sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Data especial

Em muitos países, dia 14 de fevereiro é o Dia dos Namorados. Dia de São Valentim. ‘Valentine’s Day’, nos Estados Unidos. Uma das datas mais importantes, se não para as pessoas, ao menos para o comércio. Como também acontece no Brasil no 12 de junho.

A pagina do Facebook ‘Sundries’ publicou uma figura de São Valentim, de quem o “Valentine’s Day” empresta o nome, com este escrito:
“Rosas são vermelhas,
Violetas são azuis,
Eu fui espancado, decapitado, enterrado em um lugar sombrio, desenterrado pelos meus seguidores,
e vocês comemoram meu martírio dando chocolates um ao outro.”

Não se sabe se tudo isso é fato ou lenda a respeito de São Valentim. E, claro, ninguém comemora sofrimento, até porque geralmente lembramos das coisas boas de alguém que já partiu. Mas a imagem, com um certo sarcasmo, parece apenas nos querer levar a um pouco de humor.

Talvez, também nos leve a um pouco de conexão.

Em nossos relacionamentos, não apenas de namorados, noivos e casais, mas com as pessoas que nos cercam, costumamos dar presentes em algumas datas especiais. Dia dos Namorados, aniversário de casamento, data de nascimento.  Mas... e nos outros dias, o que acontece? Muitas vezes, espancamos as pessoas com palavras desnecessárias. Outras, as expomos a um martírio com nossas atitudes. Em tantas, empurramos pessoas queridas para a sombra da tristeza com posturas inadequadas, deslocamento de raiva, descarga de frustrações. O chocolate da data especial vira o vinagre do dia qualquer.

Com Jesus Cristo, algo parecido aconteceu. Em um dos casos, foi no espaço de apenas cinco dias. Aqueles que recebiam como rei no domingo de ramos, pediam sua cabeça, isto é, sua crucificação na sexta seguinte. Felizmente, foi esta entrega que nos deu a chance de sermos diferentes. De termos, com fé, um olhar diferente para a vida. Sermos amados por Ele nos dá a dimensão do amor para como próximo. Seja o valentine, o cônjuge, o amigo, o irmão. E até mesmo o desconhecido.

O fato de sermos imperfeitos não pode ser desculpa para, ainda que imperfeitamente, não tentarmos demonstrar amor nas datas especiais – ou seja, continuamente. Mesmo que nem todos os dias compremos chocolates ou entreguemos declarações de amor.

O certo é que, sem esforço consciente  e constante para manter o que é doce, o vinagre sempre vai predominar.


P. Lucas André Albrecht
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