Apoio em dias bons

Quando alguém enfrenta tempos difíceis, o encorajamento costuma surgir rapidamente. Estendemos a mão, oferecemos palavras, caminhamos juntos. E isso é necessário. Ninguém deveria atravessar vales sozinho.

Mas e quando os dias são bons?

Quando alguém cresce, prospera, exerce bem seus dons, alcança resultados, encontra alegria… o encorajamento nem sempre vem com a mesma rapidez. Às vezes, surge o silêncio. Outras vezes, a comparação. Em certos momentos, uma estranha dificuldade em celebrar o bem que acontece na vida do outro.

Isso é mais comum quando o sucesso do outro acontece em áreas semelhantes às nossas. Pessoas da mesma profissão, do mesmo ministério, do mesmo contexto. Onde poderia haver alegria compartilhada, surge insegurança. Onde poderia haver gratidão, aparece reserva.

A Palavra de Deus nos chama a um caminho diferente. “Alegrai-vos com os que se alegram”, escreve Paulo. O livro de Atos nos fala de Barnabé, um homem que, ao ver a graça de Deus na vida dos outros, se alegrou e os encorajou a permanecer firmes no Senhor.

Encorajamento não é apenas para quem caiu. É também para quem caminha bem.

Quando lembramos que tudo o que temos é dom — não conquista — torna-se mais fácil celebrar o bem na vida do outro. Os dons não são distribuídos para competição, mas para edificação. O crescimento de alguém não diminui o nosso valor. Pelo contrário, fortalece o corpo inteiro.

Cristo nos encoraja nos dias difíceis, mas também nos chama à fidelidade nos dias bons. Ele sustenta o cansado e afirma o servo fiel. Ele nos lembra que toda boa dádiva vem do Pai.

Vivemos como santos e pecadores ao mesmo tempo. Necessitados de graça em todas as fases da vida. Por isso, encorajamos quem sofre, sabendo que também sofremos. E encorajamos quem se alegra, reconhecendo que a alegria também é dom de Deus.

Palavras de encorajamento, quando dadas com sinceridade, tornam-se instrumentos de cuidado, unidade e amor cristão.

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Short version: 

 

Quando alguém enfrenta dificuldades, o encorajamento vem rápido. Estendemos a mão, oferecemos palavras, caminhamos juntos. E isso é essencial.

Mas e nos dias bons?

Quando alguém prospera, cresce, exerce bem seus dons… nem sempre somos rápidos em aplaudir. Às vezes, o silêncio aparece. Outras vezes, o ciume e a comparação. Outras, uma estranha dificuldade em celebrar.

A Palavra de Deus também nos chama a encorajar nos bons tempos. “Alegrai-vos com os que se alegram”, escreve Paulo. Barnabé é lembrado como aquele que, ao ver a graça de Deus na vida dos outros, se alegrou e os exortou a permanecerem fiéis.

Quando lembramos que tudo o que temos é dom — não conquista — torna-se mais fácil celebrar o bem na vida do outro. O sucesso alheio não diminui o nosso. A alegria compartilhada se multiplica.

Cristo nos encoraja tanto nos vales quanto nos montes. Ele nos sustenta quando caímos e nos chama de “bom e fiel servo” quando caminhamos bem.

Somos, ao mesmo tempo, pessoas que precisam de graça e que sao instrumentos de encorajamento.

Palavras ditas no tempo certo constroem mais do que podemos imaginar.

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