Fantasia

Uma festa a fantasia pode trazer muitos motivos de diversão. E ao menos um motivo de reflexão.


Em ocasiões como estas, há a oportunidade de se divertir por algumas horas sendo algo que não se é. Mostrando algo que não é seu. Deixar acontecer da porta pra dentro o que talvez não seria feito da porta pra fora. E, desde que realmente fique lá dentro, e desde que brincadeiras com limites, nada errado em si. Ruim mesmo é quando as máscaras são vestidas por mais do que duas horas de música e diversão. Quando o que se vê de alguém não é o que realmente a pessoa é.

A web é um exemplo. Virou o cenário virtual de grandes festas a fantasia. É possível escrever o que se quer sem a preocupação de ser quem se é. Ambientes de trabalho, familiares, relacionais, não raramente também são bailes de máscaras, onde o que acontece mesmo está longe dos olhos, causando frieza, indiferença, dor. Até mesmo comunidades religiosas, por vezes, podem abrigar encontros de aparências, fazendo com que a essência seja deslembrada, ignorada, não convidada para ficar.

Quando Jesus Cristo assumiu a forma humana, não vestiu uma máscara. Assumiu uma condição. Ele se tornou homem para trazer aos homens, e mulheres, e todos, a oportunidades de viver a essência, sem precisar se esconder. Pela fé, todos são filhos, salvos, amados. Seguros. E próximos, companheiros, irmãos. Todos festejando sem máscara, sem medo, com alegria, a vida vivida com o rosto na rua, o riso na face, o coração transparente. E até mesmo a cara a tapa, se por acaso necessário for.

Um jeito de viver que não é mera fantasia. É o esforço por ser o que realmente se é.
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