Não me atendas

Quando a raiva em mim se instalar
E no intimo desejar punição,
Por favor, não me atendas, Senhor.
Pois, depois, é bem forte a aflição.

Se insultarem ou me desmerecerem
E, em pensamento, castigo eu rogar,
Por favor, não me atendas, Senhor
É o perdão que eu devia abraçar.

Se um erro absurdo eu fizer
E pedir para não mais viver.
Por favor, não me atendas, ó Pai
Teu amor reconstrói do meu ser.

Se a solidão adentrar minha porta
E a quiser preencher sem pensar.
Por favor, não me atendas, Senhor
Eu sei onde esta estrada vai dar.

Se a indiferença achar minha alma
E eu quiser já não mais me importar,
Por favor, não me atendas, Senhor
Não me deixes jamais congelar.

Quando eu desistir das minhas forças,
E em ti a ajuda buscar,
Por favor, então me atende, Senhor
Pois é quando começo a acertar.
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