um remédio, por favor!

por Sérgio Lutz

Um estudo publicado há algum tempo mostra que 50% dos americanos tomam, pelo menos, uma pílula diariamente. Destes, um em cada seis engole três ou mais cápsulas. Um dos motivos de tanta procura por remédios seria a propaganda que oferece soluções para tudo. E o que impressiona é que a propaganda vende um estilo de vida. Num dos anúncios de carro esporte, vêem-se jovens saudáveis, bem vestidos e em cenário espetacular. Um, porém, não parece aproveitar as benesses daquele paraíso. Uma voz ao fundo pergunta: “Você se sente angustiado? A tristeza o acompanha? Pergunte a seu médico sobre o remédio X.” Dentre os remédios, os campeões de vendas são os antidepressivos.

Vivemos num mundo que oferece soluções mágicas para os problemas. Em caso de tristeza, pílula X é a solução, em caso de alegria excessiva, pílula Y... Não queremos emitir juízo a respeito das recomendações médicas, apenas trazer à reflexão que momentos de alegria, de tristeza e outros, fazem parte da vida real. Que nenhum remédio substitui o carinho, a atenção e o amor. Nenhum medicamento substitui a fé.

Sentimentos, dos mais diversos, fazem parte da vida. È fundamental viver nossos momentos de dor, chorar nossas lágrimas, curtir as alegrias, amar e se sentir amado. Acreditamos que Deus é o remédio completo, a paz, a alegria, a ajuda nos momentos difíceis. Ele nos ama e recomenda a pílula da fé em Jesus para a felicidade eterna. Sua identificação é a cruz, formada por duas barras: a vertical que aponta e remete a Deus, à ação do próprio Deus em nós e a barra horizontal que nos lembra da ação em direção ao próximo.

O remédio ideal, portanto, é o que contém esta cruz na sua embalagem. Disponível para todas as pessoas, gratuitamente, sem perigo de esgotar.

Rev. Sérgio Lutz
Capelão e Vice-Diretor do Colégio Concórdia
Porto Alegre, RS

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