Uma placa na lua

por Marcos Schmidt


Eu tinha nove anos, mas as imagens em preto e branco da televisão Admiral à válvula ainda estão fresquinhas na memória. Também não esqueço os meneios de cabeça da minha avó, afirmando que aquilo era pura encenação para enganar os bobos. Acho que foi ela que espalhou a idéia da “farsa” do homem na Lua naquele 20 de julho de 1969, e até hoje tem discípulos. Em todo o caso, o que poucos sabem é que este satélite natural da Terra, distante 385 mil quilômetros, transformou-se no mais elevado púlpito. Após pousar no solo lunar com seu colega Neil Amstrong, Edwin Aldrin deixou uma pequena placa com o Salmo 8. Proibidos pela Nasa de qualquer manifestação religiosa, Aldrin expressou secretamente a fé cristã nestas palavras bíblicas: “Ó Senhor, nosso Deus, a tua grandeza é vista no mundo inteiro (...) Quando olho para o céu, que tu criaste, para a Lua e para as estrelas, que puseste nos seus lugares – o que é um simples ser humano para que penses nele? (...) No entanto, fizeste o ser humano inferior somente a ti mesmo (...) Tu lhe deste poder sobre tudo o que criaste; tu puseste todas as coisas debaixo do domínio dele”.

Já são 40 anos e, desde lá, muita coisa orbitou a Terra. A primeira televisão lá de casa nem sei que fim levou; a minha avó agora pisa as “estrelas do céu”; e a Lua continua refletindo a luz do astro rei. E, mesmo se for invenção a tal placa do Aldrin, a grandeza de Deus permanece visível para todos os que contemplam a noite iluminada. Podem até proibir, mas nunca conseguirão esconder nem a Lua nem a glória do seu Criador. Igual à fé de alguns jogadores da seleção brasileira. No jogo contra os Estados Unidos, pela final da Copa das Confederações, a Fifa ficou buzina da vida. E agora estão todos avisados: se mostrarem Jesus nas camisetas, os atletas de Cristo serão punidos. Os homens da mídia têm “razão”, afinal quem banca as imagens são os patrocinadores, e não Jesus. Será?

Outras cinco expedições seguiram a trilha do Apollo 11, e, até hoje, são 12 as pessoas que caminharam no solo lunar. Mas tem gente que continua duvidando desta história – o que não muda em nada a missão dos astronautas, nem a vida dos céticos. Diferente da missão divina. Porque se a Lua foi “um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade”, a Terra foi um significante passo para Deus, mas um infinito passo para a humanidade. Refiro-me às pegadas de Jesus neste planeta. Muitos não acreditam que o Filho de Deus pisou este solo, que aqui deixou uma cruz vazia – que, segundo Ele, interfere no destino eterno de alguém.

Amstrong e Aldrin deixaram oficialmente uma placa na Lua, presa a uma das pernas do módulo lunar. Ela diz: “Aqui, homens do Planeta Terra pisaram a Lua pela primeira vez. Viemos em paz em nome da humanidade”. Mera semelhança é pura coincidência, mas Jesus deixou a sua própria vida presa nas pernas da igreja com uma mensagem: “Deixo com vocês a paz” (João 14.27).


Rev.Marcos Schmidt
Comunidade Luterana ‘São Paulo’
Novo Hamburgo, RS
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