terça-feira, maio 03, 2011

Convicção


“Um homem sobreviveu a um naufrágio e acabou em uma ilha deserta, onde viveu por alguns anos. Quando finalmente foi resgatado, aqueles que o encontraram ficaram impressionados por suas habilidades. Ele tinha feito algumas construções na ilha, inclusive duas igrejas, o que deixou aqueles que o resgataram intrigados. Perguntaram, então, o porquê dos dois templos igrejas, já que ele era a única pessoa por lá. O náufrago respondeu, apontando para as duas: “Esta é a Igreja na qual eu orava. E aquela é a igreja na qual eu que eu jamais colocaria meus pés!”

Esta anedota, infelizmente, retrata a situação de muitos corações cristãos. Por se julgarem os únicos detentores da forma correta de prática cristã, acreditam que nenhuma outra igreja pode ter a possibilidade nem mesmo de receber seu respeito e consideração.

Por um lado, não há necessidade de sentir vergonha por existir mais de uma denominação cristã, desde que estejamos falando daquelas que com seriedade procuram comunicar a Palavra de Deus. Afinal, o Evangelho não tem um jeito só de ser apresentado. Assim, tendo mais de uma possibilidade de forma, diferentes pessoas, nos seus diferentes jeitos, são atingidas pelo conteúdo essencial, o amor de Jesus Cristo.

No entanto, no momento em que as diferenças servirem somente para brigas e até violência religiosa, e não para o respeito e consideração, tudo vai mal. Estamos indo para longe do amor e tolerância que Jesus Cristo pregou. As discordâncias fazem parte do convívio, pois somos humanos. Mas a violência, não. É possível que, com o nosso jeito de ser igreja, respeitando o jeito de o outro ser, todos apontemos sempre para o alvo maior de todos os cristãos: Jesus Cristo. A vida eterna a que pela fé, todos têm acesso.  É possível divergir sem destruir.

Aliás, violência normalmente é fruto da convicção frágil. Pois quando se tem firmeza do que se crê, é então que se consegue ouvir e considerar com tranqüilidade quem pensa diferente.


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