Paradinha

Foram três, só este fim de semana, em jogos do campeonato brasileiro de futebol.

Ao correr para bater o pênalti, o jogador dá uma parada antes de chutar a bola. A idéia é que o goleiro, que normalmente salta um pouco antes do chute, caia para o lado que escolheu. Então, o batedor, com tranqüilidade, escolhe o outro canto. Gerou certa polêmica, mas ao que parece não há sinalização de que ela vá ser proibida.

E ela não está proibida também em nossa vida, diante das escolhas e decisões. Dar uma paradinha pode nos ajudar a ver melhor de que lado vai a pessoa mal intencionada, a oferta que não presta, a proposta que não cai bem. Pode fazer enxergar para onde está pendendo a pior escolha, o caminho não bom, a decisão que pode nos fazer errar o chute. A paradinha pode nos ajudar a escolher o canto certo para marcar o gol.

Mas vamos colocar esta ilustração também na visão do goleiro. Também para ele uma paradinha, ou ‘esperadinha’, pode aumentar a chance de a defesa se consumar.
Quando determinadas oportunidades surgem, vale a pena simplesmente já ir se jogando, adivinhando qual é a melhor alternativa de acertar? Talvez ficar parado uns instantes a mais aumente nossa chance de ter sucesso. O goleiro que fica parado no centro do gol desconcerta o batedor. A pessoa que fica centrada em seus princípios, desconcerta quem pretende enganar, usar a malandragem, ludibriar.

Em qualquer um dos casos, a paradinha para ouvir a orientação de Deus sempre é válida. Sempre podemos aprender um pouco mais das regras da vida e evitarmos os impedimentos que nos afastam de nosso objetivo principal: jogar bem.

Uma vida ‘paradona’, é fato, pode não trazer bons resultados . Mas certas ‘paradinhas’ ao longo da vida podem nos fazer ter muito o que comemorar.
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