Algo diferente

A gente tenta escrever algo diferente no Natal, mas a história é sempre a mesma. O menino Jesus nasce em Belém porque Deus decidiu salvar o ser humano. Então ele mesmo, Deus, assume forma humana - o Filho, que pisa o mesmo solo que cada um de nós. Não porque tinha que. Não porque foi obrigado. Unicamente porque quis. Amor. Principio que, aliás, tem feito muita falta aqui no solo onde Ele pisou.

Aí a gente escreve algo igual.

Só que o Natal sempre acaba tendo alguma coisa que é diferente.

Ou o período natalino deste ano é mesmo que o ano passado? Você está do mesmo jeito? No mesmo lugar? Com, as mesmas idéias? Nada conquistado, nada perdido? Não existem peças que se moveram de lugar? O corte de cabelo, o sapato, o canal de TV, tudo igual? Nada de novo 365 dias depois?

Não creio. O mesmo viajante nunca percorre do mesmo jeito a mesma estrada. Uma árvore não dá o mesmo fruto a cada estação. Tudo parece igual, mas muito há que está diferente,

Esta mistura entre diferença e semelhança, este acordo entre o imutável e a mutação, esta convergência entre o que não muda e o que não pára é a própria essência do que é Natal. Do que é a vida. Porque o menino de Belém veio para mudar o mundo com um Amor que é sempre igual. Veio para mudar corações para que, então, não mudem mais. Mostrando que viver é olhar em frente, mas sem deixar de olhar pra cima.

É por isso que, no fim, não é necessário tanta preocupação em falar sobre o mesmo a cada novo Natal. Porque o essencial não precisa de mudança.

E sempre há algo diferente no que a gente acaba de escrever.
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