No topo


Merece admiração o feito do Internacional no Mundial de Clubes da Fifa, digno do hino rio-grandense, "sirvam nossas façanhas de modelo a toda Terra". Uma vitória espetacular sobre o melhor time do mundo, depois de ter derrotado no torneio continental o então campeão mundial, São Paulo. Os colorados tiveram que acreditar até o fim para poderem, então, contra a maioria dos prognósticos, festejar a conquista. Chegar no topo do mundo futebolístico.

Dá pra fazer uma boa ligação com o que celebramos nesta época. A vinda ao mundo daquele que o salvou. O surgimento da esperança para um mundo sofrido, cansado de esperar, precisando muito de vitória. O menino de Belém torna-se o homem Jesus. E assim como ninguém esperava que dos pés de Adriano Gabiru saisse o gol do título, ninguém esperava que daquele carpinteiro, humilhado, e desfigurado no alto de um cruz, viesse o lance decisivo: "está consumado".

Infelizmente, nem todo mundo sai às ruas com bandeira, alegria no coração, quilômetros de meio-fio pintado e abre alas para Ele passar, como os colorados fazem hoje, em Porto Alegre. Em cima do carro natalino desfila com maior destaque o senhor de vermelho e branco, barba e saco de presentes às costas. Ou meros desejos de boas festas e paz.

Tudo bem, não importa. Assim como o título do Inter ninguém mais pode tirar, será campeão do mundo sempre - como o Grêmio, como o São Paulo, como outros -, o título que o garoto da manjedoura conquistou não tem mais volta. Quem acredita até o fim, leva o título. Não importa a camiseta, com o ingresso da fé Nele, a comemoração será eterna.

Tudo por causa daquela façanha do aniversariante do Natal, que é modelo e caminho certo direto ao topo.


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