Chique

Imagine um fazendeiro que pega um porco do seu chiqueiro, do meio do lamaçal, e leva o animal para dentro de casa. Dá um bom banho, veste com uma roupa legal e o coloca à mesa para comer. Depois, o deixa deitar-se no sofá da sala com o controle remoto na mão para assistir a algum programa de TV.
É possível que se consiga que o porco aceite esta nova situação com um certo grau de eficácia. Mas o que acontecerá na primeira oportunidade que o suíno tiver de, vendo a porta aberta, voltar correndo para o seu chiqueiro lamacento?

Ele vai voltar correndo para o seu chiqueiro lamacento.

Não adianta mudar a aparência e o ambiente. É preciso mudar o porco.

Há coisas em nossas vidas que não têm jeito, são de certa forma ‘porcarias’. Podemos maquiar, arrumar ou disfarçar, mas enquanto não mudarmos a essência, não há forma que as faça calar. Vão aparecer em algum momento, vão se manifestar em alguma ocasião. E aí o estrago pode ser grande, o ‘chiqueiro’ pode se instalar em nosso coração.

Deixar para trás os que não nos ajuda e sermos transformados continuamente pelo perdão de Deus nos ajuda a mudar não apenas a forma, mas também o conteúdo. Nos dá forças para evitarmos as ‘porcarias’, e nos perfuma com o bom aroma de Deus. Deixamos de dar chance a ‘chiqueiros’ do mundo, para ficarmos bem chiques com a roupa da fé.

E para que, vivendo esta transformação de maneira contínua, a porta aberta cada vez menos consiga nos tentar.
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