Vaidade

Poucas coisas são piores para o ser humano.

A vaidade começa a consumir por dentro. E então, se consuma lá fora. Abala a confiança, destroi qualquer tentativa de sanidade. Porque ela convence a pessoa de que ela está certa, ela é tão boa, é sempre tão esperta. Quem pensa diferente - que pena, ainda não atingiu tal grau de sabedoria. Claro, no fundo sabemos: isto não passa de insegurança.

O problema é que a vaidade nunca vem sozinha. Costuma trazer a arrogância, a auto-suficiência. Também a insegurança, desconfiança. E aí vêm também cobrança, destemperança, vingança. E a contaminação de tudo ao redor. Quem acaba indo embora, então, é a esperança. A esperança de que algo possa mudar.

A longo prazo, tudo que a vaidade faz é estipular para seu hospedeiro um prazo de validade.

Se alguém podia ser vaidoso era Jesus Cristo. Ele era tudo de bom. Não apenas tudo de bom, tudo de perfeito. No entanto, não houve alguém que exercesse tão bem a humildade. Olhou nos olhos, buscou aproximação. Ensinou. Sujeitou-se às piores coisas para nos dar o melhor. Sempre inspirando confiança, bonança, temperança. Deixando para nós, humanos, pela fé, aquilo que sempre sabemos que podemos ter: esperança.

Não em seres humanos. Porque a vaidade, sedutoramente, sempre consegue seu espaço para atrapalhar. Mas esperança divina que, quando ocupa o espaço na vida, obriga a vaidade a se render.

E, ainda, nos dá um novo prazo de validade: a eternidade.
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