olfato da fé

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Tenho quase certeza de quem estava à nossa volta sabia que estava lá. Mesmo sem saber exatamente onde.

A Djenane e eu voltávamos de Porto Alegre e, antes de pegarmos o trem, passamos no mercado público. Na banca “café do mercado”, compramos meio quilo do produto, moído na hora. E viemos embora.

Todos nós sabemos o que meio quilo de café faz. Cheira. E muito bem. Já encontrei que não goste do gosto, mas o aroma do café é quase imossível não apreciar. Nos 20 minutos no trem parcialmente lotado, é quase certo que num raio de alguns metros, as pessoas percebiam o aroma. E, mesmo sem saber onde estava, tinham a certeza: tem café em algum lugar deste vagão.

Nem sempre sabemos bem onde, mas Deus sempre está lá no nosso dia. No nosso quarto. Na sala de trabalho. Em qualquer lugar.
Uma paisagem que pode ser vista da janela, Uma pessoa que nos surpreende com algo bom. Uma ligação, um e-mail, um recado. Até mesmo poder estar no trabalho, ao invés de estar doente em uma cama torcendo para melhorar. E mesmo quem está fragilizado, olhando ao redor, consegue sentir o perfume de Sua presença, ainda que o lugar exato não consiga precisar. Quando o olfato da fé está ativo, o aroma divino é percebido sem cessar.

E nos momentos em que o nosso olfato já está tão acostumado, que já não percebe este aroma no ar, Ele utiliza alguns jeitos, outras formas - algumas talvez um pouco amargas - para nos fazer voltar ao mesmo lugar.

Um ‘cafezinho’ da Palavra que nos renova e que traz muito sabor ao viver.
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