sábado, novembro 30, 2013

quinta-feira, novembro 28, 2013

Agradecer

Você pode agradecer sua família, pelo suporte, carinho, amor, cuidado. Até pelas horas ruins, que ajudam a crescer. Seria muito importante.
Mas estaria incompleto.

Você pode agradecer seu patrão, chefe ou colegas de trabalho, pelas oportunidades de aprender, crescer, contribuir. Ou de simplesmente poder trabalhar. Seria importante.
Mas estaria incompleto.

Você pode agradecer aos amigos pelos dias de alegria, as noites de companhia, as horas de compreensão, coração receptivo. Seria um gesto emocionante.
Mas estaria incompleto.

Você pode agradecer pela natureza, pelo sol, ar, água, vegetação, vida. Seria uma lembrança importante.
Mas estaria incompleta.

Você pode agradecer aos professores e colegas pelas horas insubstituíveis de aprendizado, convivência e troca de experiências. Seria uma atitude e tanto.
Mas ainda estaria incompleta.

Você pode, então, agradecer a Deus pela sua família, por ter lhe dado amigos, por ter proporcionado trabalho; por ter criado a natureza, mostrado toda a beleza da vida, ter dado de presente a fé. Pode reconhecer que de Suas mãos tudo nasce, tudo provem. Ele sustenta toda a forma de vida, ama a cada ser humano como coroa de sua criação. Você pode agradecer por muito, por tanto, por tudo. Principalmente, por Ele fazer você ser quem você é.

Um gesto vibrante, verdadeiro, de uma vida que responde ao amor com gratidão. Este sim, um gesto completo.

Porque é um gesto de fé.

P. Lucas André

sexta-feira, novembro 22, 2013

Para a câmera

Acontece em programas de auditório, celebrações em quadras de samba ou famílias reunidas com um link de TV ao vivo. Todo mundo está lá sentado, quieto, fazendo qualquer outra coisa. De repente, quando percebem que estão no ar, ao vivo, sendo captados pela câmera, tudo muda. Começam os pulos, os gritos, os tchauzinhos pra TV. E também o olhar discreto com o canto do olho para o monitor de TV para confirmar se está aparecendo mesmo. Neste caso, mais gestos, pulos e gritos.

Este é o nosso mundo, onde a existência costuma ser definida pelas polegadas do aparelho televisor. Ultimamente, também pela tela do computador. Aparecer dá existência social, importância. Mas não o aparecer de qualquer jeito. É legal aparecer sorrindo, gritando, ‘de bem com a vida’. Com exceções, é claro, mas esta parece ser a regra.

Pior é quando esta lógica passa para a vida real e a honestidade, a firmeza, a justiça e outros bens que deveriam ser duráveis aparecem apenas quando estamos ‘no ar’. Com as câmeras desligadas, vale fazer qualquer outra coisa.

Ao agirmos com correção ou com alegria somente quando a câmera dos olhares está fixada em nós, é porque queremos esconder o que realmente pensamos? Pode ser que sim, outras vezes, que não. Mas o fato é que viver ’para a câmera’ não dá certo. Uma hora a gente estoura de estresse. Ou então cansamos de representar, e todos acabam vendo quem realmente somos.

É bem melhor procurar agir por princípios, que são garantia de estabilidade. Se a câmera dos olhares do mundo nos pegar preocupados? Paciência... Se nos pegar sorrindo? Ótimo! Fazendo o que é certo? Melhor ainda! O principal é nos pegar como pessoas que procurarmos seguir a constância da fé. E se esforçam para fazer da alegria e princípios um jeito de viver. Para isto contamos com Aquele que não desliga sua câmera em nenhum minuto. Jesus Cristo nos vê sempre. E quer nos ver vivendo ao natural a fé que nos leva a sermos autênticos.

Por isso, sorria. Você está sendo acompanhado.



P. Lucas André

terça-feira, novembro 19, 2013

Causa justa

O que a nossa sociedade, de uma maneira geral, costuma pensar ou falar sobre nomes como estes: Marcos Feliciano, Silas Malafaia, um empresário rico, um político...?

Por outro lado, quais são as verbalizações que surgem ligadas a nomes como estes: Bob Marley, John Lennon, Charlie Sheen, Sean Penn...?

Se pensarmos em senso comum, dá até pra imaginar quais os adjetivos que vão na primeira lista e qual a consideração e apreciação que se tem pela segunda.

Agora, a qual das duas listas atribuiríamos casos de violência domestica, sexo sem segurança, estupro, abuso, excesso de álcool e drogas, socos, agressão com taco de beisebol...?

Pode até haver na primeira. Mas na segunda existem registros públicos de uma ou mais destas atitudes, de cada um dos integrantes. E a lista ainda poderia ser maior.

Isto nos faz pensar que nem sempre o ser humano, quando age e reage, está defendendo o bem, a retidão ou uma causa justa universal. Pode apenas estar em defesa daquilo que prefere ou com que mais se identifica.

Em alguns casos, se vai tão longe que até Jesus Cristo entra na lista. Ele não teria defendido os animais o suficiente, seria a favor da escravidão, talvez não passasse de um analfabeto ou até mesmo seria um charlatão. Bem, “se é mesmo que ele existiu...”

Logo Ele, que veio para defender a mais universal e mais justa causa. Sem violência, sempre com amor.

O que Ele fez foi trazer uma única e mesma mensagem, não apenas para grupos, mas para toda a sociedade,. Todos nós estamos ligados a casos de erro, culpa e transgressão. Mas todos igualmente temos acesso ao que nos cura, perdoa, e nos leva à ação. Podemos perceber quando estamos em um caminho seguro ou totalmente na contramão. Para procurarmos distinguir causas justas de mero pré-conceito ou questão de opinião.

Da parte dele, não há diferença, todos têm acesso à vida sem rótulos e sem diminuição.

Jamais mandará embora por justa causa aqueles a quem sua causa justa alcançar.


P. Lucas André

sexta-feira, novembro 08, 2013

Fazem bem

Um biólogo e jornalista norte-americano relembrou, com um experimento, aquilo que sabemos, mas esquecemos. Tudo que é humano é sujeito a falhas.

Conforme este post, John Bohannon enviou um trabalho falso sobre as propriedades supostamente anticancerígenas de uma molécula supostamente extraída de um líquen e enviou esse trabalho para 304 revistas científicas de acesso aberto ao redor do mundo. O trabalho não só foi totalmente fabricado e obviamente incorreto, com falhas metodológicas e experimentais que, segundo Bohannon, deveriam ser óbvias para “qualquer revisor com formação escolar em química e capacidade de entender uma planilha básica de dados”. O nome dos autores e das instituições que o assinavam eram todos fictícios. Apesar disso mais da metade das revistas procuradas aceitou o trabalho para publicação. Nada menos do que 157 periódicos estavam dispostos a atestar a veracidade ao trabalho.

É o tipo de coisa de que precisamos ser lembrados pois, de todas as religiões, crenças e sistemas de organização de conhecimento no mundo, uma das que sempre arrebanha novos fieis é a do ‘cientificamente comprovado’. Se foi publicado em algum lugar, se foi demonstrado por alguém em algum artigo ou experimento, se “apareceu na mídia”, então deve ser verdade, para ser aderida e repetida sem a atenção necessária ao contraditório.

Evidentemente não se trata de desmerecer o trabalho cientifico. O próprio Toque de Vida está no contexto de Universidade, a Ulbra, que produz e dissemina conhecimento continuamente. E também porque sabemos que a ciência verdadeira não adere à religião que tem por mantra o ‘cientificamente comprovado’. O objetivo é lembrar o óbvio - o fazer ciência está dentro do contexto de todos os fazeres humanos. Acertos, erros, tentativas, novos acertos e erros.

E este é também o caso da religião. Produto humano que é, está sujeita a falhas.. Perfeito mesmo, só o objeto da fé – Deus, que é a fonte da Ciência, uma vez que é o autor da Criação. Mais do que isso, é a fonte do remédio para o erro – perdão-, que está em Jesus Cristo, o caminho bem perto do chão para quem quer viver o que a fé pode proporcionar.

Isto nos leva a outra obviedade que precisa ser relembrada: humildade e respeito nunca fazem mal. Nem à religião, nem à ciência.


Muito menos ao coração.


P.Lucas André