quarta-feira, outubro 23, 2013

Escrito

Sentir – verbo bastante associado à fé e à existência de Deus. Não é raro afirmarmos que sentimos que temos fé e que Deus está conosco. O que é algo verdadeiro.

Mas... e quando não sentimos? Aquelas horas em que nada em nós dá a sensação da existência Dele?

Imagine que você fez um concurso, mas se sente muito mal porque não estudou o suficiente. No dia da prova, sente que não está bem e que não vai dar. Ao sair do local, sente que não passou e que não conseguirá a vaga. Em resumo, não sente que vai dar.

Se, em alguma semanas, o seu nome estiver na relação dos aprovados, o que valerá mais? Seu sentimento ou o nome na lista?

Existem dias de terrível tristeza e solidão. Existem instantes de loucura, de indecisão. Há o momento do pedido não atendido, ou de nos sentimos abatidos que sentir já não é mais nem uma opção. Ainda, as horas em que a raiva domina, ou a desesperança quase preenche o coração. Ou seja, os dias em que nem sempre conseguimos sentir que Deus está por perto, segurando nossa mão.

Nessas horas, o que vale mais, o que (não) sentimos ou o que está escrito?

E está. Está tudo lá,. A existência de Deus, a certeza de sua presença, a obra de Jesus Cristo. A fé como presente e elo com este Deus de amor e de presença diária. Não precisamos nos apoiar somente no que conseguimos sentir, mas no que a Palavra nos faz saber. Inclusive, que os nomes estão na lista, isto é, escritos nos céus. Sem precisar de concurso, a aprovação é plena, por meio da fé. Se, além do saber, anda pudermos sentir, vibrar, perceber em cada ponto de nosso ser a presença de Deus, tudo fica completo! É a expressão de vida de um coração que recebeu a Palavra para saber e sentir o que é vida plena.


Pois quando a fé está em Cristo, cada dia a mais, mais viver.


P. Lucas André 
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