que amamos e temos grande consideração, Seus gestos, palavras, seus olhos; ansiedade, alegria. Os recados verbais e os não verbais, especialmente a linguagem corporal. Fazemos isso porque os amamos e queremos muito prestar atenção com um grande objetivo: ajudar, nas necessidade. E partilhar alegria, nas conquistas.

É assim que Deus age conosco. Presta atenção em tudo em cada segundo do nosso dia. Cuida tanto de nós que o seu próprio Filho garantiu, com Sua vida, que a nossa tem atenção total.  E Ele, sim, atende de graça, pois o preço já foi pago. Seu amor age em todo o coração conectado e alimentado. É desta forma que ele cuida da família da fé, em cada detalhe, para que nunca nos falte amparo e sustentação em toda situação.

Contexto no qual se encaixa todo ser humano. Pois esta atenção e cuidado são para o mundo inteiro.

E são gratuitas. Mesmo.


Rev. Lucas André Albrecht

terça-feira, abril 10, 2012

Pastoral Visita> Capelania em Torres, RS


Entrada da Capela na ULBRA Torres.
Momentos devocionais acontecem semanalmente.
 Na terça-feira, 03,04, a Pastoral da ULBRA iniciou a segunda temporada do projeto "Pastoral Visita” conhecendo a ULBRA Torres, unidade da Universidade Luterana do Brasil que atua há 20 anos no litoral Norte Gaúcho. Acompanhando a visita da Reitoria à Instituição, o Pastor Lucas pode conhecer um pouco mais do trabalho realizado pela Pastoral local, liderada há 16 anos pelo Rev. Gérson Güths



Dentre as atividades, destacam-se, além das aulas de Cultura Religiosa, as visitas às salas de aula, os momentos devocionais e a capacitação para o desafio de ligar com as questões de drogadição. Neste período de trabalho, a pastoral também auxiliou a implementar e solidificar a comunidade luterana local.

Confira o relato do Pastor Gérson no vídeo (2'50'')

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O projeto “Pastoral visita” teve origem no objetivo de conhecer trabalhos pastorais da Grande Porto Alegre, mas já abrange também outras cidades e estados, aproveitando oportunidades de mútuo conhecimento e troca de experiências.

Próxima Visita> Capelania em Manaus, 26 e 27 de abril

Visitas anteriores:
Pastoral UniLaSalle
Província Marista Centro-Sul
Capelania Hospitalar Luterana
IENH
PUC-RS
Faculdades Dom Bosco

sábado, abril 07, 2012

sexta-feira, abril 06, 2012

Christus factus est

Cristo se fez obediente em nosso lugar até à morte
e morte de cruz.
Pelo que Deus o exaltou sobremaneira
e lhe deu o nome que está acima de todo nome.

quinta-feira, abril 05, 2012

Celebração de Páscoa no Campus Canoas

Colaboradores da ULBRA Canoas celebram a Páscoa


Em Celebração Pascal organizada pela Pastoral Universitária, os colaboradores da ULBRA Canoas comemoraram, nesta quarta-feira (04.04), a ressurreição de Cristo. O capelão geral Lucas Albrecht e o pastor Paulo Brum conduziram a Liturgia, enquanto a Orquestra de Câmara da ULBRA e o barítono Francis Padilha realizaram acompanhamento artístico. A coordenadora de Ensino Religioso da Rede de Escolas, Vaneska Ratund, conduziu a mensagem com a participação do Grupo de Patinação da Escola Paz.


       

O reitor Marcos Fernando Ziemer disse aos colaboradores reunidos na Capela Universitária que “a Páscoa é um momento de profunda mensagem, mas a mais importante é a da esperança. Agradeço a todos vocês pela contribuição que dão à ULBRA, pois com a demonstração de fé nesta instituição, no dia a dia do seu trabalho dedicado, estão dando a sua contribuição ao nosso reerguimento, a nossa renovação. Essa esperança e a união de todos é que move para vencer as dificuldades que passamos”.


Ziemer desejou uma Páscoa feliz a todos, da mesma forma que o presidente da Comunidade Evangélica Luterana São Paulo (CELSP), Adilson Ratund. O líder da mantenedora lembrou que “a Páscoa é um momento especial, de felicidade. Cristo ressurgiu, aleluia”.

Fonte: ACS ULBRA

quarta-feira, abril 04, 2012

Bem-sucedida

Quais eram os nomes dos 5 menudos?
Quem venceu o BBB número 8?
Que ator levou o Oscar em 2009?

Difícil encontrar alguém que consiga responder a estas perguntas sem pesquisar. A maioria de nós já não lembra quem fazia sucesso nem há um ano, quanto mais há duas décadas...

“Nada falha mais do que o sucesso”, frase de Gerald Nachman, resume como, na definição humana, o sucesso é frágil, passageiro. Poucos são os que conseguem ter e manter-se nele. E, no entanto, quanto se busca estar no topo! Alguns cometem verdadeiros atentados ao bom gosto em busca de uma fresta de exposição.

A Semana Santa nos apresenta o contrário. “Nada foi mais bem sucedido do que o fracasso”. Neste caso o ‘fracasso’ de Cristo. Pois toda a cena da paixão aponta o que em padrões humanos representa o fundo do poço. Zombarias, julgamentos, cuspes, condenação, que culminam na cruel morte de cruz.

Mas o aparente fracasso tornou-se o maior sucesso da história. Tanto que até a dividiu em dois.  Só que o sucesso desta obra não está na fama ou popularidade que obteve. Está no que Cristo conquistou. Perdão dos pecados. Reconciliação e paz com Deus. Vida eterna. A partir da fé, ninguém mais é um estranho. Somos celebridades para Deus. Quer dizer, mais que isso, somos filhos de um Pai amoroso e fiel, que mede sucesso e fracasso com padrões diferentes do que o mundo está acostumado. Estar com Ele, é ter sucesso no que mais importa: o coração.

Neste sentido, o desejo só pode ser um: uma feliz e bem-sucedida Páscoa para você!





Pastor Lucas André Albrecht

Páscoa

Celebração de Páscoa, Campus Canoas