Amor que justifica

A conversa estava interessante.
- Veja bem, Marta. O principal é que a criança vai ter amor. Vai ser amada por uma família – comentava Pedro.
Marta retornou:
- Pedro, o argumento que mais vejo nesta discussão é o do amor. Mas não dá pra ser assim
- Como não? – espantou-se Pedro.  - Você não acha que uma criança precisa de amor?
- Claro que acho. Mas estamos falando de legislação. Leis precisam se ancorar em argumentos mais claros. Amor é subjetivo.
- Como assim?
- Dizer que “faço por amor”,ou “vou dar muito amor” pode justificar muita coisa, tanto boa como ruim,. “Amor’, neste contexto,. é subjetivo e não identificável demais para ser a principal sustentação uma lei, estatuto ou norma. Pode haver outros argumentos, não há dúvida. Mas este, não dá.

Marta estava certa. Em nome do amor se fazem coisas lindas, mas outras, nem tanto. Pois cada pessoa costuma ter seu conceito do que é amar ou dar amor a alguém outro.

Neste caso, o amor não justifica.

Em outro caso, sim. Existe um amor que justifica o ser humano. Perdoa, aproxima, acolhe. E o faz viver diferente. É o amor de Jesus Cristo que, de tão intenso, e louco até, esteve no alto de uma cruz, entregando-se para que cada ser humano, em qualquer condição, lugar ou situação pudesse ter a certeza de ser justificado – salvo, amado, conduzido.

Pela fé Nele, somos conduzidos ao Pai. Recebemos a adoção de filhos. Passamos a fazer parte da família da fé. E passamos a servir nosso semelhante em amor, lutando pelo que é correto, mas sem esquecer doses generosas de compreensão e cuidado. Pois cada pessoa que encontramos está lutando uma árdua batalha, precisando, muito de andar segura em uma certeza precisa.

Saber-se justificada pelo Amor.


(Pastor Lucas André Albrecht)
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