O Comparador incomparavel

 

Jesus ensinava comparando. Campos, sementes, redes, moedas, pão. Coisas simples, tiradas do cotidiano, que qualquer pessoa reconhecia. Mas essas comparações nunca tinham como objetivo reduzir a verdade de Deus. Pelo contrário: elas a revelavam.

Jesus era o Comparador incomparável.

Hoje, porém, a comparação ganhou outro papel. Comparamos vidas, trajetórias, resultados, aparências. Comparamos fé com sucesso, igreja com entretenimento, compromisso com conforto. E, pouco a pouco, o Reino de Deus passa a ser tratado como apenas mais uma opção entre tantas outras.

Essa lógica aparece de forma sutil. Perguntas como:
“Vale mesmo a pena?”
“Não seria mais fácil de outro jeito?”
“Será que isso não é exagero?”

Quando fazemos isso, estamos usando a régua errada. O Reino de Deus não pode ser medido com os mesmos critérios que usamos para avaliar experiências humanas, escolhas de consumo ou estilos de vida.

As redes sociais ampliaram ainda mais esse problema. Nunca comparamos tanto quanto hoje. Rolamos a tela e comparamos nossa vida real com versões cuidadosamente editadas da vida dos outros. E essa comparação quase sempre termina em frustração, culpa ou desvalorização.

Mas Jesus nunca comparou para diminuir. Suas parábolas não colocavam o Reino em competição. Elas mostravam que o Reino age de modo diferente. Silencioso, escondido, paciente. Um grão que cresce enquanto ninguém percebe. Uma semente que germina no tempo certo.

Comparar o Reino de Deus com qualquer outra coisa como se estivessem no mesmo nível é fazer a pergunta errada. E perguntas erradas levam a respostas enganosas.

Cristo não veio oferecer uma alternativa espiritual entre muitas. Ele veio reconciliar todas as coisas consigo mesmo. Na cruz, Ele realizou um ato de amor que não admite comparação. E, pela fé, somos incluídos nesse Reino que não depende de desempenho, visibilidade ou aprovação.

Há muitas coisas boas neste mundo. Devemos recebê-las com gratidão. Mas nenhuma delas pode ocupar o lugar do que recebemos em Cristo: perdão, vida e esperança que não se desfazem.

Existe a comparaçao que nos diminui
E existe a comparaçao que revela o que realmente importa.

Jesus sempre preferiu a segunda. E o Reino que Ele nos dá permanece além de qualquer comparação.

 

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Versao curta: 

Jesus ensinava por meio de comparações. Sementes, campos, pão, redes, moedas. Coisas pequenas, comuns, conhecidas. Mas com elas Ele revelava algo eterno: o Reino de Deus.

Jesus era o incomparável que sabia comparar.

Hoje, porém, usamos a comparação de outro modo. Comparamos vidas. Resultados. Aparências. Fé com sucesso. Igreja com entretenimento. E, sem perceber, passamos a tratar o Reino de Deus como apenas mais uma opção entre tantas.

As redes sociais ampliaram isso. Comparamos nossa vida real com a versão editada da vida dos outros. E essa comparação nunca é justa. Nem saudável. Nem verdadeira.

Jesus comparava para revelar, não para reduzir. Suas parábolas não diminuíam o Reino; elas o tornavam visível. Um grão de mostarda não parecia grande, mas carregava um crescimento impossível de ignorar.

O Reino de Deus não pode ser medido pela mesma régua das coisas deste mundo. Ele não compete. Não disputa espaço. Ele transforma tudo onde chega.

Cristo entregou Sua vida na cruz em um ato de amor que não admite comparação. E, pela fé, somos incluídos nesse Reino que não depende de desempenho, mas de graça.

Enquanto muitas coisas boas podem ser apreciadas nesta vida, nada se compara ao que recebemos em Cristo: perdão, vida e esperança que não decepciona.

Existe a comparaçao que nos diminui
E existe a comparaçao que revela o que realmente importa.

Jesus sempre preferiu a segunda.

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