Contribuinte


Mencionar esta palavra logo nos lembra o Leão brasileiro e suas garras, pronto para devorar 3 ou 4 meses do nosso trabalho anual. (Ou já são 5, alguém me atualiza?...) Em especial, o imposto de renda, que morde forte o salário de muitos brasileiros e que, ainda assim, seria o mais justo e produtivo para a nação caso os demais não fosse tão pesados. Basta pensar que no IR, quem ganha mais paga mais. Nos demais impostos embutidos, todos, ricos e pobres pagam igual. Todos são contribuintes compulsórios de uma dívida que só aumenta, como o impostômetro não nos deixa esquecer.

De ser contribuintes da nação, não há como fugir. Mas de sermos contribuintes da sociedade, não deveríamos pensar escapar. Pois se existe algo que ainda sustenta o tecido social não são promessas, discursos ou politicas. São pessoas. Os contribuintes.

Aqueles que se comovem diante de uma calamidade e doam do que têm. Aqueles que se entregam para serem fundamentais nem que seja na vida de apenas um alguém. Aqueles que com seu trabalho ajudam para que a crise seja apenas uma barraca provisória, não uma casa para alugar. Contribuem com suor, com alegria, com esperança, com visão. Com coragem diante do medo, com forças para não deixar de estender a mão.

Um contribuinte que, antes de tudo, é recipiente. Não paga para receber fé e amor, com o qual é preenchido por Deus e que podem ter generosos repasses à sociedade, sem medo de falta de provisão. Cidadãos que se dão conta então do privilegio e responsabilidade de ser um contribuinte. E alteram a lógica do impostômetro para a do contador de bênçãos divinas.
Contribuir é também continuar a receber.

‘Ah, mas este contribuinte, pastor, é muito dificil de encontrar’. Pode ser, eu concordaria, mas não sem antes perguntar: será que diante deste texto, deste email, não está mais um(a) que eu poderia identificar?
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