Vida e vontade

A ignorância nos deixa mais infelizes ou felizes?

Depende. Se falamos de conhecimento, cultura, crescimento, a primeira alternativa parece ser certa.

Mas há coisas que talvez deveríamos ignorar para vivermos um pouco melhor. Por exemplo, a propaganda que nos garante que felicidade é ter isto ou aquilo. Aquela oferta de uma quantia boa de tranquilidade financeira em troca de....digamos..., favores. A idéia de que somente o luxo e o conforto podem realmente proporcionar qualidade de vida. A frustração por não termos mais o que tínhamos ou por não termos o que achamos que deveríamos ter.

Mas aí, o problema está posto. Depois que fomos aguçados em nossos desejos, fica dificil controlar as vontades e a ansiedade do coração.

Ontem, na
Pop Rock, o Érico Fraga e eu conversávamos sobre algo nesta direção. E parece ser uma reflexão que tem sua propriedade. Não que seja bom não ter nada, viver sem nada, nunca ter nada. O problema está mais em desejar tudo, achar que se deve ter tudo, viver ansioso com tudo.
Por conseqüência, aumentar as chances de frustar-se por não ter.

O que não é bom ignorar, portanto, é a lembrança de Jesus Cristo, quando disse “busquem primeiramente o reino de Deus e sua justiça, e as demais cosas serão acrescentadas a vocês”. Quando começa pela fé, a felicidade não é mais apenas um conceito repetido e batido, mas uma certeza definida para o coração.

E, assim como ter muita coisa boa e depois não ter mais, conhecer a vida com Deus e depois deixá-la pra trás não nos deixa bem. Mas ao contrário do patrimônio, que às vezes precisa ser desfeito, da presença de Deus, gratuita e incondicional, nunca precisamos abrir mão. Qualidade de vida certa e segura, para ignorarmos o maximo possivel as coisas que nos prejudicam e conhecermos cada vez mais o que é bom, útil e agradável para nossa vida com Ele.

E aí a solução está perto. Depois que fomos aguçados em nossa fé, fica mais fácil controlar nossa vida e vontade com conhecimento, felicidade e direção.
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