segunda-feira, novembro 26, 2012

Aniversariante do dia


A ULBRA TV completa hoje 8 anos! E, com muita alegria, o Programa Toque de Vida também celebra a data. No ar com a Ulbra TV desde o primeiro dia, já são mais de 2000 edições de música e mensagem.


Confira alguns dos programas no canal da Pastoral no You Tube:


A longo prazo


Determinadas tarefas parecem um tanto ingratas, não? 

Pense por exemplo, na limpeza da casa, ou o trabalho na cozinha. Outros exemplos:  preparação de relatórios; recolher o lixo, organizar eventos, pintar paredes.  Dar banho e vestir crianças, ajudar pessoas com dificuldades. Preparar um jantar romântico. Cuidar da casa. Preparar uma aula criativa. Investir tempo com alguém. 

Por que parecem ingratas? Porque são tarefas dificeis, que exigem esforço e dedicação e que duram pouco tempo. Dali a pouco, já está tudo desfeito. É preciso fazer tudo de novo..

São tarefas que parecem ingratas. Mas só parecem.

Quando olhamos na perspectiva do longo prazo, tudo muda. Determinadas ações podem não ter resultados agora. Damos um conselho, falamos uma frase, fazemos um gesto na direção de alguém que julgamos precisar. Preparamos um jantar, realizamos uma limpeza, auxiliamos. Às vezes parece que só ajudou aquele momento, ou que a pessoa nem deu tanta boal assim. No entanto, quantos casos você já ouviu parecidos com este?
“Um dia fulano me disse tal coisa, que nunca mais esqueci”
“Foi porque um professor do primário me incentivou que hoje sou médico/professor/patsor..”
“Minha mãe/pai sempre dedicava tempo para o que eu precisava”
“A aula dela era muito boa!”
“Como mamae cozinhava bem! E a casa, sempre bem arrumada!”
“O fato de você ter segurando a minha mão, mesmo sem falar nada, no enterro de meu pai, fez toda a diferença.”
“Aquela mensagem que ouvi na igreja naquele dia me levou a mudar de vida”.

Pequenos gestos, poucas palavras, parecem minutos em vão. Mas que podem ter efeito ‘imortal’. Ficar para sempre na memória e na vida de alguém. E quem sabe impactar até mesmo gerações futuras.

È assim também o perdão de Deus. Ele perdoa irrestritamente, mesmo que, ali adiante, já estejamos novamente em erro, por causa da nossa fraqueza. Mas ele continua a perdoar, pois aquilo que Jesus Cristo fez, uma só vez, naquela cruz, permanece sempre. Assim, podemos nos também utilizar o perdão, palavras, presença como possibilidlides de encobrir as dificuldades com o Amor e mostrar o lado belo e contagiante da vida.  Dure o tempo que durar. Sejam imensas ou microscópicas, coloridas ou em preto e branco.  Atingindo milhares de pessoas ou apenas uma só. Elas podem tocar, mudar, fazer a diferença na vida de alguém para sempre. Movidos pela fé Nele, sabemos que temos muito a fazer.

Porque, a longo prazo, estar com Deus é o que realmente muda a vida. Para melhor. E para sempre.  



Rev. Lucas André Albrecht

quarta-feira, novembro 21, 2012

Coragem e respeito


Pesquisa realizada nos Estados Unidos declara que o Facebook nos deixa “mais gordos, pobres e malvados”. Segundo o texto, isto estaria ligado ao sentir-se bem consigo mesmo e, portanto, sentir-se no direito a reagir fortemente ao que vier pela frente.

Quando às duas primeiras, não há como ter muita certeza. Mas sobre a terceira, parece que as evidências começam a se acumular.

Navegue, por exemplo, por sites e rede sociais, especialmente em temas de “polêmica” e “denúncia”. Tente descobrir quantas das pessoas que aportam quilos que palavras agressivas, julgadoras, contundentes, e muitas vezes obscenas, leram de fato o que viram. Além disso, se interpretaram, ponderaram, se têm condições de opinar a respeito de algo sobre o qual visualizaram algumas linhas. Se dominam o contexto, se sabem do que e de quem se trata. Se têm respeito com quem pode ou não estar sendo vitima de injustiça. Ou se a maior preocupação é apenas com a sua opinão, a sua forma de ver o mundo, o seu julgamento. Ou seja, preocupação maior com a rapidez do seu teclado do que com as consequências das letras dele.

Isto leva a crer que a terceira opção da pesquisa pode estar certa. Em determinados contextos, as pessoas reagem à agressão e intolerância somente com agressão e intolerância ainda maior.

Para o cristianismo, esta pesquisa nem seria necessária. Já sabe que o ser humano é malvado e isto vem por natureza. Não no DNA, porque Deus nos criou perfeitos, mas desde que se afastou do Criador, o homem é um poço de maldade. Talvez o Facebook apenas seja um dos baldes com os quais dele se tira a quantidade desejada. A imagem que fazemos de nós mesmos não corresponde sempre à que realmente somos.

É por isso que o Livro Sagrado dos cristãos traz a noticia de que este ser humano – você, eu, cada um – precisamos. De que esta maldade é perdoada e esta tendência inata é controlada pelo Seu amor.  Ele ensina que Jesus Cristo - cujo fim da vida, se houvesse Facebook na epoca, teria recebido dezenas de comentários raivosos, apressados e cheios de julgamento -, levou tudo nos ombros para que, alem de nosso coração poder ser lavado, nossos dedos tivessem boa orientação. Para digitar com consistência, mas também com prudência. Com consciência. Para, com coragem, denunciar o erro, se ele for comprovado, e com respeito pela pessoa errada, lembrar que todos têm chance de recomeçar para acertar.

Estar face a face com esta realidade não deixa ninguém mais pobre, nem mais gordo. E, com certeza, troca o índice de maldade pela coragem com respeito.
E amor.


Rev. Lucas André Albrecht

terça-feira, novembro 20, 2012

ULBRA esclarece sobre caso do Hospital Veterinário em coletiva de imprensa

Frente à repercussão recente das práticas antiéticas relacionadas a ex-funcionários e ex-docentes da ULBRA, ocorridas no Hospital Veterinário, no ano de 2008, a Universidade promoveu uma coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira, 20.11. Estavam presentes o diretor do campus Canoas, Erivaldo Diniz de Brito; o diretor jurídico, Jonas Dietrich; o advogado Ricardo Medeiros Sventnickas; a diretora do Hospital Veterinário, Cristina Záfari Grecelles, e a coordenadora do curso de Medicina Veterinária, Cristine Dossin Bastos Fischer, para prestar esclarecimentos.


Jonas informou que, tão logo teve conhecimento de tais fatos, a nova gestão da Universidade tomou as providências cabíveis que incluíram a comunicação aos órgãos competentes, como o Ministério Público do Rio Grande do Sul e o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul, onde os procedimentos estão tramitando de forma sigilosa.
A morte dos animais pelos funcionários já desligados da Instituição, supostamente ordenados por professoras também já afastadas, não condiz com as práticas da ULBRA. “Constatamos que foi uma atitude individual. Não foi de responsabilidade da Universidade, do Hospital Veterinário, dos professores e muito menos dos alunos”, relatou Jonas. Atualmente, os cães abandonados que são encaminhados ao Hospital são catalogados, tratados e disponibilizados ao programa de doação mantido pela ULBRA.

Em recente diligência determinada pelo Ministério Público nas dependências da Universidade, foram localizados novas carcaças de animais, o que causou estranheza aos gestores do Hospital Veterinário e ao setor Jurídico da Instituição. O fato foi comunicado pela ULBRA à Polícia Civil, na manhã desta terça-feira, 20.11, e o local já foi periciado no início da tarde.

Segundo o advogado Ricardo Sventnickas, estes animais mortos não foram encontrados no local, em verificação anterior, e, pelas características, morreram há cerca de 15 dias. ”Este fato não tem relação com procedimentos da Universidade, e há suspeita de que tenham sido deixados lá por terceiros”, disse Ricardo.

Ainda durante a coletiva, foi apresentada uma gravação realizada no mês de junho de 2012. O material registra a conversa em que uma pessoa, se dizendo um envolvido no caso, pressiona a Universidade a firmar um acordo, dentro de ação trabalhista encaminhada por ex-funcionário demitido. O interlocutor cita que possui supostas provas dos fatos ocorridos no Hospital Veterinário, e que se não obtivesse o acordo, as divulgaria na imprensa. Jonas Dietrich informou que, logo após ocorrer esta gravação, cartazes com fotos de animais mortos e mensagens de ameaça foram encontrados nos banheiros utilizados pelos alunos na Universidade. Segundo Jonas, isso caracteriza chantagem, com tentativa de extorsão. Este fato também foi comunicado pela ULBRA à Polícia Civil.

Após os esclarecimentos na coletiva, os jornalistas presentes foram acompanhados pelo prefeito do campus Canoas, Giovanni Mullenmester Serrano, ao local onde os restos mortais recentes foram descartados.

Sobre o descarte correto de animais mortos

O descarte de animais mortos no Hospital Veterinário da ULBRA é feito através da empresa terceirizada Aborgama do Brasil, contratada pelo campus Canoas para a destinação de resíduos orgânicos. Os materiais do Hospital Veterinário são recolhidos pela empresa, para os fins corretos. Segundo a diretora do Hospital Veterinário, Cristina Záfari Grecelle, a empresa busca os materiais no local três vezes por semana, ou quando necessário, se há acúmulo. “Enquanto a empresa não os recolhe, os animais mortos ficam acomodados em biombos na câmara fria do Hospital. Não existe contato com meio ambiente”, esclarece. Esse procedimento está de acordo com as regras da Vigilância Sanitária. A diretora também informa que o Hospital não realiza a prática da eutanásia.


Assessoria de Comunicação Social

Nota de esclarecimento


NOTA DE ESCLARECIMENTO

A ULBRA - Universidade Luterana do Brasil vem a público esclarecer os relevantes fatos recentemente veiculados na imprensa:
- Os fatos apresentados e supostamente ocorridos, envolvendo práticas antiéticas com animais, no Campus Canoas/RS, aconteceram em 2008, durante a gestão do Sr. Ruben Becker, e são veementemente condenados pela ULBRA;
- Cumpre, ainda informar que, tão logo teve conhecimento de tais fatos, a nova gestão da Universidade tomou as providências cabíveis, que incluíram, inclusive, a comunicação aos órgãos competentes tais como o Ministério Público do Rio Grande do Sul e o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul, aonde os procedimentos estão tramitando de forma sigilosa;
Sendo assim, esperamos ter prestado os devidos esclarecimentos.

                      Atenciosamente,
                                                               Reitoria
                                   Universidade Luterana do Brasil

sexta-feira, novembro 16, 2012

Ser aceito


Quanto se paga para ser aceito na universidade dos sonhos? Para ter as férias desejadas, pertencer a um clube seleto? Quanto se paga para adquirir a roupa perfeita, sapato ideal? Que preço tem a aceitação, a integração, a valorização dentro da sociedade humana?

Estamos acostumados a pagar para sermos aceitos. Em clubes, em festas, em grupos. Em eventos, em reuniões. Às vezes até em Igrejas. Gasta-se muito para ter a roupa, o tênis, o acessório, o carro, a casa, o objeto, a pessoa, enfim...aquilo que tornará alguém integrante do grupo ao qual se atribui valor. Para ser recebido, acolhido, aceito, muitas vezes o ser humano está disposto a pagar qualquer preço.

Mas somente uma aceitação realmente define nosso valor exato, real e duradouro. Quanto você pagaria por ela?

Esqueça os cálculos. Não precisa e não há como pagar. Esta aceitação é de graça.

Possivelmente, por isso nem sempre é tão valorizada. Se é de graça, então talvez não seja tão legal. E talvez por isso que existam “pedágios” em instituições religiosas que não entenderam que oferta não é compra de favores ou aceitação, mas resposta a ela -  gratidão. Se para sermos aceitos precisamos pagar, ainda não entendemos o que significa aceitação.

Deus nos aceita sem preço nenhum, pois o valor, altíssimo, foi pago por Seu Filho com o próprio sangue. Ou seja: a aceitação de Deus é um presente, recebido em fé. Tudo que podemos fazer é agradecer a este Pai de amor por este dom que nos dá acesso à nossa identidade de filhos: E procurar viver de acordo com esta filiação.

Podemos, ainda, dizer não a todo tipo de aceitação condicionada à aparência, efemeridade ou situação. Temos algo muito mais valioso. Precioso. E sem prazo de validade. Somos aceitos.

Sem preço. E com valor impossível de calcular.




Rev. Lucas André Albrecht

sábado, novembro 10, 2012



A imagem da cruz, mesmo não sendo uma das preferidas para publicação, é a única que realmente dá preferência ao coração.

sexta-feira, novembro 09, 2012

Imagem


Na época da popularização do telefone celular, apareceu também uma nova regra de etiqueta. “Você pode falar agora?”. Não sei se ainda é tão utilizada, mas em determinado momento do inicio dos anos 2000, tornou-se fala indispensável.

Ao avançarmos nas modernidades do século XXI, me parece que, para breve, uma nova regra de etiqueta associada à tecnologia está para surgir. Antes de se deixarem fotografar, especialmente em momentos informais, as pessoas perguntarão: “Onde você vai publicar esta foto?”. Talvez até mesmo – e especialmente – com relação a filmagens. A enchente de fotos em todos os lugares possíveis, nas situações mais diversas imagináveis, que inundam a web e, especialmente, as redes sociais, podem, fora de contexto, causar constrangimento, vergonha e até alguma complicação.

Uma coisa é o momento. Outra coisa é o que a foto dele, sem contexto, pode fazer. E por isso, possivelmente, as pessoas vão querer se proteger mais. E tudo porque o ser humano nem sempre faz uso adequado das ferramentas que têm à disposição.

Uma pena, pois ferramentas geralmente não são boas nem más; dependem do uso que delas é feito. Então, o que poderia semear o bem, traz colheita do mal. O que poderia publicar o que é bom, ressalta o que é mau. Em vez de comunicar a vida, muitas vezes traz a morte. Se não a física, pode ser a moral, emocional, espiritual. Não são poucas as vezes em que se cruza na internet por posts e comentários que, tentando combater a intolerância, conseguem ser ainda mais...intolerantes;

Por isso a imagem da cruz de Jesus Cristo, mesmo não sendo uma das preferidas para publicação, é a única que realmente dá preferência ao coração. Ao interior, ao ser humano. Integral, completo, único. Sua Palavra sempre faz bem e nos conduz ao bem. Nos deixa bem na foto, e nos estimula a publicá-la para que outros valorizem não a nossa imagem, mas o reflexo Daquele que a moldou. Dando condições de fazer uso adequado das ferramentas como meios para alcançar quem está diante do outro terminal, o alvo e o objetivo deste amor. Com regras de conduta espelhando princípios que refletem este amor e respeitam o próximo.

Neste caso, uma coisa é o momento. E outra absolutamente idêntica vai ser a imagem que dele se criar.





Rev. Lucas André Albrecht

Other people


It might have happened to you, too. And, to a lot of other people. You receive a 'friend request' on a social network from someone you barely know. Some of these people might actually be your acquaintances, but you have rarely spoken face-to-face. Should you accept it or not?

No!?

But, do you really connect through Facebook to those you do know well? How about a phone call? Chat face-to-face or get together with a good friend?

I believe that this is one of the best things about social networking - connecting to acquaintances and different people.

Well, you can disagree, of course. But, we might agree in one way. It is important to find ways to connect to those outside of our every day circle of relationships. When we do we leave our comfort zone. Our horizon is widened. The opportunity to share our lives with others is expanded when we become part of their lives. We get to know them, their ideas, needs hopes...better.

Above all, we can share God's love with them. A love that builds a worldwide network, also called the family of faith which God intended for all. Via these types of media we experience unique moments - which otherwise we would never know. Posting and share good words that can comfort hearts and change lives.

In other words, we are able to transmit a good word even to those who never spoke to us.


Rev. Lucas André Albrecht
Senior Chaplain at Ulbra, Parish Pastor at “St. Paul”,
Canoas ,RS, Brazil
www.ulbra.br/pastoral



Translator:
Rev. Paulo S. Albrecht
Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Text  revision
Ms. Kim Starr
MA Practical Theology & Deaconess Certified
Wisconsin, US

domingo, novembro 04, 2012

Videoclipe: Cada Dia

A Banda Mais Viver, da CELSP e da Pastoral da ULBRA, lançou oficialmente o primeiro videoclipe do álbum "Mais Viver", a canção Cada Dia. O roteiro é da própria banda e a produção e execução, conduzidas pela Patrícia Griep, da Nosso Cartoon. Além do lançamento na web, o clipe estreia também nesta semana no programa Toque de Vida, da ULBRA TV.

A canção está disponível para download no site da Banda.

Clique e confira:

sábado, novembro 03, 2012

Pastoral relembra a Reforma Protestante

Coro masculino e grupo de metais participaram

A comunidade luterana se reuniu nesta semana para comemorar os 495 anos da Reforma Protestante, marco histórico em que Martinho Luterno apregoou suas teses de reforma aos preceitos defendidos pela Igreja Católica,  fixando suas 95 Teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg na Alemanha. A ULBRA Canoas não ficou de fora, e realizou um momento devocional com seus funcionários, para lembrar a marca histórica. “A reforma trouxe Deus de volta para nossa vida”, ressaltou o capelão universitário Lucas Albrecht, em sua fala.

O momento contou com a participação do coro masculino e o grupo de metais da pastoral conduzindo o louvor. A música, inclusive, foi uma das ferramentas da reforma. “Antes, apenas os religiosos podiam cantar nas missas. A reforma instituiu que todos os participantes também poderiam cantar”, ressaltou o capelão da música, Paulo Brum. “A música também é um veículo da fé”, concluiu. 

Fonte: ACS ULBRA



Trecho do hino 'Castelo Forte"'(1.ª e 4ª estrofes), entoado por coro de colaboradores, acompanhado por um grupo de metais, sob a regência do Maestro Rev. Paulo Brum. Ao final, todos os demais presentes entoam em conjunto a 4ª estrofe do Hino de Martinho Lutero.
Colaboradores reuniram-se para celebrar os 495 anos da Reforma no saguão do Prédio 10 do campus em Canoas. A ULBRA é a maior universidade Luterana do mundo.

quinta-feira, novembro 01, 2012

Celebração da Reforma - Canoas


Salvos do furacão


por Marcos Schmidt

Lutero apenas quis conscientizar o povo do furacão “pecado” naquela véspera de Finados.  Ele não queria fugir para outra cidade, outra igreja, mas só alertar. Se para a maioria virou o dia das bruxas, halloween – outra ventania com olho esotérico impulsionada pelo comércio – o 31 de outubro foi escolhido pelo monge alemão para divulgar as indulgências na mídia e dizer já na primeira tese das 95: “Quando o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo disse: ‘Arrependei-vos’ ele quis que toda a vida dos cristãos fosse um só arrependimento”. Ou seja, nada adianta só na hora do ciclone. Por isto o escabroso mercado do perdão dos pecados por dinheiro precisava de um alerta máximo – o “mensalão” que se infiltrou na igreja para obter os votos divinos. Aliás, uma ameaça constante quando tudo gira em torno dos cifrões, outro furacão que tem o olho na cobiça. Na verdade, crentes de qualquer denominação sempre serão tentados em negociatas capitalistas com o céu – por prosperidade material, bênçãos, cerimônias, bens e serviços religiosos. É preciso perceber que o comércio da terra com o céu, por práticas institucionais ou pessoais, sofre por barreira intransponível no embargo do Criador desde aquele dia quando surgiu o furacão dos furacões.

Lutero não quis ficar sozinho ao ser resgatado. Nem buscou notoriedade. “Eu peço que se silencie acerca do meu nome e ninguém se denomine luterano, mas, sim cristão. Quem é Lutero? A doutrina não  é minha, e também, não fui crucificado por ninguém”, reclamou alguém que só queria precaver o povo que ignorava o perigo eminente. Por isto a tese 32: “Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência”. Mais tarde Lutero comporia o Castelo Forte inspirado no Salmo 46: “Deus é o nosso refúgio e a nossa força, socorro que não falta em tempos de aflição. Por isso não teremos medo ainda que os mares se agitem e rujam”. 

             
Rev. Marcos Schmidt
Comunidade Luterana "São Paulo"
Novo Hamburgo, RS