Planos

Será que Deus ri?
Costumamos ver figuras de Jesus ensinando, caminhando, interagindo que são um tanto sérias. Não é fácil vê-lo sorrindo. Pensar Nele dando uma gargalhada, ou contando uma anedota, então, parece quase um pecado. No imaginário coletivo, em geral Deus é retratado com seriedade, imponência, talvez uma certa sisudez.

Mas, talvez em uma ocasião nós conseguimos provocar o riso em Deus. Basta contarmos a Ele sobre nossos planos futuros.
O que achamos que é o melhor para o nosso caminho. Como imaginamos que a vida vai ser. Como julgamos que tudo deve acontecer, convergir e se desenrolar para que tenhamos o melhor possível em nossa vida. Contar para o Pai como nós, filhos, prevemos que vamos viver.

A idéia desta adaptação de uma frase de Woody Allen não está aqui com a intenção de afirmar que planejar, antecipar e ter sonhos seja errado. Mas leva a pensar sobre quanto de nossos objetivos dependem somente de nossa capacidade e esforço, e o quanto os colocamos nas mãos Daquele que realmente sabe das duas coisas mais fundamentais:
1 – Como será o futuro
2 – O que será melhor para o nosso.

A idéia também nâo é sugerir deboche, mas de que o Pai, com carinho, daria uma boa risada e diria: “Tudo bem, meu filho, mas deixe comigo e Eu te mostrarei.”

Entretanto há situações nas quais não tenho dúvida de que nosso Pai sorri com gosto.

Ao nos ver confiar, ao nos notar obedecer, ao constatar o nosso amar, quando nos vê querer viver. Ele não gosta de ficar triste com nossas insistências sem nexo, ou nossos desejos sem chão. Creio que Ele prefere rir conosco ao alcançarmos uma conquista, para poder se alegrar ao nos ver agradecer. Principalmente, ao nos acompanhar vivendo em fé, dispostos a encarar o que vem pela frente segurando em sua mão.

Na verdade, então, não é que Deus ria de nossos planos. Apenas deseja que eles sejam traçados na pespectiva da alegria de viver sob seu Amor.


Desde o presente, até onde Ele nos levar.
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