A esmo


Shooting rampage. Os americanos convivem regularmente com este tipo de tragédia, onde uma pessoa sai atirando a esmo, matando em massa e geralmente cometendo suicidio no fim. Esta semana, no Estado americano do Alabama, mais um episodio, com 10 mortos. Hoje, também a Alemanha voltou a provar do amargo gosto e resultado deste impulso assassino. Ao menos 16 mortos, além do proprio atirador, Tim K., de 17 anos.

Graças a Deus isso não acontece aqui, não?

Bem, não com armas. Mas shooting rampages em escritórios, salas de espera, salas e salões, e até a céu aberto, destes não escapamos. A arma? A língua. Um músculo tão pequeno, mas tão poderoso, que dispara aleatoriamente, matando, ferindo, agredindo, difamando. E tantos outros males que podem ser causados por esta arma pesada e mortal.

‘Ele está exagerando’, allguém poderá pensar. ‘Não se compara falar a esmo com atirar a esmo. Nâo se tira vidas com a lingua’. Bem, talvez um pouco. Mas também nem tanto.

Atitudes como o
bullying, por exemplo, tem se mostrado eficazes em seu poder de afetar personalidades, pessoas, vidas em formação. Fofocas no emprego podem custar a carreira, e por consequência, a vida de um profisisonal em ascensão. Sem falar nos casos mais graves, onde uma ordem pronunciada pode ser a sentença de morte de muitos. ‘Matar com a lingua’ pode não tirar a vida imediatamente. Mas é também cruel e ferina. E, frequentemente, também covarde. De um atirador a esmo normalmente acaba se sabnendo o nome. Jà o falador aleatório nunca tem coragem de se identificar.

Controlar uma língua, portanto, é muito mais difiícl do que controlar uma arma. Afinal, o número de civis que provocam cenas como as da Alemanha é muito, muito menor do que os faladores que disparam a esmo para atingir e derrubar. Como já alertou o livro bíblico de Tiago: “O ser humano é capaz de domnar todas as criaturas... Mas ninguém foi capaz de dominar a língua”.

Tarefa difícil, esta, impedir o disparo de palavras a esmo. Mas que nunca deve deixar de ser tentada. Pois muitas vidas são salvas quando conseguimos deixar a língua desarmada.

e da
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