Opostos

Duas situações opostas.

O problema com o Airbus da Air France aconteceu lá em cima, talvez a 11 mil metros. Mas respostas sobre as causas do acidente provavelmente só virão se for encontrada a caixa-preta. Lá embaixo, a talvez 5 ou 6 mil metros de profundidade.

Nossos problemas acontecem aqui embaixo, enquanto seguimos nossa rota de vida. Mas para encontrarmos caminho, profundidade e segurança, precisamos lá de cima. Voltar nossos olhos para Deus.

O problema é que gostamos de inverter. Seria meio estranho, por exemplo, a Força Aéra Brasileira enviar aviões a 11 mil metros para buscar os motivos do acidente. O mais lógico são navios e submarinos. Da mesma forma acaba sendo estranho tentar mergulhar de submarino dentro do nosso ser, achando que a podemos encontrar e decifrar sozinhos nossas caixas cheias de perguntas. É melhor voar alto, na direção de Deus.

Mas aí a comparação precisa de algo mais. Pois é justamente nestes momentos dificeis que nos sentimos sem forças para alçar voos. Como chegar ‘até lá em cima’? E mais, qual vai ser a postura de Deus: “te vira meu amigo, se te levantares, se tiveres fé, se te ajudares, aí então Eu te ajudarei” ?

Claro que não. Pois não sei se poderiamos chamar de ‘Deus’ um ser desta natureza. O Deus que conhecemos em fé, de Sua Palavra, é aquele que vem ao nosso encontro, mergulha em nosso ser, abre nossa caixa preta de problemas para perdoar-nos e fortalecer a fé em Jesus de que precisamos para nos levantarmos Sem a ajuda Dele, não conseguimos ‘nos ajudar’. Ele vem para nos dar forças para podermos levantar. Ele não espera, mas toma a iniciativa. Ele não apenas dá o caminho, mas segue junto cada passo. Ele não apenas estimula a andar, mas carrega no colo, se preciso for.

Ou seja, mergulhar no amor de Deus para que Ele nos leve mais Alto.

É aí que os opostos se atraem.
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