C N

Carros inteligentes, que fazem tudo sozinhos. Pode haver quem duvide, mas a maioria de nós aceita que eles vão existir.
Energia elétrica domestica acessada sem fios. Dificilmente alguém de nós vai duvidar que possa acontecer.
Quando imaginamos viagens ao espaço como algo comum no cotidiano humano dentro de décadas, quem ousa não acreditar?
Quando vemos cabeça sendo congeladas, porque no futuro poderá haver corpos aos quais sejam conectadas e possam voltar a viver... já nem duvidamos que não possa ser possível.

Então, nossa vontade de crer fica curiosa: um Deus que não se vê; Jesus Cristo como Deus e homem, dando sua vida pelos pecados da humanidade.  A Bíblia como um livro perfeito e confiável. A natureza como Criação de suas mãos. Quando se fala que a fé nos conecta a Ele e que, vivendo em fé, temos a certeza da esperança da vida que não termina... Aí, de repente, crer parece maluquice, coisa de fanático, ou de alguém que precisa de algo em que se apegar para obter alguma muleta psicológica para conseguir sobreviver.

Estes somos nós. Já não duvidamos de mais nada do que uma criatura imperfeita, imoral, bélica, ciumenta, avarenta, brigona, destruidora, maldosa e voraz possa ser capaz de produzir. Enquanto ousamos duvidar da capacidade, criação, presença e providência do Criador.

Mas é assim mesmo. Pelas nossa próprias forças, não conseguimos enxergar muito além dos que óculos humanos podem providenciar.

A tecnologia mais avançada que possa existir daqui a 100 anos, da qual não ousamos duvidar, é ainda uma sombra do que Ele é capaz de fazer. Mas o Criador permanece sendo quem é, estando onde sempre esteve e fazendo o que sempre fez. E, mais do que isso, não se importou em se fazer simples, assumir a forma humana e oferecer o que o ser humano jamais poderia criar. A tecnologia pode nos trazer algo de bom, é verdade. Mas é destacando desta palavra o C e o N, que entramos na área que nos leva a compreender o que vida pode ter de melhor. E aí, o C e o N voltam a cena: isso acontece quando recebemos um Coração Novo. Com ele, conhecemos tudo o que realmente vale a pena crer.

Pois sabemos que as previsões tecnológicas, por melhores que sejam, sempre podem falhar. E frequentemente falham.

Já as provisões teológicas, extraídas de Sua Palavra, jamais as veremos errar.





Rev. Lucas André Albrecht
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