Mão estendida

Eu nunca vi esta cena em uma corrida de longa distância, mas pode que já tenha ocorrido: algum participante, na largada, ter amarrado á cintura, numa mochila ou mesmo segurando com as mãos copos ou garrafas de água. Sabemos da necessidade de hidratação durante a prova, mas também sabemos da necessidade de correr livre de qualquer peso desnecessário.

Já esta outra cena podemos ver sempre: corredores, em determinada altura da prova, receberem das mãos de alguém um copo de água. Sem nem mesmo diminuir o ritmo, o maratonista estende a mão, recebe o liquido indispensável, toma um pouco, derrama sobre a cabeça, enfim, refrigera o corpo para poder continuar correndo. À beira do caminho, alguém está lá, para estender a mão.

Nossa vida não deixa de ser uma maratona, e é uma corrida para a qual não podemos levar tudo o queremos. Nem corrermos com um copo vazio, achando que vamos conseguir enchê-lo por conta própria. Não há como. Precisamos sim de mãos estendidas para nos abastecer ao longo do caminho. E elas existem. E elas se estendem. Nosso orgulho que, às vezes, nos faz crer que podemos atravessar o deserto como uma espécie de camelos da fé. Mas elas estão lá. Confortantes, auxiliadoras, para encorajar e estimular.

Mas ainda que você se sinta correndo em uma estrada deserta, uma Mão nunca vai faltar. A mão do Amigo, que se estende cheia da água da vida, que alivia as dores do corpo e da alma. Jesus Cristo tem uma fonte que nunca se esgota e que enfrenta a principal sede de nossa existência - exatamente o porquê de estarmos correndo. Prosseguir assim é certeza de mãos amigas e a Mão Divina presentes sempre, não deixando faltar aquilo de que mais precisamos para ter força e direção.

E para trocarmos a sede de resolver sozinhos pela Mão estendida diretamente ao coração.

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