sexta-feira, novembro 09, 2012

Imagem


Na época da popularização do telefone celular, apareceu também uma nova regra de etiqueta. “Você pode falar agora?”. Não sei se ainda é tão utilizada, mas em determinado momento do inicio dos anos 2000, tornou-se fala indispensável.

Ao avançarmos nas modernidades do século XXI, me parece que, para breve, uma nova regra de etiqueta associada à tecnologia está para surgir. Antes de se deixarem fotografar, especialmente em momentos informais, as pessoas perguntarão: “Onde você vai publicar esta foto?”. Talvez até mesmo – e especialmente – com relação a filmagens. A enchente de fotos em todos os lugares possíveis, nas situações mais diversas imagináveis, que inundam a web e, especialmente, as redes sociais, podem, fora de contexto, causar constrangimento, vergonha e até alguma complicação.

Uma coisa é o momento. Outra coisa é o que a foto dele, sem contexto, pode fazer. E por isso, possivelmente, as pessoas vão querer se proteger mais. E tudo porque o ser humano nem sempre faz uso adequado das ferramentas que têm à disposição.

Uma pena, pois ferramentas geralmente não são boas nem más; dependem do uso que delas é feito. Então, o que poderia semear o bem, traz colheita do mal. O que poderia publicar o que é bom, ressalta o que é mau. Em vez de comunicar a vida, muitas vezes traz a morte. Se não a física, pode ser a moral, emocional, espiritual. Não são poucas as vezes em que se cruza na internet por posts e comentários que, tentando combater a intolerância, conseguem ser ainda mais...intolerantes;

Por isso a imagem da cruz de Jesus Cristo, mesmo não sendo uma das preferidas para publicação, é a única que realmente dá preferência ao coração. Ao interior, ao ser humano. Integral, completo, único. Sua Palavra sempre faz bem e nos conduz ao bem. Nos deixa bem na foto, e nos estimula a publicá-la para que outros valorizem não a nossa imagem, mas o reflexo Daquele que a moldou. Dando condições de fazer uso adequado das ferramentas como meios para alcançar quem está diante do outro terminal, o alvo e o objetivo deste amor. Com regras de conduta espelhando princípios que refletem este amor e respeitam o próximo.

Neste caso, uma coisa é o momento. E outra absolutamente idêntica vai ser a imagem que dele se criar.





Rev. Lucas André Albrecht
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