Mel



-Vou te dizer mais uma vez: deste jeito você não vai acabar bem!

-Eu te amo muito, sabia? Como é bom viver ao seu lado!

Qual das duas frases é como mel para a vida de alguém?
E se a resposta fosse: ‘as duas’? Seria possível?

Creio que sim. Pois, como lembrou hoje num e-mail o leitor Daniel Feld, existe o tipo mel que é mais doce e suave, como o de flor de laranjeira. E existe aquele que aparentemente é mais amargo, como
o de bracatinga. Este, aliás, pode servir muito bem para quem acha o mel algo muito doce e enjoativo pra ser consumido como alimento.

Mas, doce ou amargo, ambos têm uma característica comum: fazem bem a quem os ingere.

O Salmo bíblico 19 compara a palavra de Deus ao mel. No texto fala no tipo que é doce. Mas em alguns momentos, Deus também nos coloca à sombra da
bracatinga, onde degustamos algo que pode ser amargo de digerir, já que nem sempre nossas ações e pensamentos são gotas de verdade ou néctar de compreensão. Em outros, o Pai nos faz saborear favos doces de laranjeira, que nos confortam, deixando um ótimo gosto de amor, cuidado e proteção.

E por isso as palavras daqueles que realmente nos querem ajudar, ou nossas palavras sinceras quando querem construir, podem sempre ser mel na vida de quem nos ouve. Sejam um pouco mais amargas ou extremamente doces, quando vêm de fonte confiável, fazem bem a quem as recebe. Podem até não agradar o paladar no momento, mas fortificam e confortam em toda situação.
Se o mel produzido pelas abelhas na natureza
tem propriedades anti-sépticas, cicatrizantes e curativas, o mel oferecido por Deus à nossa natureza humana, e que podemos compartilhar com o próximo, nos protege das doenças que mais nos abatem, como a ansiedade, a falta de esperança e a solidão.

Doce ou amargo, o mel Divino sempre tem esta característica incomum: faz bem à vida e sustenta o coração.
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