imitação

Neste fim de semana foi a formatura do Paulo, meu irmão n°8, como especialista em Teologia, no Seminário Concórdia. Um grande motivo para a família se reunir, culminando na saída à noite, após a cerimônia, e no almoço de domingo. Dos nove irmãos, sete estavam presentes. Mais cônjuges, namorados(as), filhos... a algazarra familiar era de 20 e poucas pessoas.

De tudo o que foi feito em termos de descontração e diversão, o tema recorrente dos filhos foram imitações do meu pai. Ele tem frases, expressões e opiniões características, que, ao longo dos anos, foram virando pauta obrigatória nestes encontros. Lembranças de frases de efeito, repreensões características de quando fazíamos algo errado, conselhos e gestos marcantes. Tudo num clima de bom humor.

A certa altura, próximo dele, comentei: "Leva na boa tudo isso aí, tá, pai? Muita imitação demonstra grande admiração".

Filhos imitam pais. É normal. Talvez nem tudo agrade, mas tudo agrega. Porque demonstra, além de proximidade, grande consideração.

O mesmo acontece em relação a Deus. E, neste caso, não só ele não se importa, como até espera imitação. Quando o Pai dá a fé, ele transforma em filho. E, de cada filho, ele espera uma pequena cópia sua. Não produção em série, mas que cada um, de cada jeito, imite os Seus jeitos de amar, compartilhar, aproximar.

Claro, assim como a melhor imitação nunca é igual ao original, não podemos querer uma imitação perfeita. Mas ao menos o esforço em espelhar o amor deste Pai inigualável sempre vale a pena.

Porque agrega. Aproxima. E faz a família da fé não só se alegrar, como também aumentar.
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