segunda-feira, janeiro 17, 2011

Religião

Não assisti ao documentário inteiro, apenas a um pedaço e mais uma parte do show do humorista Bill Maher. Mas está bem claro seu propósito: falar mal das religiões. Nos vídeos, ele segue uma linha que está em moda na atualidade: bater com força nas formas institucionalizadas de culto a Deus. “A religião não causa nenhum mal?” ironiza. E passa a listar os assassinatos, guerras, crimes sexuais e toda sorte de pecados que, na visão dele, demonstram que qualquer religião não precisaria permanecer existindo.

Inicialmente, é importante dizer que Maher tem alguma razão quando bate nas religiões. Ele diz não acreditar em Deus, mas seu alvo são mais diretamente as instituições humanas. Neste caso, o tiro sempre vai ser certo, já que onde há ser humano, há o que lhe é inerente – erro. È é importante afirmar que as religiões precisam ser conscientes destes erros, alguns realmente bem graves, não fugindo ou escondendo, mas exercitando arrependimento, fé, e propósito de mudança constantes.

Mesmo que fé seja algo que não se explica, se crê, seguem algumas idéias para exercer o contraponto e diálogo com esta forma de expressão.

_Analisar uma construção humana a partir de seus erros é uma das ciências mais exatas que existem. Olhar para as religiões e apontar o que elas têm de errado, incoerente, contraditório... praticamente qualquer pessoa pode fazê-lo; a diferença é que alguns têm mais dinheiro para fazer um documentário. O mesmo vale para qualquer outra: governo, instituições públicas e privadas, associações, entidades filantrópicas, famílias,... Afinal, estamos falando de seres humanos, pecadores. No caso da religião, pecadores que se reúnem pelo perdão e vida. Permanecem pecadores e assim continuarão até o fim. “Não há ninguém que faça o bem, não há um sequer”, a Bíblia deixa claro. Onde quer que o ser humano se reúna, seja com a melhor das boas intenções, sempre será assim. Até mesmo sozinhos já fazemos o que não presta, quanto mais em grupo. Disto não escapa do mais pacifico monge ao mais furioso extremista. A diferença, às vezes, é em termos de consequências humanas. Mas a origem e a fonte do mal é a mesma. O coração.

_Falando especificamente do cristianismo, esta é uma forma de ver a vida que jamais prega o paraíso e a perfeição na terra. Nem sequer perto disso. Se alguém está fazendo algo parecido, não é com autorização do Cristo. Os cristãos sabem que cometeram, cometem e vão cometer erros. Na luta diária, convivem com sucesso e fracasso, vitória e derrota. Sabem que esta é assim a vida cristã. Luta diária, pelo Seu auxílio. A dinâmica de uma vida inteira. Por isso, seguidamente vai acontecer aquilo que não devia.

(continua)
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