sexta-feira, dezembro 17, 2010

Renúncia

Você gosta muito de uma função, mas vendo a necessidade pelo bem maior, evita exercê-la. Você consegue vislumbrar uma melhor alternativa, mas não age fora de critérios, mesmo que seja visto como omisso. Você ama o que faz, mas aceita restrições por entender que no momento é a melhor postura a tomar. Você gosta demais daquilo que faz, mas cede quando o ambiente de insegurança se instala para não deixar de ser quem é.
A grandeza de uma pessoa está também naquilo a que ela é capaz de renunciar.

Não é todo mundo que está disposto a isso. Não é qualquer um que consegue se sujeitar. Porque o orgulho humano às vezes fala tão alto que o que é mais importante ninguém mais consegue escutar.

Deste ponto de vista, confirma-se que Jesus Cristo é de fato, alguém sem igual. Renunciou à glória celeste para assumir a condição humana. Renunciou a tantas coisas que, mesmo inocente, acabou sendo morto. Tudo porque queria ceder para poder salvar. Renunciou para poder mostrar amor. Despiu-se de poder para exercer o poder de servir.

Nele podemos lançar nosso orgulho, vaidade e insegurança, pedindo em troca humildade e capacidade de enxergar. Ter a coragem de fazer renúncias quando necessário, sem nunca renunciar à fé e à possibilidade de amar. Viver princípios, enxergar circunstâncias, ter mais clareza para poder decidir e julgar.

Renunciar ao viver por conta própria, para viver a fé que motiva a continuar.
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